Blind

12 Lar doce lar


Notas iniciais
Estamos chegando aos finalmente da história!

Embora a cabeça de Caroline estivesse perdida em pensamentos e sem saber para onde ia, suas mãos guiaram o volante até Mystic Falls. Caroline só parou quando estava na porta de casa.

Era o meio da tarde e sua mãe não estaria em casa, então ela pegou a chave que a mãe sempre deixava debaixo do tapete e abriu a porta. O cheiro de casa encheu o coração de Caroline de felicidade e aqueceu seu corpo, era tão bom sentar-se em sua cama novamente.

– Lar doce lar.

Ela deixou a mala em um canto e mandou mensagem para Elena e Bonnie, por telefone ela contou as duas tudo o que aconteceu entre ela e Klaus durante todos os meses.

Elena ficou chocada, mas entendeu o sentimento da amiga, já Bonnie ficou furiosa e disse que talvez Caroline merecesse sofrer. Ela parou de responder as amigas e dormiu um pouco.

Quando acordou foi direto para cozinha e fez frango frito com batata, que era o prato favorito de sua mãe. Quando a mãe chegou em casa e encontrou Caroline na cozinha, lágrimas vieram aos seus olhos.

– Caroline!

Ambas correram para se abraçarem, Caroline sentiu o perfume da mãe e chorou, chorou por toda a saudade que sentira, chorou porque estava feliz e chorou por estar triste.

– O que a fez voltar para casa?

– Klaus.

– Oh. – disse a mãe. E mudou de assunto. – O que está fazendo que cheira tão bem?

– Frango frito com batata.

– Adoro. – a mãe sorriu. – Vou tomar um banho e desço para jantar.

– Ok.

As duas mataram toda a saudade no jantar, a mãe atualizou Caroline do que estava acontecendo na cidade e Caroline atualizou a mãe de tudo o que se passou com Klaus e o que a fez voltar.

– Klaus não muda mesmo. Depois de tudo o que causou. – disse a mãe.

– Ele não merece amor.

A mãe apenas a olhou enquanto retirava a mesa.

– Pode subir. Eu lavo os pratos.

Caroline subiu para seu quarto e deitou-se, mas custou a pegar no sono. Era estranho estar dormindo sozinha e em outra quarto, estava tão acostumada a casa de Klaus.

Quando ela finalmente conseguiu dormir, teve sonhos com Klaus.

3 anos depois

“Caroline Forbes” estava escrito na placa da porta de madeira. Caroline tinha se formado em psicologia, mas até agora não tinha exercido sua profissão, foi difícil conseguir um lugar na clinica de Mystic Falls.

Mas agora ela tinha um emprego, ajudava pessoas e superava seus próprios traumas do passado. Ela não tinha qualquer lembrança daqueles meses com Klaus, sua vida se tornou tranquila depois daquilo, trabalho, algum namoro e amigos.

Era tão bom que ela se perguntava quanto tempo duraria.

Sua vida tranquila durou até o próximo paciente chegar, pela porta da sala ela viu uma figura loira muito conhecida, Rebekah sentou-se na poltrona e sorriu para Caroline.

– O que faz aqui? – perguntou Caroline.

– Vim me consultar Dr. Forbes.

– É sério. Não quero problemas.

– Não. Na verdade, eu queria saber como você tá e dizer que meu irmão mudou muito.

Caroline ergueu as mãos.

– Não me venha falar de Klaus.

– Estou falando sério. Ele mudou. – Rebekah sorriu com orgulho. – Klaus tem sido maravilhoso comigo, me pediu desculpas e estamos tendo uma boa relação, ele também vê Elijah periodicamente e os dois jogam pôquer juntos. Ele até...

– Continue. – disse Caroline com certa curiosidade.

– Ele adotou uma criança!

Caroline quase caiu de sua poltrona, ela se segurou firme no apoio para não deslizar. Rebekah não podia estar falando do Klaus que ela conhecia, aquele Klaus duro e malicioso que dormiu com ela.

– Na verdade eu adotei. – admitiu Rebekah. – A mãe da garota tinha sido morta e ela ia para o orfanato, foi um vampiro, então convenci Klaus de deixa-la morar com a gente. Ela se chama Elizabeth e tem 8 anos.

Caroline balançou a cabeça. A loira falava aquilo com um orgulho e verdade que fazia Caroline duvidar de que fosse mentira, provavelmente Klaus estava tentando impressiona-la depois de tanto tempo. Bem que ela gostaria de vê-lo...

Não! Ela se censurou. Não podia cair no mesmo erro, Klaus mentiu uma vez e mentiria sempre.

– Venha comigo.

– Não Rebekah.

– Por favor. Só hoje, venha visita-lo. – Rebekah olhou nos olhos de Caroline. – Por favor, ele sente sua falta.

Ela pensou bem e então concordou.

– Mas voltarei essa noite.

Rebekah sorriu largamente.

– Vamos.

Cada uma foi em seu carro, Caroline com seu humilde Civic e Rebekah com um potente Porsche preto, ela iria chegar antes de Caroline, mas isso não importava. Ela queria tempo para saber como iria reagir a Klaus e seu lado bom.

A estrada que ela fez 3 anos atrás, ela estava fazendo novamente, agora pelo caminho contrario e talvez sem volta. E se no final ela ficasse novamente? E se ela amasse Klaus?

Por mais orgulhosa que Caroline fosse, partes dela admitiam que sentia saudade de Klaus e queriam ama-lo loucamente.

A noite ela chegou em frente a mansão de Klaus e desceu do carro, a casa ainda era a mesma, mas ao invés de Klaus recebe-la na porta, quem a recebeu foi uma linda garota de olhos verdes e cabelos loiros lisos.

– Quem é você? – perguntou a garota.

– Caroline.

– Sou Elizabeth. Você é a garota do quadro!

– Que?

Nesse momento Rebekah passou por ela e disse:

– Venha. Vamos entrar.

Caroline entrou na casa novamente, estava tudo exatamente igual ela se lembrava. Klaus não havia movido nada de lugar, era familiar e estranho ao mesmo tempo.

– Caroline.

Ela olhou para as escadas e viu a figura de Klaus. Ele usava uma camisa vermelha e calças pretas, era a primeira vez que ela o via com alguma cor e isso certamente representava uma mudança.

– Depois de tanto tempo. – ele estava de frente para ela e o perfume dele inebriava o ar. – Senti sua falta.

– Você não está de preto.

Klaus sorriu.

– Bem observado. As coisas mudaram por aqui.

– Não parece. – disse Caroline secamente. – Está tudo do mesmo jeito.

– Quero te mostrar uma coisa.

Ele começou a subir as escadas e Caroline o seguiu até o quarto dele, o corpo dela se arrepiou ao entrar no quarto em que ela dividiu com Klaus por tanto tempo. A decoração era a mesma, porém havia um novo quadro.

Um retrato gigante adornava a parede. Era um desenho de Caroline, ela estava sorridente e com um vestido azul que foi presente de Klaus, era tão distante da realidade de agora, ela não estava sorridente e calma, estava apavorada e chorosa.

– Por que chora? – perguntou Klaus. Ele segurou o rosto de Caroline entre as mãos. – Não gostou?

– É bonito. Mas.

– Mas?

– Eu tenho medo. Medo de me apaixonar por você e você me decepcionar e mentir como sempre faz com todos.

Klaus assentiu e se afastou um passo.

– Entendo. Posso tentar convence-la de que mudei de verdade e de que essa mudança veio do puro amor que eu sinto por você e por minha irmã. Mas quero que decida por si mesma Caroline.

Ele saiu do quarto de maneira misteriosa e Caroline desabou na cama, ela passou a mão pelo tecido escuro, quantas vezes ela tinha dormido ali com ele e adorado estar nos braços dele?

Uma vez ela perdoou Klaus, mas seria capaz de fazer isso novamente?

Essas eram perguntas que Caroline não sabia responder, talvez fosse a hora de deixar se levar pelo coração novamente, ela tinha sido muito segura em sua vida até ali. Decidiu odiar Klaus e o fez, decidiu ficar sozinha e o fez.

– Klaus é um bom homem.

Caroline se virou em direção a voz, Elizabeth estava parada no batente da porta.

– Ele é bom. Me deixa viver aqui com todo conforto, as vezes ele morde as pessoas, mas ele é bom. Gosta muito de você.

– Eu sei. – Caroline sorriu para ela.

Elizabeth era inocente como toda criança, ela via apenas a bondade em Klaus. A garota se aproximou dela e tocou sua mão, Caroline a encarou.

– Lar é onde seu coração quer ficar. E seu coração quer ficar aqui.

Ela olhou nos olhos verdes de Elizabeth e ficou pasma, aquela era a maior verdade que ela já ouvira em muito tempo. Lar era onde ela desejava ficar.