Bleach - O Surgimento De Uma Nova Era
14 Os sentimentos de Rukia
Notas iniciais
Ok, eu sei, demorei e muito, mas não me matem, eu tenho uma explicação! u-u
O autor baka aqui fez uma pequena cirurgia e estou de repouso, e como havia prometido, assim que tivesse oportunidade escreveria.
Desculpem a demora, aqui vai mais um capítulo quentinho, espero que gostem.
Boa leitura!
-NANIII?! – Exclama Renji espantado.
-É isso mesmo que você ouviu. – Relata Ichigo.
-M-mas como isso, assim de repente?
-Eu não sei, parece que foi decisão do Mayuri por causa do ocorrido ontem.
-Yuzuke... – Fez uma pausa. -Por que ele foi fazer aquilo? – Diz Renji indignado.
-Eu não sei. – Fala o substituto de shinigami confuso.
-Como foi que você ficou sabendo disso? – Questiona a o ruivo.
-Urahara-San está investigando o caso.
-E como vamos falar isso pra Rukia?! – Espanta-se ao lembrar de que teria que contar para a amiga.
-Temos que falar com muito cuidado, afinal, Rukia tem sentimentos fortes por Yuzuke.
Rukia estava sentada no grande jardim da mansão Kuchiki, apenas observando o céu azulado. Seus cabelos dançavam conforme o movimento dos ventos e seus grandes olhos negros enchiam de lágrimas ao se lembrar do que presenciou na noite passada.
-Yuzuke, nande? – Questionava em seus pensamentos.
Aquela cena havia a assustado, Yuzuke apontando sua Zanpakutou para o comandante. Nande? E porque Yuzuke teria uma Zanpakutou? Essas dúvidas incomodavam a baixinha que se espremia em suas próprias pernas, querendo apenas acordar daquele pesadelo.
-Rukia. – Chama o capitão do sexto esquadrão.
-Nii-Sama! – Diz Rukia se levantando rapidamente e limpando seu kimono.
-Venha comigo. – Diz friamente.
-Hai. Mas para onde vamos?
-Nós vamos ao décimo terceiro esquadrão. – Diz Byakuya se retirando.
-Hai. – Diz ela indo atrás do taichou.
Andaram pelas ruas da Seireitei em direção ao esquadrão, no caminho Rukia notou que Byakuya estava inquieto.
-Nii-Sama, está tudo bem? – Questiona ela.
-Não é nada. – Disse ele friamente.
Apressaram o passo, mas Rukia não pôde deixar de ficar curiosa pelo jeito que seu irmão estava.
-Rukia, aguente firme. – Pensava o taichou.
-Okaerinasai. – Diz os dois pretendentes a fukutaichou recebendo os dois na porta do esquadrão.
-Kotetsu, Tsubaki. – Diz Rukia.
-Rukia-San, Byakuya taichou, por favor entrem. – Diz Tsubaki.
-Renji, Ichigo? – Se surpreende Rukia ao ver os dois amigos no local. -O que vocês fazem aqui?
-Rukia... precisamos conversar. – Diz Renji.
-Mas antes sentem-se por favor, vou trazer alguns biscoitos. – Diz Ukitake.
-E então? – Questiona Rukia após o chá da tarde.
-Rukia preciso que você me ouça com atenção. – Diz Ichigo sério.
-NANIIIIIIIIIIIII?! – Se espanta a garota. -COMO ASSIM CONDENADO A MORTE?!!!
-Pelo que parece Yuzuke levantou sua Zanpakutou contra o soutaichou. – Termina Ichigo.
-É, eu estava lá... – Relata Rukia cabisbaixa. -Mas mesmo assim, não podem fazer isso com ele!!! – Grita a garota recobrando o espanto.
-Rukia, fique calma, por favor. – Diz Renji tentando acomodar a amiga.
-Calma? Como você quer que eu fique calma?! – Diz a garota se retirando em fúria.
-Rukia...
-Eu vou, Renji. – Diz Ichigo passando pelo companheiro e seguindo a amiga.
-Rukia, você não pode fugir de tudo! – Grita Ichigo seguindo a garota.
-Deixe-me em paz! – Diz apressando mais o passo.
-Matte.
Continuaram assim até chegarem aos muros do portão norte, onde Rukia se apoiou na parede. Lágrimas desciam sobre seu rosto como cachoeiras caindo sem parar, já não tinha mais forças para continuar.
-Rukia, por favor. – Diz Ichigo alcançando ela.
-O que você quer? – Mal podia falar em meio aos soluços.
-Você não pode simplesmente fugir.
-E o que você quer que eu faça? – Diz ela tentando conter o choro. -Yuzuke foi preso, submetido a um interrogatório e agora condenado a morte, e o que eu posso fazer? Diga-me, o que eu posso fazer Ichigo? – A garota já não se aguentava em prantos.
Ichigo se manteve em silêncio.
-Ele estava confuso, sozinho. Ele precisava de mim, ele precisava de nós, e agora ele irá morrer, porque eu não estava lá quando ele precisou de mim! – Seus olhos estavam fortemente avermelhados.
-Rukia, você não precisa carregar todo esse fardo sozinha. – Diz Ichigo, fazendo a garota se surpreender. -Eu estou aqui, seus amigos estão aqui. E os amigos protegem aquilo que são especiais pra eles, e se Yuzuke é especial para você, então nós vamos arranjar um jeito de tirá-lo de lá e fazer Mayuri mudar de ideia.
Em questão de segundos as lágrimas no rosto de Rukia secaram, mas uma última gota ainda escorria.
-Você o ama Rukia, e se a morte dele significa sua tristeza, então eu vou salvá-lo, não deixarei que nenhuma lágrima a mais escorra de seu rosto. – Diz Ichigo limpando a última gota no rosto de Rukia.
-Ichigo... arigatou. – Diz Rukia abrindo um pequeno sorriso e abraçando o amigo.
Numa prisão isolada e suja estava Yuzuke, sentado à beira da cama, a tristeza era clara em seu rosto. “Yamamoto, você vai me pagar.”, era tudo que ele pensava. Notou uma fresta por onde um pequeno raio de luz invadia a sala. Lembrou-se de seu último dia quando estava solto, ele e Rukia, sentados ao jardim apenas observando a natureza. Como o gosto da liberdade era bom e ele não sabia, ainda mais estando ao lado de quem salvou sua vida, ao lado de quem ele admirara.
-Rukia... – Disse baixo para si mesmo.
-Falando sozinho Yuzuke? – Ecoou uma voz conhecida fazendo Yuzuke despertar de seus pensamentos.
Passos puderam ser ouvidos no corredor escuro e aos poucos a luz foi revelando, os olhos de Yuzuke se arregalaram ao notar quem era.
-M-mei? – Disse ele assustado.
-Está pronto para sair daí e voltar pra casa, Yuzuke-Chan?
Notas finais
Reviews me deixam feliz e me inspiram a escrever!
Obrigado por ler!
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