Bleach! Uma Desventura No Deserto!
4 Primeiro dia.
Notas iniciais
Passando pra deixar o capítulo da semana, e é, ERA PRA FICAR CONFUSO SIM! *-*
Mah sem delongas que o tamanho do cap é grande e tempo é dinheiro!
BOA LEITURA! ♥!
Primeiro dia
Mais um dia tranquilo amanhecia em Sereitei. Tudo em ordem, os pássaros cantando, os capitães, tenentes e shinigamis comuns despertando, o sol brilhando num céu quase sem nuvens... Tudo indicava que seria um dia normal, tão bom quanto os outros. Até a monotonia era prevista de forma positiva, e ninguém, absolutamente ninguém preveria que aquilo fosse acontecer. Do primeiro ao décimo terceiro esquadrão a rotina se iniciava vagarosamente.
–Tem certeza de que isso vai dar certo, Vossa Graça?
–Não espero que dê certo, só não quero outra criança chorona e egoísta como Sousuke com tanto poder nas mãos e os aparvalhados não saberem fazer nada para controlá-lo. –Suspirou. –Faça.
–Mas, Vossa Graça... –O homem estava um tanto aflito. –Podem morrer... Claro, se ninguém conseguir chegar à conclusão de que estão...
–Se não descobrirem sozinhos, não são dignos ou fortes o suficiente para defender a Soul Society. –Era enfático. –Minha decisão foi tomada. Eu estou farto de ser questionado, apenas faça.
–Certo, Vossa Graça, mil perdões se lhe ofendi. –O homem se desculpava muitas vezes e saía.
Mansão Kuchiki.
–Ah, que dia bonito, não é, Nii-sama? –Rukia já estava vestida, pronta para ir de encontro ao seu esquadrão.
–Para mim parece um dia comum como todos os outros. –Ele disse, e se separaram. Ele para o sexto, ela para o décimo terceiro esquadrão das treze divisões do Gotei.
Primeiro Esquadrão.
–Devemos fazer algo com esses vaizards, Choujirou. –Dizia o Senhor Comandante. –Eles lutaram ao nosso lado...
–Também penso que deveriam ser readmitidos, se me permite ser sincero, senhor.
–Levarei pessoalmente o assunto à Central 46, mas penso que aquele bando de velhos retrógrados não vai tomar qualquer atitude. –Estava enfastiado.
–É um risco que se propõe a correr, Senhor.
–Pois é.
Segundo esquadrão.
–Oe, maldito, chegou atrasado outra vez! –Soi Fong já estava debruçada em documentos dos dois esquadrões que comandava: a milícia de execução e o segundo esquadrão.
–É... Bem... Bem, Taichou, você sabe que...
–Se falar sobre O QUÃO REFORÇADO É ESSE SEU MALDITO CAFÉ DA MANHÃ DE NOVO, EU TE MATO AQUI E AGORA, DESGRAÇADO! –Ela foi subindo o tom de voz, e o pincel que estava em sua mão se quebrou. Oomaeda quase se borrou, tremendo.
–A-a-a-a-a-acalme-se, por favor, T-t-t-t-t-taichou.
–VÁ trabalhar e saia logo da minha frente, antes que eu me arrependa de deixá-lo viver. –O assassinava com aqueles olhos pequenos. E então respirou fundo, e voltou a se sentar. –Não posso matá-lo. É apenas o meu maldito e gordo tenente. Não posso matá-lo. Isso, acalme-se, respire fundo... Sim... –Pronto, estava mais tranquila. –Os movimentos de respiração que a Yoruichi-sama me ensinou estão surtindo efeito. –Sorriu para si mesma.
Caminho para o Terceiro esquadrão.
Andando para o seu trabalho pesado de capitão e tenente ao mesmo tempo, Kira seguia até se deparar com Shuuhei, que no caso sofria do mesmo problema.
–Oe, Kira, Ohayo! –Mas hisagi sempre estava descansado e de bom humor.
–Ah, estou com sono. –Reclamou Kira, com os olhos fundos e olheiras.
–Nossa, cara, sua cara ta horrível.
–Como? –O olhou num desanimo terrível.
–Sua cara. Quer fazer um bom movimento que eu sempre faço quando acordo?
–Quê? –Quando teve espaço para falar esse simples “quê” Hisagi já o dobrava dum jeito e de outro jeito, alongando todos os músculos em ponto de dor, e quase quebrando os ossos, Kira gritou:
–Mah que diabos?!
–Isso sempre me ajuda a despertar. –Sorria, satisfeito. –Não se sente renovado, limpo, cheio de ânimo? –Respirou fundo tomando todo o ar do mundo.
–Não.
–Então eu não devo ter te alongado direito... –Já vinha novamente.
–NÃOO, não, não, Hisagi, juro, eu tô ótimo! –Sorria fraco. –Olha como estou animado? –Passou a dar passos rápidos até seu esquadrão sem olhar para trás.
–Ah, essa tática sempre funciona! –Dizia feliz consigo mesmo.
Quarto Esquadrão.
–Taichooooou, não ande tão depressa! –Isane estava ficando para trás.
–Com pernas tão longas, não tinha de ficar para trás, Isane. –Iam para o quarto esquadrão juntas. –E eu preso chegar sempre dez minutos antes, no mínimo.
–Mas, taichoooou, hoje eu acordei atrasada... Calma, não ande tão depressa! –Ela estava também tonta de sono, andando meio bêbada. –Se eu bambolear mais, boto pra fora o meu café da manhã.
–Ora, então pare e descanse, não precisa estar atrás de mim como uma sombra. –Sorriu para ela e prosseguiu. –Além do mais, eu seria sua sombra, e não você a minha, se fossemos contar...
–Taichou, porque quer chegar tão cedo se não há nenhum caso sério na enfermaria?
–Somos o esquadrão médico, Isane, temos de estar sempre a postos. –Finalmente parou de andar. –Vamos logo, não demore. Use essas pernas, mulher. –Isane corou.
–Taichooou!
Quinto esquadrão.
Momo Hinamori vinha andando sozinha ao seu esquadrão. Como Shuuhei e Kira, tinha um esquadrão inteiro para controlar, e estava cansada, ajeitando o coque enquanto olhava o dia lindo que se firmara, num céu azul e num sol morno. Mas tão logo e um tremor lhe tomou inteira, olhou o céu e ele estava escurecendo aos poucos. Não soube se estava desmaiando, ou se o mundo estava ficando louco, só teve tempo de desembainhar a espada e dizer:
–Nani?
Urahara Shop
–Hum... Hehe. –Tomava um gole de chá. –Hm... Hehehehe. –Coçava os cabelos por baixo do chapéu. –Hm... Há! Oomoshiroi. –Esfregava os olhos sonolentos. –Hm... Hehe. –Olhava atento. –Hm... Subarashi! Há!–De repente ela abriu os olhos e lhe arranhou o rosto. Estava na forma de gato:
–MALDITO, quase me mata do coração! –Ela respirava desesperada. -O que diabos estava fazendo?
–Hooo, Yoruichi-san, esse é seu jeito de cumprimentar seu amigo que te acordou?
–Maldito, eu deveria fazer algo além de te arranhar a cara viu, que abusado! –Ele esfregava o arranhão. –O que diabos você tava fazendo? –Ele escondeu a pena que usava para fazê-la se coçar enquanto dormia.
–Nada. Eu apenas a observava dormir, Yoruichi-saaaaann! –Estava muito animado. –Ohayou Gozaimasu!
–Hm, seu esquisito. –Se coçava e espreguiçava. –Eu tive um sonho estranho, estava num rio de sarnas e todas me faziam coçar e elas riam de mim.
–Não faço idéia do que esse sonho significa, Yoruichi-saaaann, quer que eu busque na internet?
–Nãaao, não precisa. –Respirou fundo. –Eu quero só um café reforçado, lutar contra as sarnas me deu uma puta fome de leão!
–Urahara-dono, gostaria que eu escondesse essa...
–Não diga nada desnecessário, Tessai-saaaannn! –Entregou-lhe fora das vistas da amiga. –Esconda isso nos confins da terra, mas limpo, essa foi melhor do que as outras.
–Hai hai!
–Que papo estranho, Kisuke, o que mandou o Tessai fazer?
–Naaada, Yoruichi-san, nada com que deva se preocupar! –Sorria tentando desfazer a cara de “não acredito, estou desconfiada” que ela mantinha naquele rostinho pequeno de gato. Não funcionou os olhos amarelos ainda o perseguiam.
–Yoruichi-saaaannn, aposto que a Ururu e o Jinta-kun já nos preparam o tal café... Que tal irmos? –Tentou pegá-la no colo.
–Não se aproxime, estou de olho em você. –E seguiu andando pelo chão até a mesa do café.
–Uiii, que assustadora! –Ele disse, com um risinho sufocado pelo leque. E então o chão tremeu, tudo escureceu, e Yoruichi-san, ou ele mesmo conseguiram tomar o desjejum. A mulher apenas conseguiu mudar de forma e vestir suas roupas costumeiras.
Deserto.
–Komamura-Taichou, onde estamos? –Iba tirava os óculos cheios de areia e os esfregava no kimono, voltando a pô-los no rosto. –Eu tive a sensação de que fui jogado num liquidificador e depois arremessado numa caixa de areia.
–Eu senti a mesma coisa. –Disse o capitão. –Só vejo areia por todo lado.
–Komamura-san? Iba-san? –Ela gritava ao ouvir a voz dos dois, e corria ao seu encontro.
–Estamos aqui! –Iba balançava os braços.
–Oe, Nanao-chaaan, não saia de perto de mim, talvez haja areia movediça! –Kyouraku a advertia, correndo atrás dela.
–Taichou, não é hora pra brincadeiras, talvez estejam feridos!
–Alguém está ferido? –Unohana imergia da areia feito uma múmia.
–TAICHOU! –Isane a agarrou desesperadamente. –Eu estava te procurando, mas só via areia, e mais areia e... -Tremia-se.
–Acalme-se, temos de nos concentrar nos possíveis feridos.
–É TUDO CULPA TUA, NÉ TEU DESGRAÇADO MALDITO! –Kenpachi gritava para Mayuri. –O que você fez dessa vez? –O rosto dele estava desfigurado, os desenhos desfaziam-se.
–Nemu, informações, por favor. –Ele ignorou Kenpachi.
–Coletando, Mayuri-sama, buscando localização... –Tremeu-se um pouco. –Não acho nada. Não sei onde estamos...
–Konoyaro, estou falando com você! –Kenpachi se aproximava, com Yachiru nas costas.
–Ken-chan, aqui está muito quente, muito quente...
–Eu sei, e é tudo culpa desse maldito! –Se aproximava mais, com sua reiatsu amarela gritando sua fúria.
–Acalme-se, por favor, Kenpachi-san. –Urahara. –A culpa não foi dele, certamente.
–Então foi sua, seu desgraçado! –Mayuri. –Eu sabia que tinha dedo seu, seu dedo desagradável como você!
–Também não fui eu. –Ele afirmou. –Mas não penso que tenha sido alguém que está aqui conosco...
–De onde tirou isso, Kisuke? –Yoruichi estava furiosa. –QUEM ME EMPEDIU DE TOMAR CAFÉ VAI MORRER! –Soi Fong ouviu seu berro:
–YORUICHI-SAMA!
–Soi Fong?
–YORUICHI-SAMA, VOCÊ TAMBÉM ESTÁ AQUI! –Ela corria a longa distância para alcançá-la.
–Espero que ela tenha comida. –Yoruichi indagava, enquanto Soi Fong corria em sua direção.
–Taichooooooou, não me deixe pra trás! –Oomaeda.
–Se vire sozinho, role, se for preciso! –E não parava de correr.
–Mas voltando ao assunto. –Urahara. –Ainda há bons cientistas na Sereitei, eles vão nos tirar daqui.
–Eu só quero ver. –Yumichika. –Minha pele magnífica não resistirá por muito tempo nessa secura.
–Por favor, alguém nos ajude!
–POR FAVOR! –Kiyone e Sentarou, em coro:
–O UKITAKE TAICHOU ESTÁ PASSANDO MAL, PRECISAMOS FAZER UMA SOMBRA!
–Oe, Matsumoto, está ouvindo isso? –Toshirou e Matsumoto eram os que haviam caído mais distantes.
–Não, talvez seja um zumbido, taichou, não tenho certeza... – Ela juntava areia e deixava cair outra vez. –O que estou fazendo aqui?
–Eu não sei. –O capitão estava pensativo. –Não tenho idéia.
–NÓS VAMOS TE AJUDAR! –Era a voz de Renji, lá no fundo.
–OE, Matsumoto, não está ouvindo?
–Taichou, deve ter areia nos teus ouvidos, não ouço nada!
–LEVEM-NO DAQUI! –Era Kira.
–MAS PRA ONDE, PRA ONDE? –Hisagi.
–PRA CÁ, PRA PERTO DE NÓS. –Unohana.
–ELE NÃO VAI RESISTIR, É MUITO FRACO PRESSAS COISAS. –Hinamori chorava.
–CALA ESSA SUA BOCA, GAROTA ESTÚPIDA! –Sentarou.
–É CLARO QUE ELE VAI RESISTIR! –Kiyone.
–OE, PAREM DE BRIGAR POR ISSO, INÚTEIS, TENTEM RESOLVER! –Byakuya.
–VOCÊ FALA E NÃO FAZ NADA! –Kenpachi.
–VERDADE, QUE MALDITO! –Soi Fong.
–RUKIA-SAAAANNN, SUA ZANPAKUTOU NÃO É TIPO GELO? –Urahara.
–SIM! E A MAIS BELA DE TODA A SOUL...
–São eles, Matsumoto, os capitães! Temos de ir! –O coração de Hitsugaya disparava.
–Onde? Estamos no meio do nada, Taichou! –Ele começou a correr, ignorando-a. –Taichoooou, me responda, me espere por favoooooor! –E tentava alcançá-lo. –Não quero ficar sozinha no deserto, não quero!
–Cale-se e me alcance, Matsumoto. –Ele disse lá do alto da duna. –EU CONSIGO VÊ-LOS!
–Quem?
–Oe, já disse você é surda?
–Ora, não custava nada repetir!
–Os capitães, Matsumoto, estou vendo quase todos. –Estreitava os olhos. –Estão socorrendo o Ukitake. A Rukia está... Está...
–O que ela está fazendo, taichou?
–E a Hinamori...
–O que tem as duas? Droga, esqueci minha câmera! –Ele ficou vermelho, e ainda faltava uns metros pra ela alcançar o topo da duna. Subia devagar e desajeitadamente.
–Maaatsumotoooooo! Pare de dizer asneiras!
–Ah, taichou, não me trate tão mal! Ouvi dizer que em desertos há muitas frutas afrodisíacas e...
–Cale-se, Matsumoto! –A olhou, reprovando. –Elas estão trabalhando.
–Em quê?
–Criando uma espécie de cúpula de vidro ao contrário, com gelo em cima... Espera. –Viu Mayuri e Urahara da borda, dando ordens. –Elas estão fazendo um lago!
–Como? –Finalmente terminou de subir.
–Oh! Sugoooooi!
–Ta vendo, Matsumoto? Tem gente que usa o cérebro. –A olhou de canto.
–Está insinuando que eu não uso?
–Eu preciso ver se a Hinamori está bem, estão levando água pro Ukitake... –E começou a descer a duna correndo feito louco, com o vento balançando seus cabelos prateados.
–Ele só se preocupa com a Hinamori-chan, comigo, ninguém se importa! –Resmungava enquanto descia. –Matsumoto pra cá, Matsumoto pra lá, mas ninguém se preocupa, só ordens! Ah, eu precisava de um sake viu!
–Alguém disse SAKE? –Kyouraku quase salivava.
–Contenha-se, Taichou! –Nanao.
–SAKE? ONDE? –Iba olhava os lados feito louco procurando.
–Iba, você me disse que tinha parado com a bebida. –O olhar de Komamura para Iba era desapontado.
–Taichou... Perdoe-me. –Iba.
–EU QUERO TAMBÉM, GUARDA PRA MIM! –Ikkaku.
–Continua beberrão. –Yumichika.
–E pra mim, claro. –Yoruichi.
–Yoruichi-sama, não deveria beber numa situação dessas... –Soi Fong.
–Não tem sake, gente. –Rangiku esclareceu. –É que eu queria beber um gole. –E todos abaixaram a cabeça desapontados. Claro, todos os que disseram que queriam.
–Sinceramente, Matsumoto... Não só a Matsumoto. –Histugaya. –Todo mundo aqui devia se envergonhar disso. Estamos presos no deserto, temos um homem doente, duas pessoas trabalhando duro para construir um lago, e vocês só pensam em Sake? É isso? São pessoas importantes para a Soul Society, já salvaram milhões de vidas, mas parece que não vale nada. –Todos agiam como crianças recebendo um puxão de orelha dos pais. –Deviam pensar duas vezes antes de dizer esse tipo de coisa. Temos de pensar na nossa sobrevivência, e não nesse tipo de bobagem.
–Concordo. –Nanao.
–Ah, que discurso de gente virgem. –Yoruichi, Matsumoto não evitou a gargalhada, por mais que tentasse estrangular. Hitsugaya ficou vermelho.
–Acalme-se Taichou...
–ACALME-SE? –Ele a olhou com olhos em fúria.
–Hmpf, que mimado, não sabe ser contrariado. –Byakuya.
–É sério que você ta dizendo isso? –Yoruichi. –VOCÊ, dizendo isso?
–Não entendi, isso foi uma insinuação? –Ele a olhou friamente. –Sou um Kichiki, você não tem o direito de fazer esse tipo de insinuação!
–E pareceu ser o quê?
–Ele aponta os defeitos dos outros como se fosse perfeito. –Soi Fong riu. –Concordo com você, Yoruichi-sama!
–Oe, não desmoralizem o Taichou! –Renji.
–É verdade, Renji, me ajude a proteger a honra do meu Nii-sama! –Rukia.
–Hmpf, dois puxa... –Soi Fong foi cortada.
–Gente, sem briguinhas desse nível aqui, por favor... –Komamura.
–Eu acho que está na hora de projetarmos uma casa que caibamos todos nós! –Urahara mudava de assuntos. –Parece que houve um colapso no tempo, e já vai anoitecer...
–Até que enfim, algo que importa ser dito. –Hitsugaya.
–Shiro-chan, não seja tão enfático. –Hinamori.
–Cale-se, Hinamori, se for para falar merda que nem eles é melhor...
–Oe, Hitsugaya-kunnnnn, não é jeito de tratar uma dama. –Kyouraku. –Trate-a com beijinhos e carinho, como eu faço com a Nanao-chan...
–Por favor, Taichou, sem baixarias! –Disse a Nanao. –O que eles vão pensar? -Matsumoto e Yoruichi riram.
–Por favor, com baixarias!
–Ah, eu vou dar o fora daqui! –Hitsugaya começou a andar sozinho, e Hinamori o seguiu.
–Saia de perto de mim, já!
–Mas, Shiro-chan...
–Eu vou morar sozinho até a ajuda chegar. Se é que alguém aqui vale ser salvo.
–Capitão, não vai nem me levar? –Matsumoto.
–Mas é CLARO que não, ta doidona? Usou drogas? Perdeu a cabeça? Surtou, mulher?
–Que vocabulário antiquado. –Yumichika.
–Pois é. –Byakuya.
–Fica tranquila, Rangiku, pode andar comigo! –Yoruichi lhe sorriu.
–Então pode ir, taichou!
–Do que você falava mesmo, homem desagradável? –Mayuri.
–De construir uma casa... –Urahara.
–Mãos a obra, venha Nemu.
–Hai, Mayuri-Sama. –Sairam a Hinamori, a Rangiku, o Mayuri com o Urahara e a Nemu, Renji e Rukia, para projetar e executar o plano, claro que todos teriam uma parte importante, mas ali, no caso, para as fundações, só esses eram necessários, tendo em vista seus cérebros e os poderes de suas zanpakutous.
–O que ele fez com a Hinamori, ninguém deveria fazer com ninguém. – Isane.
–Ele está fora de si, já se acalmará. –Unohana.
–Não conte tanto com isso. –Byakuya. –Esse garoto sempre foi assim. –Olharam o fundo, lá no fundo, e um dragão gigante de gelo estava de pé.
–E não é que construiu seu castelo? –Iba.
–Não duvide da força de vontade de um homem. –Komamura.
–Pois é. –Hisagi.
–Eu to com frio. –Kira.
–Pois é... –Sorriu Yoruichi. –Desertos são quentes demais de dia, e frios demais de noite, quando formos dormir...
–Precisaremos de calor humano. –Rangiku completou.
–Hmpf, eu não preciso. –Byakuya. –Isso é desculpa pra libertinagem infundada.
–Desde quando eu preciso de desculpa?... –Yoruichi.
–Unohana-Taichou, eu posso... –Estava nervosa.
–Pode, Isane. –E ela ficou feliz.
–Yoruichi-sama...
–À vontade. –Yoruichi nem esperou ela terminar a frase.
–Eu também quero, agora que o taichou foi embora daquele jeito eu to sem grupo e...
–Claro que pode, eu já disse que fica comigo! –Yoruichi a tranqüilizou. –Sempre caberá mais um. Seremos quatro agora, eu, você, a Soi e o Kisuke.
–Porque aquele homem já tem lugar guardado? –Soi Fong.
–Porque se preocupa com isso? –Rangiku.
–Ela tem uma queda pelo Kisuke há um tempão. –Disse Yoruichi e gargalhou desdenhosamente. –Decerto ficará nervosa em dormir ao lado dele.
–Mas é claro que NÃO! –Soi Fong irritou-se, envergonhada. –Claro que não, aquele homem detestável, eu só não gosto da presença dele, o desprezo! –Respirou fundo, se acalmando. –Cadê o Oomaeda?
–É verdade, ele sumiu. –Ikkaku. –Aquele cara tem bastante carne, nem vai sentir frio.
–Eu, por outro lado... –Yumichika.
–Isso de dormir junto para manter o calor é coisa de bicha. –Kenpachi. –Eu vou proteger a Yachiru do frio, mas se algum marmanjo aparecer querendo esquentar o corpo leva porrada.
–Concordo, Taichou! –Ikkaku.
–Ah, que bárbaros! –Yumichika. –Deve haver lugar pra mim perto do Kira e do Hisagi...
–Quem disse que nós estaremos juntos? –Hisagi. –Que coisa, todo mundo fica achando que a gente tem essa intimidade!
–Ué, mas vão estar juntos, não vão?
–Sim. –Kira. –Mas é que o Hisagi ta com essa de masculinidade ameaçada agora.
–Então não fiquem com raiva, diabos! –Yumichika. –Estarei lá também.
–Eu só darei permissão de ficar perto de mim a Rukia, Renji que se dane sozinho.
–Que maldade... –Yoruichi. –Bem, se ele quiser, que se junte com a gente.
–Yoruichi-sama, não acha que está juntando gente demais perto da gente?
–O que tem Soi Fong? Gosto de calor humano!
–Não vai conseguir exclusividade, se é o que está esperando. –Byakuya a desiludiu.
–Maldito, ninguém te chamou na conversa!
–Mas ele está certo. –Rangiku.
–Hmpf, eu sempre estou certo. –Ele se achou.
–Byakuya-bo, se quiser, pode se juntar a nós... –Provocou.
–Nunca vou querer dormir ao lado de uma mulher como você. –A desprezou.
–Tem certeza? –Ela perguntou risonha. –Hmmmm, acho que não. –Ele ficou furioso, e ela caiu na gargalhada.
–Oe, Komamura-san! –Rangiku. –Pode ficar perto da gente? Seus pelos parecem tão macios e quentes! –O capitão corou, envergonhado.
–Poiiiiss é, nem tinha pensado nisso, boa Rangiku! –Yoruichi num entusiasmo imediato.
–Pera, pera, pera ae moçada, ele é MEU capitão, da licença! –Iba já se manifestava contra. –Que que é isso? Não é assim que a banda toca!
–Ih, ta dando crise de ciúme? –Rangiku. –Ele fica onde quiser!
–Eu, gente... Bem... Eu não me importaria, se, se vocês duas se sentirem confortáveis perto de mim, eu... –Ele se embaraçava todo. –Eu não negarei abrigo, certamente... Em épocas frias... É sempre bom unir-se com pessoas quentes, e... Nesse caso, vejo que é certo...
–Maldito, está se aproveitando. –Soi Fong.
–Não interfira. –Yumichika disse para ela, e só para ela. –Talvez essa seja a única chance dele tê-las tão perto, vai por mim... –Ela o olhou desconfiada.
–Ainda sim... Se ele pensa que pode roubar a Yoruichi-sama...
–MINNA!- A voz animada de Urahara os chamava a todos. –VENHAM AJUDAR, VENHAM POR FAVOOOR! As fundações e o projeto principal estão prontos! –E todos se mobilizaram para construir a casa de vidro antes do anoitecer. Quer dizer, todos menos Hitsugaya.
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