Blind in the Light

1 Capítulo 1: Nossos Olhos


Notas iniciais
"Gostaria de citar que essa história foi escrita há alguns anos atrás, entretanto, estou postando novamente com algumas correções e melhorias"

Era noite de inverno em Tokyo e fazia exatos nove graus célsius. Nas ruas pessoas caminhavam pelas calçadas, todas com suas obrigações, todas com suas vidas, fazendo compras, conversando, observando, ouvindo, vivendo. A cidade estava bela, suas ruas lotadas, cada pessoa ali com sua própria vida, entrando e saindo das lojas com pressa, com a mente cheia de planos e lembranças. Seria um dia comum e feliz para muitas pessoas que seguiam a rotina, eis que, no meio do cenário surge um jovem relojoeiro com sua mochila ajeitada nas costas e com seu cachecol azul marinho envolvendo seu pescoço. Seu nome é Saito Kurono, ele tem 14 anos de idade e lisos cabelos castanho-claros que ele ajeita vez ou outra bagunçando, como um hábito, sempre com aquele colar que outrora fora de sua mãe já falecida a lhe pender no pescoço, escondido pelo cachecol e pela blusa, protegendo-o feito um talismã. À noite, Saito em seu tempo livre, ajuda seu pai na relojoaria aprendendo um pouco mais sobre o ofício, enquanto que, no período diurno ele estuda com empenho. Não que ele seja um excelente aluno, mas suas notas são razoavelmente boas, de modo que, ele poderia ser muito melhor se quisesse. Kurono era um garoto normal e perfeitamente saudável, contudo convivia com um pequeno problema de visão, não que seja péssima, pelo contrario é perfeita como a visão de uma águia, porém certas vezes tudo ao seu redor desaparece, sua visão se altera de uma hora para outra o deixando em uma perfeita escuridão, um mistério enigmático que nem mesmo os médicos mais geniais conseguem entender. Kurono lida com esse problema, já conformado que talvez não houvesse solução. Em cada momento de crise, quando tudo ao seu redor se apagava ele aprendeu a se acalmar, respirar fundo, até que sua visão voltasse novamente. Primeiro, em um piscar de olhos tudo sumia, o pânico tomava conta. Uma hora você vê outra hora não vê mais. Logo a visão ia voltando aos poucos, ficando turva, embaçada, lhe dando ligeira tontura. Tudo rodava e então voltava ao normal. O Menino de cabelos jogados a direção do vento chegava a seu destino com seu pensamento longe, e enfim chegou à porta do estabelecimento, onde seu pai o aguardava.

– Chegu... – Diz sorrindo singelamente o jovem ao pai ao entrar em casa, porém se interrompe ao avistar o homem com um olhar misterioso sobre um álbum de fotografias. – Pai? – Diz o menino um pouco confuso.

Imediatamente seu pai fecha o álbum e olha para ele sorrindo de volta, mas o sorriso logo some de sua feição. Saito Hatori, um homem sério que sempre aparenta carregar um problema em seus olhos cansados, típico de alguém que lida sempre com o tempo. Em seu braço esquerdo o mesmo relógio prateado que ele carrega desde sua infância, nunca deixando ninguém segurá-lo.

– Kurono, não o vi chegar. E então, como passou seu primeiro dia de folga? – Pergunta o pai após enxugar disfarçadamente, do modo quase imperceptível uma lágrima por detrás dos óculos. Não era um homem de demonstrar sentimentos.

– Foi... Como posso dizer... Aproveitador. Só o que fiz foi estudar melhor para as provas.

– Fico feliz por estar se esforçando nos estudos filho, mas eu acho que é importante relaxar um pouco sabe. Talvez sair com os amigos.

– Não é como se eu fosse conseguir criar muitas amizades de uma hora pra outra. E eu também não sou muito social. – Disse Kurono normalmente, deixando sua mochila em cima de uma escrivaninha.

– Mas lembre-se de que se você se esforçar pode conseguir o que quiser... – Hatori parou de falar, desviando seu olhar, baixando a cabeça, perdido em pensamentos.

– Pai? – Kurono aproximou-se sentindo algo de errado com seu velho, gostaria de saber o que estava acontecendo na maioria das vezes.

– Oh... Não é nada Kurono, eu estou bem, só um pouco cansado. – O pai ajeitou a armação prateada no rosto e continuou olhando no relógio. – Veja só como está ficando tarde, você não tem prova amanhã?

– Não, minhas provas vão começar na próxima semana. – A atenção de Kurono passou do pai cansado para o relógio atrasado na parede.

– Certo, mas enfim, vou me deitar, a idade está me matando cada vez mais, não vá dormir tarde, amanhã você tem aula... – Quando ia começar a subir o lance de escadas, Hatori lembrou-se de uma observação final. – E cuidado com os relógios. – Deu uma boa olhada no seu filho único e finalizou: Boa noite Kurono.

– Boa noite pai. Durma bem. – Sorriu o menino.

Hatori subiu lentamente as escadas em direção ao seu quarto, enquanto Kurono permaneceu na sala. Olhou novamente para o relógio atrasado e logo em seguida encarou o álbum antes tirando lágrimas invisíveis de seu pai. Nunca olhou direito seu conteúdo, não gostava muito de se lembrar de fatos do passado que o deixavam com um sentimento nostálgico, e por vezes tristonho. Então ele apenas importava-se com o futuro e com o que viria depois. Pegou o álbum e o segurou por alguns minutos, analisou sua capa já envelhecida e surrada, teve vontade de abrir mas depois o colocou de volta na mesa a sua frente fitando-o com um pouco de curiosidade, mas logo esqueceu-se dele e percebeu que o cansaço falava mais alto. Quando estava se encaminhando para seu quarto sua visão se embaçou, e por alguns minutos não enxergou nada, quase tropeçou na escadaria. Um medo o tomou, mas de repente lembrou-se de como prosseguir. Mas não podia deixar de praguejar.

– Mas que droga, voltou de novo, será que algum dia isso vai acabar? – disse ele com a voz um pouco trêmula se apoiando no corrimão da escada.

Passado o susto momentâneo, respirou fundo e aguardou até que sua visão retornou aos poucos e logo ele conseguia enxergar perfeitamente de novo. Piscou algumas vezes e olhou ao seu redor. Isso já não o preocupava muito, ele logo se acostumou, era um problema passageiro, mas ainda assim indesejável. Como ele sofre desse problema desde sua infância ele o enfrenta com o conformismo, embora tenha vontade de achar uma solução, pois estava cansado daquela situação. Isso quase o fez sofrer acidentes, como naquela vez em que ele estava atravessando a rua, ou correndo na escada da escola.

Subiu até seu quarto devagar levando sua mochila e jogou- a em um canto qualquer ao chegar lá. Tomou um banho, trocou de roupa e enfim deitou em sua cama onde a idéia inicial era dormir e descansar do dia de estudos, mas ao invés disso, Kurono começou a divagar sobre seu pequeno problema, já que sempre teve uma vida normal e não se lembrava de nada que pudesse ter causado essas suas cegueiras momentâneas, isso era completamente inexplicável. Perguntou-se se era o único, se havia alguém igual a ele, com o qual ele pudesse partilhar de seu problema. Mas se as pessoas ao seu redor não tem nada em comum com ele, muito menos seriam como ele. Com seu sono dando lugar a insônia, Kurono resolveu-se por se levantar e pegar um livro na sua mochila para estudar. Passados vinte minutos depois sua visão novamente parou para lhe atormentar um pouco mais. Com raiva, o jovem cheio de dúvidas e preocupações procurou se acalmar e com isso ele adormeceu. E com nada sonhou

...

A luz do sol atravessava a janela do quarto de Kurono avisando que a manhã já chegara. Seu despertador tocava anunciando que era hora de acordar. Levantou-se, deu uma espreguiçada, estralando seus ossos e foi ao banheiro tomar um banho quente. Como sempre suas roupas estavam penduradas próximas a janela, se trocou e desceu para tomar o café da manhã. Hattori ainda não despertara então Kurono deixou tudo arrumado para quando seu pai acordar, apesar dele nunca tê-lo agradecido por isso, o menino fazia de bom grado. Na ida para o colégio ele parou em um lugar com uma vista incrível, mas ignorada pelos outros pedestres, onde pudera observar uma paisagem que ele admirava muito: o mar. Aquele era o seu lugar favorito, era lá onde ele podia parar para abrir sua mente. Gostava tanto daquele lugar que sempre saia de casa antes do horário para que pudesse admirar aquela paisagem e colocar tudo em ordem na sua cabeça. Então ele fechou seus olhos, usando apenas sua audição e com isso passou a escutar todas as pessoas andando depressa, conversando, sempre preocupadas com algo, celulares tocando, saltos batendo na calçada e em um instante ficou tonto, se sentia fraco, seu corpo começou a pesar, sua mente se ofuscou e sua cabeça doía, olhou para o pingente e avistou um reflexo negro, olhou para cima e sua visão ficou clara, uma pequena esfera negra estava no céu, assim como a lua que avistamos do nosso planeta. No quadro seguinte, já não entendeu bem o que aconteceu, tudo se apagou ao seu redor, mas ele não estranhou isso em si, mas algo havia mudado... Alguma coisa finalmente havia acontecido e Kurono no fundo já esperava por alguma coisa.

– O que é isso? – Perguntou a si mesmo, confuso e com a voz falha. — Não enxergo nada, o que aconteceu? – Escutou uma pessoa gritando desesperadamente, e se assustou. Seu coração palpitava depressa.

Pode ouvir outras pessoas se trombando, gritando, crianças soluçando, gritos de pânico. Estrondos altíssimos de freios assoviando no asfalto, tentando em vão não causar nenhum acidente. Em vão. Ouvia-se, mas apenas ouvia-se o metal da lataria em impacto com gente e o barulho surdo do baque de corpos caindo agora como cadáveres no asfalto quente, Ele não teve coragem de se virar e ver o que estava acontecendo por detrás dele. Tentar se acalmar era inútil, os gritos ecoando nas trevas estavam deixando o jovem paralisado de medo, seu corpo todo tremeu ao ouvir o som de uma explosão que fez uma campainha em seu ouvido gritar alto, e pode até mesmo sentir o calor do fogo em seu rosto. Tudo se transformou em trevas e caos e então por toda parte, uma onda avassaladora de gritos cheios de horror se fez presente naquela escuridão, deixando o cenário negro ainda mais assustador. O barulho infernal se alastrou por toda a parte.

Alguém tocou o seu ombro, Kurono assustou-se, mas continuou imobilizado enquanto ouviu a confissão de um senhor com a mão sangrenta e a camisa branca manchada de vermelho.

– O que está acontecendo? Porque está tudo está escuro? Não consigo enxergar nada, não enxergo nada – O homem tinha a voz trêmula.

O desespero era claro apenas no toque do desconhecido no ombro do garoto que já acostumado com aquele tipo de cegueira, mas não com a situação no todo, ainda não tinha conseguido dar-se conta da proporção que o problema tinha alcançado. Bem, agora ele não era mais o único. O medo lhe subiu e desceu ainda mais a espinha quando o homem que o segurava, apertou seu ombro e gritou desesperado, um som desafinado. Kurono resolveu se mexer e, assustado se desviou do homem e sua alma atordoada. Deu alguns passos para o lado, se segurando em uma mureta, quase tropeçando em estilhaços e pelos deuses... Que aquilo não fosse um corpo... Mas resolveu não imaginar o obstáculo no chão.

Para aterrorizar ainda mais o jovem, sua visão retornou, e o que ele viu foi algo que, infelizmente, jamais esqueceria. Pessoas se colidiam e tentavam se apoiar umas nas outras e, com isso, eram cruelmente pisoteadas, uma batalha causada pelo medo e escuridão, Kurono sentia o clima aterrador do ambiente ao seu redor e observava completamente horrorizado o tumulto recheado de horror, ódio e muito provavelmente sangue e morte. E aquele cheiro... Cheiro forte, cheiro do vinho que aquelas pessoas carregam nas veias. Naquele mesmo instante, completamente aterrorizado com aquele momento e torcendo para que aquilo fosse um de seus pesadelos mais lúcidos, Kurono concluiu que todos haviam ficado cegos após o aparecimento daquela maldita esfera negra, logo sua visão começou a falhar e sua tontura passou. Tudo ficou turvo e logo ele também estava cego, para completar o pesadelo todo, apenas a escuridão se fez presente e escutando gritos de desespero, logo foi empurrado não sabia pelo que, mas o derrubou e caiu junto com ele no chão viscoso. Ele foi pisoteado por pessoas que não sabiam que rumo tomar. Ajoelhou-se e passou a mão tremendo em sua testa sentindo o sangue a escorrer do corte doloroso que havia causado o asfalto. Mas não conseguia distinguir isso, não conseguia mais distinguir nada, apenas enxergava um enorme mundo negro, onde era pisoteado, tentava se levantar, mas era inútil, logo era empurrado de volta ao chão e ouvia outras pessoas caindo. Pessoas vomitando, fungando. O cheiro já era nojento por si só.

– Mas... Porque minha visão está demorando mais que o normal para voltar? O que tá havendo? – Kurono se se encostou a alguma árvore e desistiu de tentar se mexer.

Começou a chorar sem saber onde aquilo ia parar, ou se realmente ia parar. Com a dor de cabeça lhe chicoteando a alma já atordoada, como um carrasco sádico, causando aquela dor pulsante, as trevas que ele enxergava, o sangue lhe escorrendo pela testa, aliás, sangue esse, que nem sabia ao certo se era todo seu ou se havia caído em sangue de outrem. Logo ele desmaiou em uma enorme poça víscida e malcheirosa.

Passada em torno de duas horas, ele despertava de súbito, porém ainda não enxergava absolutamente nada ao seu redor. Rezou para que estivesse em sua cama e que aquela fosse somente mais uma de suas cegueiras passageiras, mas o chão duro denunciou ao menino assustado que ele estava naquele cenário terrível e que tudo aquilo fora real. Os gritos cessaram por fim, poucos ainda gritavam e só ouviam-se esses de longe, isolados, com seus gritos ecoando pela rua. Logo sua visão começava a voltar aos poucos, então ele olhou em sua volta e vendo aquela chacina ao seu redor, ficou completamente apavorado. Morte para todos os lados, o rubro e precioso sangue cintilava em poças no chão, com a superfície já seca. Mutilação, crianças mortas e acidentes. Ainda havia vida, o estrago não fora assim tão gigantesco, assim como ele, havia pessoas vivas, chorando e beirando a loucura. Sentiu seu café da manhã teimando em voltar pelo seu esôfago e queimando o caminhou percorrido. Logo ele vomitou e algumas lágrimas lhe saiam pelos cantos dos olhos. Notou que a poça na qual estivera desmaiado anteriormente era, nada mais, nada menos do que sangue. Com um misto de nojo, confusão e indignação e uma pitada de compaixão pelos mortos e mortos-vivos ao seu redor, percebeu que seu corpo estava lotado de sangue, e que provavelmente não era só o seu. Seu corpo estava dolorido, e todo ferido. Foi então que viu próximo dele, e em meio aos raros sobreviventes do massacre, uma mulher abaixada chorando. Tomado por uma coragem besta e quase heróica ele se levantou de sua pocinha sanguinária e foi até ela. Seu rosto possuía grandes cortes, assim como seu estomago sangrento. Suas mãos cheias de sangue arranhavam seu rosto em um lapso de automutilação. Kurono engolindo em seco abaixou-se ao seu lado e perguntou a ela o que tinha acontecido, e no momento em que ela o olhou nos olhos, Kurono que já estava se recuperando da cena e tentando superar o momento, se horrorizou por completo novamente. Os olhos da mulher estavam no mínimo bizarros, toda parte branca fora substituída por uma cor negra, como aquela esfera que apareceu no céu. Ela chorando angustiada disse a ele:

– Não consigo enxergar, nada, por mais que eu tente... O que foi aconteceu?

– Eu... Eu realmente não sei... Mas só pode ser passageiro, veja bem, minha visão voltou ao normal. – disse Kurono sem muito que dizer.

Bastou ele dizer isso que, poucos segundos depois sua visão começara a falhar e novamente a tontura lhe tomou conta. Pouco antes de sua visão desaparecer por completo, ele olhou para seu reflexo no chão molhado, seus olhos estavam iguais os dela, completamente negros. Já perdera a visão novamente, e chegara à seguinte conclusão: quando sua visão voltava era como se ela falhasse antes. Procurou se acalmar como sempre fazia. Mas era tarde para táticas de autocontrole.

– Você tem certeza disso? Poderei ter minha visão de volta? – perguntou a mulher a Kurono, choramingando.

– Não. Não pode. Eu me enganei. – corrigiu-se ele. – Desculpe-me

– E agora, o que eu faço? – disse a ele e se pôs a chorar novamente.

– Eu sofro de um problema de visão e por algum motivo eu posso enxergar por um curto período de tempo, vou tentar ajuda-la, quero entender o que está acontecendo, me chamo Saito Kurono. – Disse Saito com um novo semblante, agora em uma calmaria anormal para com a situação.

– Me chamo Kondou Saya – Disse ela enquanto continuava a chorar, porém um pouco mais calmamente.

Entre eles ainda se ouvia gritos de dor, era como se aquela pequena cidade tivesse se tornado o próprio inferno. Kurono ficou parado em frente à Saya, não podia ir a lugar algum sem que antes sua visão voltasse, então eles passaram a conversar para matar aquele tempo sinistro.

– Dez minutos – Disse Kurono a si mesmo em um voz baixa.

– O que? – Perguntou Saya, fungando.

– Ah... desculpe-me, estava apenas pensando alto, o tempo para que minha visão volte, não é exato, mas é assim, então ela fica instável por dez minutos, mas não é sempre o mesmo tempo, pode variar, não sei ao certo como funciona... Eu queria saber mais sobre isso.

– Quer dizer que você é o único a enxergar? – Perguntou Saya surpresa.

– Até o exato momento sim, ninguém notou, mas apareceu uma pequena esfera negra no céu, estava acima do mar, eu a vi, creio que ela seja o motivo de todos estarem cegos.

– O que será que significa isso?

Kurono notou que Saya, apesar de ainda estar nervosa com a perda da visão, não estava mais chorando, mas os problemas ainda estavam apenas começando.

– Em que bairro nós estamos? – Perguntou Saya.

– Não sei, não prestei atenção no bairro, os corpos prenderam minha atenção.

– Corpos? – Perguntou ela com medo.

– Sim, muitas pessoas mortas no chão, e como pode escutar ainda existem muitas perdidas e morrendo.

– Que horror. – a voz da jovem anunciara que o desespero voltara para atormenta-la – Saito precisamos encontrar um lugar seguro.

– Sim precis... – Kurono se interrompeu quando percebeu que estava ficando tonto. – Minha visão vai voltar em poucos segundos. – Continuou ele.

Assim que sua visão voltou ele segurou a mão de Saya e a levantou, mas por pouco não foi ao chão, se apoiou em Saya e explicou o motivo.

– Estou sem forças, é estranho, mas quando minha visão volta, eu fico fraco.

Ele olhou fixamente os olhos da jovem garota, o que ele viu o deixou tristonho por um momento, então ele a guiou até a primeira casa que viu, era mais seguro que ficar na calçada em torno de pessoas descontroladas, e corpos espalhados pelo chão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.