Bleach - Mysterious Blizzard
17 Torpor
Notas iniciais
Comecei a vagar pela floresta e Gyakuryu andava atrás de mim observando cada passo parecendo ler meus pensamentos, o que de certa forma ela podia fazer.
–Você irá ao Hueco mundo, não é? -Perguntou-me ela.
–Se for preciso, então sim! -Respondi murmurando.
–Sabe que o velho Yama não vai deixar...Principalmente alguém como você que ainda está fraca! Pense bem, mestra. Eu posso emprestar meu poder a você se se mostrar digna dele, em troca, você me emprestará o seu.
–Você é um enigma estranho, Gyakuryu...
–...
Voltei-me para ela -Se não te enfrento, confundo-me. Se não tento lhe desvendar, perco-me. Se me distraio ao ler, volto ao início... E se desisto, congelo-me! Diga o que eu tenho que fazer para merecer o seu poder, e eu o farei!
Gyakuryu agitava as caudas para um lado e para o outro parecendo se divertir as custas da minha dúvida.
–Descubra por si mesma! -Em um piscar de olhos, ela sumiu de minhas vistas.
Deixando apenas uma pequena quantidade de neblina Gyakuyu havia ido embora e eu não podia chama-la pois acabaria chamando atenção de mais.
"Que diabos está fazendo?! Para onde você foi?" Perguntei.
"Você está falando comigo, não está?" Sua voz era de tom alegre.
"Estou! Mas..."
"Não! você acha que está falando comigo, apenas concentre-se e venha até mim"
"Como eu faço isso?"
Senti um vento gélido passar por mim
"Olhe para dentro de sua alma!"
Não sabia o que ela estava tentando fazer mas lembrei do que havia aprendido na academia sobre como contatar sua zanpakutou. Sentei-me e coloquei Gyakuryu em meu colo, assim me concentrando entrando em torpor. Por um bom tempo nada aconteceu, até que senti minhas mãos formigarem e me dei conta de que "não estava mais" em Rukongai. Abri os olhos e me vi envolta por uma nevasca violenta onde eu mal podia me manter de pé.
–E então -Gyakuryu apareceu na minha frente com um rosto tristonho -O que achou?
Olhei em volta mas tudo o que pude ver foi neve e o vento com o qual eu lutava para conseguir respirar.
–Este lugar... É a minha alma? — Perguntei — É o lugar onde você vive?
–Ficaria espantada ou ver o quanto este lugar já foi lindo! -Ela retirou a espada da bainha -Como o vento ao passar parecia dizer seu nome, como era fácil distinguir neve de arvores...
–Isso... É culpa minha? -Olhei para minhas mãos já me culpando novamente.
–Sim, é culpa sua, mestra.
–...
–Culpa sua por deixar que as pessoas lhe façam sentir inferior com facilidade, culpa sua por não acreditar em si mesma nas horas mais difíceis e culpa sua por não acreditar em mim.
–M-mas eu acredito em você!
–Então acredite em mim e em si mesma! -Seus olhos se tornaram selvagens.
Desembainhei a espada bem na hora em que Gyakuryu investiu contra mim, mas sem muito sucesso pois em segundos ela já estava atrás de mim desferindo-me um golpe no braço. Joguei-me para trás em meio a nevasca e então parei de escutar Gyakuryu.
>>Fico me perguntando por quê eu estava passando por aquilo... Qual era o meu verdadeiro objetivo e por que eu sentia que algo de importante me aguardava no Hueco mundo... Eu merecia realmente estar naquele cargo ou sequer merecia ter virado uma shinigami? Sabe, Shinigamis podem ser cruéis, outros podem ter um passado nada agradável e outros estão ali por simplesmente achar que estão fazendo o certo! E eu estou ali por que de alguma forma sinto que as pessoas poderão contar comigo para algo de útil a qualquer momento, e que de uma hora para a outra, eu serei importante... Podendo vingar meus pais e proteger as pessoas que me protegeram de volta. Mas Gyakuryu... Ela é estranha! Queria descobrir o que se passa através de sua mente, um lugar aparentemente escuro e frio que nem nossas ligações podem se aproximar sem ser destruídas... Por que eu sinto que sou fraca? Por quê eu sinto que não vou vencer? Não! Eu preciso vencer! Eu não tenho medo da morte e não tenho medo de tentar também! Se tenho assuntos inacabados no Hueco mundo, então para la eu irei. Se me acham fraca, eu mostrarei que posso ser muito mais que apenas um simbolo de poder. E se eu tenho que vencer... Eu vou vencer!
A névoa se desfez e eu parei sem pensar um golpe que Gyakuryu estava tentando desferir em mim, ela parecia assustada com alguma coisa.
–O que é? -Perguntei tentando acerta-la na barriga.
–Você... estava lutando enquanto desacordada pelos pensamentos.... não notou?!
–Eu não! Mas se até agora eu estive tendo um bom progresso -Sorri amarga -Então vamos continuar, eu não deixarei esse mundo sem que antes eu possa te vencer.
–Então vamos ver como se sai sem a sua Shikai — Ela me olhou intimidadora — Consiga-a de volta, se puder. É um teste.
–Fácil de mais...
>>A nevasca se foi... posso me mover livremente perante ao frio
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