Bleach: Darkness of the Past

21 Aquela que Espalha a Vida


Notas iniciais
Hey pessoas! Voltei no dia certo dessa vez xD Estamos chegando na reta final da primeira temporada *-* Faltam só mais alguns capítulos ,3 Eu adorei escrever "Aquela que Espalha a Vida" então espero que gostem ♥3 Por favor, LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Portão Norte

O tempo pareceu passar cada vez mais lentamente enquanto o corpo de Masaki se direcionava ao chão. Suzelle logo desviou sua atenção da shinigami ferida e olhou, horrorizada, para o corpo de sua mestra. A reiatsu de Masaki diminuía gradativamente. Ginrei não perdeu tempo e, com os olhos borbulhando de fúria, pulou sobre o adjucha, com apenas um movimento do shinigami sua máscara partiu em pedaços. Não demorou nem um segundo para que Ginrei virasse e pegasse o corpo ferido de Masaki, logo se afastou do caos causado pelos adjuchas.

Masaki, por sua vez, tentava manter os olhos abertos, de sua boca saía sangue, sua reitasu era pequena agora...

— Masaki-san!? — Ginrei a chamou. Os olhos se Masaki se ergueram levemente, sentia-se fraca.

— G-Ginrei-kun...- ela retorceu os lábios levemente de dor. — N-não...se preocupe...comigo. V-vou ficar bem...S-Suzelle cuidará de mim...

— Mas...

— N-não...diga...nada. Apenas...vá e lute, temos que vencer...- Disse Masaki, fracamente. Sentia seus sentidos começando a falhar, estava perdendo sangue demais...

— MESTRA!!! — O grito de Suzelle faz Masaki voltar a abrir os olhos, mas com grande quantidade de esforço. Tentou dizer algo, mas sabia que se tentasse engasgaria no próprio sangue.

— Suzelle? — chamou Ginrei, em um tom frio, seus olhos escuros pela fúria fitavam a Ganganta da qual os adjuchas continuavam descendo dos céus como pragas.

— O que?

— Tire todos daqui. Vão para o grupo mais próximo e peça para que eles curem Masaki.

— Ginrei...Você não está pensando em lutar aqui sozinho, está? — pergunta ela.

— Nosso grupo ficou responsável por proteger o Portão Norte e é isso que vou fazer. — Agora ele fitava os adjuchas com ódio.- Eu posso voltar para casa morto, mas não derrotado!

Suzelle não respondeu, viu nos olhos do jovem Kuchiki (que também carregava o legado Shihõin) que ele estava certo de que venceria. Aquilo chegava a ser suicídio, mas sabia que não conseguiria convencê-lo do contrário. Usou o controle da gravidade para levitar o corpo de Masaki para que pudesse ajudar a jovem shinigami médica que quase havia perdido a perna. Não demorou muito para que restasse apenas Ginrei e os adjuchas sobre o que restara do Portão Norte. O Kuchiki sentia-se determinado, furioso e pronto. Fechou os olhos e logo fora rapidamente “puxado” para seu Mundo Interior.

“Todas as vezes em que entrava em seu Mundo Interior, Ginrei sorria e apreciava a brisa leve e delicada que batia em seu rosto. Era algo que lhe proporcionava uma sensação magnífica de paz e quietude. Mas, a verdadeira admiração só vinha quando abria os olhos.

Um mundo onde as coisas ao seu redor se passavam lentamente.

Um mundo onde era possível apreciar cada pequeno movimento, cada pequeno detalhe da natureza.

Era uma floresta, cheia de cores vívidas e pequeninas criaturas dotadas de uma beleza exótica. Tudo era como um filme em câmera lenta. Cada bater de asas das pequenas coisinhas flutuantes que Ginrei ainda não sabe a que tipo de espécie pertence, talvez só exista em seu Mundo Interior. Era tudo feito lentamente. Lembrava-se da primeira vez em que estivera naquele lugar, ficara confuso com a lentidão de todas aquelas coisas, desde o desbrochar das flores até o nascer do sol. Mas, logo depois de conhecer Hayato, descobriu que seu Mundo Interior nunca fora lento, ele é que era rápido demais.

— Ginrei-sama?

— Hayato! — Virou e viu sua zampakutou sentada em um tronco de uma árvore alta. Os cabelos loiros e lisos era bagunçados pelo vento, mas ele parecia não se importar.Virou-se para seu mestre, os olhos cinzentos fitavam Ginrei com respeito. E, em um milésimo de segundo, saiu do tronco da árvore e curvou-se diante de seu mestre.- Por que me trouxe aqui? Eu estou muito vulnerável agora.

— Não se preocupe, Ginrei-sama. Tudo que vamos conversar está se passando rapidamente, o tempo lá fora é diferente do que se passa aqui. — A zanpakutou explicou, logo, sorriu. Ginrei franziu as sombrancelhas, Hayato não costumava sorrir. — Você está pronto agora, Ginrei-sama.

— O que? Pronto? — Ginrei não conseguia compreender, mas logo soube do que se tratava.

— Hai. Só te chamei para avisá-lo. Boa sorte, Ginrei-sama."

5 segundos.

Era todo o tempo que havia se passado desde que Ginrei entrara em seu Mundo Interior.

Abriu os olhos e, agora eles possuíam um brilho diferente, não estavam furiosos como antes, agora tudo o que havia era determinação e tranquilidade. Seus lábios encurvaram-se levemente esboçando um leve sorriso. Os adjuchas não perderam tempo, todos avançaram sobre Ginrei. Ele, por sua vez, permaneceu impassivo, tudo ficou em câmera lenta e o poder fluiu em seu corpo como uma onda de energia.

— Eu não serei derrotado, apenas eu estou lutando pelo Portão Norte, por isso, tenho o dever de vencer...

As criaturas já preparam o cero enquanto continuavam a avançar, mas para Ginrei é como se eles rastejassem. Ele fechou os olhos e deixou o poder fluir.

— BANKAI...

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Sede do 1º esquadrão

Foi como um vento forte que se espalhou por toda Sereitei.

Os capitães viraram seus rostos para o extremo norte dos territórios do Gotei 13, mais especificamente, o Portão Norte. O poder chegou até os capitães em forma de vento, mas dava para sentir a imensa energia presente nele. Byakuya arregalou os olhos, como se quisesse enxergar além do que lhe era possível.

Ele conhecia aquela reiatsu.

Alguma coisa estava acontecendo.

Primeiro a reiatsu de Masaki quase desaparece, agora a de Ginrei se expande de uma maneira extraordinária. Estranho.

— Interessante...- Kurotsuchi-taichou quebrou o silêncio carregado de tensão.- Parece que um jovem shinigami acaba de evoluir...

— Essa força...- Diz Unohana. — Será Bankai?

— Não tenho dúvidas. — Refletiu Mayuri.

— Mas o que será que está acontecendo naquele lugar? Tsc...Deve estar mais legal que aqui...Não tem inimigo nenhum! — Reclamou Zaraki.

Uma borboleta Infernal voava em direção ao shinigami mensageiro.

— Comandante!

— O que foi?

— Todo o grupo que defende o Portão Norte foi massacrado!

Os capitães sobressaltaram-se.

— Parece que restaram apenas Ginrei Kuchiki, Masaki Hitsugaya que está gravemente ferida e precisou fugir junto com a última sobrevivente, Yukki Suzuki, shinigami médica.

— Então, não tem ninguém no Portão Norte?

— Na verdade, pelo conteúdo da mensagem, Ginrei se recusou a ir embora e continua lutando contra os adjuchas.

Os capitães ficaram confusos, apesar de Ginrei possuir a bankai, seria ele forte o suficiente para vencer?

Porém, Byakuya não ficara igual aos outros capitães. O Kuchiki apenas fitou o longe e curvou os lábios em um leve sorriso, quase imperceptível no rosto do líder do clã Kuchiki.

"Ginrei é orgulhoso igual a você, Bya-bo". Disse Yoruichi uma vez, agora Byakuya via que era verdade.

Mas logo, algo fez os capitães congelarem.

Uma súbita reiatsu invadiu toda Sereitei.

Uma reiatsu tão monstruosa quanto qualquer outra que eles já tivessem sentido.

— Então, o primeiro Vasto Lorde apareceu... Preparem-se, a batalha finalmente vai começar! — Yamamoto alertou os capitães com sua voz imponente.

— Finalmente!!! — Sorriu Zaraki Kenpachi, pronto para derrubar qualquer inimigo que aparecer em sua frente.

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Sede do 2º esquadrão

Rukia estava sem fôlego.

Eles eram muitos.

Seu coração palpitava freneticamente, a poucos minutos acabara de sentir uma reiatsu tão forte e densa que jamais iria esquecer.

Voltou a se concentrar em sua batalha.

Uma enorme quantidade de Menos invadira a sede do 2º esquadrão e todos os shinigamis de seu grupo se esforçavam para matar à todos. Os membros da Omnitsukido protegiam as portas de seu esquadrão com todas as forças que possuíam. A omnitsukido possuía diversas entradas secretas por toda Sereitei e os membros de seu grupo foram divididos de modo que todas as entradas estivessem protegidas.

— Hadou Nº 4...Byakurai! — Gritou e um imenso feixe de luz vermelho saiu da ponta de seu dedo indicador e foi em direção a máscara do enorme Menos que caminhava em sua direção. De soslaio, percebeu que mais um se aproximava por trás.

— Some no Mai...Tsukishiro!

Logo o círculo foi formado em volta do Menos e tudo dentro deste círculo foi congelado, inclusive o Menos.

Comemorou com um leve sorriso, mas este logo desapareceu quando sentiu um impacto forte em suas costas, arremessando-a a metros de distancia.

Com dificuldades virou o corpo e viu que adjuchas começavam a aparecer junto dos Menos, as coisas começaram a complicar.

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Central 46

Medo.

Horror.

Sangue.

Essas três palavras resumiam perfeitamente a dura realidade em que Hisana está vivendo. A jovem shinigami médica se sentia terrivelmente deslocada. Seu grupo era um dos mais fortes, afinal, teriam que defender um dos lugares mais importantes de toda Sereitei: A Central 46.

Ela sentia que não era boa o suficiente para aquele grupo, acabaria atrapalhando. Jamais se perdoaria se aquilo acontecesse.

Hisagi e Nemu lutavam em conjunto contra um batalhão de Menos e Adjuchas. Cada um desferia um golpe rápido e preciso na máscara dos hollows invasores. Isane se concentrava em ajudar com o atendimento médicos aos homens feridos da Omnitsukido. Hisana olhava para todas as direções de olhos arregalados. Seu corpo tremia e o coração palpitava freneticamente.

Hisana pensou que as coisas não poderiam ficar pior do que já estava.

Ela estava errada.

E, de repente, todos foram pressionados contra o chão áspero. Hisana sentiu como se todo o peso do mundo caíssem sobre seus ombros, forçando seu corpo a ir para baixo, mas, o pior foi a densidade.

Era como estar bem no fundo de um rio, o corpo era pressionado em todas as direções, era difícil respirar, e por um instante, Hisana pensou que, talvez, deveria nadar até a superfície para respirar, mas seu corpo não se movia. Por um segundo entrou em pânico, mas depois, compreendeu.

Reiatsu.

Uma reiatsu tão negra quanto breu.

Depois de segundo que pareceram uma eternidade, a reiatsu enfraqueceu e Hisana virou o rosto lentamente, seu corpo agora, estava paralisado de medo.

Foi aí que o viu.

As roupas eram brancas e pareciam um tanto estranhas para a jovem shinigami do 4º esquadrão. No centro do peito havia um buraco e o rosto era encoberto por uma máscara tão branca quanto as roupas. Era ele.

O Vasto Lorde que a Soul Society tanto temia.

O Mensageiro Branco.

Avaritia.

Os shinigamis ali presentes estavam tão tensos quanto ela, mas logo se puseram em posição de batalha.

— Vocês acham que podem me parar, shinigamis!? – indagou Avaritia. – Agora tenho permissão para acabar com todos vocês!

— Não entregaremos essa batalha, venha Avaritia! Também vamos lutar com tudo que temos! – Vociferou Hisagi. Logo, todos ficaram em alerta.

Hisagi estava certo: Os shinigamis não entregariam aquela batalha.

— Se é assim que vocês querem...- respondeu o Vasto Lorde já caminhando em direção aos shinigamis. Hisana sentiu o coração palpitar de medo.

Foi tudo rápido demais.

Antes que os shinigamis percebessem, Avaritia já disparava um cero enorme, pegando desprevenido um shinigami médico. A primeira vítima.

Hisagi e Nemu, mais uma vez dispararam em ataques conjuntos, mas parecia que nada feria o Vasto Lorde, que se esquivava de todos os ataques e acabou ferindo Nemu gravemente, arrancando seus braços.

Sangue jorrou por todos os lados e Hisana entrou em choque. Não vamos vencê-lo, pensou.

— Mestra!!! Não pense uma coisa dessas! Não desista! Lute Hisana! — Gritou a voz infantil de Madelline. — Eu lhe dei um dom sagrado e você precisa usá-lo! Vamos, mestra, seja forte. Você prometeu!

Madelline gritava, mas Hisana só ouvia o som do sangue de seus companheiros esguichando no chão. Escutava também o som macabro da risada de Avaritia, enquanto o mesmo matava todos os shinigamis que tentavam (inutilmente) atacá-lo. A roupa do vasto lorde que outrora era branca, agora estava no mais profundo escarlate, com as marcas dos respingos de sangue dos shinigamis desfalecidos. Aquilo era maravilhoso para ele. Suas roupas sendo manchadas pelo sangue daqueles seres que julgava inferiores, era como a mais incrível arte que ele pudesse contemplar. Era grandioso.

Hisagi continuava lutando bravamente, jamais desistiria. Mesmo que tudo aquilo custasse sua vida, ele não se importava. Os golpes eram bem projetados, devido a anos de treinamento rigoroso em seu esquadrão. Ele trincou os dentes em uma fúria contida. Seu esquadrão agora não passava de escombros graças aquele vasto lorde. Tudo que sobrara do 9º esquadrão eram mortos e escombros. O tenente jamais esqueceria do modo como seu esquadrão fora destruído, lutaria com todas as suas forças para que tudo o que acontecera fosse, pelo menos, parcialmente vingado. De uma coisa ele tinha certeza, aquele vasto lorde não poderia sair vivo da Soul Society. Ele tinha que morrer, fosse pelas suas mãos, fosse pela mão de qualquer outro shinigami do Gotei 13.

Avançou novamente para o inimigo que parecia extasiado com o sangue que cobria não apenas suas roupas, mas todo o solo da área onde estava. Hisagi segurou ambas as foices de maneira firme e atacou novamente, fazendo Avaritia despertar de seu transe. Ambos lutavam com fervor. O shinigami lutava com ódio e o hollow com divertimento. Trocaram golpes violentos. Mas Hisagi não era páreo para a velocidade do vasto lorde, mesmo usando o shunpo. Atirou uma de suas foices e Avaritia a segurou com uma mão, logo após puxou com força e Hisagi não conseguiu evitar que o corpo fosse projetado para frente, em direção ao inimigo. O hollow sorriu por detrás da máscara manchada de sangue. A luta já estava ganha.

Quando o corpo do tenente ficou próximo o bastante, o vasto lorde usou sua força e estendeu o braço. O ataque foi fatal.

Parecia que o tenente havia sido perfurado por uma lança, mas era apenas o braço do vasto lorde que atravessou o local onde estava o coração do shinigami, que nem sequer teve tempo de pensar que estava prestes a morrer. Avaritia gargalhou ao contemplar o corpo desfalecido de Hisagi pendurado em um de seus braços. Com um único impulso, jogou o corpo do tenente no chão, misturando-o em uma pequena pilha de corpos do grupo que era considerado um dos mais fortes.

Nemu agonizava no chão. Estava em sua própria poça de sangue, sem os dois braços. Sentia que sua morte estava próxima. Nem se quer conseguia pegar os estranhos antídotos que seu pai produzia para ela se auto curar. Sem os braços, nada podia fazer a não ser esperar a morte. Isane, que estava ocupada arrastando alguns corpos dos homens da Onmitsukido, correu para perto da tenente do 12º esquadrão.

– Nemu-fukutaichou!!!

— Isane...

A tenente do 4º esquadrão estava aterrorizada com a quantidade de sangue em volta de Nemu. Não parecia possível que ela ainda estivesse viva...

— Não se preocupe, Nemu. Vou fazer o possível! Eu prometo.

Nemu não sentia dor. Mas sentia sua consciência indo embora, lentamente.

— Não há tempo.

— Mas, é claro que há! —Isane desesperou-se. Não sabia o que fazer, não havia o que fazer.

Não demorou para que surgissem algumas folhas verdes e cintilantes, que voavam em direção a Nemu. Mas, Hisana permanecia estática olhando para o vasto lorde escarlate. Madelline usou sua própria vontade para que as folhas conseguissem salvar Nemu, embora tivesse dúvidas se daria tempo de curá-la antes que a tenente morresse. Ela sentiu temor pela sua mestra. Hisana estava paralisada, precisava fazê-la voltar a guerra. Ela tinha que voltar. A Soul Society estava envolta de morte e sangue, e Hisana não podia desistir porque ela espalhava a vida. E, se a dona desse dom sagrado havia desistido, quem mais desejaria lutar?

Começou a usar seu poder para curar Nemu, mas não havia tempo. Ela estava desfalecendo em suas folhas. Não daria tempo de curá-la. Diferente da vida, a morte vem rápido, sem espera, sem pena. E, logo, a tenente do 12º esquadrão faleceu junto a seus companheiros de batalha.

A guerra fazia mais uma vítima. Madelline chorou por apenas um dos olhos. Seu coração doía no peito e toda a dor saía em forma de soluços. Mas, ninguém escutava. Nem mesmo Hisana, que tinha toda a concentração no massacre que acontecia.

— Ela foi mais rápida. Ela chegou primeiro de novo...- Soluçou, com uma das mãos no coração. Sempre que perdia uma vida que tentava salvar, ela chorava. —Por quê não me deixou salvar aquela vida, por quê? Responda-me!

Mas tudo o que havia era o silêncio.

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Sede do 12º esquadrão

Ichigo lutava com toda a coragem que possuía. Seu grupo precisava proteger a sede do 12 º esquadrão, portanto, nem sequer podia pensar em desistir. Aquele esquadrão era valioso demais para ser destruído em uma guerra como aquela.

Haviam cerca de 50 Menos em direção ao grupo. Os guerreiros shinigamis, logo assumiram sua postura em combate, liberando os poderes de suas respectivas zampakutou. Ichigo não perdeu tempo e liberou sua bankai, Tenza Zangetsu.

A grande horda de Menos chegaram rapidamente e os shinigamis correram em direção a batalha.

Naquele momento, ninguém conseguia contê-los.

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Esquadrão Médico Provisório

Masaki agonizava de dor. Já estava sendo atendida pelos shinigamis médicos do grupo mais próximo, mas sentia que não aguentaria muito tempo. Podia sentir sua energia se esvaindo lentamente. Mas não teve medo. Não tinha medo de morrer, nunca teve. Ela podia sentir o sangue quente subindo e borbulhando em sua garganta, impedindo-a de respirar normalmente. As mãos pequenas estavam pousadas sobre o ferimento da barriga que não parava de sangrar. A visão começava a embaçar e a escurecer. Masaki gemeu quando sentiu uma pontada de dor no abdômen, onde o braço do hollow a atravessara. Os olhos nunca lhe pareceram tão pesados. Soube que não tinha muito tempo.

— Mestra! Aguente firme! — Implorava Suzelle, sem conseguir esconder o desespero em sua voz. Masaki fez um grande esforço para olhar para a sua zampakutou. Os olhos estavam lacrimejados e o desespero claramente estampado no rosto perfeito. Masaki sentiu uma onda de pena e tristeza lhe invadir por não poder confortar Suzelle do mesmo modo que ela a confortou antes da guerra. Nem sequer conseguia dizer que tudo ia ficar bem, porque o sangue a impedia de pronunciar qualquer palavra. Tentou engolir o sangue e falar alguma coisa, mas a dor voltou a queimar e a corroer o abdômen, subindo até a garganta.

— Masaki!!! — Gritou Suzelle. — Por favor, alguém me ajude! Ela não consegue respirar!!!

A shinigami ferida sentiu Suzelle segurar sua mão. Os olhos arderam ao pensar que nunca mais faria compras com Suzelle, nunca mais abraçaria seus pais, nunca mais caminharia com Ginrei até o seu esquadrão, não veria mais seus amigos do Gotei 13...A morte agora lhe parecia cruel, sem qualquer piedade, ela lhe tiraria todas às dádivas que a vida lhe oferecia.

Com lágrimas nos olhos e um aperto doloroso no coração, Masaki soube que ainda não estava pronta para morrer.

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Hisana surpreendeu-se ao ver onde estava. O céu era claro, límpido e do mais profundo azul. A grama era confortável e bem aparada, era boa o bastante para dormir. Ainda estava paralisada com todo aquele massacre que ocorria em sua frente, agradeceu mentalmente por estar ali em seu mundo interior, que sempre fora tão pacífico pra si. Saiu de seu transe ao escutar o som de um choro infantil, com soluços baixos. Hisana olhou ao redor, procurando a origem do som. Ao longe, viu Madelline sentada no campo abraçando os próprios joelhos.

– Madelline? – Hisana se levantou, caminhando em direção ao espírito de sua zampakutou. – O que aconteceu?

– Ela venceu, mestra...De novo.

– Como assim? De quem você está falando?

– Dela, mestra...- Soluçou e, por fim, ergueu os olhos tristes. Como Hisana já esperava, ela chorava apenas por um olho. – A morte.

Hisana franziu o cenho. A morte? Ela vencera?

– Não entendo, Madelline.

– Eu espalho a vida, mas no fim, não importa o quanto eu tente, ela sempre vence. Você viu mestra...Estão todos morrendo, em todos os lugares, eu posso sentir...

A jovem shinigami absorveu as palavras da criança em silêncio. Era verdade. A morte se espalhava como uma praga em toda Sereitei. Havia sangue em todos os cantos e o inimigo se banhava nele. Hisana baixou a cabeça, envergonhada. Madelline esteve o tempo inteiro lutando sozinha, sofrendo sozinha...

Desde que a batalha começara, tudo o que ela tinha feito era rezar para que tudo acabasse, mas sequer pensara em como ajudar a lutar. O medo estava falando mais alto em sua mente e, devido a sua inutilidade, Madelline estava sendo obrigada a lutar sozinha contra a maior de todas as inimigas...a morte.

Virou as costas para a menina que chorava e fechou os olhos.

– Me perdoe, Madelline. Por minha culpa você precisou aguentar todo o fardo sozinha... Tudo o que eu fiz até hoje foi sentir medo e insegurança. Nunca fui digna de ser mestre de uma zapakutou tão poderosa quanto você.

A menina parou de soluçar e encarou as costas de sua mestra. Havia algo diferente em Hisana. Ela estava prestes a se pronunciar quando Hisana voltou a fita-la.

Ela mudou, pensou Madelline. O rosto de sua mestra, que até então estava contorcido de pavor e confusão, agora era tão sereno quanto os primeiro raios de sol na manhã. Hisana sorriu.

– Madelline, agora eu entendo o que é a vida e o quanto ela é preciosa. – Hisana estendeu a mão para a menina encolhida na grama. Madelline aceitou a ajuda e se levantou, ainda confusa com as palavras de Hisana. A shinigami, por sua vez, virou as costa e caminhou. Seu corpo começou a desaparecer lentamente para voltar a batalha.

– Eu prometo que não temerei mais a morte, Madelline...Porque, graças a você, sou aquela que espalha a vida, e isso a morte não pode fazer – Ela virou o rosto, ainda muito sereno. – Me empreste sua força, Madelline, e eu prometo que não vou hesitar... Nunca mais.

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Sede do 2º esquadrão

Rukia estava com a visão embaçada. O corpo inteiro doía e ela se esforçava para conseguir ao menos se levantar. Estreitou os olhos para tentar enxergar melhor ao seu redor. Ouvia gritos de terror. Havia sons grotescos produzidos pelos hollows também. Sentiu um líquido viscoso descer sobre sua testa, danificando ainda mais sua visão. Sangue.

Com bastante esforço, conseguiu se colocar de pé, mas sentia que poderia desmoronar a qualquer momento. Muitas coisas passavam em seus pensamentos.

Ichigo, Kaien, Hisana.... será que estariam bem?

Qual o sentido de lutar tanto para sobreviver se sua família não conseguisse? Como teria coragem de voltar a lutar sendo que seu coração estava tão dividido?

Rukia suspirou. Precisava ser forte. Comprometeu-se a ser o pilar que sustentava essa família, e portanto, continuaria a ser assim. Determinada e forte.

A shinigami usou as mãos para limpar o sangue que escorria do rosto e voltou a erguer sua bela zampakutou. Fitou os hollows que tentavam matar seus companheiros shinigamis.

– Ainda não acabou, malditos...

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Sede do 1º esquadrão

Os 13 capitães do Gotei permaneciam atentos a qualquer movimento inimigo e já se viam completamente prontos para a batalha contra os vasto lordes, mesmo não sabendo exatamente quantos haviam. Entretanto, mesmo que seus olhares permanecessem impassíveis e suas posturas continuassem sem abrir nenhuma brecha, cada um pensava em algo diferente.

O capitão da 10º divisão estava aflito. Há pouco a reiatsu de sua filha Masaki despencara de uma maneira assustadora e agora sabia que ela se encontrava gravemente ferida. Será que ainda estava viva? E se não estivesse? Como voltaria a olhar nos olhos de Karin se não havia sido capaz de proteger sua única criança? Hitsugaya tinha o olhar tão frio quanto sua zampakutou. Aqueles hollows iam pagar caro por tudo o que estavam fazendo. Nem que para isso tivesse que entregar sua vida. Eles tinham que morrer. Todos eles.

Byakuya estava com o mesmo semblante neutro, mas seus olhos não mentiam. Estava prestando atenção na batalha que estava acontecendo no extremo norte de Sereitei. Ginrei lutava sozinho para que os ideais de seu grupo permanecessem vivos. A determinação de Renji, o sorriso de Masaki... O capitão suspirou imperceptivelmente.

Ginrei lutava por seus companheiros, e não por orgulho.

– Comandante! Tenho mais uma mensagem! – a voz do jovem shinigami responsável pelas mensagens despertou os capitães do transe e da tensão.

– O que diz e de onde veio? – Inquiriu Yamamoto.

– O Grupo que defende a Central 46 está consideravelmente reduzido e o vasto lorde mensageiro está lutando lá! Hisagi-fukutaichou e Nemu-fukutaichou estão entre as vítimas de Avaritia! – o shinigami anunciou. — Quem enviou essa mensagem foi a 4º responsável pelo 4º esquadrão, Kurosaki Hisana!

– Droga! – Kensei praguejou ao saber da morte de seu tenente. Cerrou os punhos. – Maldito Hollow!

– Nemu...Tsc. Aquela imprestável! – Resmungou Mayuri.

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Central 46

Hisana olhou a sua volta e viu tudo de uma maneira diferente. Não havia mais medo, nem pavor. Só havia uma terrível mancha negra sobre o corpo de cada um de seus companheiros mortos em batalha. A morte pairava por ali, a espreita, procurando a oportunidade perfeita de levar mais alguém para seus obscuros domínios.

Avaritia gargalhava enquanto continuava sua matança, como se fosse somente mais um dia de sua divertida vida sanguinária. Tenho pena de você Hollow, pensou a shinigami. Um ser que vive do sangue de seus inimigos não passa de algo desprezível. A nuvem escura continuava a se espalhar por toda Sereitei.

– Agora eu entendo, Madelline... – sussurrou. – o porquê da suas lágrimas.

E antes que pudesse evitar, sentiu as lágrimas quentes descerem somente por seu olho direito. Eu sinto a dor deles também, pensou.

– Ora, Ora... Vejo que a irmã do garoto que eu testei ainda vive. – Ele riu, divertido. Caminhou lentamente e parou a uma distancia considerável de Hisana. As roupas, antes imaculadas, agora estavam banhadas do sangue inimigo. – Que sorte a sua, menina! Uma pena que tenha acabado tão cedo, porque eu vou te matar agora.

Hisana ainda sentia o calor das lágrimas que caíam por seu olho direito. Naquele instante, sentia que ela e Madelline eram o mesmo ser. Sorrateiramente, a nuvem espessa voltou a se alastrar por Sereitei, e onde tocava levava morte e sangue. O olhos claros de Hisana encararam com pena os do hollow.

– Você é desprezível...Avaritia. – Disse sem um pingo de medo, ou tensão. O coração da menina estava tão calmo quanto seu mundo interior. – Eu sei que não tenho força o suficiente para mata-lo nesse momento, mas com certeza, não morrerei aqui. E também, não deixarei que você tire mais nenhuma vida deste mundo!

O vasto lorde riu, aquilo estava sendo extremamente divertido para ele. Olhou nos olhos da shinigami que o encarava sem medo. As lágrimas que desciam somente de um lado de seu rosto pareciam não ser de desespero, mas de esperança. Suspirou, já estava farto daquilo. Precisava de sangue, adrenalina e morte. Formou um cero e logo tratou de disparar em direção a shinigami. Ela não se moveu.

– Reverter.

Com apenas uma palavra a trajetória do cero se inverteu e Avaritia precisou desviar de seu próprio ataque. Hisana fechou os olhos.

– Eu vejo a morte se alastrar por todos os cantos como uma névoa. É forte e sem piedade. – A voz dela soava dura e ao mesmo tempo acolhedora. — Eu não posso trazer de volta aqueles que já se foram, mas posso afastar a morte daqueles que ainda vão encontra-la. Nenhuma vida a mais será perdida! Eu vou mostrar a você, vasto lorde de Hueco Mundo, que você não tem poder nenhum sobre a vida de outros seres enquanto eu estiver por perto!

Avaritia grunhiu em plena fúria.

– JÁ CHEGA! Você acha que pode contra mim, menina!? – ele criou um cero muito maior do que qualquer outro, depositando boa parte de sua reiatsu nele. — MORRA!

A reiatsu abrasadora que emanava do cero destruía tudo ao seu caminho. Os shinigamis que ainda estavam vivos para observar aquele momento arregalaram os olhos com tamanha quantidade de poder. Hisana derramou mais uma lágrima e deixou o poder fluir.

– Usaremos a própria reiatsu dele, Madelline.

– Sim, mestra. – A criança sorriu. – Hisana, estou orgulhosa de você. Quando isso acabar, vai poder saber o nome da minha irmã.

– ABSORVER! – Hisana ergueu os braços. – Não deixe que os espíritos atormentados pela morte se percam nas trevas eternas. Console os que sofrem e salve os que estão prestes a ser engolidos pelo sofrimento eterno. BRILHE, MADELLINE!

A zampakutou dissolveu-se em luz. As folhas verdes e as raízes cintilantes cobriram o corpo da shinigami como uma armadura, fundindo-se com o corpo da Kurosaki. Algumas raízes subiam até o pescoço dela, brilhando como veias. Os cabelos longos e alaranjados soltaram-se com tamanha raiatsu liberada. Parecia um anjo.

Os shinigamis que assistiam a cena estavam no chão, fracos demais para fazer qualquer coisa além de ficarem boquiabertos. Não conseguiam acreditar que uma simples shinigami médica poderia ter tanta reiatsu dentro de si. Muitos poderiam confundir aquele poder com uma bankai, mas não era. Hisana deu tudo de si naquela técnica. Sabia que não era forte o bastante para vencer Avaritia, mas sabia que aquela técnica mudaria o rumo dos acontecimentos. Os shinimgams teriam uma segunda chance.

A vida prosperaria no final e ela iria mostrar a todos o porque de ser aquela que espalha a vida.

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Sede do 2º esquadrão

Rukia foi novamente arremessada contra a parede em um ataque potente do hollow que a enfrentava. Sentia o corpo reclamar de dor e exaustão. Mas não podia desistir. Precisava voltar para sua família.

Não conseguiu evitar que o corpo encontrasse o chão mais uma vez. Sentia-se fraca demais pra levantar. Por mais que tentasse, por mais que quisesse, seu corpo teimava em responder.

Fechou os olhos. Não queria que aquilo acabasse daquela forma tão inútil...

Ichigo, me perdoe.

– Mas, o que tá acontecendo!? – Gritou um shinigami de seu grupo. Rukia abriu os olhos devagar e viu, abismada, centenas senão milhares de folhas verdes e reluzentes descer dos céus com uma brisa suave. O trajeto traçado pelas folhas era onde haviam feridos e, a cada corpo que passava iniciava o processo quase milagroso de cura. Os shinigamis de seu grupo que antes estava caídos quase rendendo-se a morte, ergueram-se, com olhos arregalados e confusos.

Rukia sorriu ao sentir aos folhas pousando sobre seu corpo, a envolvendo carinhosamente. Não era uma brisa que as carregava, era reiatsu. Rukia sentia o corpo voltar a responder e a dor ir embora. Aquele calor era inconfundível. Sentia-o todas as vezes que abraçava sua filha. As folhas pareciam a acolher em um abraço eterno e a mulher entendeu o que a filha quis dizer.

Eu te amo, mãe."

– Eu também amo você, Hisana.

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Esquadrão Médico Provisório

Suzelle chorava perante o corpo de sua mestra. A menina respirava com grande dificuldade e sabia que seu tempo estava se esgotando.

– Onde ela está!? — A voz quase desesperada de Karin estava bem próxima dali. Ela não demorou a sentir a pequena, mas ainda perceptível reiatsu de sua filha. — Masaki!

A menina ergueu os olhos lentamente e sentiu-se melhor ao ver o rosto da mãe. Karin estava com um leve ferimento na testa, mas quase não era percebido com os cabelos negros cobrindo. O rosto estava preocupado e os olhos lacrimejados. Masaki sentiu-se triste ao ver os olhos da mãe. Em toda sua vida, nunca a viu chorar. Seu pai lhe dizia que sua mãe era uma mulher extremamente forte e que não se abalava com qualquer coisa. Masaki nunca duvidou disso. Admirava sua mãe mais do que tudo.

– Masaki... — sussurou, escondendo o rosto nos cabelos negros da filha. — Seja forte. Estou aqui com você.

– M-ma.. mãe...N-não...C-chore...

Karin ergueu os olhos lacrimejados e não pode deixar de sorrir, triste. Beijou a testa da filha. Como não chorar sabendo que poderia perder sua única filha? Aquilo não era justo. Pais não podiam perder os filhos. Não era natural.

– Mestra! — Suzelle chamou, abismada. — Veja! Quanta reiatsu!

Com certa dificuldade, Masaki tornou a fitar o local pra onde Suzelle apontava. O que viu a fez sorrir fracamente. O esquadrão médico onde estava só estava atendendo os shinigamis com estado mais grave e logo foi invadido pela luz esverdeada. Milhares de folha incandescentes cobriram o vários corpos de shinigamis gravemente feridos.

Hisana. Ela podia sentir o poder da Kurosaki invadir o local onde estava com suavidade. Suzelle caminhou abismada até o lado de fora da tenda improvisada para os tratamentos médicos. Seu queixo caiu.

–Masaki... — Chamou sem acreditar no que via. — Foi ela, Mestra! Hisana! Está em todos os lugares, posso sentir! Sua reiatsu está em todos os lugares!

A shinigami ferida fechou os olhos e relaxou ao sentir as folhas refrescantes a cobrirem como um manto protetor. Karin apertou a mão da filha.

– Vai ficar tudo bem, Masaki. — Ela sorriu ao sentir uma folha tocar o ferimento em sua testa, automaticamente restaurando sua reiatsu.

A menina sorriu. Sim, ficaria tudo bem.

Obrigado, Hisana-san.

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Sede do 12° esquadrão

– Essa é minha garota... — Sorriu Ichigo, voltando a empunhar sua tão temida zampakutou. Os cortes que recebera em batalha foram curados rapidamente e sua reiatsu estava completamente restaurada.

O mesmo havia acontecido com todos os outros integrantes de seu esquadrão. Urahara sorriu e arrumou o chapéu.

– Finalmente compreendeu, Hisana-san. O quanto é poderosa.... — Novamente, se viu pronto para guerra. — Vamos lutar, Benihime.

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Sede do 1° esquadrão

– Hisana...- sussurrou Unohana, com um ligeiro curvar de lábios.

Os capitães observavam com atenção Sereitei ser invadida pela reiatsu mais suave que já sentiram na vida.

A luz verde espalhava não somente a vida, mas a esperança.

– Ela está curando todos os feridos ao mesmo tempo? — Perguntou Ukitake, abismado.

– Ela está fazendo muito mais do que isso. — Respondeu Unohana. — Sintam. A reiatsu de todos os shinigamis estão sendo restauradas.

– Isso é possível? — Perguntou Rose, o capitão da 3° divisão.

– Para ela, é sim.

Mas não houve tempo dos capitães se impressionarem mais. Foi tudo muito rápido. A reiatsu suave foi substituída por outras milhares de vezes mais densas. Naquele momento, os capitães estreitaram os olhos.

Haviam chegado.

E como já esperavam não era somente um.

Eram dois. Ambos tinham formas quase humanas, mas não completamente. Cada um era diferente. A única coisa que tinham em comum era os chifres sobre suas cabeças.

– Finalmente resolveram aparecer, malditos! — Gritou Zaraki, em completo êxtase. Sentia a adrenalina em suas veias. O lendário Kenpachi da 11° divisão sorriu de uma maneira ameaçadora.

– Capitães do Gotei 13. — Começou a se pronunciar o vasto lorde que estava a direita. Seu uniforme claro estava completamente destruído, como se o mesmo já tivesse sido testemunha de uma guerra. A máscara era um tanto curiosa. Havia apenas uma linha negra na máscara branca. Essa linha passava por seus olhos apenas. Sua voz era incrivelmente grave. — Vocês já sabem o motivo de estarmos aqui. Eu sou Benmaru, e venho a mando de nosso rei, Alucard. Estamos aqui para exterminar todos vocês, capitães!

Yamamoto sequer piscou. Os capitães se preparam para a difícil batalha que estava por vir.

– E O QUE VOCÊS ESTÃO ESPERANDO, MALDITOS!? VENHAM COM TUDO! — Provocou Zaraki, disparando em direção aos seus oponentes sem um pingo de hesitação.

A guerra finalmente chegara a todos os pontos da Soul Society.

Notas finais
Então pessoas, eu queria que vocês dessem uma lida nas notas finais porque quero fazer uma pergunta: Vocês querem que eu poste a segunda temporada aqui mesmo ou crie outra fanfic? Decidi deixar isso pra vocês decidirem xD O que for melhor pra voces eu faço, entçao, não esqueçam de responder nos comentários! o/