Bleach! A Invenção De Mayuri!

3 Cada um com seus problemas.


Notas iniciais
Gente, desculpa a demora, é que hoje minha internet está um pouco mais do que horrível. T.T estou tentando postar desde cedo, mas ela sempre acaba caindo... Bom, mas tae o capítulo dessa semana, espero que gostem.
BOA LEITURA!

Soi Fong e Yoruichi, com seus corpos trocados, estavam juntas comandando o segundo esquadrão. Soi estava sentada em sua cadeira mexendo em papéis, enquanto Yoruichi estava deitada, num sofá que havia por ali.

-Ainda acho que deveria ter ido junto com o Kisuke, ou melhor, eu deveria voltar para o mundo dos vivos. –Reclamava Yoruichi. –Eu não tenho nada para fazer aqui... –Pareceu de repente ter uma idéia. –Se bem que... –Seus olhos negros estavam agora cheios de alegria.

-N-n-n-no que está pensando, Yoruichi-sama? –A mulher morena assustou-se logo, inclusive tirando sua atenção dos papeis.

-Sabe, Soi, nem testei esse corpo... –Seu risinho provocativo assustava Soi Fong, e ela já corava.

-T-T-T-T-testar como? –Perguntou tremendo a voz.

-Vamos lá para fora! Eu quero saber como é que eu me saio com esse corpo... –Disse ela se levantando. –Ele é bem mais leve do que o meu, então acho que devo estar mais rápida... Mas em compensação, ele é mais fraco também, mas dando repetidos golpes, eles fazem valer a ausência da minha força normal... –Parecia discutir consigo mesma, e Soi a observava.

-Yoruichi-sama, não force muito o meu corpo...

-Ora, Soi Fong... –Ela ria, olhando a mais alta com um chesire perigoso. –Se quiser, pode se divertir com o meu também. –E caiu na gargalhada após ver a morena de olhos claros corando com o nariz num princípio de sangramento.

-Vá, divirta-se. –Completou. –Eu vou treinar um pouco, estou empolgada com o que esse corpo pode me oferecer.

-M-mas, mas, Yoruichi-sama, você tem certeza...

-Tenho, fique tranquila! –E ela aquecia o corpo, estavam na área dos treinos. E Yoruichi percebeu que com aquele corpo não conseguia chegar à forma de gato, e deu um triste sorriso desapontado. –Você não consegue se transformar, Soi. –Disse, e depois tentou uns golpes. –Hoo, ter um corpo menor e mais leve ajuda nos movimentos. –Seu sorriso era de satisfação enquanto sumia no mato dentre muitos shunpos. De início, Soi Fong tentou acompanhá-la, mas depois desistiu. Estava rápida demais, até mesmo para ela, e Soi não conseguira se adaptar ao corpo de Yoruichi da mesma forma que Yoruichi havia se habituado ao corpo dela. Então voltou para o esquadrão, e aos seus papéis.

-T-t-aichou! –Entrou um dos homens do gotei 13 na sala, mas ao vê-la, logo se corrigiu. –Desculpe-me, pensei que nessa sala só estivesse a Soi Fong Taichou, desculpe-me, Yoruichi-Dono. –E o homem se abaixava num pedido de desculpas mais elaborado.

-Diga logo o que veio dizer, eu sou a Soi Fong Taichou. –Respondeu em desprezo. –Deveria estar claro para todas as divisões esse erro.

-M-me perdoe. –Ele abaixou-se novamente. –O senhor comandante me mandou para ver se estava tudo bem.

-Bakayaro, Koneyaro! –Bradou nervosamente. — Se foi o Comandante que te mandou, já deveria vir pensando em nos encontrar trocadas! –Reclamou.

-Eu não tinha pensado nisso. –O homem estava envergonhado. –Confesso que é engraçado ver uma pessoa tão alegre como a Yoruichi-Dono com um rosto tão sério. –E Soi Fong encheu-se de fúria.

-Cale-se! Já veio, já fez o que queria? Então vá embora! –E o homem desapareceu.

-Mas que coisa, é claro que não serei uma Yoruichi-sama tão perfeita quanto a original! –Corava-se. –Ela está gostando do meu corpo. –Disse sem conseguir evitar deixar os olhos brilhando como os de uma criança com um brinquedo novo, abraçou-se, até. –Espero que meu corpo não a desaponte... –E ria-se, boba, olhando o nada, quando viu o próprio corpo em sua frente. Tomou um susto tão grande que caiu da cadeira.

-No que está pensando, Soi Fong? –A ouviu dizer. –Está caindo sozinha! Ficou tão desengonçada assim, fora do próprio corpo? –Ria.

-Yoruichi-sama, me perdoe por deixar cair seu corpo. –Levantava-se. –Estava muito distraída. –E os olhos continuavam brilhando.

-Ah, então estamos quites, eu caí no meio das árvores algumas vezes. –Ela respondeu, e foi então que Soi Fong percebeu que o corpo dela estava com alguns cortes na perna, e que ela havia tirado o raori de capitã. –Ah, estou cansada... Me cansei rápido demais, nem pude me divertir... –E ia saindo da sala.

-Es... Espere, Yoruichi-sama! –Chamou Soi Fong, e a menor olhou-a de soslaio.

-O que quer?

-Onde está indo? O senhor comandante pediu que ficássemos próximos ao nosso corpo.

-Tomar um banho... Estou suada. –Respondeu naturalmente, mas Soi Fong quase teve um ataque cardíaco.

-Banho? –A pele morena tomou um tom rubro e ela gaguejava. — B-b-b-b-b-anho?

-Sim, pessoas se sujam e tomam banhos. –Só então ela parou pra pensar, e divertiu-se. –Está com vergonha de que eu veja seu corpo nu? –Gargalhou. –Não se preocupe com isso, terá de ver o meu uma hora ou outra... Ficaremos quites quanto a isso também.

-Yoruichi-sama, eu não me atreveria... Mas... Yoruichi-sama... –Ela estava perdida demais para continuar uma frase que fizesse sentido, e Yoruichi era uma pessoa impaciente.

-Ja ne... –E foi andando tranquilamente.

-Yoruichi-samaaaa... –Gemeu, depois de ela ter saído pela porta, sem saber o que pensar ou o que dizer.

***

-Isane, você viu por aí o Hanatarou-kun? –Perguntou Uhonana, as duas já haviam chegado ao quarto esquadrão e estavam na sala da capitã, depois de terem passado deixando ordens aos subordinados. –Eu vi todo mundo do esquadrão, mas não o vi.

-Taichou, ettooo... –Fez cara pensativa, a mais baixa. –Não me lembro, mas acho que realmente não o vi. –E um relâmpago pareceu tê-la atingido. –Eu...! –A de cabelos prateados logo questionou:

-Você o quê?

-Nada, Taichou, eu acho que tive um sonho estranho...

-Não é hora de pensar em sonhos, Isane. –Era engraçado, como, mesmo fora do corpo próprio, Unohana conseguia dar o mesmo sorriso kawaiii opressor. –Temos de ficar em alerta, estamos frágeis e perdidos, se algum inimigo se levantar contra nós, responderemos desajeitados.

-Pois é... –Ela pareceu pensativa. –O Comandante deve estar muito preocupado.

-Ele deve estar em pânico. –Ela respondeu. –Isane, me dê minha zanpakutou. –Disse a de cabelos prateados, estendendo a mão para pegar, e quando a mais baixa pegou na própria cintura e ia entregar, as mãos se chocaram, e ambas sentiram-se zonzas.

-Sentiu isso, Taichou? –Perguntou Isane.

-S-senti... É como se os corpos se repelissem. –A Zanpakutou já estava em sua mão. –Também não consigo sentir nada vindo de minha zanpakutou, ou ela não me reconhece, ou algo aconteceu a ela quando nossos corpos foram trocados. –Voltou a entregar a Isane, mas com o cuidado de não encostar-se a ela. –Tente ver se sente algo. –Ela segurou e depois olhou para o próprio corpo a sua frente assustada.

-Nada, Taichou.

-Então estamos mesmo de mãos atadas. –Respondeu em tom cortante. –Mas Isane, apesar de ter gostado muito desse corpo maior, confesso que sinto frio na nuca, e não poder trançar os cabelos me deixa ansiosa.

-Taichooou... –Gemeu desapontada. –Esse cabelo todo também me incomoda, ele é pesado...

***

Hitsugaya Taichou e Rangiku fukutaichou entravam na sala do capitão.

-Taichou, todos ficam me olhando de cima... –Respondeu choroso o menino menor. –Eu não gosto disso.

-Ah, Maatsumotooo! –Esbravejou. –Estamos numa situação tão complicada, e só consegue reclamar da minha altura!

-É que...

-Não é nada! Acha que eu conseguiria lutar direito com esse corpo pesado e esse peito enorme? Mas não estou reclamando!

-Taichooouu... –Chorava-se. –Não saia por aí me chamando de gorda... Isso é maldade pura...

-Vamos, me dê a Hyourinmaru, treinar com ela me dará certa paz. Tome a Haineko. –E trocaram as espadas, mas sentiram, no momento que se encostaram uma energia forte os repelir.

-Nossa. –Disse Hitsugaya de olhos arregalados. –O que foi isso?

-Não sei, Taichoou, parece que minha mão queimou. –Ela esfregava uma mão com a outra, ainda com cara de choro.

-Enquanto eu tentar treinar com a Hyourinmaru, você tenta hadous, vamos ver o que podemos fazer se formos atacados... E precisamos saber o que foi isso, que acabou de acontecer. –Tinha no rosto uma expressão pensativa e firme.

-Ah, o Taichou sempre se preocupa enquanto estamos cansados... Ainda sinto sono e tenho de ficar me esforçando... –Resmungava baixinho.

-Maaatsumotoooooooooooo! –Berrou a loira.

***

-Nii-sama, não ande tão depressa! –Rukia apressava o passo para alcançar o irmão adotivo, mas não conseguia. Embora ele estivesse num corpo muito menor, apertava o passo com mais vontade.

-Apenas ande, Rukia, é tão difícil? –Disse a pequena. –Não quero ser mais visto do que o necessário.

-Es... Está com vergonha de ser eu, Nii-sama? –Disse com lágrimas na borda dos olhos, o homem de cabelos negros e pele clara, enquanto andavam até o sexto esquadrão.

-Não seja tão cruel, Taichou! –Disse Renji, no corpo de Hinamori. –Estou nesse corpo de criança, pequeno e fraco... –Olhou de soslaio o próprio corpo, que era ocupado por Hinamori. –Sem ofensas, Hinamori Fukutaichou, e não estou com vergonha.

-Não estou com vergonha! –Bradou a pequena, mas sem deixar de apressar o passo. –Tenho de chegar ao esquadrão, e ver se ainda tenho alguma força de combate. Se alguém invadir a Soul Society agora, estamos perdidos... Todos os capitães estão nessa situação de lástima. E vocês pensam que tenho tempo de ficar sendo apontado por toda a Seireitei como se fosse uma abominação? –A voz não era grave, mas soava gravemente.

-Nii-sama... –Estava sem palavras.

-Pensa que não sei?! Todos devem estar rindo do meu orgulho neste momento, mas não é isso o que importa. São as nossas defesas. –Afirmou.

-T-Taichou... –Renji se surpreendia. –Farei como você Taichou! –Decidiu. –Mesmo com esse corpo pequeno e fraco... –Olhava novamente o próprio corpo. –Sem ofensas, Hinamori Fukutaichou. –E voltava a falar. –Farei o mesmo que você, Kuchiki-taichou! Vou ficar mais forte com esse corpo!

-Você fala como se eu fosse a pessoa mais fraca de todos os esquadrões. –Disse Hinamori, com a voz grave de Renji.

-Mas eu disse que era sem ofe... –Fora interrompido por um chute de Rukia.

-Você está reclamando desde o momento em que saímos do primeiro esquadrão! Bakayaro! Como acha que ela se sente?

-Eu também tenho dificuldades em agir com esse corpo enorme. –Disse Hinamori timidamente. –E esse cabelo comprido incomoda, mesmo preso ele fica batendo no pescoço quando tem vento.

-Eu não tenho do que reclamar. –Disse Rukia. –Eu quero voltar logo ao meu corpo, mas ao menos assim, ninguém pode dizer que sou baixinha. –Deu um sorriso convencido.

-Não se empolgue, Rukia, o corpo pertence a mim, unicamente. –Afirmou grosseiramente, olhando-a de soslaio.

-Nii-sama...

***

-Ikkakuu! –Berrava Yumichika. –Não tire as penas! –Quase se chorava de tanto desespero. –Já basta eu com essa aparência terrível!

-Eu vou tirar essa porra toda e pronto. Incomoda. –E tirou as benditas penas. –Ah, bem melhor!

-Maldito! –Ainda berrava. –Mas isso terá solução! Agora que está com esse corpo, faça dele o que quiser, eu vou arranjar melhor este! –Estavam já dentro do esquadrão. Yumichika voltou com uma peruca, e suas penas reserva, e sua roupa de sempre, mas agora, no corpo de Ikkaku.

-Maldito! –Agora era Ikkaku quem gritava. –Tire isso tudo agora!

-Não. –Respondeu seco. –Lembra-se da ordem do capitão?! “Comandem o décimo primeiro esquadrão enquanto Yachiru estiver com o velho e eu com o Urahara.” –Imitou a voz dele.

-Foda-se, não vou deixar você manchar minha imagem assim! –Seu olhar era sanguinário. –Nem que tenha que te cortar antes... Tire esta maldita peruca, ou te mato!

-Está disposto a brigar? –A resposta era óbvia, a zanpakutou dele já estava desembainhada. –Acha que a Fujikujaku vai dar algum suporte a alguém que não seja eu? –Seu olhar era convencido.

-Não interessa, eu não preciso liberá-la! –Agora riu. –Posso te derrotar até com as mãos livres.

-Você é mesmo um bárbaro... Temos de comandar o esquadrão! –Ikkaku largou a katana, e saltou para cima do próprio corpo, esse possuído agora por Yumichika e caiu em cima dele.

-Maldito, vai amarrotar minha roupa!

-Eu posso comandar o esquadrão enquanto você fica aqui. Ninguém precisa ver essa coisa vergonhosa que fez comigo, essa peruca... –Ia continuar falando, mas o choque muito forte percorreu os dois corpos e cada um voou para um lado. A peruca voou longe, e as duas zanpakutous também, bagunçando a sala de comando do décimo primeiro esquadrão. Ambos desmaiaram por um momento. E Yumichika foi o primeiro a acordar, quando apareceu um mensageiro:

-Ikkaku-Dono... –Ele disse, de cabeça baixa. –O Comandante me mandou para ver como andava a ordem... –Ele ainda estava tonto.

-Eu não sou o Ikkaku, sou o Yumichika, não me reconhece? Como pode me confundir com aquele careca horroroso? –Perguntou, mas então se lembrou. –Ah, é, maldição, eu estou parecido com ele agora! –O rosto era depressivo e assustado ao mesmo modo.

-Está, mas o que houve aqui? –Perguntou olhando a bagunça. –O Senhor Comandante...

-Não saberá de nada. -Interrompeu. –Diga a ele que tudo está em ordem. Na ausência do capitão e da Yachiru, somos nós que comandamos.

-Mas...

-Yumichikaaaaaa! Vou te matar! –Ikkaku despertava. –Oe, quem é você, o que veio fazer aqui?

-Ikkaku-Dono...

-Ele veio para ver como andava a ordem. –Disse num olhar que dizia: “Maldito, ele veio ver se estamos bem e você diz que vai me matar?”

-Hahah, claro que não irei te matar, foi uma brincadeira... –Ele disse, sem graça, ao interpretar o olhar. –Estamos arrumando tudo por aqui...

-Sim, deixe eu me retirar... –O homem mostrava medo no olhar.

-Ei, espere!... –Ikakku, com o cabelo atrapalhado.

-Já era, estamos mortos. –Yumuchika desanimado, até ver o cabelo desalinhado. –Senhor das almas!- Gritou. –Eu tenho de arrumar isso! Você está arruinando minha beleza perfeita!

-Sai de perto, ou eu te mato. –Ameaçou enquanto Yumichika corria em sua direção.

***

-Oe, Ukitakeee... –Chamava Kyouraku, no corpo de Ukitake. –Não me sinto muito bem... Espere, vamos passar primeiro no Oitavo Esquadrão para eu tomar um sake e ficar calmo...

-Você deveria tomar remédios, e não álcool! –Reclamou o moreno. –Eu disse que poderia se sentir mal!... E a propósito, não posso fazer a barba?... É que realmente me incomoda.

-Ah... Ukitake... Não se barbeie. Meus subordinados não vão me reconhecer... Sabe há quantos anos eu tenho essa barba?

-Só de pensar em contar os anos, já me sinto cansado. –Confidenciou. –Está certo, tentarei me acostumar...

-Kyouraku Taichou! –Disse Nanao, vindo em direção a dupla de capitães. –Já voltei do esquadrão e deixei as ordens que pediu...

-Trouxe o meu sake, Nanao-chaaaan? –Perguntou prontamente.

-Não... Você não pode beber nessa situação! Ainda não tivemos notícia alguma do décimo segundo esquadrão, seria muito arriscado beber...

-Ela está certa, Kyouraku... E o álcool pode fazer mal, está no meu corpo agora, e eu sou um doente. –Disse a tossir. –Não acho que seja o certo.

-Aaaahh! –Soltou quase num gemido. –Não estou gostando dos rumos que isto está levando...

-Ukitake-Taichou! –Vinha a correr Kiyone. –Vim da biblioteca com os livros que pediu!

-Arigato Gozaimasu, Kiyone, leve para o esquadrão eu e Kyoraku vamos ler...

-Então não posso simplesmente te acompanhar e dormir enquanto você faz as pesquisas? –Reclamou. –Não posso beber, não posso dormir...

-Taichou, pare de reclamar! –Disse logo Nanao repreendendo-o.

-Mas e o Sentarou, Kiyone? –Perguntou Ukitake, ignorando o que Kyouraku havia dito.

-Ele ainda não voltou, Taichou...

-Deem mais tempo ao rapaz, ele vai voltar em algum momento... –Kyouraku disse. –Vamos logo começar essas pesquisas... –Havia mais preguiça na voz do que qualquer outra coisa.

***

-Oe, Kira... Chegue mais perto. –E kira, este que estava no corpo de Hisagi o olhou de soslaio:

-Por quê?

-Apenas chegue! –Insistiu. –Então é assim...

-O quê?

-Minha tatuagem é ainda mais perfeita se olhando do lado de fora do corpo. –Assumiu, de olhos brilhantes, afastando a enorme franja loira para ver com os dois olhos. –Muguruma-sama iria ficar orgulhoso, tenho certeza!

-Ah... –Esbravejou. –Não é hora para brincadeira, Hisagi! Isso tudo é sério!... –O olhava fito. –Não quero ficar nesse corpo pra sempre.

-Ahn... E acha que eu quero ficar no seu? –Olhou-o de soslaio. –Essa franja no rosto é ruim demais.

-Ah, minha franja é ruim?... –Ficou alterado. — Você tem um risco no meio da cara e a minha franja é que é ruim demais?

-Minha tatuagem é um orgulho para mim. –Disse emburrando-se.

-E eu GOSTO do meu corte de cabelo. –Kira defendeu-se. –Mas não importa. Temos ordens... –E continuaram seguindo.

***

-Iba! –Chamou Komamura, numa voz estrangulada. –Estou me sentindo estranho. –Estavam andando em direção ao próprio esquadrão.

-O que foi, Taichou? –Perguntou prontamente, e quando se virou percebeu que ele havia caído ao chão, e foi socorrê-lo.

-Eu me sinto quente... E zonzo... –Ele disse, com a voz rouca e fraca de doente.

-Taichou, aguente firme, vou te levar ao quarto esquadrão!... –Afirmou tentando erguê-lo, mas ao fazer isso o capitão gemeu de dor enormemente.

-Não... Eu estou sentindo muitas dores...

-Vou buscar ajuda! –Iba ia se levantar, mas ainda escorava a cabeça de raposa do seu capitão com as mãos, até começar a surgir energia vindo de um corpo para o outro, e os dois voarem um para cada lado. Estavam agora trocados, como todos os outros. E Komamura foi o primeiro a perceber:

-Minhas mãos... Estão humanas. –Disse. -E vejo as coisas de forma escura. –Levou as mãos ao rosto e sentiu os óculos escuros, tirou-os. –Assim está melhor. –Mas sentia dor de cabeça, e estava zonzo demais, andou cambaleante feito um bêbado até onde jazia o corpo caído de Iba, ou melhor, onde jazia seu próprio corpo, ocupado por Iba.

-Iba!... Iba fukutaichou! –Chamava preocupado. –Vamos, acorde! –E ele não se movia. –Está bem, te levarei ao quarto esquadrão! –Estava determinado. Pegou-o no colo e em rápidos shunpos chegou a quarto esquadrão.

-Unohana Taichou! Isane Fukutaichou, alguém! –Chamava apressadamente. E lhe apareceu Unohana, quer dizer, Isane, agora que os corpos estavam trocados. –Unohana Taichou, ainda bem que está aqui! –Disse aliviado. –Sou Komamura, e este é o Iba, ele está mal... Nossos corpos se trocaram e de repente ele desmaiou.

-Não sou a capitã, sou Isane. –Corrigiu-o. –Vamos ver o que ele tem.

-Raposa... –Disse ele depois de estar na maca, acordando delirante. –RAPOSAAAA! –Gritou depois de ter acordado. –Ah, ufa, era apenas um sonho idiota... Hey, Taichou, acredita que eu sonhei que meu corpo era o corpo de uma raposa? –E quando viu que o próprio corpo o encarava, arregalou os olhos.

-Mas que diabos...?!

-Não foi um sonho, Iba... –Disse temerosamente. –É verdade, trocamos os corpos.

-NÃAAAAAAAAAAOOOO! –Berrou, e depois desmaiou novamente.

***

-Ah, finalmente consigo um corpo forte e belo, e tenho de ficar confinado neste maldito laboratório. –Reclamava Oomaeda, vestindo o corpo de Urahara.

-Tente não fazer barulho, senão nos atrapalhará... Já já descobriremos tudo e poderemos voltar ao normal. –Dizia Urahara, vestindo o corpo gordo e desajeitado de Oomaeda.

-Eu simplesmente não entendo o que deu errado! –O enorme corpo de Kenpachi não combinava com o jeito de se mover de Mayuri.

-Parece que houve uma interferência bem antes de o processo se iniciar, Mayuri-sama. –Disse Nemu.

-Agora me diga algo QUE NÃO É ÓBVIO! –Ele reclamou. Estava muito alterado. –Eu sei que algo aconteceu, mas não sei o quê e também porque eu não consegui ver e impedir.

-Eu penso que era uma loucura desde o início. –Disse Urahara.

-Ah, quanto tempo tenho de ficar aqui? –Reclamou Kenpachi, no corpo de Mayuri. –Quando poderei tirar essa tinta da cara e essa armação pesada da cabeça?

-Cale-se, seu bruto inútil! –Berrou Mayuri.

-Acalme-se, Kenpachi-san, estamos fazendo as pesquisas e tentando achar o foco do problema...

-Pra mim, parece que não estamos fazendo merda alguma. –Reclamou baixo, Oomaeda. –Preferia voltar ao esquadrão e ouvir os gritos da Taichou do que ficar aqui inutilmente com esse corpo e não poder sair.

-Ei, Mayuri. –Chamou Urahara. –Estou me baseando na amostra que tirei de mim e de Oomaeda em meu corpo...

-E...? –Disse-lhe sem tirar a atenção das próprias telas.

-Acontece que as energias se repelem. –Disse olhando-o com aquele mesmo olhar misterioso que usava por baixo do seu chapéu, mas ao perceber que já não tinha chapéu, ou cabelo, entristeceu-se. –E outra... Talvez os corpos comecem a se repelir.

-Pois é... –Concordou Mayuri. –A tendência é isso acontecer em breve...

-Do que estão falando? –Quis saber Oomaeda.

-Cale-se, diabos! –Mayuri gritou com ele. –Nemu, faça algo útil, tire este homem daqui agora! Tranque-o, mate-o, desmaie-o, faça qualquer coisa, mas o tire daqui IMEDIATAMENTE!

-Ei, espera... –Kisuke interveio. –Ele está com meu corpo, não lhe façam mal!

-Ah, ao menos alguém em meu favor! –Concordou aliviado. –Vou ficar quieto, eu juro! –Jurou enquanto Nemu vinha em sua direção, com aqueles olhos verdes prontos para destruí-lo sem piedade.

-Quando poderei voltar a lutar? Ei, gordo, me responda! –Kenpachi falava com Urahara, mas ele estava tão dentro do que estava fazendo que pouco ouviu.

-Acalme-se. Se todos ficarem falando, eu e Mayuri não chegaremos a lugar algum! É preciso ter paciência.

-Nemu, tire os dois daqui! JÁ! –Respirava até sofregamente de tão estressado. –Tire esses dois inúteis daqui! É impossível trabalhar com esses malditos burros falando o tempo todo. Se fosse possível, gostaria de resolver tudo por mim, apenas, já que fui a causa de tudo, mas o velho não confia em mim... Então tenho de suportar esse homem ao meu lado... Mas não significa que tenho de suportar vocês dois, SUMAM DAQUI! –E Nemu colocava os braços no módulo

***

-Garota, pare de pular e gritar, mas que inferno! –Berrava a menininha, que era na verdade o Comandante.

-Mas eu estou feliz, quando eu estou feliz eu pulo! –E brincava com o cajado.

-Maldita, essa espada tem mais de mil anos, não merece ser tratada assim! Deixe-a! –Berrava.

-Genryuusai-Dono... –Dizia seu Fukutaichou. –Tirando as ordens de Sentarou para deixar o substituto de shinigami a postos na Soul Society, ordenar que Kyoraku e Ukitake façam as pesquisas, e Urahara e Mayuri resolvam o problema, não há mai nada que eu possa fazer?

-Não, no momento, só temos de esperar... –E de repente apareceu um homem do quarto esquadrão, e abaixou-se ao ver o senhor comandante.

-Senhor Comandante... –Ele disse.

-O que quer? –Olhou-o.

-Trago notícias do quarto esquadrão... Parece que um dos não-afetados pela transformação acabou se transformando, senhor...

-Quem?

-O capitão Komamura trocou de corpo com seu fukutaichou, Iba.

-Mas isso está mais do que fora de controle! –Berrou. –Pode voltar ao seu esquadrão, o recado foi dado. –E o homem desapareceu. –Mas que diabos...? Então quer dizer que mesmo quem não se transformou antes, pode acabar se transformando agora?... Aquele maldito do Mayuri, ah, depois que tudo acabar...! Não sobrará pedra sobre pedra! Queimá-lo-ei ao pó!

-...E a Central 46 está em sessão desde o acontecido, Senhor, não deixaram ordem alguma, parecem discutir... –Dizia o fukutaichou.

-Temos de rezar para que nenhum inimigo saiba disso e caia sobre nós, pois estamos muito abaixo de nossas forças normais... Seríamos cruelmente massacrados.

-Ah, eu queria estar com o Ken-chan, agora que estou alta alta e alta! –Dançava e com isso balançava a enorme barba. –Não gosto de ficar aqui esperando, quero sair, quero sair!

-Cale a boca, diabos! –Gritou o comandante, e todas as veias de seu pescoço pequeno e rosto saíam para fora.

-Jii-san está bravo demais! –Ela disse, sem perder a alegria e a energia. –Ken-chan nunca fica bravo assim...

-Jii-san vai te matar daqui a pouco, peste! –Ele estava estressado demais até para ter paciências com uma criança... Ou ao menos uma pessoa que se comportava como se fosse uma.

Notas finais
Bom espero que tenham gostado. Deixem suas opiniões gatésimas nos comentários. Até semana que vem! :3