Blond Hair

3 Losses and Achievements


Notas iniciais
Mesmo não tento leitores, continuarei postando HAHA O que vocês acham da Scarlett Johansson como Susan? Quando estou escrevendo somente ela me passa pela cabeça!! SUSAN ♥ DARYL E outra, me desculpem se tiverem alguns erros de português :( haha

"Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby"

O silêncio se instalou por um longo tempo, os barulhos da chuva e do vento pairavam no ar. Dormi muito pouco, pois sempre ficava a espreita a espera de Walkers... Mesmo sabendo que Susan permanecia acordada. Quando amanheceu a chuva já havia ido embora e meu sono também, levantei depressa, porque minha perna já estava muito melhor.

– Não quer dormir um pouco antes de irmos? – Indaguei saindo da barraca.

– Não quero perder tempo – Admitiu.

Não conversamos mais, ela apenas me ajudou a subir na garupa do cavalo para seguirmos viagem em direção à lojinha.

O silencio continuou até nosso destino, contudo algo nos assustou profundamente. A horda continuava lá, ao lado de minha moto. Escondemos o cavalo um pouco dentro da floresta e seguimos a pé a espreita até a esquina da loja, foi então que falei:

– Teremos que ir embora, são muitos – Disse angustiado.

– Poderemos tentar – Falou sussurrando – Sou ágil, posso chegar pelo menos até sua besta e seus suprimentos sem fazer muito barulho.

– Você tem alguma arma? Além do arco claro – Perguntei.

– Tenho essa pistola, mas o pente está na metade já – Falou e logo me mostrou a arma.

– Tenho uma na mesma condição, mas podemos tentar – Verifiquei novamente a situação e prossegui – Você me da cobertura e eu vou até lá, teremos que ser rápidos – Ordenei.

– Não é melhor eu ir? Sua perna ainda deve ser dolorida. – Pediu.

– Estou ótimo e as coisas são minhas – Respondi com um pequeno sorriso no rosto.

– Estarei aqui – Assentiu confiante e preparou-se.

Corri em direção a minhas coisas e muitos Walkers me seguiram, entretanto me deparei com Susan acertando a maioria deles, então pensei: “Agora essa desgraçada sabe atirar” e foi impossível não sorrir com aquela pensamento.

Matei alguns que estavam logo a minha frente e não foi tão difícil como eu imaginava.

Susan logo apareceu ao meu lado para ajudar a juntar minhas coisas.

– Suba, rápido – Disse dando partida em minha moto.

Ela então subiu em minha garupa e rapidamente seguimos para buscar seu cavalo. Ao chegarmos ao local nos deparamos com errantes sobre o animal, devorando-o, a loira incrédula corre a sua direção e dispara três tiros diretamente em suas cabeças. Arrasada ajoelhou-se ao lado do animal já morto e o observou com o rosto coberto de lágrimas. Sua tristeza era imensa, podia ver a dor em sua alma, algo tão complicado de lidar, todavia muito diferente do que senti quando soube de meu irmão. A tristeza de Susan era pura e ingênua, pode ser comparada à dor de Carol quando perdeu sua filha. Me aproximei, botei minha mão sobre seu ombro e falei:

– Melhor irmos – Sussurrei.

– Eu o amava, estávamos juntos em uma longa jornada, passamos por tanta coisa – Falava entre prantos acariciando o animal – Você sabe qual nome dei para ele? – Perguntou e logo respondeu – Raul... Significa lutador, um verdadeiro guerreiro, era isso mesmo que ele era – Sorriu com o canto da boca – Desculpe, lembro que não gosta de mulheres chorando – Limpou o rosto com as mãos e continuou – Sabe de uma coisa, eu também não suporto.

– Tudo bem – Eu me sentia estranho, provavelmente um sentimento de culpa havia me tomado.

– Se eu não tivesse deixado ele sozinho – Balançou a cabeça em sentido de negação e seguiu – Na verdade eu só faço coisas erradas – Lamentou.

– Você vai superar Susan – Admiti – Mas agora temos que ir – Disse por fim, pois realmente odiava lamentações.

Ela despediu-se de seu cavalo ainda chorosa, subimos na moto e seguimos o caminho da prisão. Durante todo percurso ninguém ousou falar nada, em alguns momentos eu até podia ouvir seu choro, porém fingia que não havia escutado.

Quando a noite surgiu já estávamos muito perto de nosso destino por isso resolvemos não parar. Chegamos na entrada da prisão, entretanto o estranho era não ter sinal de nenhum ser humano, afinal sempre alguém estava de guarda. Uma única pergunta surgiu em minha cabeça: será que eles haviam me abandonado?

Susan desceu as presas para abrir o portão em quanto eu lhe dava cobertura, ela foi rápida e logo pude estacionar a moto. Então correu em minha direção e indagou:

– Cadê todo mundo? – Ela parecia apreensiva.

– Isso que estou me perguntando – Disse como se não me importasse.

Verifiquei toda parte de fora da prisão e não encontrei nenhum carro, assim como nenhuma pessoa. Susan me acompanhava com passos largos, completamente desnorteada.

Seguimos para a parte de dentro do bloco que todos costumavam ficar, mas também estava completamente abandonado.

– Olhe isso – Susan disse na porta de uma das celas. Lá estavam todas as armas, munições e roupas.

– Por que eles iriam embora sem levar nada? Eles não seriam loucos de sair com um bebê que acabou de nascer, não é? – Perguntei sem querer uma resposta, apenas dando explicações para minha consciência.

– Um bebê? – A loira parecia confusa, examinava um papel que acabará de achar no chão. – Mas parece que eles não foram embora, os levaram – Disse Susan entregando-me a folha. Li rapidamente e nela estava escrito: “Fuja, não volte mais aqui D”.

Fiquei algum tempo observando o papel sem falar nada. Aquela caligrafia me era familiar, com certeza de Carl.

– Melhor sairmos daqui, parece que seus amigos se preocuparam com você, deixaram um aviso – Susan disse atônita.

Joguei-me sobre o chão da cela e fiquei ali sem me mover, Susan impaciente falou:

– Temos que ir, Daryl – Fitou-me séria.

Permanecia ali, paralisado, sem gesticular nenhuma palavra. A loira incrédula me observava sem entender exatamente nada.

– Daryl, temos que ir – Balbuciou entre gritos e prosseguiu calmamente – Eles foram levados por alguém, ou algo não sei. Só sei que temos que ir para não acontecer o mesmo conosco – Suspirou aflita.

– Então vá não me importo com você, afinal tudo isso é culpa sua, mas que bosta – Gritei sem pensar.

Após escutar tudo que eu acabarei de falar pegou suas coisas e correu rapidamente para a saída do bloco, sem nenhuma briga. E eu simplesmente corri atrás, não sei bem o porquê, mas me importava com ela, não poderia a deixar sozinha por ai.

– Susan – Gritei em quanto ela andava sem olhar para trás. Meu grito chamou a atenção de muito Walkers no portão, entretanto eu realmente não me importava.

– Susan – Gritei mais uma vez alcançando-a, só que agora agarrei um de seus braços para que virasse.

– Qual é a sua? Para de fazer alarde – Ela disse sem olhar em meus olhos – Eu realmente não entendo – Balançou a cabeça incrédula. – Você me manda embora e agora vem atrás de mim, quer saber Daryl, vai tomar no seu cu. – Tentei falar, mas ela interrompeu e continuou – No começo estava tão culpada por ter atirado em sua perna, mas sabe o que eu deveria ter feito? – Perguntou sem querer uma resposta – Atirado bem no meio da sua testa, seu grosso filho da puta. – Ela desabafava andando de um lado para o outro e eu ficava ali escutando, completamente atônito – Fui legal com você e só me fudi, por isto que não se devem ajudar pessoas – Riu sem humor.

– Terminou? – Perguntei sério.

– Não, acho que não – Olhou para mim com raiva – Você até pode ter perdido seus amigos por minha causa, mas eu perdi meu melhor amigo e minha única razão para continuar nessa PORCARIA de mundo, por culpa sua. Estamos quites, mas eu deveria ter atirado em você – Algumas lágrimas rolaram sobre seu rosto. Dirigi a arma que estava em suas mãos até minha cabeça.

– Então atire agora – Gritei. Ela fitou-me incrédula e naquele momento me perdi em seu olhar. Passou alguns minutos e ela continuava sem reação, então disse novamente:

– Faça o que quer – Ela então largou a arma no chão e me abraçou. Ninguém nunca havia me abraçado daquela forma, calmo, contudo ao mesmo tempo cheio de ternura. Ela apertava fortemente seu corpo contra o meu e naquele momento eu realmente a desejei, de uma forma que nunca desejei nenhuma mulher. Susan chorou, desabou em lágrimas sobre meus ombros e eu estava ali mais uma vez sem saber o que fazer, sua angústia me devorava. Então fiz aquilo que eu tanto queria desde que a vi ao lado daquele cavalo, desde que mergulhei pela primeira vez naqueles cabelos loiros, me perdendo em seus olhos verdes. A beijei. Ali, na presença de todos aqueles errantes que nos separavam apenas pelo portão. Segurei-a fortemente pela cintura e juntei seus lábios aos meus, uma boca tão gélida e um perfume tão doce. Nossos corpos se entrelaçaram, seus seios cada vez roçavam mais em meu peito, suas mãos deslizaram pelas minhas costas. Nos desligamos do mundo em nossa volta e apenas continuamos ali, entre suspiros e desejos. Susan terminou o contato entre nossos lábios e logo nos entreolhamos.

– Teremos que dormir aqui – Falei como se nada tivesse acontecido. – É muito perigoso sairmos agora, melhor entrarmos e dormirmos, pois amanhã será uma longa viagem. – Terminei de falar e virei para sair, contudo Susan disse:

– Eu passei por muita coisa e você nem imagina o quanto... Perdi Raul e não posso te perder também, eu não quero te perder...

Notas finais
SE ALGUÉM ESTIVER LENDO POR FAVOR COMENTE, PARA ME DAR ÂNIMO PARA CONTINUAR!