Bleach: Darkness of the Past

15 5 dias para Decidir o seu Destino!


Notas iniciais
Oi pessoal! Essa é a quinta vez que eu estou tentando postar esse capítulo então me perdoem por não dar explicações sobre a quera de ritmo das postagens. Quando a internet resolver colaborar prometo que explico. Boa leitura!

1º dia: Vergonha

Unohana caminhava pelos corredores de seu esquadrão tranquilamente. Depois de uma semana desde o ocorrido, ás coisas ainda estavam tensas. As reuniões entre os capitães ficava cada vez mais constantes, principalmente devido a falha em eliminar o hollow.

As alas hospitalares do 4º esquadrão estavam cheias, havia shinigamis feridos em todas as camas e a movimentação de médicos ali era grande, o que deixava Unohana levemente preocupada com a situação de cada um dos shinigamis feridos. Ela viu sua tenente, Isane, atendendo um amontoado de shinigamis do 9º esquadrão, parecia cansada. A capitã do Yonbantai ia se oferecer para ajudá-la, mas tinha uma pequena tarefa a fazer antes: examinar Kaien e, se possível, dar alta pra ele. Unohana ainda tentava entender o motivo de sua recuperação ser tão rápida, afinal, a dias atrás ele estava à beira da morte, sem esperanças, e agora estava prestes a ter alta, embora ele não parecesse muito feliz com esse fato.

A capitã já havia reparado que ele não estava bem. Fisicamente ele estava, mas mentalmente, não. Ele não sorria e, na maioria das vezes, parecia estar preso em pensamentos. Ás vezes não gostava de olhar para as pessoas, principalmente Hisana, o que estava a magoando.

Quando finalmente chegou ao quarto do jovem shinigami, bateu antes de entrar. Ele estava sentado em sua cama, parecia estar distraído.

—Kaien? — chamou-o, o menino demorou alguns segundos antes de erguer o olhar para a capitã. Ele estava praticamente recuperado, exceto pelo gesso que enfaixava o braço quebrado e a faixa que passava por seu abdômen.

—Yo. — ele respondeu, voltando a olhar para a mão.

—Está pronto para sua última consulta?

Ele sorriu de leve.

—Hai. Então, vou poder voltar pra casa?

—Sim, seus pais já sabem, eles já devem estar chegando aqui.

Ele assentiu.

—Está com frio ou sentindo alguma dor? — perguntou Unohana.

—Não.

—Tem certeza?

—Hai.

—Como está o tornozelo?

—Está bom, eu me levantei um pouco ontem. Consegui andar.

—Ótimo, então parece que já está tudo bem. Vou trocar os curativos pela última vez.

Unohana trocava as ataduras que estavam no abdômen de Kaien.

—Unohana-taichou?

—Sim?

—Eu te ataquei também...naquele dia? — perguntou Kaien, meio hesitante e temendo a resposta da capitã.

—Não, você não me atacou.

Kaien suspirou.

—Bom, pelo menos uma pessoa eu não feri...

—Você se sente culpado?

—Você não sabe o quanto. Mas, bom eu sou o culpado e preciso viver com isso...

—Não, você não é culpado, aposto que você nunca quis fazer aquilo. Quem atacou a todos foi o hollow e não você.

Ele não respondeu, Unohana sabia que não seria fácil convencê-lo a aceitar sua própria inocência, então se deu por vencida.

Não demorou para que Rukia, Ichigo e Hisana chegassem. Unohana havia decidido dar uma folga a Hisana depois da menina ficar o dia inteiro ajudando a tratar dos shinigamis com casos mais graves. Kaien já estava vestido para ir embora. Mais uma vez, Hisana percebeu que o irmão evitava a olhar nos olhos. O shinigami, por sua vez, agradeceu Unohana e foi embora com sua família.

Kaien não se sentia bem. Não estava com nenhuma dor, simplesmente não se sentia feliz. Ele se sentia envergonhado.

Um traidor.

Um hollow.

Como voltaria a olhar para aqueles que ele havia ferido? Como? Ele não sabia. Não sabia como agir, não sabia o que fazer.

Quando finalmente chegaram, Kaien foi para o seu quarto, trancou a porta e deitou-se em sua cama. Não estava a fim de falar. A partir de hoje começaria a contagem dos 5 dias de prazo que o comandante lhe dera para se decidir. Mas ele não fazia a menor ideia do que escolher. Sentia-se tão confuso.

—Eu poderia ajudá-lo a tomar a decisão certa, mestre. — uma voz ecoou em sua mente, assustando-o.

—Hollow! O que você está fazendo na minha mente? Como consegue falar comigo, maldito!?

Kaien ouviu apenas uma risada em resposta.

—Eu te fiz uma pergunta! Responda!

—Calma, mestre. — respondeu ele, em um tom irônico. — Eu consigo falar com você por que estou muito mais forte agora, e não é só isso...

—O que quer dizer?

—Eu posso assumir o controle do seu corpo na hora que bem entender.

Kaien congelou.

—N-não...pode ser...- gaguejou, logo reuniu toda a coragem que tinha.- Está mentindo!

O hollow gargalhou, um som horripilante, mas que para Kaien era terrivelmente irritante.

—Não, mestre. Eu não estou mentindo. Seu eu quiser sair agora e matar a todos é exatamente isso que eu vou fazer.

—Eu não vou deixar! Agora sai da minha cabeça e me deixa em paz!

O hollow soltou uma leve risada.

—Tudo bem, mas eu vou voltar...mestre.

Kaien sentou rapidamente em sua cama, como se acordasse de um pesadelo. Estava ofegante. Pensou em cada palavra que o hollow havia lhe dito. Se arrepiou ao imaginar o hollow se libertando novamente e atacando sua família. Não, ele não deixaria aquele hollow machucar sua família. Nunca.

Soltou um longo suspiro. Pensou em dar uma volta, mas logo desistiu dessa ideia. As coisas ainda estavam meio tensas por Sereitei, sabia que depois do que ocorrera ninguém quereria se aproximar dele. Olhou para sua mão e por um segundo, viu o sangue de Hisana nela. Sobressaltou-se e piscou repetidas vezes para ter certeza de que não era real. Todas as vezes que fechava os olhos às memórias lhe voltavam a mente como um turbilhão.

Passou a fitar a janela, era seu horário favorito: a hora em que o sol está se pondo no horizonte. Sentiu falta de seu Mundo Interior, a vista lá era magnífica. Sua mãe o chamou a para jantar, mas ele não sentia fome. Só queria ficar sozinho, bom, não estava totalmente sozinho, já que agora precisava estar com a companhia do hollow junto a de Ryuu.

Seus pensamentos se voltaram para sua zampakutou. Não falara com Ryuu desde que o hollow se libertara. Quando o dia amanhecesse decidiu que teria uma conversa com o “Dragão dos Céus”, talvez ele teria um bom conselho.

Decidiu se deitar, estava exausto. Antes de dormir, se pegou pensando no acontecera quando olhou sua mão e viu o sangue de sua irmã. Kaien soltou um riso desanimado.

—Quer dizer que, além de eu descobrir que sou um hollow, tentar matar a minha irmã, meus amigos e minha família, eu estou enlouquecendo também? — disse a si mesmo, logo riu de sua situação deprimente.

Voltou a suspirar. O primeiro dia já havia se passado e ele não havia se decidido.

Agora restavam apenas 4 dias para decidir qual destino seguir.

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Segundo dia: Pesadelos

Kaien estava exausto, quase não conseguia manter os olhos abertos, as pálpebras nunca lhe pareceram tão pesadas. Seus olhos estavam com fortes olheiras, deixando sua expressão ainda mais cansada. Ele estava no jardim de sua casa, sentado em baixo de uma árvore. Toda sua família já estava no Gotei 13. O silêncio reinava por todo o local, deixando a casa quieta de um modo que Kaien nunca vira. Não podia voltar para o 9º esquadrão, pois Unohana dissera que ele teria que permanecer afastado de suas funções como shinigami devido aos seus ferimentos. Ele já não sentia mais dores nos braços e nem nas costelas, amanhã teria de ir até o 4º esquadrão retirar os curativos, mas, mesmo assim, a ideia de ter que voltar ao seu esquadrão depois de tudo o que fizera não lhe era nada agradável. Nunca se sentiu tão covarde. Pela primeira desde que entrou na Academia e no Gotei 13, Kaien não queria lutar, mas não era apenas por causa do que havia feito. Quando levantou esta manhã, ele tentou se comunicar com Ryuu, mas nem sequer conseguia tocar em sua zampakutou, era como se uma força maior o impedisse, quando ele tentava erguer o braço para tocá-la, o braço não respondia, como se o braço não fosse seu.

Suspirou quando suas pálpebras voltaram a cair, fez uma enorme força para mantê-las abertas. Não queria mais dormir. Logo se lembrou da noite passada.

Não conseguira pregar os olhos uma única vez. Todas as vezes que adormecia, tinha pesadelos terríveis e que faziam ele acreditar com todas as suas forças de que eram reais. O pior deles com certeza foi quando ele se viu matando toda sua família e logo depois dando um sorriso de satisfação, mas não era o hollow que havia feito tal atrocidade, fora ele. Não havia qualquer sinal da sua transformação, nem os olhos, nem a máscara, nada...O sonho sempre acabava depois que ele olhava para o corpo desfalecido de sua irmã. Logo depois se viu sentado em sua cama ofegante e suado, com uma expressão aterrorizada. A risada do hollow sempre ecoava em sua mente depois que ele acordava, deixando-o ainda mais tenso. Depois de quatro tentativas frustrantes de dormir sem ter pesadelos , Kaien resolveu ficar acordado e se recusava a dormir.

Ele sabia que estava sendo atormentado por aquele maldito hollow, mas não conseguia fazer nada a respeito. É como se estivesse completamente a mercê do poder abrasador do outro. Sentia-se cansado, assustado, mas não desistiria. Nunca.

Encostou a cabeça na árvore e suspirou, acabando por fechar os olhos. Antes que percebesse, acabou adormecendo.

Kaien caminhava tranquilamente pelos corredores do 9º esquadrão, por um instante se surpreendeu por estar completamente curado, mas logo tratou de ir até a sala de Kensei-taichou, quem sabe ele teria uma missão para lhe dar. Quando chegou, bateu levemente na porta mas ninguém a abriu. Pensou que provavelmente Hisagi não estava, então decidiu entrar. Para sua surpresa não havia ninguém na sala, nem Hisagi, nem o capitão. Achou aquilo estranho, era raro ver a sala do capitão vazia.

Deu de ombros e voltou a andar pelos corredores, não havia nenhum shinigami na sede do 9º esquadrão, passou a se dirigir para o campo de treinamento, porém, mais uma vez, estava tudo vazio.

Correu até a saída do 9º esquadrão e procurou por Hisana na sede do 4 esquadrão, novamente, estava sozinho. Aquela situação já estava começando a lhe assustar. Onde foi parar todo mundo afinal?

Andou pela sede de diversos esquadrões, mas novamente estavam todos sem ninguém. O único lugar por onde não havia procurado era na Arena que havia na Soul Society, o lugar onde havia vencido Hideki. Chegou a Arena ofegante e precisou de alguns segundos para se recuperar, seu coração palpitava. Passou pelos enormes portões de entrada e caminhou até as arquibancadas.

Congelou com a visão do que havia no campo.

Corpos. Sangue. Morte.

Levou as mãos a boca, com náuseas pelo cheiro de corpos decompostos que ocupava praticamente todo campo da Arena, estavam irreconhecíveis, mas não foi difícil para Kaien adivinhar que se tratavam dos corpos de todos os shinigamis que haviam desaparecido. Os olhos arderam ao pensar que sua família poderia estar ali, no meio de todo aquele cheiro, de toda aquela morte.

—Finalmente você veio, o último que faltava. Chegou a sua hora...mestre. — Kaien virou-se bruscamente para a direção de onde vinha a voz, logo viu a criatura familiar com a máscara preta e branca manchada com sangue.

Kaien não teve como responder, o hollow fora mais rápido. O menino arregalou os olhos ao ver a criatura repentinamente a sua frente, mas novamente não conseguia encontrar sua própria voz. Seu corpo estava trêmulo.

—Você demorou, mestre.

Foi a última coisa que a criatura disse antes cravar as garras em seu pescoço e quebrá-lo com a maior facilidade.

Kaien despertou num pulo. Seu coração batia rápido, ele estava ofegante e suado. Era a primeira vez que ele morria em um de seus pesadelos. Esfregou os olhos, tentando inutilmente espantar todo o sono que sentia.

“Maldito hollow! Se continuar me atormentando dessa maneira vou acabar morto e você também...” pensou, com um sorriso desanimado.

Decidiu tentar entrar em contato com Ryuu, precisava urgentemente falar com sua zampakutou, embora temesse que se entrasse em seu Mundo Interior novamente, desse de cara com o hollow em sua caverna imunda. Fechou os olhos meio hesitante, estava com medo de adormecer de novo. Suspirou e iniciou sua meditação.

Passou muito tempo tentando se concentrar, mas simplesmente não conseguia ficar calmo e, quando finalmente sentia que estava conseguindo, as memórias dos pesadelos lhe voltavam a mente fazendo despertar assustado. O hollow estava controlando-o tanto assim?

—Kaien? — fora despertado de seus devaneios por uma voz conhecida.

—Hisana? Você não devia estar no 4º esquadrão?

—Não. Que horas você acha que são? — respondeu ela, indo se sentar ao seu lado. Kaien ainda não se sentia totalmente a vontade perto dela, mas estava começando a se esforçar. Olhou para o céu, estava começando a anoitecer. Ele se perguntava mentalmente como o tempo havia passado tão depressa.

—Nossa, eu devo ter ficado tempo demais aqui. Nem percebi.

—Kaien, você está bem? — perguntou Hisana, séria e direta, já havia percebido que o irmão andava muito distante desde quando chegou do hospital.

—H-hai. — mentiu ele, virando o rosto, não sabia mentir olhando diretamente nos olhos da irmã.

—Não minta pra mim, Kaien. Você nunca conseguiu mentir pra mim.Olha pra você! Aposto que nem dormiu! Esse hollow está acabando com você!

Ele baixou a cabeça, não iria dizer a ela.

—Só estou pensando em tudo o que aconteceu, tá bom!? Só isso. É difícil pra eu saber que sou um hollow e que tentei matar a todos! — respondeu, um pouco irritado.

Ela ficou quieta por alguns instantes e então respondeu:

—E então...Já decidiu...?

—Não. Ainda tenho alguns dias.

Suspirou e decidiu ir para o seu quarto. Não queria ficar conversando sobre aquele assunto. Passara o dia todos pensando nisso. Voltou a se trancar no quarto, mas dessa vez não se deitou em sua cama, não iria dormir.

Sentou-se em uma cadeira e passou a fitar a parede clara de seu quarto. As pálpebras voltaram a cair, mas ele se recusava a dormir. Não se renderia ao hollow. Sempre lutou e não era agora que desistiria.

O segundo dia havia se passado e mais uma vez, ele não tinha uma resposta. Mas não desistiria. Quando chegasse o dia de anunciar a sua escolha, ele estaria pronto para arcar com as suas consequências.

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Terceiro Dia: Em busca de conselhos

Mais uma vez Kaien não conseguiu dormir. Os pesadelos continuavam a perturbar seu sono que antes era pacífico. As cortinas estavam fechadas, o ambiente estava terrivelmente quieto, tudo conspirava para ele dormir, mas o shinigami estava sentado em um canto remoto de seu quarto, bem longe de sua cama que antes era uma confortável companhia. Ele caminhou devagar até a janela e abriu as cortinas. A luz do sol o fez piscar repetidas vezes, tentando acostumar a visão com a luz ofuscante. Hoje Kaien teria que ir até o yonbantai retirar o gesso do braço e os curativos do abdômen. Toda a dor que sentia já havia sumido e seus ferimentos estavam completamente curados, mas ele não se sentia bem, não completamente bem. Apenas dois dias haviam se passado e Kaien não conseguia se reconhecer mais. Sua expressão que antes era tão leve, agora estava pesada e séria, olheiras profundas contornavam seus olhos que mal demonstravam qualquer emoção e o seu sorriso fácil e alegre agora dera lugar a uma expressão distante. Kaien não mostrava muitas emoções e parecia estar sempre distraído, ele prestava mais atenção a sua própria mente, apenas aguardando a voz do hollow voltar para provocá-lo.

Kaien não conseguiu mais pegar sua zampakutou. Todas ás vezes que tentava seu braço parava de respondê-lo, como se fosse o braço de outra pessoa e ele sabia quem era o responsável. O hollow não deixaria que Kaien voltasse a se aproximar se Ryuu, que nunca mais havia voltado a se comunicar.

A casa estava no mais profundo silêncio, todos já haviam saído para ir para seus respectivos esquadrões. Rukia passou no quarto de Kaien antes de sair, mas ele fingiu estar dormindo e ela preferiu não acordá-lo, a última coisa que Kaien queria era que sua mãe o visse naquele estado. Suspirou pesadamente e decidiu ir até o 4º esquadrão.

Levantou-se e caminhou até a cozinha. Mais uma vez não sentiu fome, mas sabia que se não comece novamente desmaiaria e acabaria sendo mandado para o 4º esquadrão e essa era a última coisa que queria. Decidiu comer um pouco, não demorou para terminar.

Começou seu caminho até o 4º esquadrão. Andava pelas ruas de Sereitei, que hoje, para seu alívio, estavam particularmente quietas, poucos shinigamis andavam pelo local. Kaien se sentia levemente desconfortável e desconfiado. Ele sentia que estava sendo observado pelos olhos atentos dos shinigamis que também caminhavam por ali. Não gostava do modo como eles o olhavam, sentia-se cercado. Cercado por shinigamis com olhares reprovadores. Um sentimento de desconforto se apossou dele, sentia-se vigiado.

Um hollow dentro do ninho de shinigamis.

Baixou a cabeça e continuou a andar. O 4º esquadrão nunca lhe pareceu tão distante. Demorou mais do que o normal para chegar até a entrada.

—Kaien!

—Hum? Ah, Hisana.

—O que faz aqui? — perguntou ela, feliz por ele finalmente ter saído um pouco.

—Vim tirar os curativos, já estou bem.

—Vem, eu te ajudo. Unohana-taichou está em uma reunião. — disse ela, puxando o irmão pela mão livre.

Kaien deixou ser guiado pela irmã até a ala hospitalar do yonbantai. Não havia muitos pacientes.

—Onde estão os shinigamis que estavam feridos? — perguntou Kaien.

—A maioria já foi embora, Madelline está se esforçando para curar os casos mais graves, mas ainda temos bastante trabalho.

Ele apenas anuiu com a cabeça, uma pontada de culpa o atingiu novamente. Hisana mal havia se curado e já trabalhava arduamente para salvar as vidas dos shinigamis que foram feridos.

Chegaram em uma das alas que estava vazia. Kaien sentou-se na cama. Com cuidado, Hisana começou atirar o gesso que escondia o braço de Kaien.

—Sabe, eu fiquei impressionada com a velocidade que você se recuperou. Não foi só eu, Unohana-taichou também ficou. — disse ela, sem tirar a atenção do curativo que era retirado.

—Hum...

—Kaien? O que está acontecendo com você afinal!? — perguntou ela, em um tom irritado, Kaien continuava olhando para o nada, suas pálpebras estavam pesadas, o sono voltava lentamente, mas ele não iria dormir.

—Nada. — respondeu, logo após supirou. ,

—Como assim nada!? Há quantos dias você não dorme?

Ele não respondeu, apenas suspirou outra vez, deixando as pálpebras pesadas caírem, fechando os olhos. Uma risada divertida voltou a ecoar em sua mente, fazendo-o abrir os olhos rapidamente. Hisana ainda aguardava uma resposta, mas não veio. Foi a vez de Hisana suspirar.

—Kaien, estou preocupada com você. Pode fingir pra todo mundo que está bem, menos pra mim! Eu posso ver que está sofrendo, me deixe ajudá-lo.

—Você não pode me ajudar Hisana, porque não há nada errado comigo.

Hisana sabia que ele mentia, podia ver em seus olhos que era mentira, mas decidiu se calar.

—Você já sabe o que vai escolher? — perguntou depois de segundos de um silêncio constrangedor.

—Não. Eu tenho pensado, mas ainda não me decidi.

—Achei que a essa altura você já teria escolhido, você nunca foi de esperar.- comentou ela, com um leve sorriso.

—É, eu também achei. Mas não é fácil.

—Sei que vai tomar a decisão certa. Pronto. Terminei!

—Obrigado. — respondeu ele, podendo finalmente mover o braço esquerdo.

—De nada.

—É melhor eu ir agora, preciso falar com Ryuu.

—Ah, então, até mais tarde. Coma alguma coisa e vê se dorme um pouco, por favor. — pediu ela.

—Hai.

—Promete?

Ele suspirou, iria tentar, pelo menos tentar.

—Hai. Eu prometo.

Ela sorriu. Kaien saiu da ala hospitalar e voltou a caminhar pelos corredores do 4º esquadrão. Estavam pouco movimentados. Chegou rapidamente até a entrada e pode finalmente voltar para sua casa. Mais uma vez se sentiu sendo observado de soslaio pelos shinigamis que passavam por ali. Suspirou aliviado quando, finalmente, chegou a sua casa. Andou até o jardim e sentou-se para meditar, sabia que não seria uma tarefa fácil entrar em seu mundo interior, mas precisava se comunicar com Ryuu. Precisava de conselhos e Ryuu era a pessoa certa para dar algum.

Seu coração mantinha um ritmo calmo, igual a sua respiração. Por um momento, sentiu-se tão calmo que pensou que se não estaria dormindo. Não fazia ideia de quanto tempo havia se passado, mas sabia que havia sido muito. Mas ainda não estava na montanha e nem na caverna.

Sentiu uma brisa leve bater em seu rosto e não pode conter um sorriso. Mas quando abriu os olhos, seu sorriso logo desapareceu, dando lugar a uma expressão de assombro e perplexidade. Não havia por do sol, o céu estava negro, como se a pior das tempestades fosse rasgar os céus. A pequena vegetação que decorava a montanha estava morta. Olhou para baixo e viu o mar com ondas terríveis, parecia que seu Mundo Interior estava se deteriorando, morrendo...

O som de um trovão o fez tapar os ouvidos, relâmpagos cortavam o céu, e a chuva começara a cair sem trégua. Kaien olhava em todas as direções procurando por Ryuu. Uma sombra passou por cima de si e ele sorriu levemente ao constatar quem era. Ryuu descia dos céus violentos pela tempestade.

—Ryuu!

—Mestre! — disse o dragão, fazendo Kaien surpreender-se. Era a primeira vez que Ryuu o chamava de mestre e não de garoto.

—O que está acontecendo aqui, Ryuu!? Por que está chovendo desse jeito!?

—Seu Mundo Interior é mantido pela suas emoções, se está triste, seu mundo deixa de se manter calmo. — respondeu o dragão. Outro trovão fez Kaien tapar os ouvidos. — Me perdoe, mestre.

—O que? Perdoar? Por que Ryuu?

—Por não ter conseguido impedir que aquilo acontecesse com você.

—Você sabia? Sabia que tinha um hollow por aqui?

—Sim, mestre. Eu...Respeitei a vontade de seus pais...escondi a existência dele, sempre mantive aquele hollow longe de você, mas ele ficou cada vez mais forte e não pude evitar o que aconteceu. Sinto muito.

—Ryuu...A culpa não foi sua, foi eu quem o libertei...Ryuu, eu vim aqui por que preciso de sua ajuda.

—Eu acho que sei sobre o que é, mestre. É a escolha, não é?

Kaien assentiu.

—Ryuu, eu quero manter meus poderes de shinigami, eu adoro a vida que tenho! Estou disposto a vencer esse hollow! Mas, preciso que lute ao meu lado.

—Mestre, eu sou sua zampakutou. Lutarei com você até o fim.

Kaien sorriu antes de dizer:

—Arigato, Ryuu.

4º dia: Controlado.

Pela primeira vez em 3 dias, Kaien pode dormir. Nunca se sentiu tão bem assim em dias. Mas, apesar de ter dormido, ainda se sentia cansado. A conversa que tivera com Ryuu no dia anterior havia deixado Kaien feliz, as coisas estavam aos poucos voltando ao normal. Depois de falar com Ryuu, Kaien recebeu a visita de Ginrei e Masaki. Conversaram por um bom tempo, fazendo Kaien parar de pensar em tudo de ruim que acontecia com ele. Sentiu-se bem na presença dos amigos. Embora tivesse estranhado a ausência do hollow. Ele não estava em seu Mundo Interior quando Kaien foi até lá. Não escutou sua voz em sua mente. Não teve pesadelos e nem era atormentado pelo o que aconteceu. Por um instante, Kaien sentiu esperança. Talvez o hollow estivesse mais fraco, principalmente depois de Kaien se encontrar com Ryuu. Mas, o que o deixara mais feliz foi o fato de Kaien poder empunhar sua zampakutou novamente. Pensou em ir até seu esquadrão, mas logo lembrou-se de que ainda estava em reforma.

Rukia estava contente por ver o filho voltar a se alimentar normalmente e principalmente por voltar a interagir com as pessoas. Sabia que ele andava muito quieto e distante, mas entendia que ele precisava de um tempo pra pensar.

Kaien levantou-se e decidiu ir até o jardim meditar, agora que se sentia melhor, talvez pudesse admirar o belo por do sol de seu Mundo Interior. Sempre que assistia aquele evento tão simples e ao mesmo tempo tão magnífico, esquecia de seus problemas e apenas deslumbrava-se com a mais bela visão que seu Mundo Interior lhe proporcionava.

Começou a meditação.

Manteve sua respiração calma e os olhos fechados. A respiração, aos poucos, pode acompanhar as batidas de seu coração. Mantendo um ritmo suave e calmo.

Sobressaltou-se quando, subitamente, uma gargalhada áspera lhe tirou a concentração. Por um instante achou que estava dentro da caverna, mas quando abriu os olhos tudo que via era o jardim de sua casa.

—Gostou da folga que eu te dei, mestre? — a voz irritante aos ouvidos de Kaien, soou irônica.

—Folga?

—Sim! Achou mesmo que eu estava fraco? Por favor mestre, não me envergonhe. Eu apenas queria te dar um tempinho pra pensar melhor, já que eu não deixava você se concentrar em nada.

—Então...Você ficou longe por sua própria vontade?

—Sim. Eu estava com pena de você.

Kaien trincou os dentes para não xingá-lo.

—Não entendo o porquê da surpresa, mestre. Você sabe que eu estou livre agora e tenho poder para atormentá-lo quando eu quiser.

—Maldito! Eu vou destruir você!

O hollow riu alto.

—Mestre! Você nunca foi tão engraçado. — respondeu, sarcástico.- Você acha mesmo que pode me destruir? Tem certeza? Eu acho que não. E sabe por quê?

Kaien não respondeu.

—Porque eu já controlo você, Kaien. — a voz soou tão clara, que Kaien podia jurar que ele havia sussurrado no seu ouvido.

—Não! Você não me controla! Pare de mentir.

—Eu não estou mentindo mestre. Eu posso assumir o controle de seu corpo a horaque eu quiser, só não faço porque, como eu disse, tenho pena de você.

—Cala a boca! — gritou Kaien. — Para de falar de mim como se eu fosse um coitado! Pare de dizer besteiras!

—Muito bem. Então, deixe-me provar a você que eu não estou mentindo.

Kaien estava prestes a responder quando, subitamente, sentiu a mesma sensação que sentira quando havia atingido Hisana. Mas, em vez de apagar, sentiu apenas seu corpo dormente, tentou mover os braços, mas os mesmos não respondia. Viu sua pele ficar cada vez mais pálida, seus cabelos estava crescendo, a máscara começava a se formar lentamente, sentia o hollow cada vez mais perto de si... Ele estava horrorizado, tentava erguer os braços e arrancar a máscara que se formava, mas não conseguia. A gargalhada do hollow ficava cada vez mais alta.

—PARE!

—Está vendo, mestre? Eu posso assumir o controle agora e destruir esse lugar por completo.

Kaien sentia sua consciência ficando cada vez mais fraca, ele tentava resistir, mas a transformação seguia. Ele não suportaria atacar sua família novamente, não suportaria os olhares reprovadores, a vergonha...

—POR FAVOR, PARE! — implorou, vencido.

—Se é assim que deseja, mestre. — respondeu o hollow suavemente, mas Kaien sabia que se pudesse vê-lo, ele estaria com um sorriso de triunfo por detrás da máscara.

De repente, tudo voltou ao normal. Kaien pode mexer os braços e as pernas, embora seu coração palpitasse rapidamente, fazendo sua respiração ficar em um ritmo veloz. Ele tremia, por pouco aquilo não acontecia de novo.

Suspirou aliviado quando a presença do hollow desapareceu de sua mente. Kaien queria dizer a Ryuu o que havia acontecido, o hollow é mais forte do que el havia imaginado.

Voltou a meditar, mesmo sabendo que podia se encontrar com o hollow de novo.

Demorou até conseguir se acalmar. Mesmo ainda estando com medo do que acabara de acontecer, ele conseguiu entrar em seu Mundo Interior. Suspirou aliviado ao ver que as coisas haviam voltado ao normal, mesmo ele estando assustado. Balançou a cabeça, procurando por Ryuu, mas não havia nada. Olhou para o céu, mas não havia nenhum sinal de sua zampakutou.

—Quem você espera não virá.

Kaien sobressaltou-se e levantou-se em um pulo.

—O que está fazendo aqui? Cadê o Ryuu?

—Eu dei um jeito naquela coisa.

—Naquela coisa!? Maldito! O que você fez!?

—Nada, mestre. Eu só me vinguei dele. Você não sabe o quanto eu odiava aquele dragão.

—Não. Ryuu não perderia pra você!

—E porque não, mestre? Eu sou mais forte do que ele, você sabe disso.

Kaien não sabia o que dizer, estava perplexo demais. Ryuu nunca poderia ter perdido para esse hollow. Impossível!

—É melhor você voltar agora mestre.

—Maldito hollow! Você vai pagar caro pelo que fez com Ryuu, eu juro!

Ele não ficou para ouvir a resposta do hollow.

Despertou de sua meditação com uma fúria crescente. Quando finalmente estava voltando a ser quem era, aquele hollow destruía tudo.

Surpreendeu-se ao constatar que já era noite. Decidiu ir se deitar, embora soubesse que, com o que havia acontecido, não conseguiria dormir.

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5º dia: Prazo quase esgotado

E, como previra, não conseguiu dormir. Mas dessa vez, não foram pesadelos que o perturbaram a noite inteira, e sim o ocorrido ontem. Kaien pensava em como quase havia se transformado de novo, e o pior era que não conseguia conter a transformação. Sua vontade não era nada perto da força do hollow e para piorar ainda mais sua situação, Ryuu havia desaparecido completamente de seu Mundo Interior e de sua mente. Não havia sequer vestígios dele. Nada.

Kaien nunca sentiu tamanho ódio antes. Estava sendo controlado por aquele maldito e simplesmente não sabia o que fazer para reverter essa situação. Precisava arranjar uma saída, uma luz...

Suspirou ao lembrar-se de que seu prazo se esgotava hoje e amanhã teria que dar uma resposta ao Comandante Yamamoto. Seus 5 dias haviam se esgotado tão rapidamente que ele mal havia percebido. Agora tinha tantos problemas que mal conseguia pensar com clareza. Pensou em pedir ajuda, mas de que adiantaria? O que poderiam fazer para ajudá-lo? Nada. Ele teria que resolver tudo isso sozinho. Precisava encontrar Ryuu. Precisava ser forte o bastante para impedir que o hollow se libertasse novamente. Jamais se perdoaria se seus amigos, sua família ou qualquer outro shinigami fosse ferido por ele, não aguentaria passar por tudo aquilo de novo.

Pela primeira vez, Kaien sentia-se fraco, sem saída, mas, mesmo assim, desistir era a última coisa que iria fazer.

E, como se nunca tivesse melhorado, Kaien voltou a se isolar e a ficar trancado em seu quarto, deixando sua família um pouco preocupada com a mudança de comportamento repentina dele. Kaien voltou a ser atormentado com lembranças do dia em que o hollow se libertara completamente. Sentia-se culpado por ter dado aquela ordem ao hollow, mesmo que aquela não fosse exatamente a ordem que queria dar.

Olhou para sua zampakutou, que estava em cima de uma mesa a certa distância de sua cama. Parecia vazia. Kaien não sentia nenhuma presença vindoa dela, nada que pudesse revelar se Ryuu estava bem. Kaien voltou a praguejar contra o hollow, desde que ele aparecera sua vida virou um inferno.

Mas Kaien estava decidido a não deixar as coisas assim. A sorte voltaria a andar ao lado, seja por bem ou por mal.

Hisana estava de folga hoje, mas decidira dar uma volta para esclarecer seus pensamentos. Sentia-se confusa com a mudança de Kaien. Sabia que ele estava mal depois que saiu do hospital, não o culpava, muita coisa havia acontecido com ele. Primeiro ele havia quase a matado, depois descobre que um hollow vive dentro dele, quase morre...Hisana entendia o que o irmão sentia, mesmo que nunca tivesse passado por isso.

Ela ficara tão feliz quando Kaien começou a melhor, não apenas fisicamente, mas mentalmente também. Ele começou adormir e a comer, além de conversar normalmente, mas, esse tempo durou pouco e agora ele voltara a se isolar, deixando Hisana confusa.

Ela sentia que tinha algo sério acontecendo, mas Kaien não dizia nada a ela, deixando-a magoada. É como se ele não confiasse mais nela. Hisana se perguntava o porquê daquela mudança tão abrupta no comportamento de Kaien, ás vezes passava a noite inteira pensando em uma maneira de reverter aquela situação e fazer o irmão voltar a ser o que era antes, mas nunca conseguia pensar em nada. Madelline sentia a frustração de sua mestra e sempre tentava ajudá-la a se acalmar, mas Hisana ás vezes era tão teimosa quanto Kaien e era Madelline quem acabava desistindo de acalmá-la.

—Hisana-san! — escutou uma voz familiar chamá-la.

—Masaki!

—Como está?

—Estou preocupada com Kaien. — admitiu Hisana.

—Mas, por quê? Ele parecia tão bem quando eu fui visitá-lo.

—Sim, eu sei. Pra mim ele também parecia bem! Mas, ele voltou a se isolar e tenho certeza que ele não dormiu a noite. Se continuar assim ele vai acabar indo parar no 4º esquadrão de novo.

—Mas, o que será que ele tem?

—Eu não faço ideia, Masaki. Mas, acho que é sério. O problema é que ele não conta nada, eu perguntei se está tudo bem, mas, parece que ele não confia mais em mim!

– Não diga isso Hisana-san. — Masaki tentou acalmá-la. Mas Hisana continuava aflita.- Ele confia em voce, mas pense bem, ele precisa fazer uma escolha difícil, e ninguém pode ajudá-lo com isso. É uma coisa que ele precisa fazer sozinho.

—Sim, eu sei. Só estou triste por Kaien não estar bem. Sinto falta do meu irmão idiota.

—Todos nós sentimos, mas amanhã tudo vai se resolver.

—Hai. Você está certa, Masaki. Amanhã ás coisas vão voltar a ser o que era antes.

Kaien já estava meditando a horas, mas não conseguia entrar em seu Mundo Interior, é como se todas as portas fossem fechadas. Aquilo o deixava frustrado. Desistiu de tentar entrarem seu Mundo Interior, já estava cansado demais, passara o dia inteiro tentando e nada. Pleo menos o hollow não havia falado nada ainda. Mas, aquilo nem de longe deixava Kaien feliz. Sentia falta de Ryuu, o que seria dele sem sua zampakutou?

Decidiu deitar-se um pouco, estava com sono, mas não podia dormir. Já estava anoitecendo e amanhã a tarde precisava comunicar o Comandante sobre a sua escolha. Seria fácil se ele já tivesse se decidido. Mas, Kaien não fazia a menor ideia de que escolha devia fazer. Aquilo o deixava ainda mais perturbado. Talvez acabasse enlouquecendo de vez...

Escutou sua mãe o chamar para jantar, decidiu comer, embora estivesse sem fome, sabia que sua família ficaria ainda mais preocupada se ele não comece de novo. Caminhou devagar até a cozinha, e viu que todos já estavam ali. Suspirou e sentou-se na cadeira, se juntando a eles. Não prestava atenção na conversa paralela que eles falavam, estava preso em seus próprios pesamentos. Mas, logo foi tirado deles por Hisana.

—Eu fui até seu quanto hoje, mas você estava meditando.

—Ah, é, eu estava falando com Ryuu.- mentiu. Hisana baixou o olhar, sabendo que ele estava mentindo.- Estava pedindo uns conselhos.

—Já sabe o que vai escolher? — perguntou Rukia.

—Ainda estou um pouco confuso, mas amanhã vou comunicar minha decisão.

—Não se preocupe, vai tomar a decisão certa.

—Eu espero que sim.

O jantar continuou em silêncio.

Ninguém ali sabia, mas Kaien já tinha sua decisão.

Ele escolhera qual destino seguir no começo do jantar, enquanto todos conversavam e ele estava preso em pensamentos completamente alheio a conversa alegre que seguia.

Amanhã todos saberiam qual era sua resposta.

Seu destino já estava escrito.

Agora, cabia a ele revelá-lo.

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Notas finais
Próximo capitulo: Resposta.