Notas iniciais
Estou tentando fazer vocês não me odiarem tanto reescrevendo o mais rapido possivel, espero que gostem das mudanças.

Minha consciência não permanecia por mais de alguns segundos, não sei quantas vezes eu acordei e desmaiei, mas quando enfim minha consciência permaneceu, eu senti alguém limpando as minhas costas, cuidando de minhas feridas. Levantei, levemente, a minha cabeça, porém, a mulher logo me repreendeu.

– Fique quieta.

– Tia? O que a senhora está fazendo aqui? – perguntei, ainda fraca.

– Lhe trouxe um novo vestido para que se troque e um pouco de agua, foram as únicas que me permitiram trazer, sinto muito querida. – disse enquanto me ajudava a sentar, me deu a agua e eu bebi, com cuidado para não derramar nada.

– A senhora não precisa se desculpar. Muito obrigada. – falei enquanto a sentia fazer curativos em minhas costas. – Como soube de mim?

– Sua mãe me disse tudo o que sabia...

– Não, como sabia que estava machucada? – perguntei.

– O guarda da noite é filho de um amigo próximo de seu pai, ele me disse e eu consegui permissão para cuidar de você! – falou e depois olhou atrás das grades, ninguém prestava atenção em nós, então ela disse, quase num sussurro. – Preciso que escute-me com atenção. Caspian lhe enviou uma mensagem...

– Ele esta bem? Como ele falou com a senhora? – perguntei aflita.

– Não há tempo para explicações querida! Ele pediu que eu lhe disse-se que vocês vão fugir daqui essa noite! Disse para que se preparassem que ele vai lhes tirar daqui! – falou e eu assenti, logo o guarda veio para lhe levar embora. Troquei de vestido com um pouco de dificuldade. Olhei através da pequena abertura existente na parede, me permitindo ter uma pequena visão do pátio lá fora. O sol logo se porá e eu esperava ansiosamente pelo momento em que sairíamos daqui.

Pov’s Caspian

O céu a minha volta estava completamente escuro, os outros estavam do meu lado, cada um com um grifo. Logo avistei os muros do castelo, o primeiro grifo desceu levando consigo Edmundo que caiu ileso na primeira torre.

Logo os outros três grifos desceram levando eu, Susan e Pedro ate a janela que eu indiquei sendo a janela do Professor. Estava completamente escuro lá dentro, abri a janela e entramos sem chamar atenção. Passamos por corredores ate chegarmos a uma divisão.

– Eu vou atrás deles e vocês sigam com o plano. – falei.

– Caspian, não desvie do plano! – Susan falou.

– Eu não estaria aqui e muito menos vocês se não fossem por eles! – falei, parei, respirei fundo e disse. – Posso chegar ate eles e ir para os portões a tempo! – falei e eles assentiram, me virei e corri. Abati alguns guardas durante o percurso, mas nunca matando-os, apesar de tudo eles apenas seguiam ordens. Não demorou muito para que eu conseguisse chegar ate a área das celas. Derrubei outro guarda, peguei suas chaves e corri passando de cela a cela ate acha-los. Professor estava deitado, como que dormindo. Rapidamente abri sua cela e fui ate ele.

– Meu príncipe. O que estas fazendo aqui? – perguntei.

– Vim tira-los daqui! – falei enquanto ia ate a cela a frente, para soltar a minha amada. – Alex.

– Caspian. – falou enquanto vinha ate mim e me abraçava.

– Estamos tomando o castelo! – falei e ele olhou para mim, alarmado.

– Por favor, meu príncipe, não cometa o mesmo erro que seu pai cometeu ao subestimar seu tio! – ele falou.

– O que você quer dizer com isso? – perguntei olhando dele para Alexandra, que parecia estar tão perdida quanto eu.

– Acho que você sabe o que isso quer dizer! Sinto muito meu príncipe. – ele falou. Não, meu tio não faria isso, faria?

Pov’s Alexandra

– Caspian aonde você vai? – perguntei enquanto o observei ele sair correndo.

– Vá atrás dele! Não deixe que ele faça nenhuma besteira! – falou e eu assenti. Corri atrás de Caspian parando apenas para pegar uma espada que estava encostada na parede. Logo o alcancei e percebi para onde ele estava indo: em direção aos aposentos de seu tio.

– Caspian não faça isso! Vamos embora meu amor, por favor! – falei, mas ele não me ouviu. Abriu a porta do quarto sem fazer nenhum barulho. Caminhou ate a cama e apontou a ponta da espada no pescoço de Miraz, que acordou de súbito.

– O que faz aqui garoto? – ele perguntou.

– Levanta! – Caspian falou e Miraz obedeceu. Milla logo acordou e olhava assustada para nós.

– Caspian, vamos embora! – falei, mas ele ainda não me ouvia.

– Caspian, abaixa essa arma! – Milla falou, enquanto apontou uma flecha em nossa direção.

Duas pessoas entraram de súbito no quarto, olhei assustada para a porta, eram uma garota e um rapaz, provavelmente não muito mais velhos do que nós dois.

– Caspian, o que estas fazendo aqui? Deveria estar no portão! – o rapaz falou, mas Caspian negou.

– NÃO! Eu quero a verdade! – em todos os anos que nos conhecemos nunca vi ele desse jeito. – Você matou o meu pai?

– Seu pai sabia que não chegaríamos aonde estamos hoje sem sacrifícios, isso incluía a sua morte! – Miraz falou, senti Caspian começar a tremer, apenas não sabia se era de raiva ou de tristeza seu pai havia sido morto pelo próprio irmão!

– Você disse que seu irmão morreu dormindo! – Milla falou, abaixou a arma com a flecha.

– Foi mais ou menos a verdade! – Miraz falou com a maior naturalidade.

– Como pôde? – Milla perguntou.

– Do mesmo jeito que você vai puxar esse gatilho! – Miraz falou se mexendo, o que fez descer um pequeno filete de sangue por seu pescoço. – Precisa decidir querida! Se quer que nosso filho seja um rei ou que ele seja igual a Caspian: sem um pai!

Notas finais
E ai?