Bleach! Uma Desventura No Deserto!
1 19º Dia.
Notas iniciais
E já estamos bem avançados, décimo nono dia...
Todos estão loucos! O.O
BOA LEITURA!
Décimo nono dia. Ou ao menos era isso o que lhes parecia, naquele maldito deserto, naquela maldita dimensão, que não tinha nada além de deserto. Não havia forma segura de contar o tempo, muitos deles estavam tendo loucas alucinações. Por causa do calor, e da fome. E do estresse, e do desespero. E da raiva. E da desolação. Estavam todos próximos ao limite. Seus roupões de capitão e suas demais roupas haviam se transformado em burcas, ou algo parecido que não faz tanta diferença.
-Seria mais fácil se o Capitão Komamura nos ajudasse a entrar. –Disse Renji, enquanto todos se escondiam nas muralhas externas do castelo de gelo do Capitão Hitsugaya Toushiro.
-Ele é muito espalhafatoso. –Disse Kira.
-E mesmo assim, não conseguiríamos convencê-lo a voltar a nos ajudar. Está sempre na defensiva. –Dizia Isane, sem muitas energias na voz. –Ou está cuidando das alucinações de Iba, ou está fugindo de nós...
-Está acusando a Yoruichi-sama por isso, maldita? –Reclamou Soi Fong. –Ela estava desesperada!
-Hmpf, e ainda está. –Disse Byakuya. –Vive tentando comer coisas não comestíveis.
-Não a culpem. –Disse, de repente Kyouraku. –Desde que a conheço, Yoruichi-chaaannn sempre foi comilona, está sofrendo mais do que todos nós...
-O que eu não entendo, é ele não ter deixado a Hinamori entrar. –Disse Hisagi. – E nem Sentarou ou Kyone, mesmo eles chorando na porta levadiça o tempo todo, preocupados com seu Capitão.
-Isso é leviano. –Disse Kira.
-Ele a acusa de traição, todos o sabemos. –Disse Mayuri, enfastiado pelo fato de não ter como se manter maquiado com aquelas condições. –E teve pena daquele doente do Ukitake. Mas para o resto de nós, será a morte, se Nemu não voltar. Está batendo todo o terreno, em busca de uma saída ou alimento e melhores condições climáticas.
-Ela foi tem mais de cinco dias, pode ter morrido ou se perdido. –Disse Byakuya, fitando-o de soslaio com superioridade no tom de voz.
-Claro que não, seu bruto ignorante, ela sobreviveria a muito mais do que isso. –Mayuri logo se defendeu e à sua tenente.
-O negócio é quebrar tudo, e depois quebrar o capitão que está lá dentro. –Disse Kenpachi.
–Não é justo, que fiquemos naquela fortaleza quente demais de dia, e fria demais de noite. Nossa água também está péssima e suja, e com as forças de Rukia não conseguimos manter o lago por muito mais dias. –Queixou-se Nanao.
-A justiça de nada vale em condições como esta. –Disse austeramente Kira.
-POR FAVOR, NOS DEIXE ENTRAR, OU PEÇA AO MENOS QUE O CAPITÃO UKITAKE ACENE DE UMA DAS AMEIAS, É SÓ O QUE QUEREMOS! –Choravam e berravam ao mesmo momento, Kyone e Sentarou frente aquela fortaleza de gelo que chorava se derretendo, naquele deserto árido e quente.
-Eu vou voltar à casa de vidro ver se Iba está bem. –Disse Unohana, preocupada. –As alucinações dele não terminam, tomem cuidado, gente, há algumas plantas venenosas por aqui...
-Até parece que alguém vai comer algum mato, depois do que houve com aquele lá. –Disse Soi Fong. –Eu queria saber é onde foi a Yoruichi-sama.
-Da última vez que a vi, estava junto da Rangiku-san, e ambas comiam areia e riam. –Disse Hisagi, consternado.
-Como assim?! –Soi Fong desesperou-se.
-Hmpf, aquelas duas vivem vendo coisas... Mesmo sabendo que não passam de miragens. –Disse Byakuya, orgulhosamente. –Eu vi minha mansão dezenas de vezes, mas não me deixo enganar.
-A Yoruichi-sama não é a mesma desde que começou sua fome. –Chorava-se Soi Fong.
-Capitã, se meus biscoitos não tivessem acabado no primeiro dia... –Dizia Oomaeda.
-Você é tão inútil que ficou com medo e comeu tudo na primeira noite, seu estúpido idiota. –Soi Fong ainda guardava mágoa daquilo. Com aqueles biscoitos, talvez Yoruichi não estivesse tão fora de si. –Mas ao menos vivendo desse jeito, talvez emagreça um pouco.
-Será que vai mesmo funcionar essa de usar Hinamori e Rukia como distração, concertando o lago e enchendo de gelo? –Disse Hisagi, meio consternado.
-Têm de funcionar. –Disse Renji. –Aquelas duas estão quase sem forças, abusamos muito delas.
-Se não funcionar, batemos naquele baixinho! –Disse enérgico Ikkaku.
-Tira essa careca do sol, fica na sombra com a gente. –Disse Yumichika, tapando os olhos com as mãos. –Já basta minha beleza faltando com essa aridez, minha pele e cabelos estão secos! Ainda temos de ter esse reflexo de sol na sua cabeça? –Ikkaku veio resmungando para a sombra junto dos outros.
-Até que enfim disse algo que preste, Ikkaku! –Kenpachi comemorava. –Temos de dar uma lição de humildade nele!
-Urahara-san podia juntar com o Mayuri-san, para pensar numa tática melhor para invadirmos a fortaleza do Capitão Hitsugaya. –Sugeriu Isane.
-Concordo! –Concordou Nanao.
-Urahara-kuunnn está agora perfurando o solo, em busca de não sei o quê. –Disse Kyouraku.
-Aquele maldito nem para ajudar a Yoruichi-sama. –Reclamou Soi Fong.
-A verdade é que eu queria que alguém viesse nos buscar. –Disse Renji.
-Concordo. –Disseram todos, tristemente abaixando as cabeças.
-Mas não é pra isso que estamos aqui. –Disse Mayuri. –Comecem a escavar! –E todos com suas espadas começaram a furar o gelo.
-Ainda acho que deveríamos usar nossas zanpakutous liberadas, ou ao menos algum kidou aqui... –Reclamava Renji.
-Não queremos chamar a atenção dele, luzes fortes ou altos barulhos poderiam nos denunciar. –Explicou Isane.
-Bom, gente, então vou começar a minha parte. –Se despediu Soi Fong, que no caso iria primeiro para sondar o lugar e distrair Hitsugaya caso ele percebesse algo. A fortaleza era tão alta quanto era grande, e basicamente só ela ou Yoruichi conseguiriam escalar sem chamar a atenção, e sem correr o risco de cair ou deslizar e perder tudo. Como a segunda estava sempre com Rangiku tendo ilusões por aí ou simplesmente nadando no lago, sobrou para Soi Fong.
-Boa sorte, Soi Fong-chaaaann. –Disse Kyouraku. Mas ela já estava longe.
-Volte a escavar, capitão! –Reclamou logo Nanao.
-Ahh, desse jeito parece que ficaremos aqui a vida inteira e nunca chegaremos ao outro lado, que parede grossa! –Reclamava Oomaeda. –Minhas costas e braços doem, o gelo deixou minhas mãos e pés dormentes! –Haviam se passado vinte e cinco minutos desde que começaram a escavar, e já tinha uma trilha adentrando o gelo de dois metros, e o outro lado nunca surgia. Até que fechou, deixando-os todos no escuro, e cercados por um gelo tão duro como pedra. Quem descobriu isso foi Ikkaku, que deu um soco na parede. E agora até as zanpakutous tinham dificuldade em penetrar aquela massa, de tão áspera e dura.
-Não tem jeito, parece que teremos de liberá-las. –Disse Hisagi.
-Estamos exaustos demais para isso, e nossa força de combate se foi há dias. –Disse Isane, tomando os moldes de sua capitã. –Não seria seguro.
-Hahah, não seria seguro lutar? –Kenpachi riu desdenhosamente. –Para mariquinhas como vocês! Só se for! Eu vou derrubar esse castelo todo e dar uma surra naquele moleque! –Seus olhos brilhavam.
-Ele está com a vantagem, não deveríamos fazer nada por enquanto. –Disse Kira. –Nada além de continuar escavando...
-Eu acho que está errado. –Yumichika jogou os cabelos para trás num meneio negativo de cabeça, e prosseguiu: -Se a parede foi fechada é porque ele já nos percebeu aqui.
-É, então lá se foi nossa chance de entrar sem sermos descobertos. –Disse Renji.
-Hmpf, Renji, você poderia deixar de ser tão óbvio às vezes, para variar. –Reclamou Byakuya.
-E o que sugere que façamos, Kuchiki-kuuunnn? –Perguntou Kyouraku, levantando um pouco o chapéu.
-Sugiro que destruamos tudo para mostrar a ele com quem está jogando. –Ele respondeu sem titubear.
-Não esperava uma atitude tão violenta. –Nanao assustou-se um pouco.
-Hmpf, ele está nos prendendo, não nos deixa ficar com ele, e se isolou nessa fortaleza, o que espera que eu pense? O homem pisou em nosso orgulho! –Ele defendeu-se com frieza.
-Se o Capitão Komamura estivesse aqui, poderia cerrar o lugar todo com um esforço só. –Renji reclamava novamente. –Ele não deveria se voltar contra nós, é muito necessário!
-Ele não se voltou contra nós. –Kira explicava. –Ele tem MEDO de nós.
-Droga, e a Capitã Soi Fong, onde se meteu? –Perguntava Kenpachi. –Aquela não deve ter sido descoberta, é pequena demais.
-Ken-chan! –De repente ouviram o grito, e ao lado deles apareceu Yachiru.
-Como chegou aqui? –Kenpachi não a via há mais de cinco dias.
-Eu estou morando escondida aqui, Ken-chan! –Ela disse alegremente. –Venham eu fiz um caminho para passarem, enquanto a Soi-chan distraí o Shiro-chan!
-Então vamos logo! –Abafava-se Renji.
-Mas espera. –Byakuya disse alarmado. –Não nos cabe nesse negócio tão pequeno! –O buraco era mesmo pequeno.
-Muito menos eu. –Queixou-se Isane.
-Ou eu. –Oomaeda.
-E agora? –Isane.
-Vocês que se danem, eu caibo, e vou passar! –Yumichika abria caminho. –Sou um homem de morar numa fortaleza, não num casebre amontoado de loucos!
-Eu também vou chutar aquele baixinho abusado! –Ia atrás Ikkaku. –Ele que me aguarde!
-Eu vou depois alargando o caminho. –Kenpachi seguia na fila com um sorriso psicopático no rosto. E foram seguindo, um atrás do outro, até que estavam num caminho muito escuro, o corredor estreito. Não conseguiam enxergar cinco centímetros a frente dos próprios narizes. Até que surgiu uma luz branca azulada cortando o ar.
-Hadou#4 Byakurai. –Disse uma voz. E todos gritaram ao mesmo momento, liberando suas zanpakutous ou dando hadous e kidous de todos os níveis. Num furdunço de luzes e gelo quebrado. A luta durou cinco segundos, e no escuro tênue de luzes gritantes que sumiam e emergiam não se sabia que era amigo ou quem era inimigo. O desespero tinha se instaurado, e todos se feriam uns aos outros, gritando golpes e pragas, ameaças e dores. Apagaram, no escuro.
Quando acordaram, estavam todos presos, sem suas devidas zanpakutous, com a boca amarrada num pedaço de pano, os braços e as pernas, sentados em duras e gélidas cadeiras de gelo. Seus ferimentos, aparentemente cuidados. Numa sala tão grande quanto oca. De teto abobadado. Hitsugaya estava frente a eles, e sorriu.
-Ousaram invadir a minha fortaleza. –O sorriso sumiu como se nunca houvesse existido. –Agora terão de se ver comigo. –A lista de pessoas vinha assim: Primeiro Hinamori, depois Renji, seguido por Kira e Hisagi, Byakuya, Kyouraku, Mayuri, Isane, Nanao, Yumichika, Kenpachi, Ikkaku, Yachiru... Por último, vinha Kiyone e Sentarou. “Temos duas esperanças: a Capitã Soi Fong e os que estão lá fora.” Pensava Kira, enquanto todos demonstravam seu descontentamento em terem sido pegos por Hitsugaya sozinho, mas não podiam falar, então mostravam em suas rancorosas expressões faciais.
Notas finais
Gostou? Achou ruim demais? Confuso demais? Ta ansioso pra semana que vem? (posto toda terça ^^) Opiniões por favor, reviews deixam a gente feliz! *-*
Kissus, Ja ne!
Fale com o autor