Blindfold

1 One Shot - Blindfold.


Notas iniciais
Tá ruim porque fiz do nada. Sem inspiração. Qualquer dia faço uma melhor, btw.

— Aah. — Enomoto Takane soltou um extenso suspiro enquanto abancava-se em um banco contíguo de uma praça vazia. Sentira a brisa do verão bagunçar suas madeixas negras e aproveitou o clima que estava deleitante, perfeito para deambular pela vasta cidade – o que foi sua antelação, visto que tinha um importante compromisso. Trajava um casaco cerúleo com uma linha branca e reta nas mangas, uma legging escura com uma roupa amarela amarrada e um bocado caída em sua cintura, junto com tênis puníceo de cano longo. Haviam ataduras na área entre seus olhos, uma vez que um grave acidente tirou sua visão eternamente.

Há alguns meses atrás Takane foi vítima de um acidente do qual fez-a perder a visão e, desde então, teve que usar ataduras em seus olhos. Ainda é incapaz de fazer muitas coisas que lhe apeteciam antes, é incerto se tais coisas serão exequíveis ou não, porém, sua tia lhe auxilia para fazer a maioria das coisas.

— Haru.. kaa... — Proferiu vagarosamente enquanto esticava sua mão para frente, como se estivesse procurando algo. — Haruka... — Sentiu um nó formando-se em sua garganta.

Um rapaz esguio aproximou-se lentamente de Takane. Era muito mais alto que ela e seus cabelos eram negros e estavam presos por um rabo-de-cavalo; sua pele era nívea e seus orbes eram cróceos, assim como os círculos que eram fracamente conectados e localizavam-se abaixo de seu olho direito. Parecia bastante com o personagem que Haruka havia criado há algum tempo atrás, o Konoha, entretanto, esta parecia ser uma versão obscura dele.

O mesmo abriu um sorriso infando ao escutar os ruídos langorosos de Enomoto, logo, seus olhos tornaram-se escarlate e começou a dar passos céleres até chegar numa distância de poucos centímetros da petiz.

— Takane — O mais alto murmurou, chamando a atenção de Enomoto. Sua voz estava exatamente igual a de Haruka Kokonose; suave e calma, que nunca falhou em acalentar Takane. A mesma estendeu sua mão, novamente e, desta vez, o rapaz segurou-a meneavelmente, fazendo a petiz sorrir de um jeito pueril. Com o achego do tal rapaz, a mais baixa levantou-se e foi em direção e, inapta a conter-se, abraçou-o de um jeito brando.

— Haruka... — Lágrimas faziam uma trilha pelo seu rosto, no entanto, eram de felicidade. Contentava-se com apenas o toque de Haruka, apesar de que seu real desejo era vê-lo. O esguio rapaz, gentilmente, pôs sua mão nas madeixas de Takane, afagando-as como se fosse Haruka Kokonose.

Apesar de que ele não tinha que fazer muito empenho para fazer Takane acreditar. Só pelo fato de que ela não podia mais ver já favorecia o acontecimentp – tudo o que precisava fazer era usufruir de seu poder e intrujar Takane utilizando apenas sua voz.

— Eu amo você, Haruka. — O coração da mais baixa batia rápido e abraçava “Haruka” fortemente enquanto articulava tais palavras que, para ela, significavam muito e, já para ele, não. Alguns segundos após isto, Kuroha abriu um sorriso de canto que foi abrindo-se cada vez mais; largou Enomoto e abraçou-a por trás, utilizando sua mão para acariciar a atadura de Takane, enquanto a outra sacava uma arma de seu bolso. — Haruka? Você está aí? — Inquiriu de um jeito pueril, enquanto Kuroha encostava a arma na cabeça dela.

— Eu amo você também, Takane. — Sua voz foi mudando ao longo da sentença e, quando chegou no “Takane”, já estava em outro tom, mais sádico e cruel, fazendo Takane se perguntar quem era.

— ... Haru–

E, então, Kuroha apertou o gatilho.

Notas finais
É.
Que droga.

Vejo você novamente - provavelmente - na minha próxima OS. Ou em outra vida.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!