Blindness

1 Oops!... I Did It Again


Notas iniciais
Olá, pessoas! Eu sou a Dani e apesar de ser nova aqui no site, desde 2013 sou escritora ativa do mundo das fanfics ♥
Esta história começou a ser publicada por mim lá no Spirit, assim como as anteriores que escrevi, então para que não haja mal entendido, não se espantem se for o caso de encontrarem meu perfil, não é plágio!

Blindness, como diz a sinopse, trata-se de um triângulo amoroso. Porém, devo frisar, que a história vai se basear no descobrimento da bissexualidade da nossa Britney. Sou muito minuciosa e dramática, então nem sempre as coisas acontecem rápido no desenrolar da história, pois gosto que meus leitores se sintam parte do universo e não somente agentes secundários.

Espero profundamente que gostem ♥

P.s.: Britney Spears e Selena Gome?! Sei que esse é um shipper provavelmente nunca ou pouco escrito anteriormente, mas é a junção maravilhosa de duas artistas que amo e que vivem universos aparentemente diferentes! Torço para que se identifiquem e se juntem ao shipp!

Tudo começou regado a champanhe, rosas vermelhas, véu e grinalda. O céu mais parecia algodão doce com suas nuvens branquinhas e o sol se despedindo com tamanha maestria em um pôr do sol inesquecível, fazendo jus ao que julgara ser o dia mais feliz da sua vida.

A cerimônia fora organizada meticulosamente por ela. Wendding planner, bufê, reverendo, local e todos os detalhes que uma noiva tem por direito. Inclusive as alianças. Sim, pode soar estranho – em casamentos tradicionais, o noivo é o responsável por elas. –, mas Britney as escolheu com tamanho apreço que a emoção lhe tomou por completo. Afinal, desde que era uma garotinha com tranças e marias-chiquinhas no cabelo, ela planejava o grande dia. Imaginação nunca faltou, com toda a certeza. No entanto, ela não optou por compra-las, pelo contrário, foi forçada a tomar tal iniciativa quando o noivo adiava o compromisso, com a desculpa de estar abarrotado em papeladas de processos judiciais que o escritório Hudson’s lhe atribuía diariamente.

“O que eu podia fazer? Casar sem alianças?”, era o que a Britney de três anos atrás pensava. Hoje, ela reformulou a pergunta: “O que eu podia fazer? Nunca se casar, de preferência com um babaca.”. Nota mental: Jason Trawick.

Sonhar jamais foi uma tarefa difícil para ela, pois fazia isso de olhos abertos, a mente viajando por milhas e milhas de distância, cidades, estados e continentes. Não havia fronteiras para Britney Spears e seus sentimentos, mas o que ela não sabia, era que ao se casar, estava sendo posta no alto de uma torre abandonada, como uma Rapunzel em apuros, cujo príncipe encantado havia virado sapo, antes mesma de salvá-la.

As algemas invisíveis em seus braços a sufocava de maneira terrível, causando pena em qualquer pessoa escrupulosa que ousasse aproximar-se dela.

Jason, definitivamente, estava prestes a bater o recorde de maior arrependimento do mundo no Guinness Book, se é que é possível. A não ser pelo lindo rapazinho que a aguardava em casa. Preston é o nome dele. O seu pequeno anjo de cabelos caramelados e olhos atentos.

Semana que vem ele completaria três aninhos e os preparativos para a festa estavam a todo o vapor.

Mal podia esperar para encher os balões do Pikachu e vê-lo soltar a gargalhada mais empolgante e doce que seus ouvidos já foram capazes de ouvir em 30 anos.

Britney estava perdida em pensamentos nostálgicos e deprimentes, quando sentiu um discreto pigarrear seguido de um toque em seu ombro, despertando-a do submundo.

— Uma água com gás, por favor. – pediu cordialmente.

Pela segunda vez aquela noite, o jovem garçom havia tentado lhe entregar o cardápio. Se bem conhecesse a si mesma, seu rosto devia está corado. 30 minutos e 55 segundos era o tempo exato de espera. Remexia-se na confortável cadeira e tossia em inquietação.

— Dessa vez eu mato o Cade, literalmente. – resmungou baixinho entredentes.

A vista panorâmica que o terraço do Perch lhe proporcionava da estrelada Los Angeles era de tirar o fôlego e um atrativo despretensioso para aquele desastroso encontro às cegas que seu melhor amigo tinha arranjado para ela com um magnata do ramo de automóveis. Se não fosse o detalhe a parte: ele não aconteceu. Apesar de ainda estar casada, se recusava a privar-se da vida amorosa e principalmente sexual com outros homens. Embora Jason fosse infiel desde o início, à culpa era uma inimiga teimosa, que a fazia se sentir mal e sempre pular do barco na hora H.

— Senhora Spears, sua água. – o rapaz entregou-lhe, saindo logo em seguida.

— Obrigada.

Respirou fundo e contou até dez, tentando manter a calma. Estava à beira de um colapso nervoso. Sentia-se humilhada. Todos os encontros que tivera pós-casamento-fracassado ou não haviam sequer acontecido, ou haviam sido uma verdadeira piada sem graça daquelas que se ouve em conversas de bar depois da décima dose de vodca. Mas esse seria o último ou ela não se chamava Britney Spears. Cade poderia até planejar um encontro com o príncipe Harry e ela manteria firmemente sua palavra como a mulher nobre que é.

Que falta de consideração à desse tal magnata idiota. Qual o nome dele mesmo? Barking! Quem diabos no mundo se chama assim? Ninguém se chama Barking. Que nome horrível. Os pais provavelmente amavam cachorros.

Em meio a reclamações internas, ela sentiu seu celular tocar na bolsa. Provavelmente era O Cara Que Vai Ser Morto Amanhã.

— Já gozou quantas vezes, honey? – Cade gritou, cheio de expectativas. O barulho de música alta o impediu de pagar mico. Estava em uma de suas noitadas típicas da sexta-feira à noite na Hollywood Boulevard.

– A mesma quantidade de vezes em que você foi útil. – esbravejou, falando mais alto do que gostaria. – Nenhuma!

— Magoei. – fez biquinho e gargalhou sob o efeito de álcool. – O que houve?

— Estou à 1h de relógio a espera desse desgraçado. E você não fique rindo, eu tenho cara de palhaço por acaso? – resmungou, à medida que deixava uma nota de cinco dólares sobre a mesa e se dirigia ao toalete.

— Não seja tão mal humorada, B. Desculpe-me pelo infortúnio. Da próxima vez eu escolho um bofe mais pontual.

— Pois saiba que não terá próxima vez. – bufou. – Adeus!

— Ei, ei, ei, não vá ainda...

— Oi, Cade Hudson.

— Que tal pegar um táxi e vir nos fazer companhia? Estou com o Sebastian e a Katie na Hollywood Boulevard.

— Nem se o Brad Pitty estivesse nu e solteiro nessa boate.

— Mas ele está solteiro, senhorita desinformada.

— Tanto faz.

— Que chata.

— Obrigada. – desligou antes mesmo de uma despedida.

Que merda, sussurrou.

A fila do banheiro estava quilométrica. O.K. Foi uma hipérbole. Acontece que Perch é um dos melhores e mais requintados restaurantes da Califórnia e em seu horário de pico recebe inúmeros casais apaixonados celebrando o amor que os unia. Eca! Ultimamente andava alérgica ao amor e com razão. Dessa forma, instantaneamente, o banheiro encontrava-se lotado, brotando bundas femininas pelo teto, quem dirá pelos sanitários. Resolveu então ignorar a vontade de fazer xixi. Sua bexiga poderia ser paciente e espera-la chegar a seu lar doce lar. Só são 25 minutinhos, por favor!

Descendo as escadas rapidamente, Britney acaba tombando em uma garota que estava subindo em meio a risos exagerados seus e de seu acompanhante.

“A noite não poderia terminar melhor...”, resmungou, fitando o estrago feito em seu vestido branco.

— Oh meu, Deus! Desculpe-me... – a jovem ruiva tentava inutilmente limpá-la com as mãos, quando arregalou os olhos ao ver de quem se tratava. – Britney Spears!

— Tudo bem, tudo bem... Eu já estava indo para casa mesmo. – disse, com o pingo de paciência que lhe restava. Se alguém ousasse falar essas duas palavrinhas, “Desculpe-me”, outra vez, ela não seria responsável pelos seus atos a seguir, jurava.

— Sinto muito, eu não sei onde estava com a cabeça!

“Estava com a cabeça nesse homem maravilhoso, pode confessar.”, pensou, olhando de cima a baixo o namorado (?) da garota. “Eu também estaria em seu lugar.”.

— Acidentes acontecem, fique tranquila. – forçou um sorriso e continuou seu trajeto.

Merda. Merda. Merda.

Certo, ela precisa de um novo xingamento. Seu vocabulário anda muito escasso.

A sensação de ter gim com limão em seu corpo não é nada agradável, considerando a mancha enorme em seu vestido caríssimo da Chanel, comprado em cima da hora para essa tentativa frustrante de encontro às cegas, a noite foi uma verdadeira tragédia. Não tinha como piorar. Oops! Essas são as quatro palavras mais azaradas da Terra. Não podem ser ditas em sequência lógica.

Atravessando o espaço e tentando ao máximo passar despercebida, Britney se deu conta que seu motorista havia lhe deixado no Perch horas atrás e retornado com o carro, deixando-a a Deus de ará.

Praguejou a si mesma ao tentar entrar em contato com sua equipe e o telefone ter descarregado. É nisso que dar ser dependente, agora teria de pegar um táxi.

Por sorte, assim que colocou os pés na rua, um táxi estava estacionado.

“Obrigada, universo, por somente uma vez conspirar a meu favor!”

— Thousand Oaks, por favor. – falou, fechando a porta logo em seguida, não percebendo a presença de outra pessoa dentro do automóvel.

— Britney Spears?

Ah, não!

— Desculpe-me. – encolheu os ombros.

Oops! ... She did it again.

Notas finais
COMENTEM, PLEASE! É de grande importância saber a opinião, crítica e sugestão de vocês ♥ Devo continuar?!

Beijos da Dani ^^