Blind

14 Final feliz


– Essa é uma festa de muito bom gosto. – ela disse enquanto todos estavam jantando.

– Agradeça a Rebekah. Foi ela quem fez tudo.

Como se ouvisse seu nome, Rebekah apareceu com Elizabeth. As duas estavam muito arrumadas, Rebekah estava com um vestido sereia cor de rosa com um lindo colar de diamantes e seu cabelo loiro estava arrumado em ondas para o lado, Elizabeth usava um vestido verde claro, com cachinhos no cabelo loiro, ela estava muito fofa.

– Você está linda Elizabeth. – disse Klaus.

– Foi Rebekah quem escolheu!

– Minha irmãzinha é boa com isso.

– Eu sei. – Rebekah sorriu. – O que achou Caroline?

– Deslumbrante.

– Klaus diz que estourei o orçamento. Mas quem se importa?

– Imagino que metade você gastou fechando o restaurante.

– Na verdade, metade foi com o seu vestido.

Podia ser verdade. O vestido de Caroline era todo branco, modelo evase e tomara que caia, o corpete era coberto de pedrarias que pareciam cristais.

– Não pensou que fossem strass no seu vestido né? – perguntou Rebekah.

– O que são?

– Swarovski.

– Oh meu deus!

– Vou indo. Avistei um violinista lindo ali. – disse Rebekah e saiu da mesa.

Klaus revirou os olhos enquanto a irmã se afastava, ela se levantou e pegou a mão do agora marido e disse:

– Vamos cumprimentar o resto das pessoas.

Eles se levantaram e foram mesa por mesa, por sorte não eram muitos convidados. Apenas a família de Klaus, exceto o pai, e a mãe e amigas de Caroline, assim que viu sua mãe Caroline correu para abraça-la.

– Querida! Você me assustou quando saiu da cidade de repente.

Sua mãe agora era uma xerife aposentada e vivia tranquila na pequena cidade, Caroline tentou convencer sua mãe a vir morar com ela e Klaus, mas a xerife recusou firmemente, ela queria encerrar sua vida em Mystic Falls.

– Acho que agora tudo está bem claro. – disse Caroline sorridente.

– É. – a mãe se ergueu para sussurrar apenas para a filha. – Vampiros se casam?

– Acho que sim. – sussurrou de volta Caroline.

As duas sorriram e então ela foi abraçar o resto dos convidados. A mãe de Klaus, Ester, estava presente, contudo o que havia se passado entre eles, Klaus havia convidado a mãe.

– Mamãe. – disse Klaus.

– Niklaus. Não pensei que fosse fazer essa loucura.

Klaus sorriu.

– Certas loucuras valem a pena.

A sogra de Caroline a olhou da cabeça aos pés, mesmo vampiros tinham atitudes tipicamente humanas. Ester estava vestida elegantemente em um vestido prateado que caia muito bem em seu corpo esguio, ela lembrava muito Rebekah fisicamente.

– Faça meu filho feliz. – Ester disse para Caroline e depois se virou para o filho. – Que bom que encontrou o amor.

Em um ato de carinho, atípico de Ester, ela beijou o filho no rosto. O casal passou boa parte do tempo conversando com os amigos e familiares e tirando fotos, é claro, Kol estava lá, mas conversou rapidamente porque viu uma garçonete que achou linda.

– Ele não muda nunca. – Klaus parecia divertido. – Elijah!

Elijah sorriu e abraçou o irmão, atrás dele estava Hayley e uma linda garotinha de colo. Caroline não podia acreditar que Elijah tinha um filho, como isso era possível?

– Irmão. – disse Elijah enquanto abraçava Klaus. – Felicidades nessa aventura.

– Obrigado. O que é isso?

Ele olhou para Hayley e a criança. Elijah pediu para que a mulher viesse para frente e passou o braço pela cintura dela, Klaus fez o mesmo com Caroline.

– Você conhece Hayley. – Klaus assentiu e Hayley sorriu. Elijah continuou: –E essa é a nossa filha, Helena.

Caroline olhou abismada para a criança, vampiros não podiam ter filhos, mas a criança era obviamente filha deles, tinha os traços elegantes do pai e os olhos verdes de Hayley.

– Eu sei o que está pensando Caroline. – disse Elijah – Hayley não é vampira, é hibrida. Ela pode procriar, parece que é uma qualidade das hibridas.

– A criança é humana?

– Aparentemente, sim.

– Interessante. – Klaus sorriu para a menina que se jogou nos braços dele. – Não, eu não sei fazer isso.

– Qual é Klaus. – Hayley riu e entregou a menina para Klaus.

Ele segurou Helena de mal jeito, mas a criança não parecia se importar. Caroline ajudou-o a segurar a menina e ele ficou encantado com a sobrinha, talvez fosse desejo dele ter um filho, mas Caroline era tão vampira quanto ele e isso jamais aconteceria.

– Felicidades Caroline. – disse Hayley antes de pegar a menina e ir com Elijah.

– Obrigada.

– É uma bela menina. – disse Klaus enquanto eles passavam pelo casal. – Queria poder ter uma.

– Você já tem.

Klaus arqueou a sobrancelha.

– Elizabeth.

– Ah claro. – ele sorriu. – Onde está ela?

– Com Rebekah, provavelmente.

E como se os ouvisse, Elizabeth se materializou atrás deles.

– Onde estava? – perguntou Klaus.

– Com Rebekah, mas ela tá ocupada demais com o violinista agora.

– Melhor ficar com a gente.

Caroline inclinou-se para sussurrar a Klaus:

– E quando ela crescer? Vai continuar humana em meio a vampiros?

– Se assim ela quiser. – Klaus olhou para Elizabeth. – Vou dar a ela a escolha que não tive, Rebekah me mataria se eu não desse.

Caroline assentiu. Então ela finalmente viu as pessoas que mais queria ver em todo o mundo, Elena e Bonnie, ela correu para abraças as amigas, que choraram ao fazer aquele típico abraço de trio.

– Meu deus! Senti tanto a falta de vocês. – disse Caroline entre lágrimas. – Como vocês estão?

– Bem. – disse Elena. Ela estava completamente morena novamente, com os cabelos lisos jogados sobre o ombro. – Minha ong deu certo, agora eu posso ajudar tanta gente Caroline!

– E meu emprego em Nova Iorque também. – interrompeu Bonnie, sorridente. – Jeremy e eu também pensamos em nos casar.

Ela olhou para Jeremy e ele sorriu, era nítido o amor entre os dois. Bonnie e Jeremy eram os únicos humanos entre todos, quase humanos, Jeremy era um caçador e Bonnie uma bruxa, mas seus corpos eram fisicamente humanos e estavam mudando.

Bonnie já estava com 25 anos de idade, seu corpo perdera completamente os traços adolescentes e o rosto era completamente adulto, ainda que jovem. Ela vestia um lindo vestido sereia, com calda, o vestido era da cor amarela e caia muito bem em Bonnie.

– Não acredito que casou com Klaus, Barbie. – Damon se aproximou para beija-la. – Seja feliz e tenha sempre uma estaca de carvalho branco.

– Obrigado Damon. – Klaus interrompeu fingindo estar bravo, mas o humor era nítido em seus olhos.

– Nunca imaginei que você terminaria assim. – confessou Elena. – Casada com Klaus e ainda por cima na Itália.

– E com uma filha.

Todos os olhos se voltaram para ela, Jeremy chegou a engasgar com a bebida, até mesmo Klaus a olhou.

– Elizabeth.

A menina ficou ao lado de Caroline, olhando para os pés e torcendo as mãos nervosamente. Caroline apertou carinhosamente o ombro de Elizabeth, como se quisesse dizer que estava tudo bem.

– Oi. – sussurrou timidamente Elizabeth.

Imediatamente os sorrisos se abriram, Elena foi a primeira a iniciar uma conversa com Elizabeth. Perguntou de onde ela veio e se gostava dos pais que tinha agora.

– Eu os amo. Klaus é muito engraçado.

Todos riram e o encanto com a menina só aumentou. A festa acabou tarde, Caroline e Klaus só saíram depois que o ultimo convidado saiu e nesse caso foi Rebekah, que levou Elizabeth para casa com ela.

– Temos um quarto nos esperando. – Klaus sussurrou sedutoramente no ouvido de Caroline.

Ela se arrepiou e com muito esforço controlou o desejo que sentia por Klaus, ela queria muito fazer uma coisa.

– Quero tomar um banho de mar.

– Essa hora?!

Eram quase cinco da manhã e logo o sol nasceria, justamente por isso ela queria ir para o mar. Comemorar a nova vida com o sol nascendo, sentir toda a energia de um novo dia chegando.

– Sério. Vamos.

Klaus ficou chocado, mas deu a partida no carro e dirigiu até a beira do mar. Ele deixou o carro perto da calçada, Caroline desceu do carro correndo, ela já podia ver as luzes alaranjadas chegando.

– Você é louca! – Klaus gritou.

Ela foi tirando as roupas pelo caminho e entrou na água completamente nua, os primeiros raios de sol já batiam na água, deixando-a cristalina.

– Vem!

Klaus estava parado olhando a alegria de Caroline, ele nunca a tinha a visto tão feliz antes. Nua dentro daquela água cristalina, com os cabelos dourados sob os primeiros raios de sol, aquilo daria uma bela pintura.

Ele tirou as roupas e a seguiu para dentro d´água. Estava frio, mas seu corpo não registrou o mal estar que o frio causava nos humanos.

Caroline o envolveu com os braços e o beijou. Um beijo longo, onde as línguas dançaram na mesma sintonia, ele explorou bem o gosto do beijo dela. Klaus a puxou para si e ela o envolveu com as pernas.

Eles não sabiam o que estavam fazendo, seus corpos os guiavam e eles agora eram escravos do desejo. Klaus a penetrou com força, enquanto ela arranhava as costas dele, a agua só aumentava o prazer que eles proporcionavam um ao outro.

E assim enquanto o sol nascia eles fizeram amor e começou aquilo que seria a vida deles dali em diante. Com problemas sim, mas também com amor, com família.

Caroline e Klaus foram, a sua maneira, felizes para sempre.

Notas finais
Chegamos ao fim dessa história, espero que tenham gostado. Obrigado a todas as leitoras que comentaram, surtaram e ficaram acompanhando até o final a história, eu agradeço cada elogio e espero que possamos nos encontrar em outras fanfics!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!