Notas iniciais
Por favor, não me abandonem... Juro que estou tentando ser uma boa escritora! Por favorrrrr não me abandonem....

– Então vosso plano é mandar uma menina, sozinha, pra parte mais selvagem da floresta atrás de alguém que provavelmente não esta lá? – Tekabrik reclamou. – Já não morreram pessoas o suficiente?

– Lucia é nossa melhor opção no momento! – Pedro rebateu.

– E ela não vai sozinha. – falei me levantando. – Eu irei com ela! – Olhei para os demais na sala a procura de alguma reprovação e só encontrei o esperado: Caspian.

– Precisamos de uma distração, uma coisa que não deixará que prestem atenção em vocês duas! – Pedro falou.

– Miraz pode ser um tirano, mas, como todo governante telmarino ele, querendo ou não, deve respeitar as tradições de nosso povo. E uma em especial, pode nos ganhar algum tempo! – Caspian falou.

– Ótimo, então nos conte, qual é? – Edmundo pediu.

– Se o líder do exercito rival pedir um duelo entre os dois lideres para evitar a guerra, o líder do exercito telmarino é obrigado a aceitar. Se enviarmos esse convite, Miraz não poderá dizer não. – falou e Pedro assentiu, provavelmente já sabia o que aquilo significaria. – Mas apenas um dos dois pode sair vivo do duelo.

– Pedro, não! – Susana interviu.

– Su, não há outra escolha! – Pedro falou. – Preparem o texto! Edmundo levará o convite! – dito isso Edmundo saiu junto com Susana e o Professor. – Tu... – apontou para nós duas. — Preparem os cavalos e levem armas. Não podemos confiar que cumprirão com a palavra. – ele falou olhando diretamente para mim e Lucia. – O resto de vocês, fiquem a postos para a realização do plano B e espalhem isso para os outros, não quero que ninguém seja pego de surpresa. – essa foi à deixa para que todos saíssem.

– Alexandra. – chamou-me.

– Sim, rei Pedro. – apesar de tudo eu sei o meu lugar.

– Podemos ter nossas diferenças, mas espero que saiba que é minha irmã quem estas levando e...

– Posso ser filha única Pedro, mas sei a dor de perder uma pessoa próxima, acredite em mim quando digo que não quero que a sinta! – falei e ele assentiu. – Eu vou cuidar dela!

– Caspian não poderá nunca saber que eu disse essas palavras, mas eu ficarei de olho nele! Para que ele se mantenha controlado e não faça nenhuma idiotice! – falou e eu assenti sorrindo.

– Agradeço. Não esta sendo fácil, apesar do que ele demonstra, para ele assimilar essa história toda! – falei e ele assentiu, dando fim ao assunto, segui para um dos corredores que levava ate um dos amplos salões onde estavam sendo preparadas algumas das nossas armas. Encontrei eles ali, terminando de preparar o convite. Edmundo terminava de ajeitar a sua armadura, ao seu lado um dos minotauros e um dos seguidores de Ripchip.

– Isso deve ser o suficiente! – Caspian falou entregando um papiro a Edmundo.

– Se tu apareceres desse jeito lá, só irão retornar os corpos! – comentei, vendo-os armados.

– O que queres dizer? — Ed perguntou.

– Homens. São tão inteligentes, mas ao mesmo tempo tão lerdos! – olhei ao meu redor, procurando por algo que pudesse usar... Ate que avistei-o no ombro de um dos faunos. – Olá, você vai precisar disso?

– Não! Pode pegar! – falou, me estendendo o pano.

– Muito obrigada. – agradeci sorrindo. – Caspian, pode me passar esse pedaço de madeira, por favor? – Caspian procurou pela madeira de que eu falava e me estendeu-a. Coloquei a madeira entre as minhas pernas, de maneira que a ponta ficasse perto do meu rosto. Peguei um dos lados do pano e amarrei nessa ponta da madeira, de um jeito que parecesse uma bandeira. Uma bandeira branca. – Agora poderão voltar sãos e salvos. – falei estendendo-lhes minha criação.

– Obrigado, Alexandra. – Edmundo falou.

– Agora podemos ir! – falou antes de saírem.

– Disponha. Boa sorte! – falei e eles assentiram, saindo do meu campo de visão.

Sentei-me no degrau, ao lado de Caspian. Segurei seu braço e apoiei a cabeça em seu ombro.

– Não estas com medo? – perguntou-me. Neguei com a cabeça. – Nem um pouco?

– Talvez um pouquinho! – respondi e senti-o sorrir.

– Eu tenho uma coisa para tu! – falou, se levantando. Estendeu-me a mão. – Vem. – Agarrei tua mão e deixei-o me guiar através das maquinas ainda em operação. Porém, de repente, ele parou perto das armas já finalizadas. Olhou cuidadosamente e entre as cotas de malha ele escolheu uma em especial. – Pedi que fizessem isso para você! Não quero que se machuque mais! – falou.

A cota de malha era linda apesar de os detalhes tenham sido feitos, obviamente, de ultima hora. O ferro era claro e não quase preto como dele. A parte perto do meu busto e barriga era feita de um aço forte, espadas teriam um pouco de trabalho para ultrapassa-lo. Apesar de ser uma proteção bruta ela foi toda feita para valorizar o corpo feminino. Em meu ombro direito, um entalhe de duas espadas cruzadas e o brasão da família real telmarina no meio. Em meu ombro direito um entalhe, provavelmente copiado da malha de Pedro, onde se poderia ver o rosto de Aslam.

–Precisamos saber se serve! – ele falou e eu levantei meus braços para que me ajudasse a vestir. Depois do equipamento colocado, ele me ajudou a fechar as tiras de couro nas laterais onde eu reparei uma brecha quase imperceptível.

– Serviu perfeitamente! – falei, sorrindo para ele. – Obrigada, meu amor!

– Tem mais uma coisa. – Caspian puxou de seu pescoço um colar onde reparei que dois anéis pendiam nele. Duas alianças.

– Caspian não! – falei, segurando suas mãos, impedindo-o de terminar o gesto de retirar o cordão.

– Não vou suportar se alguma coisa acontecer e eu não puder cumprir o que lhe prometi! – falou.

– Nada irá nos acontecer, meu amor! Iremos devolver Nárnia para seu povo, iremos voltar para casa, eu irei ver meus pais de novo, nós vamos nos casar! Pare de ter pensamentos negativos Cas.

– Alex, por favor... – eu sabia que não poderia faze-lo mudar de ideia. Liberei seus braços e assisti-o enquanto retirava o colar e os anéis. Ele segurou o menor em suas mãos, se ajoelhou na minha frente e perguntou: – Alexandra, você aceita se casar comigo?

Notas finais
E ai? Que bomba... E agora?