Bleach: Darkness of the Past

23 Aquele que Luta pelos Shinigamis


Notas iniciais
Heey pessoal! Me perdoem pela demora! Eu estou tentando postar esse capítulo desde ONTEM, sério, mas minha internet não quer colaborar. Mais uma vez peço que leiam as notas finais o/ são apenas alguns esclarecimentos. Obrigado a todos por acompanharem a história e boa leitura!

Sede do 12º esquadrão

— VOCÊ OUVIU ISSO, URAHARA!? – Gritou Ichigo, ao escutar o som de uma explosão ao longe. Sentiu uma reiatsu poderosa antes da explosão. Será que alguém mais havia entrado na batalha?

— Os capitães estão em batalha, até o Comandante. Isso significa que provavelmente um novo vasto lorde entrou na luta... Alguém forte. – Respondeu Urahara ajeitando seu chapéu.

— Não devíamos ir ajuda-los?

— As ordens do Comandante foram claras. Todos os grupos permanecessem em seus postos até nenhum inimigo mais ser detectado. Não importa o que aconteça. – O ex-capitão da 12ª divisão olhou para o Kurosaki. – Lembre-se que temos que proteger este lugar. A batalha pode ter cessado agora, mas não significa que acabou.

Ichigo não respondeu. Sabia que Urahara estava certo. Mas algo lhe dizia que precisava estar ali, precisava ajudar de qualquer forma. Decidiu que se aquela reiatsu continuasse forte daquela maneira e nenhum inimigo aparecesse na sede do 12ª esquadrão ele iria até lá. Não se importava em levar broncas. Simplesmente não conseguia ficar parado sabendo que poderia ajudar.

Sim, pensou. Sua decisão havia sido tomada. Iria ajudar, só precisava esperar um pouco mais.

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Portão Norte

Os adjuchas eram massacrados pelo nobre Kuchiki.

Ginrei continuava a lutar sem perder o fôlego e sempre que atacava conseguia destruir um dos poderosos hollows que tentavam avançar para o interior de Sereitei. O shinigami desaparecia e logo aparecia em outro lugar, tornando impossível para os hollows o pegarem. Nenhum ataque acertava o jovem Kuchiki.

Seu desempenho na batalha estava impecável. Sua bankai era forte e o poder de se teletransportar se tornara crucial para sua vitória na grande guerra pelo Portão Norte.

Ginrei percebeu que depois de tanto tempo sem parar de lutar um único segundo, o número de hollows começara a diminuir, mesmo que fosse difícil notar. Permitiu-se dar um pequeno suspiro para recuperar o folego. Mesmo depois de ter sua reiatsu restaurada por Hisana, ele sabia que não duraria pra sempre. Precisava acabar logo com aquela batalha que já havia se prolongado por tempo demais.

Os corpos de seus companheiros ainda estavam no mesmo lugar e aquilo incomodava ligeiramente o Kuchiki. Precisava terminar com aquilo. Os shinigamis falecidos precisavam descansar em paz, longe daquele banho de sangue.

Fitou a Garganta aberta no céu. Não saíam tantos hollows como antes, mas em compensação havia muitos no campo de batalha onde estava.

Uns 100 ou 200 talvez... pensou o Kuchiki.

Precisava fechar aquele portal. Só assim conseguiria terminar de vez com tudo aquilo. Tentou pensar em alguma estratégia, algum conselho...

Sua mãe sempre dizia que precisava ser sensato durante uma luta.

Não ataque sem pensar, isso pode custar caro...O melhor jeito de vencer é arranjando uma estratégia perfeita, sem brechas. Não seja apenas mais rápido e forte do que seu inimigo, mostre que é mais esperto também. Estude seu oponente e finalize a luta de uma única vez. Era o que Yoruichi dizia para Ginrei.

Ele estreitou os olhos.

Não podia se precipitar.

— Ginrei-sama. – Hayato o chamou. – Você vê as marcas em seu corpo? Eu disse a você que cada uma tinha seu significado, mas não tive tempo de explica-lo. Vou te dizer o que precisa fazer.

— Eu posso acabar com a luta com o poder desses símbolos? – Ginrei olhou para suas mãos e seus braços.

— Sim. – Respondeu ele. – As marcas que você vê em suas mãos e antebraço realmente se tornam um único feitiço de liberação. Mas precisará de mais tempo até conseguir executar este poder, por isso vou lhe ensinar uma outra técnica.

— Outra técnica?

— Sim. – A voz de Hayato parecia surgir dentro de sua mente com urgência. Quando ativada sua bankai, o espírito de sua zampakutou ficava estranho. A voz mudou para um tipo de voz dupla, como se houvesse duas consciências no corpo de sua zampakutou.. – Apena faça o que eu lhe disser e essa batalha acaba.

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Sede do 1º esquadrão

Alucard sentiu que Benmaru e Siegrain estavam por perto e se dirigiu a eles sem desviar os olhos do Comandante. O corpo magro do Rei de Hueco Mundo sentia o enorme calor infernal da Ryuukin Jakka e aquilo lhe incomodava profundamente.

— Benmaru e Siegrain. – Chamou os dois vasto lordes que estavam fora do domínio de Yamamoto, observando os capitães do Gotei 13 que não estavam mortos ou feridos começarem a se erguer novamente. – Quero que busquem o corpo de Avaritia. Eu ainda vou precisar dele.

— Ele perdeu a batalha, Alucard-sama. – Disse Benmaru.

— Eu sei disso. Posso sentir sua reiatsu. Ele foi selado, mas não está morto. Apenas tragam o que restou dele o mais rápido possível.

Eles não responderam, usaram o sonido e simplesmente desapareceram de seu campo de visão. O Rei voltou a se concentrar no combate que estava por vir.

— Vamos acabar com isso, Genryuusai.

O Comandante nada respondeu. Com apenas um movimento tirou seu haori e a parte de cima do shihakusho, mostrando que estava pronto para aquela batalha.

Foi como uma enorme explosão de poder.

Ambos se chocaram e começaram a travar uma luta poderosa que foi sentida em todos os cantos de Sereitei. O shinigami mais antigo e forte do Gotei 13 contra o mais poderoso e antigo vasto lorde de Hueco Mundo.

Yamamoto era bem mais ágil e veloz do que Kyouraku e Ukitake juntos e desferia golpes potentes com sua poderosa zampakutou de fogo no vasto lorde. Alucard também era muito superior a qualquer outro vasto lorde. Sua velocidade e sua regeneração instantânea eram mais eficazes e sua reiatsu era descomunal.

Alucard liberou mais da metade de sua reaitsu contida por séculos e o poder foi tão forte que destruiu metade de seu uniforme impecável. O buraco em seu peito foi revelado e era um pouco maior do que o de qualquer outro hollow. Todo o busto do Rei era extremamente pálido. Contudo, o que mais impressionava era a presença de veias negras que cobriam quase toda extensão de sua pele.

Era como se alguém tivesse injetado escuridão em suas veias.

Yamamoto estreitou os olhos. Ele não tinha aquelas marcas há mil anos. Será que havia ganhado ainda mais poder? Ou aquilo era apenas a marca de seu ódio eterno pelos shinigamis? O Comandante não sabia, mas não fez questão de tentar descobrir.

Voltou a golpear com velocidade o hollow. As chamas da Ryuujin Jakka queriam destruir tudo, mas Alucard parecia não temer o inferno a sua frente. O vasto lorde se esquivava do fogo e dos ataques de Yamamoto com maestria. Podia sentir o círculo de calor que o prendia ali ficando cada vez menor, mas não se importou.

A dor não era um problema pra ele. Nunca foi.

Desde sua curta vida como um ser humano, Alucard já convivia com o ódio e com a dor. Depois da sua morte precoce e sua nova vida como hollow, ele estava decidido a não sentir emoções humanas nunca mais.

Isso até aquele maldito shinigami aparecer, pensou. Sua decisão fora esquecida com as palavras do homem que o selou, mas depois um tempo, percebeu o quanto estava sendo um completo idiota. Ele cerrou os punhos.

Jamais voltaria a confiar nas palavras de ninguém.

Shinigamis e humanos são iguais.

Para ele, ambos são seres desprezíveis que não merecem viver. Eles espalham suas palavras como se fossem ideais corretos e bondosos para depois mostrar seu verdadeiro intuito e sua natureza repudiante.

É por isso que vou me livrar de vez dessa escória.

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Sede do 2º esquadrão

Os shinigamis que defendiam a sede da 2ª divisão e a Onmitsukido gritaram finalmente com a vitória.

Os Menos Grande e os adjuchas haviam finalmente sido mortos pelas forças shinigamis.

Rukia se permitiu dar um pequeno sorriso de satisfação, mas sua atenção ainda estava voltada para a sede do 1º esquadrão que era bem próxima dali. Há pouco sentira uma reiatsu no mínimo assombrosa e sabia que algo estava errado. Os capitães já estavam em batalha antes de essa reiatsu aparecer então a Kurosaki rapidamente deduziu que outro vasto lorde havia entrado na batalha.

E esse era claramente superior aos outros.

Olhou ao redor e viu que haviam vencido a batalha, mas a destruição no local era evidente. Havia corpos de shinigamis que tinham morrido antes de Hisana curar e restaurar os poderes de todos os outros. Alguns morreram pouco antes da batalha acabar.

— Finalmente! Conseguimos! – Gritou um dos shinigamis do grupo e todos concordaram. Rukia suspirou. Era a responsável por aquele grupo.

— Sim, nós conseguimos. – Começou ela. – Mas agora começa algo pior. Temos que juntar os corpos de nossos falecidos companheiros e tirá-los do meio de todo esse caos. Só depois que eles estiverem descansando em paz, nós poderemos sorrir verdadeiramente e comemorar nossa vitória nessa guerra.

Os shinigamis pareceram finalmente enxergar a situação em que se encontrava o local onde estavam. Os corpos de muitos shinigamis estavam presos entre os escombros e cobertos de sangue. Logo, acataram as ordens da responsável pelo grupo e começaram a árdua tarefa que lhes foi dada.

A comemoração cessou.

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Esquadrão Médico Provisório

Masaki se levantou ainda meio desnorteada. Não estava mais ferida, embora ainda sentisse algumas pontadas de dor no abdômen aquilo nem se comparava com a dor que estava sentindo antes.

— Masaki, o que está fazendo!? Não pode se levantar! – Karin a repreendeu.

— Eu já estou melhor mãe. Hisana-san me curou e agora eu preciso voltar. – Respondeu a jovem Hitsugaya sem hesitar. Firmou as pernas no chão e conseguiu recuperar seu equilíbrio. Abriu e fechou as mãos, que estavam meio dormentes. Há alguns momentos atrás estava à beira da morte e agora estava pronta pra voltar à guerra.

— Como assim precisa voltar? Masaki, se você ficar se esforçando pode acabar ferida de novo!

— Mãe, a batalha pelo Portão Norte ainda não acabou e Ginrei-kun está lutando sozinho! Eu não consegui ajudar nenhum dos meus companheiros de equipe, nem mesmo Renji-fukutaichou... – Ela fitou os olhos dela de uma maneira teimosa e determinada que Karin achou estranhamente familiar. – Mas se eu estou viva agora é porque preciso voltar lá e ajuda-lo.

Karin suspirou e sentiu uma mão tocar seu ombro. Suzelle estava ao seu lado.

— Não se preocupe Karin. Não vou falhar dessa vez. Minha mestra ficará segura e eu lutarei ao seu lado.

Masaki não prestava atenção ao diálogo de sua mãe e sua zampakutou. Vestia seu shihakusho depressa. A pele clara do abdômen ainda estava coberta de grandes hematomas escuros, mas a jovem Hitsugaya sentia a reiatsu de Hisana ainda pulsar ali, fazendo a dor desaparecer aos poucos.

— Ela é determinada, Suzelle. – Karin sorriu e olhou para o longe, através de uma abertura na tenda improvisada, na direção do 1º esquadrão onde sabia que uma luta difícil estava acontecendo. – É determinada e forte como o pai dela.

Karin Hitsugaya pegou sua zampakutou e caminhou em direção à filha.

— Tome cuidado, Masaki. Sei que não posso impedir você de voltar pra lá. Então eu também voltarei ao meu posto.

— Eu tomarei cuidado, mãe. Prometo.

Ambas se abraçaram e partiram do Esquadrão Médico Provisório prontas para entrarem na guerra novamente.

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Sede do 1º esquadrão

— Droga... – Grunhiu Hitsugaya ao sair debaixo de pesados escombros que caíram sobre ele depois de outra explosão. Sua bankai havia sido violentamente destruída em um dos ataques de Siegrain, deixando o capitão da 10ª divisão mais fraco e ferido. Estava quase recuperado quando aquele maldito vasto lorde apareceu e complicou ainda mais as coisas.

Kyouraku e Ukitake já haviam conseguido se erguer e observavam o gigantesco círculo de fogo no céu com assombro. O calor era forte o bastante para deixar os próprios capitães sem ar.

— Yama-jii...- sussurrou o capitão da 8ª divisão, temendo por seu mestre.

— Que reiatsu monstruosa é essa? – Perguntou Ukitake, sem desviar os olhos do imenso inferno que estava sobre suas cabeças.

— Só a reiatsu desse hollow fez isso conosco? – Disse Mayuri, que já estava perfeitamente curado graças a seus antídotos não muito convencionais. – Tsc...Como estamos patéticos! ISSO É VERGONHOSO!

Unohana estava iniciando um processo de cura em Byakuya, que pensava algo não muito diferente do que Mayuri acabara de dizer. Mas o nobre preferiu manter o silêncio.

Zaraki emergiu de uma montanha de escombros com um grunhido de fúria. Sua reiatsu assassina estava liberada.

— ONDE ESTÁ AQUELE MALDITO VASTO LORDE QUE EU AINDA NÃO MATEI!?

Sequer esperou qualquer resposta. Saiu do meio dos escombros e começou sua procura por Benmaru em Sereitei rosnando em plena fúria.

Hirako Shinji, mesmo estando muito ferido, estava á procura do corpo de Rose, que havia sido morto de forma cruel pouco antes de o outro vasto lorde aparecer.

Kensei usava sua força para jogar longe os grandes escombros que havia no local e era auxiliado por Komamura, que mesmo com apenas um braço, ainda tinha uma força descomunal. Ambos procuravam o corpo de Soi Fong.

No exato momento em que Komamura arremessou longe uma enorme pedra e Kensei anunciou que havia descoberto o corpo da capitã, uma nova explosão de poder e calor quase os derreteu ali. O círculo de fogo de repente desapareceu e todo o fogo pareceu se concentrar em um único local: a zampankutou de Yamamoto.

— Mas o que foi isso? – Gritou Ukitake, tirando os braços da frente do rosto.

— Não é possível...- Sussurrou Kyouraku, abismado. – Aquilo é a bankai do Yama-jii.

— O que? – Questionou Ukitake, voltando seus olhos para o céu. Foi quando viu.

O Comandante estava ali, empunhando sua bankai. O vasto lorde preparava um cero gigantesco com as mãos. Era um cero negro com poderosos raios azulados. Quanto maior se tornava o cero, mais ele abria os braços, como se abraçasse seu poder.

Ambos os combatentes tinham respirações pesadas, mostrando que a batalha travada ali era realmente séria.

— Zanka no Tachi...Zanjutsu Gokui.* – A voz de Yamamoto quebrou o silêncio que se instaurou na luta. O corpo do Comandante foi engolido por suas próprias chamas que elevaram em milhares de graus sua temperatura, mas não causava uma única queimadura em Yamamoto.

Alucard trincou os dentes. Agora era impossível ataca-lo fisicamente. Se o tocasse provavelmente seria consumido pelo fogo que emanava do corpo do Comandante. Soltou o enorme cero sem hesitar e, para a surpresa do próprio Comandante, controlou a trajetória dele. Alucard estava mostrando o que mil anos de treinamento resultaram.

A enorme esfera negra e maciça foi em direção ao comandante. Yamamoto sabia que não poderia simplesmente tocar no cero para fazê-lo ser consumido pelas chamas. Aquilo causaria uma explosão gigantesca que com certeza atingiria fatalmente não apenas a ele, mas também os capitães que estavam muito abaixo de onde a luta acontecia.

Yamamoto desviou, ainda com o corpo em plena combustão. Mesmo que Alucard pudesse controlar a trajetória de seu cero ele sabia que aquilo devia exigir bastante esforço do vasto lorde e, com certeza, ele não conseguiria fazer aquilo pra sempre.

Naquele exato momento, uma enorme explosão de reiatsu aconteceu não muito longe dali. E não era a reiatsu de um shinigami.

Outro vasto lorde.

— Oh, mas que curioso...- Começou o Rei ainda mantendo sua concentração na trajetória de seu gigantesco cero negro. – Não me lembro de trazer nenhum outro vasto lorde. Parece que temos um convidado inesperado nesse espetáculo...

Yamamoto já sabia quem era. Havia sentido um pequeno fio de sua reiatsu que estava sendo poupada.

— Tem razão. Este outro vasto lorde...- Ele encarou o Rei de Hueco Mundo. -... luta pelos shinigamis.

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Portão Norte

Ginrei fechou os olhos. Já sabia o que fazer. Hayato lhe passara todas as instruções. Agora só precisava terminar aquilo de uma única vez. Seu objetivo era fechar aquela Garganta para que a luta pudesse dar algum resultado.

Levou o dedo polegar da mão esquerda a boca e mordeu, sentindo uma pontada de dor. O sangue desceu quente por seu dedo, pingando no chão. O shinigami levantou a mão esquerda e levou o dedo polegar ao pescoço. Fez o dedo atravessar seu pescoço tatuado em uma linha reta, deixando o sangue espalhar na região. Era como se estivesse abrindo um corte em seu pescoço com a mão.

Uma linha rubra de sangue marcava o pescoço do Kuchiki. Logo após as marcas em seu pescoço brilharam intensamente e desgrudou-se de sua pele. Os símbolos se intensificaram ainda mais. Ginrei apontou a palma da mão direta para a Garganta e os símbolos que rodeavam seu pescoço apareceram à frente dele, como se alguém os tivesse escrito em pleno ar. Parecia algum tipo de kidou ou bakudou.

— Afunde as trevas no mar de escuridão, guerreiro das dimensões. Aquele que não aceitar a vontade dos símbolos prenda no abismo do mundo. – O shinigami abriu os olhos agora cinzentos. Sua voz e a de Hayato assumiram um tom, criando uma voz dupla. — Feche as portas do poder que emana sobre o mundo... SELAR!

Os símbolos cobriram toda a extensão da Garganta e brilharam em um tom azulado intensamente. Ginrei sentiu grande parte de sua reiatsu sendo usada para evitar que os hollows que tentavam sair da Garganta destruíssem sua barreira.

Depois de alguns segundos os símbolos desapareceram e a Garganta se fechou. O Kuchiki ofegou pesadamente com o esforço e não conseguiu mais manter sua bankai ativada. Os adjuchas já se preparavam para ataca-lo novamente.

— Ginrei-sama! – A voz de Hayato agora estava normal, mas parecia preocupada. – Me perdoe, não achei que consumiria tanta reiatsu.

— Está tudo bem Hayato. – Respondeu Ginrei, tentando normalizar a respiração.

Sua shikai ainda estava ativada. Pegou um de suas adagas e desviou do primeiro ataque vindo dos hollows que estavam ali, desferindo um golpe certeiro em sua máscara.

Um já foi...Falta mais de cem agora. Pensou com um sorriso irônico, tão raro no rosto do Kuchiki.

Mesmo que ainda estivesse conseguindo manter o poder de sua shikai, Ginrei sabia que estava mais lento que o normal. Sua reiatsu estava se esgotando e ele sabia que agora só precisava matar aqueles hollows que sobraram.

Droga, depois de tudo isso, não posso perder aqui.

Uma dúzia de adjuchas pulou sobre o nobre. Ele desviou dos quatro primeiros ataques, mas uma súbita queda de sua reiatsu fez seus movimentos ficassem lentos demais e Ginrei acabou sendo atingido. Ele se ergueu rapidamente, mas sabia que não duraria muito se sua reiatsu continuasse assim. Precisava de mais alguma estratégia.

Outros ataques vieram. O shinigami conseguiu deter mais uns cinco hollows, mas não pode evitar todos os ataques e, se surpreendeu ao subitamente sentir outro hollow surgir atrás de si. Mas não houve tempo dele atacar.

Bruscamente o adjucha foi esmagado contra o chão por uma força invisível.

— Ginrei-kun! Esta tudo bem? – A voz de Masaki o fez arregalar os olhos. A shinigami rapidamente apareceu em seu lado com sua shikai liberada.

— Masaki!? O que está fazendo aqui?

— Hisana-san me curou e eu não podia ficar parada sabendo que a batalha aqui no Portão Norte ainda não tinha terminado. – Explicou ela. – Como você fechou aquela Garganta, Ginrei-kun?

— Longa história. Depois que terminarmos aqui eu conto.

— Entendo. – Ambos fitaram a multidão de hollows que se aproximava. – Quantos são?

— Uns cem, eu acho.

— Bom, então, vamos demorar um pouco pra terminar isso. – Respondeu a Hitsugaya, criando um escudo dourado em volta deles. – Mas primeiro vamos esperar um pouco. Você precisa recuperar sua reiatsu, Ginrei-kun.

O Kuchiki não respondeu, sabia que ela estava certa. Masaki fitava os corpos dos shinigamis que defendiam o portão norte tristemente. Não queria que eles estivessem no meio daqueles hollows.

Precisavam matar todos para poder chegar até eles.

— Não se preocupe, Masaki-san. Nós vamos conseguir e vamos tirá-los de lá. Eu prometo. – Disse ele e Masaki apenas assentiu silenciosamente.

Não demorou cinco minutos para que Ginrei se levantasse e ativasse novamente sua bankai. Masaki se surpreendeu ao sentir tamanho poder.

— Masaki-san. – Chamou o Kuchiki. Ela se levantou. – Eu sei de uma estratégia que pode nos levar a vitória.

A Hitsugaya assentiu e liberou sua reiatsu. Ambos lutariam juntos.

Uma última batalha iria se iniciar no Portão Norte.

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Sede do 1º esquadrão

— Zanka no Tachi... Kaká Juuman Okushi Daisoujin* – Disse Yamamoto.

O Comandante já havia desfeito o fogo que colocava seu corpo em plena combustão Sabia que Alucard jamais o atacaria se ele estivesse com aquele poder ativado então, acabariam não chegando a lugar nenhum.

No momento em que disse essa frase, dezenas de corpos esqueléticos e chamuscados (como se tivessem morridos todos queimados) se ergueram. Havia um exército controlado por Yamamoto. O vasto lorde cerrou os punhos. Genryuusai era persistente. Pelo menos havia conseguido fazê-lo desfazer aquela maldita armadura de fogo.

— Esses corpos são de shinigamis que morreram pela minha Ryuujin Jakka. Todos eles possuem a mesma força e habilidades de quando ainda viviam. A única diferença é que agora são controlados por mim.

— Isso não me importa, Genryuusai. Matar alguns shinigamis a mais não faz diferença pra mim.

Usou o sonido e começou a destruir os esqueletos em chamas. Mesmo que os cadáveres tivessem reiatsu e poderes de kidou e hadous, não eram capazes de vencer o vasto lorde. Talvez até conseguissem vencer alguém como Avaritia. Mas não Alucard.

Yamamoto cometera um grande erro se achou que poderia me matar com outros shinigamis.

Criou outro cero negro de tamanho menor que o primeiro, assim seria mais fácil controlar sua trajetória. Soltou a grande esfera de poder, atingindo um dos cadáveres que pulava para tentar acertá-lo. Mudou a trajetória do cero e atingiu outros, mas alguns conseguiram escapar com o shunpo.

Alucard sentiu suas veias pulsarem, cheias de poder. Ainda tinha força de sobra.

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Uma enorme explosão interferiu a luta do Rei contra o Comandante.

Siegrain trouxera uma estranha caixa negra que mais se assimilava a um caixão cheio de lanças igualmente negras fincadas em seu interior.

O vasto lorde parecia ferido e cansado. Sua máscara estava parcialmente quebrada, o que surpreendeu Alucard. Siegrain era um vasto lorde poderoso.

Antes que pudesse questionar o outro sobre seus ferimentos, Alucard sentiu outra grande reiatsu.

Foi então que ele se revelou.

O vasto lorde com metade deu seu amado shihakusho destruído. Os cabelos negros longos caíam pelas costas pálidas e o rosto estava encoberto pela máscara.

Era ele.

O garoto que amava ser um shinigami, mas que agora era um hollow completo sem qualquer traço shinigami além de seu shihakusho.

O vasto lorde que agora lutava pelos shinigamis.

Kurosaki Kaien.

— O que foi, Siegrain? Porque está fugindo, desgraçado!?

Notas finais
Zanka no Tachi - A Última Chama da Espada Longa. Zanjutsu Gokui - Prisão Uniforme do Último Sol. Kaká Juuman Okushi Daisoujin - Grande Exército dos 10 Trilhões de Mortos. ~x~ Aee o/ finalmente Kaien voltou! Agora o bicho vai pegar nessa batalha kkkkkk Quem será o vencedor? Bom, como eu disse lá em cima é necessário alguns esclarecimentos aqui. -> Bom, primeiramente gostaria de dizer que eu NÃO leio o manga (T.T) então eu não sabia qual era a bankai do Yamamoto, por isso tive que fazer pesquisas para colocar uma cena de luta do Comandante com sua bankai, mas mesmo assim creio que não deve ter ficado totalmente fiel, por isso queria que alguém que está lendo o mangá e/ou que tenha lido sobre a Zanka no Tachi me diga se eu consegui escrever certinho os poderes e tals :3 -> O próximo será o último capítulo deste primeiro arco (ou temporada) e como estou escrevendo a segunda acho que vou demorar mais que uma semana pra postar cada capítulo, mas ainda não é certeza. Por favor não me matem kkkk - > Não sei vocês, mas eu amo o Alucard u.u sei lá, eu gosto de vilões kkk me julguem. ********** Eu sinto que tinha mais alguma coisa pra dizer, mas como é a quinta vez que estou escrevendo isso já não lembro mais :P Próximo capítulo/ Season Finale: Adeus, Kaien. ***********************************************************************************