Blood And Fire
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Tudo estava indo bem, bem demais para que eu pudesse ficar tranquila. O Glee Club estava cada vez melhor e estava tão feliz que nem as lembranças podiam me afetar mais.
A escola ficava cada vez mais fácil e mais feliz com meus amigos, e devo admitir, eles eram as melhores coisas do mundo e meu bem mais precioso. Rose ficava cada vez mais simpática com as pessoas e estava até sorrindo mais. Finn, que por tanto tempo eu tinha o dever de aturar, havia se tornado um irmão pra mim, coisa que tentávamos a quase um ano. Rachel, que eu repelira por um bom tempo, havia se tornado minha amiga. Conversámos sobre musicais e por diversas vezes fizemos duetos de peças famosas. Blaine era indescritível. O tamanho de nossa amizade era gigantesco e o amor que eu sentia por aquele menino era tão grande que chegava a doer. Nossa amizade seria para a vida toda e todos ao nosso redor podiam ver isso. E Kurt... Como explicar nosso relacionamento depois que entrei no Glee Club... Tudo o que eu sentía por meu irmão triplicou de tamanho. Eu agora, além de amá-lo com todas as minhas forças, o admirava e fazia parte de seu mundo. Eu agora conhecia meu irmão por completo e nossa amizade e amor era algo tão grande que nada em todo o mundo poderia nos separar, fosse o que fosse. Segredos? Nós nunca tivemos, mas agora, éramos tão amigos que conversávamos sobre tudo.
Na semana seguinte tudo estava calmo, nenhuma discussão, romance, briguinhas ou duelos por solos, tudo numa perfeita harmonia. Nossa tarefa naquela semana era a amizade, precisaríamos escolher qualquer música e cantar para nosso melhor amigo, como uma serenata. Enquanto todos já estavam eufóricos com a idéia, minha cabeça pinicava e zunia: Como eu faria uma apresentação sozinha?! Senti as mãos geladas de Blaine em meus ombros e sua voz vindo de trás.
— O que foi Emm?
— Nada. — Eu era drámatica demais e minha timidez precisaria ser superada alguma hora, certo?
— Ainda não sei exatamente o que fazer com a lição desta semana. Todos já parecem certos.
— Eu não. Não tenho idéia de que música cantar.
— Bom, preciso de algo perfeito. — Falou sentando-se ao meu lado.
O sinal tocou e Blaine se despediu de mim, provavelmente ele estaria indo com Kurt para algum lugar. Meu plano estava funcionando perfeitamente bem e aquilo era bastante reconfortante.
Enquanto andava pelos corredores, agora parcialmente vazios, da escola pude ver que eu, era quase tão imperceptível quanto um mosca e que aquilo de certa forma, era bom.
Mas em segundos, tudo aquilo que meus amigos temiam, aconteceu comigo. O líquido colorido e gelado que foi jogado em meu rosto por um daqueles idiotas populares, agora penetrava em minhas roupas e me deixava tremendo e suja. Segui para o banheiro, certa de que tinha que me limpar antes de sair dali, e pressionei um papel úmido contra meu rosto.
Ouvi a porta se abrir, mas não olhei, não importava quem fosse, certamente não estava lá para me ajudar. Mas meus instintos eram os mesmos de qualquer outra pessoa, e a curiosidade me dominou quando o ser em questão não se manifestou em nenhum sentido. Olhei de relance para alguém que me era familiar, mas não exatamente conhecido.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntei. A imagem de um homem no banheiro faminino me assustava.
— Espere, deixe eu te ajudar. — Disse ele sem responder minha pergunta anterior. Molhando o papel, ele apenas olháva-me. — Meu nome é Sam, acho que você já deve ter me reconhecido.
— Sim, você também está no Glee Club. — Eu sabia de onde ele era, Kurt já havia me falado dele. — A propósito, meu nome é Emily.
— Feche seus olhos. — Obedientemente fechei meus olhos e senti a suavidade com que ele limpava a minha pele.
Estremeci quando sua mão, acidentamente, tocou na minha e tudo o que pude fazer foi sorrir enquanto ele me olhava frenéticamente. Eu era capaz de senti sua respiração quente e ouvir seu coração batendo. Estávamos no mais absoluto silêncio.
— Obrigada. — Disse, assim que ele parou.
— Não precisa agradeçer. Eu sei como dói.
— Mesmo assim, obrigada. — Sorri.
Saímos do banheiro e o corredor, antes parcialmente cheio, estava completamente vazio, exceto por Kurt e Blaine que esperavam pacientemente na porta.
— O que vocês dois estão fazendo aqui? — Perguntei. Eles deveriam estar tomando café ou fazendo compras juntos, não esperando-me no corredor do colégio.
— Te esperando, é claro. — Kurt respondeu já me puxando para caminhar ao seu lado. — Um certo alguém, me contou que a senhorita estava dando uma de cupido... — Ele murmurava agora. — E que seus alvos no momento eram eu e Blaine. — Minha expressão se transformou. Eu sabia do que Kurt era capaz com raiva.
— Desculpe, mas... Eu acho vocês dois perfeitos e tão pareci...
— Obrigada Emm. — Disse ele me interrompendo com um abraço. Eu deveria parecer confusa, porque Kurt percebeu minha expressão. — Conversamos mais tarde, ok?
Kurt me levou novamente para Blaine e Sam, voltando também para seu tom de voz normal.
— Emm, Kurt e eu decidimos que você precisa de alguém. Então, conversei com um amigo meu e... Ele adoraria te conhecer. — Blaine me abraçava de lado, com seu sorriso nos lábios. Argh, como alguém poderia me persuadir assim? — Então vamos nos encontrar com ele no café. Como um encontro duplo.
Sim, eu estava tremendo de felicidade, mas não pelo meu encontro. Eu estava feliz demais com Blaine e Kurt e com o relacionamento que estava se formando entre eles. Meu Deus! Todo aquele meu plano tinha dado certo. Eu sabia que os dois eram perfeitos um para o outro, eles só precisavam descobrir isso. Saí do abraço duplo que me era dado, e coloquei-me ao lado de Sam.
— Nós podemos ir. — Disse olhando para os dois na minha frente. — Mas nada do seu amigo Blaine. Eu meio que já tenho um... — Eu não sabia que palavra usar. — Encontro.
Segurei a mão de Sam o mais rápido que podia, e ele observou o tocar delas. Eu não podia ter um encontro agora, e eu poderia explicar tudo a Sam mais tarde, ele não se importaria, não é mesmo? Eu precisava fazer as duas pessoas que mais amo terem um encontro, e se o único jeito era a minha companhia, então assim seria.
— Sério Emm? — Kurt sabia de minhas mentiras, até porque, eu não era muito boa nisso.
— Sim. — Sam respondeu segurando mais forte em minha mão.
Andamos até o 'Breadstix' aonde Kurt e eu sempre comíamos. O caminho todo, que era considerávelmente grande, Kurt e Blaine andaram atrás de mim e Sam, enquanto ele ainda segurava minha mão e brincava com algumas mechas de meu cabelo. Eu tinha entendido o recado: Ele sabia que estava ali me fazendo um favor.
Sentamos lado a lado e logo pedimos algo para beber.
— Emm, porque você demorou tanto hoje? — Blaine perguntou.
— Bom, tive um pequeno acidente.
— O que aconteceu? — Kurt parecia preocupado.
— Ele ganhou seu primeiro 'slushie'. — Sam falou melancólico, segurando-me pela cintura.
— Sinto muito Emm. — Kurt apertou minhas mãos enquanto falava.
— Não sinta. Eu estou bem. Só um pouco melecada, mas bem. — Sorri.
Era tão gratificante ver aquilo. Os sorrisos de Blaine, as desculpas de Kurt para o vermelho em suas bochechas e principalmente ver que eu tinha feito a coisa certa. Eles precisavam um do outro, precisavam de amor, e um tipo de amor que nem eu, reunindo todas as minhas forças poderia dar. Não era nada mal ficar lá, apenas olhando para eles. Ainda tinha Sam que fitava nossas mãos unidas a cada cinco minutos, ele merecia uma resposta. Afinal, eu havia o conhecido hoje e ele já tinha me ajudado, e muito. Enquanto Kurt e Blaine conversavam sobre a roupa de alguma pessoa ali, decidi agir mais profundamente.
— Vamos sair daqui? — Murmurei no ouvido de Sam.
— Eu não recusaria um convite desses. — Murmurou de volta.
— Temos que arrumar uma desculpa, esses dois podem ver a mentira em meus olhos.
— Deixa comigo. — Ainda murmurávamos.
Quando os dois voltaram-se para nós novamente, Sam já parecia estar com as palavras na ponta da língua, mesmo assim, senti que deveria começar.
— Kurt, nós não estamos exatamente com fome, acho melhor deixar vocês dois e irmos embora.
— Vamos tomar um sorvete, vocês podem nos encontrar lá no parque mais tarde. — Sam era muito bom com desculpas.
— Isso parece magnífico, certo Blaine? — Kurt parecia feliz em nossa partida, mas o motivo era bom demais para que eu ficasse com raiva ou brava.
— Certo. Vejo você mais tarde Emm. — Blaine levantou e me deu um abraço, eu sabia que era mais do que parecia. Era um abraço de agradecimento.
Sam saiu do restaurante e após o fechar da porta, ele finalmente soltou minha mão.
— Me desculpe. Eu realmente me sinto uma idiota. — Eu precisava me desculpar.
— Tudo bem, não foi assim tão mau. — El sorria.
— É sério, me sinto uma completa idiota. Mas eu tinha que fazer isso, por eles. Você entende?
— É claro. Você realmente os ama, não é mesmo? — Ele guiava-me pelo parque.
— Com todas as minhas forças. — Ele olhava para mim enquanto sentávamos em um banco. — É só que... Eu vi tudo o que meu irmão teve que passar. A dor, o sofrimento... E eu me senti incapaz... Não pude ajudá-lo do jeito que eu queria, principalmente porque eu não entendia o que ele estava sentindo. — Ele voltou a segurar minhas mãos, dessa vez, fui eu quem as olhou juntas, unidas.
As palavras simplesmente não saiam de minha boca, estava nervosa demais pela intensidade da conversa, ou pelo calor que subia para minha cabeça e que Sam, poderia estar percebendo em uma hora dessas. Balancei a cabeça para que a vermelhidão diminuísse e soltei suas mãos para que pudesse cobrir minhas bochechas. Eu tinha que continuar para que Sam não percebesse nada, mas aquele sorriso bobo permanecia em meu rosto.
— Ei, não precisa esconder nada. — Disse ele tirando minhas mãos de meu rosto. Eu precisava mudar de assunto. Desde quando o foco daquela conversa era eu?
— Você podia ver o brilho nos olhos deles? Como um faz bem ao outro? Eles estavam sorrindo a toa, conversando, rindo. Acho que nunca vi Kurt tão feliz. Sinto orgulho de dizer que ele é meu irmão.
Eu podia ver ele se aproximando, podia sentir sua respiração e seu hálito quente em meu rosto. Podia entender o que meu corpo queria. Mas já tinha me concentrado na idéia de que não iria acontecer aquilo de novo, não daquele jeito.
— Não. — Disse apenas me levantando.
— O que foi?
— Eu não vou cometer o mesmo erro duas vezes, isso me faria idiota. — Sim, as lembranças voltavam cada vez com mais intensidade e me causando mais dor.
— Emm, eu realmente não queria passar nenhum limite.
— Bom você não deveria ter tentado me beijar. Eu realmente agradeço por tudo o que você fez, mas... Acabamos de nos conhecer. — Ele me abraçava de lado.
— Desculpe.
— Tudo bem, mas eu preciso... Ir. — Soltei-me de seus braços e corri para o BreadStix o mais rápido que podia. Eu não queria atrapalhar aquela noite para eles, mas só Kurt e Blaine poderiam me acalmar.
Abri a porta e vi os dois sorrindo um para o outro. Sentei-me à mesa e me senti culpada por estar prestes a estragar tudo.
— Emm, você está bem? — Kurt já se levantara e me abraçava com força.
— Não. — As lágrimas caíam muito rápido. Eu sentia como se tudo estivesse prestes a desabar e como se meu mundo não fosse existir nunca mais.
— Aquilo de novo? — Ele sempre sabia o que acontecia comigo. Eu apenas balancei a cabeça em concordância.
— Vamos te levar pra casa. — Blaine me abraçava tão forte quanto Kurt.
Eu me sentia segura ali, no meio dos dois. Era um sentimento tão bom que eu pararia aquele momento e viveria nele para sempre. Blaine me abraçou o caminho inteiro enquanto Kurt ia ao nosso lado segurando minha mão. As lágrimas eram intermináveis.
Kurt, ao chegarmos em casa, abriu a porta e me levou até o sofá, cobrindo-me com uma manta já próxima. Blaine, ainda me abraçando, sentou-se ao meu lado e em nenhum momento, pediu explicações sobre meu choro. Quando ele preparava-se para sair, me senti estranha. Eu precisava de meu melhor amigo ali.
— Blaine! — Gritei com a voz falha.
— Emm? — Disse ele se virando para mim.
— Eu ainda não te contei o porquê de tudo isso.
— Emm, você tem certeza? — Kurt sabia o quanto aquilo doía.
— Tenho. — Ele ainda precisava saber que eu confiava completamente em Blaine. — Ele é meu melhor amigo. A pessoa que mais amo depois de você. Ele merece saber o porquê de todo esse drama, não é? — Ele balançou a cabeça positivamente.
Blaine se sentou ao meu lado e segurou em minha mão.
— Bom, é algo delicado e sinto muito pelas possíveis lágrimas que poderei derramar durante meu pequeno discurso. — Sim, era um assunto tão sério que minhas palavras se tornavam formais. — Foi a dois anos atrás. Eu tinha acabado de fazer 15 anos e tudo parecia perfeito. Então, quando fui à uma festa, conheci John. Ele era perfeito. Olhos verdes, sardas espalhadas pelo rosto, cabelos ruivos e um perfeito cavalheiro. Ele era doce e... O amor da minha vida. — Kurt segurou minha mão e apertou-as com força. Respirei fundo. — No verão, o nosso amor cresceu. Eu já não podia viver sem ele e ele sem mim. Kurt e eu fomos para a casa de uma de nossas Tias e nenhum de nós gostava muito de lá, então, a maior parte de meu tempo era com Kurt ou conversando pelo telefone com John. — Kurt tinha lágrimas nos olhos, assim como eu. Ele sabia que o Clímax estava chegando. — Mas em uma tarde monótona, John foi me visitar...
Eu já não conseguia falar, as palavras estavam presas em minha garganta e os olhos brilhantes de Blaine me fitavam. Ele queria me abraçar, só não sabia se era certo naquele momento.
— Mas depois de algum tempo, eu não me lembro exatamente como, uma briga começou. Lembro-me de John seriamente bravo comigo e ele apenas falava mal de Kurt. Ele estava tão bravo. Mas eu tinha que defender meu irmão. Eu amava Kurt. E foi naquele momento que percebi o quanto eu era ruim. — Eu tremia de tanta dor, chorava como se não houvesse amanhã. — Eu nunca tinha realmente amado John. Ele era minha paixão de verão, mas nada mais que isso. Então eu o mandei embora, mas eu e Kurt o seguimos até a rua. Ficamos olhando ele desaparecer e foi quando um... Assaltante veio até nós. Ele tinha armas e a gente estava indefeso. — Kurt chorava ao imaginar a cena, assim como eu. — Então, eu não sei porque razão, talvez ele tenha ouvido nossos gritos, mas John voltou para nós. Ele se colocou entre a arma e nós, e foi então que houve o acidente.
Definitivamente eu não podia mais continuar. Ao imaginar aquela cena, cada pedaço da ferida se abria e mostra aquele lado vulnerável de mim, aquele que me fazia sangrar. Respirei fundo, tentei desfazer o nó em minha garganta e pronunciei o final.
— Ao ver John no chão, o assaltante correu e nós corremos para o corpo, já sem vida, de John. Aquilo era tudo culpa minha! Se eu tivesse realmente o amado, ele não teria saído! Ele tinha se sacrificado por mim! E eu nem sabia se eu faria o mesmo por ele! Quantas vezes quis refazer aquele dia e responder a todos os 'eu te amo' com verdade. Eu não entendia, mas o sentimento que eu tinha por ele tinha sido falso, uma mentira. — Blaine me abraçava com força agora. — Você não sabe como doem as lembranças. O rosto da mãe dele na sua despedida. O pai chorando. E eu sabendo que tudo aquilo era por culpa minha! Ele morreu sabendo que eu o amava! Sabendo uma mentira! Eu sou um mostro! Eu passei meses tentando me recompor, mas não consigo! E foi por isso que decidi ir para o Mckinley. Eu já estava melhor, e Kurt é e sempre será o meu protetor.
Kurt me tirou dos braços de Blaine e olhou em meus olhos. Ele sempre fazia isso em minhas recaídas.
— Emm! Me ouve! Você não teve e nunca vai ter culpa de nada. Seus sentimentos não podem ser controlados e o que quer que ele sentia... Era com ele. — Ele me abraçava. — Você ainda vai encontrar alguém me merece ser o dono desse sorriso, desses olhos e principalmente desse coração. Porque, o que quer que você guarda ai dentro é muito bom.
— Obrigada! Você sempre sabe o que me dizer. — Respirei. — Sabe, acho que tirei um peso de minhas costas. Eu precisava dividir isso com alguém.
Olhei para Blaine e Kurt e me senti completamente feliz. Eu podia me sentir segura, acolhida.
— Aliás... Preciso confessar uma coisa. — Enxuguei minhas lágrimas e sorri. — Eu meio que...
— A gente sabe. — Blaine e Kurt responderam juntos.
— E deu certo. Eu nunca vi vocês dois mais felizes. — Os dois me abraçaram. — Só me prometam. Vocês não vão me deixar de lado, ok? Somos um trio. — Eles sabiam que eu estavam brincando.
— Ok Emms. — Blaine era um doce.
Então, no dia seguinte eu já estava pronta. Eu já sabia que música cantar, para quem cantar e o medo que antes me perseguia já não existia. Entrei naquele palco sabendo para quem olhar, mas a visão de Blaine e Kurt sentados lado a lado, foi interrompida por Sam, do outro lado, segurando a mão de Quinn. Rose estava ao lado de Finn, o que me fez ficar feliz. Talvez ela se desse melhor em relacionamentos do que eu.
Respirei fundo e olhei para as três pessoas que eram mais importantes para mim: Kurt, Blaine e Rose. E iniciei aquela música tão importante para mim. (I Turn To You — Christina Aguilera.)
When I'm lost in the rain
In your eyes I know I'll find
The light to light my way
When I'm scared, losing ground
When my world is going crazy
You can turn it all around, yes
And when I'm down you're there, pushing me to the top
You're always there giving me all you've got
For a shield, from the storm
For a friend, for a love to keep me safe and warm
I turn to you
For the strength, to be strong
For the will to carry on
For everything you do
For everything that's true
I turn to you
Eu olhava para Blaine e Kurt, eles sabiam que aquelas palavras eram para eles.
When I lose the will to win
I just reach for you and
I can reach the sky again
I can do anything
'Cause your love is so amazing
'Cause your love inspires me
And when I need a friend, you're always on my side
Giving me faith, taking me through the night
For a shield, from the storm
For a friend, for a love to keep me safe and warm
I turn to you
For the strength, to be strong
For the will to carry on
For everything you do
I turn to you
Rose tinha os olhos brilhantes. Ela era tão importante para mim, as vezes esquecíamos de tudo o que tínhamos passado juntas.
For the arms to be my shelter through all the rain
For truth that will never change, for someone to lean on
But for a heart I can rely on through anything
For the one who, I can run to, I turn to you
For a shield, from the storm
For a friend, for a love to keep me safe and warm
I turn to you
For the strength, to be strong
For the will to carry on
For everything you do
Eram as últimas notas. Forcei minha voz e pela primeira vez, senti que tinha atingido a perfeitção.
For everything that's true
For everything you do
For everything that's true
I turn to you
Terminei a canção pedindo para que o dia passado acontecesse de novo. Blaine, Kurt, Sam... Eu precisava sentir o que senti naquele dia.
Mas estava feliz... Mais feliz do que estive em muito tempo. Estava mais feliz por meus amigos do que por mim, mas estava com plena felicidade.
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