Bleach! A Invenção De Mayuri!
5 Substituto de Shinigami II
Notas iniciais
Boa leitura! >.
Depois de passarem pelo quinto esquadrão, descobriram que Hinamori havia passado rapidamente por ali e depois havia ido junto de Renji para o sexto esquadrão, com Byakuya e Rukia. Seguiram então para o sexto esquadrão, e embora o sol estivesse quente, ninguém reclamou no caminho. Foram andando tranquilos até a sala de comando.
-Byakuya? –Chamou primeiro Yoruichi. –Viemos levá-los!
-O que essa mulher... –Ele ia dizer quando encarou Ichigo, era Byakuya, mas dentro de Rukia. Ichigo ficou estático ao ver isso. –O que Kurosaki Ichigo faz aqui?
-Ichigo? –Perguntou Rukia, sentada a mesa de comando.
-Como eu ia dizendo, mesmo esse corpo sendo pequeno e fraco... –Dizia Renji, no corpo de Hinamori.
-Sem ofensas, Hinamori Fukutaichou... –Completava a frase dele pela milésima vez, Hinamori. Ichigo foi até a pequena e bagunçou-lhe os cabelos.
-E aí, baixinha? –Provocou.
-Baixinha é a avó, baka! –Vinha o pé de Byakuya correr em sua direção, e ele desviou.
-Kurosaki Ichigo, não pense que pode encostar-se a mim. –Arrumava os cabelos prontamente.
-O corpo não é seu. Quem decide é Rukia. –Disse ainda no ato da provocação. –Você é bem cheio de si, hein, Byakuya, deve estar se roendo de ódio nesse corpinho... –Seu sorriso não demonstrava um terço de sua alegria.
-Eu decido que não pode tocar no meu Nii-sama! –Rukia reclamou, mas foi Byakuya quem deu a resposta mais firme:
-Sou o Kuchiki Taichou para você, Kurosaki Ichigo. Se me tocar outra vez, irei... –E antes que ele pudesse impedir, Ichigo o despenteava outra vez.
-Sabe, não é tão assustador quanto pensa que é. –Yoruichi riu junto dele.
-Byakuya, ele está falando a verdade. –E riu mais.
-Vão ficar caçoando do meu corpo e humilhando meu Nii-sama até quando?! –Rukia estava furiosa.
-Ela está certa, Minna-san. –Quem falava era Unohana. –Por mais divertido que seja, temos de passar pelos outros esquadrões e ir logo. Foi o Comandante quem ordenou...
-Sempre tem um pra estragar a brincadeira. –Queixou-se Yoruichi, que estava se divertindo.
-Yoruichi-sama... Ela está certa. Não podemos deixar que os ditos inúteis de Byakuya, as brincadeiras idiotas de Ichigo e a raiva imatura de Rukia nos atrapalhe...
-NANI?! –Os ofendidos se viraram para ela num grito.
-Não gritem... Estou com dor de cabeça... –Disse Hisagi.
-Maldito, apenas fique quieto. –Kira.
-Ah, vamos logo, vamos logo! –Disse Yoruichi, voltando a se animar. –Temos muitos esquadrões ainda!
-Pois é... –Ichigo tinha um ar cansado.
-Então vamos! –Soi deu o grito final, e todos foram se dirigindo para a porta e foram caminhando até o Sétimo esquadrão.
-Ei, espera! –Disse Isane, de repente, no meio da caminhada.
-O que foi agora, Isane, outro sonho?! –Gracejou Unohana.
-Não, Taichou! –Ela quase se chorava ao se lembrar do que Unohana havia lhe dito, mas engoliu o choro e prosseguiu. –Não precisamos ir ao sétimo esquadrão, pois Komamura-taichou e Iba Fukutaichou estão no quarto esquadrão.
-Pois é, agora me lembro... –Disse Unohana. –Haviam arranjado tanta gritaria no meu esquadrão, não sei como pude me esquecer. –E voltaram o caminho, os dois estavam acamados, mas logo que Isane despertou Iba, ele acordou tossindo e delirante:
-Ah, ainda bem que me acordou, Unohana Taichou. Eu tinha tido um pesadelo terrível, no qual todos os capitães estavam doidos por terem trocado os corpos, e eu não havia participado, nem o Komamura Taichou, mas ele passou mal e eu e ele acabamos nos trocando, e eu fiquei com a cara de raposa. EU ERA UMA RAPOSA! –E sua respiração ficou desregrada enquanto gritava. –ENTENDE ISSO?! UMA RAPOSA! Onde estão meus óculos?! Não gosto dessa claridade.
-Será que terei de bater nele também?! –Questionou Soi Fong, estalando os dedos com um sorriso malicioso no rosto.
-Sinto lhe dizer isso, mas... –Isane tentava amaciá-lo antes da grande verdade. –Você realmente trocou de corpo com seu capitão. –E mostrou-lhe um espelhinho no qual ele se olhou e voltou a gritar desesperado:
-NÃO ERA UM SONHO?! PUTA QUE PARIU, SOU UMA RAPOSA! NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! –E voltou a desmaiar.
-Mais um corpo inútil para carregar. –Disse Soi. –Esse, Ichigo quem vai carregar.
-Porque eu? Já estou cheio de zanpakutous!
-Porque eu estou mandando!
-Você não manda em mim!
-Humpf... Por favor, vão ficar discutindo isso? –Byakuya, em desprezo.
-Porque, vai carregar, Byakuya-bo? –Provocou Yoruichi, ele olhou-a de soslaio.
-Estou pequeno demais para carregar um homem tão grande.
-Então mande Rukia levar! –Disse Ichigo, encarando Soi.
-Mande você, seu inútil!
-Nenhum de vocês manda em mim, mas eu levo. –Disse Hisagi, de repente. –É bom que deixo umas dores nas costas desse inútil.
-Então se tiver outro corpo, eu levo! –Disse Kira.
-Ah, ainda bem que temos tantos idiotas disponíveis. –Disse Soi e Yoruichi caiu na gargalhada.
-Agora vamos logo acordar o outro! –Isane foi com a mesma tranquilidade acordar o outro e ele acordou gritando:
-PULGAS, MALDITAS PULGAS! –foi quando viu aquela multidão de olhos o encarando. — O... O quê? Porque todos estão aqui?
-Pois é pulgas são um saco. –Confidenciou Yoruichi, coçando o cabelo atrás da orelha instintivamente.
-Ei, não é hora pra discutir sobre pulgas! –Ichigo estava impaciente. –O jii-san...
-PEDIU PRA EU LEVAR TODOS AO PRIMEIRO ESQUADRÃO. –todos completaram a fala dele num uníssono irritado.
-Agora que estão todos bem treinados, vamos embora para o oitavo esquadrão. –Disse amargamente Soi.
-Espera, temos de saber se ele está bem! –Questionou Unohana.
-Eu estou bem, apesar de sentir frio pela falta de pelos e sentir uma incrível vontade de beber sake... –Ele se levantava vagarosamente. –Podemos prosseguir.
Foram prosseguindo até o oitavo esquadrão, para juntar mais gente a aquela confusão de corpos trocados. Ichigo mantinha o olhar fito e sério, mas às vezes caía numa gargalhada infinda. Andaram com cautela até a sala de comando, quando se ouviu a voz de Ukitake reclamando:
-Oe, Ukitakeeeeeeeeeee, quando é que poderemos acabar de ler essa droga? O remédio me deu sono, quero beber sake...
-Taichou! –Brigou Nanao. –Não pode querer dormir o tempo todo numa confusão dessas!
-Kyouraku, pode dormir. Estou cansado de discutir com você, e agora que estou enérgico e sem doenças, posso muito bem cobrir o seu horário.
-Ah, até que enfim! –Agradecia olhando o teto da sala, quando Ichigo e os outros entraram.
-Oe... –Ele disse, cauteloso, entrando com aquele montante de gente atrás. –O jii-san pediu pra eu levar... –Antes de terminar a frase olhou pra trás, esperando pegá-los antes que falassem junto com ele. Seu olhar era desconfiado.
-O que foi? –Perguntou Isane.
-Nada. –Ele disse levantando uma sobrancelha e voltando.
-TODOS AO PRIMEIRO ESQUADRÃO! –uma explosão de vozes surgiu atrás dele logo que se virou. Tomou um susto tão grande que deu um pulo. Kyouraku, no corpo de Ukitake também saltitou.
-Oooeeeeeeeee, o que foi isso? Estão estragando meu sonoooo, não posso dormir, não posso ficar a toa, não posso beber... Nanao-chaaannn me console, pois estou deprimidooo... –Ele falava arrastado tão perfeitamente igual, que sua voz quase se parecia com a original.
-Consolar... Consolar...! –Ela reclamou.
-Oe, Ichigo-kuuunnn, o que o Yama-jiii quer conosco?!
-Ele diz que vai haver um treinamento especial...
-Ah, diga a ele que estou com preguiça e doente. Darei as desculpas que Ukitake sempre dá.
-Ora seu...! Você continua impossível, Kyouraku! Eu faço tudo, e você só sabe reclamar! Acha que eu me sinto confortável com essa maldita barba?! Não! Prefiro minhas doenças e minha tranquilidade, do que sua reclamação o tempo todo! Não consigo ler nada! –O rosto dele estava rubro. Todos se pasmaram, ninguém nunca tinha visto Ukitake tão estourado assim.
-Acalme-se, por favor, Ukitake. –Disse Unohana. –Já temos desmaiados o suficiente...
-Nós vamos logo ou não?! –Disse Renji. –Quero treinar logo! Embora esse corpo seja tão fraco... Sem ofensas, Hinamori Fukutaichou...
-Cale a boca, Bakayaro! –Disse Rukia.
-Calem as bocas todas! –Disse Soi Fong.
-Mas que mulher mal educada... –Reclamou Byakuya.
-HAHAHA! Os ânimos estão exaltados como eu gosto! –Disse Yoruichi rindo-se muito.
-Yoruichi-sama... Devemos...
-Minna! –Ichigo a interrompeu, pedindo atenção. –Temos de ir logo! Não podemos perder tempo!
-Então vamos, Kyouraku, levante-se! –Disse Ukitake, já de pé. Mas precisou de Nanao, para ajudá-lo a levantar o homem, e novamente, estavam de marcha. Ichigo seguia sempre na frente, mas manter o grupo em movimento. Senão, todos começavam a discutir uns com os outros e era impossível reconstituir a ordem.
Dali, partiram para o décimo esquadrão, já que não era preciso ir ao nono. Ichigo, como sempre, foi o primeiro a entrar na sala de comando, e encontrou Hitsugaya arrumando os cabelos de Matsumoto.
-Oe, vai demorar quanto tempo pra prender essa droga de cabelo?!
-Não fale assim, Taichooouuu... –Sua voz lamentava, mas já se animava novamente. –Prenderei de um jeito especial, pra ficar bem sexy! –E piscou.
-MAATSUMOTOOOOOO! –Ele berrou. –Que droga de história de sexy é essa?
-Taichou, não me reprima tanto...
-Toshirou...?! –Perguntou Ichigo. –Você agora está no corpo da Rangiku-san?! –Estava incrédulo. Depois começou a rir. –Pelo menos assim agora você é alto! –E Gargalhava, com as zanpakutous na mão, até tomar um chute sorrateiro de Rukia.
-Baaaaaka! O que tem de ruim em ser baixo?!
-Maldita! –Ichigo rosnou.
-É Hitsugaya Taichou pra você, Kurosaki Ichigo. –Ele o corrigiu, enquanto tinha o cabelo sendo preso. –O que todos vocês fazem no meu esquadrão?
-Bom... –Ichigo já estava de pé, se recompondo, mas tinha medo de continuar... Mas criou coragens. –O jii-san pediu que eu levasse todos ao primeiro esquadrão. –Disse sem graça, coçando a cabeça, e depois olhou pra trás. –Nenhuma gracinha dessa vez? –Todos olhavam uns para os outros, como se não soubessem do que ele estava falando, o que o deixou sem graça. –Kisama...
-Então temos mesmo de ir? –Reclamou Rangiku. –Ah, já me basta o Taichou com esses treinamentos... Estou tão cansada... Queria um pouco de Sake para descansar e relaxar...
-Eu topo! –Gritou Kyouraku.
-Eu também. –Komamura nem percebia que havia dito, só percebeu depois. –Saiu sem querer... É que a vontade é grande dentro de mim. Agora sei como Iba se sente.
-Mas que coisa! –Reclamou Ichigo. –Não é pelo Sake que estamos aqui! É...
-PORQUE O JII-SAN PEDIU QUE EU OS LEVASSE AO PRIMEIRO ESQUADRÃO. –todos completaram sua frase novamente, num uníssono ainda maior do que da última vez.
-Malditos!
-O-o-o- o que foi isso? –Perguntou Hitsugaya, agora com uma linda e enorme trança.
-Não deu pra prender do jeito que eu queria, então fiz uma trança, taichou. –Disse Rangiku, muito solícita.
-Ah, mas que trança horrível, deixe-me concertá-la! –Disse Unohana em algum lugar. –Fica boa num minuto.
-Taichou, sente tanta falta de um cabelo comprido assim...? –Isane quase chorava. –Você realmente me despreza!
-Ah, mas que droga, não é por trança que estamos aqui! –Reclamou Soi. –Vou ter de bater em todos...?!
-Hooo, Soi, tem certeza de que conseguiria? –Disse Yoruichi rindo ao provocá-la.
-Eu também acho esse assunto de trança algo meio inútil. –Confessou Renji. –Eu, mesmo nesse corpo pequeno e fraco... Sem ofensas, Hinamori Fukutaichou...
-Renji. –Disse de repente Byakuya. –Se é pra dizer algo inútil, fique em silêncio.
-E que horas vão limpar os ferimentos do meu lindo rosto e de minha TATUAGEM DE HONRA? –Perguntou Hisagi.
-NINGUÉM TOCA NO MEU ROSTO! –reclamou Kira.
-Mas que porra, como tudo saiu do controle desse jeito?! –Reclamou Ichigo. –Eu tenho de levá-los! –E saiu andando. Surpreendentemente, todos o seguiram.
O enorme e ruidoso grupo se dirigia agora ao décimo primeiro esquadrão. Ichigo tentava ignorar os murmúrios, para não se irritar com todos, mas era difícil. Já não era mais tão engraçado, e sim, incomodo, estar ali, mas prosseguiu. Entraram e já estavam a alguns metros da sala de comando, quando ouviram os gritos:
-O CAPITÃO VAI SABER DISSO! QUANDO ELE SOUBER QUE ESTÁ USANDO PERUCA DE MULHER, VAI TE ESTRIPAR!
-CALA A BOCA, SEU MALDITO. NADA DO QUE DISSER VAI ME IMPEDIR DE TENTAR MELHORAR ESSA APARRÊNCIA HORRENDA QUE VOCÊ TEM!
-Droga, mais brigas pra apartar. –Pensava Ichigo. –Estou cheio disso...
-O clima ta quente aí dentro! –Disse Yoruichi, num riso.
-Devem estar feridos. –Refletiu Unohana. –Isane, temos de cuidar deles...
-Você não se importa de verdade comigo! –Guinchou, chorosa.
-Vão estar feridos, quando eu entrar. –Ameaçou Soi Fong.
-Mas que mulher desnecessariamente violenta. –Reclamou Byakuya. –Hmpf, seria melhor tomar uns calmantes.
-Você só está assim porque sente o orgulho ferido, Byakuya-kunnn... –Reclamou Kyouraku. –E fica descontando nos outros.
-Taichou! –Nanao rapidamente o reprimiu.
-Você é quem está com o orgulho ferido, Kyouraku. –Disse Byakuya fria e gelidamente. E a essa altura Ichigo já havia entrado.
-Yumichika, Ikkaku... –Ele disse, olhando aquela bagunça que era a sala. –Parem de brigar!
-Sai fora da minha luta, Ichigo! –Reclamou Ikkaku. –Nunca entrei em luta sua, me deixe!
-É verdade, Ichigo, isso é algo entre nós dois e ninguém além.
-Vai se tornar algo meu, quando bater nos dois como bati nos outros. –Disse Soi Fong.
-Essa mulher precisa ser controlada. –Disse Hinamori, baixinho.
-Ela só está agitada demais, sabe... Pelo corpo que está ocupando... –Disse Rangiku, aos risinhos.
-Será? –Questionou Nanao, concertando os óculos no rosto. –Ela sempre é violenta daquele jeito. –Lembram-se das reuniões...?
-Todos estão estressados demais pela confusão dos corpos. –Disse Unohana, depois de um grande suspiro pensativo. –É normal que isso tudo aconteça.
-NÃO INTERESSA, ICHIGO, NÃO ENTRE EM MINHA LUTA! QUER MORRER? MUITO BEM, ESPERE, DEPOIS DELE, MATO VOCÊ!
-IDIOTA, SE PRETENDE ME MATAR, PRA QUAL CORPO VAI VOLTAR?
-CALEM A PORRA DA BOCA! –Reclamou Soi. –DISCUTIR NÃO VAI ADIANTAR. O SENHOR COMANDANTE CHAMOU, ENTÃO NÃO INTERESSA O QUE PENSEM, TEMOS DE IR.
-NÃO ANTES DE MATÁ-LO!
-Mas que coisa! –Disse Ichigo, cansado. –Não são crianças, vamos logo, lá haverá um treino e...
-Treino? –Questionou Ikkaku.
-Sim, um treino.
-Então não vou mais brigar. –Ele disse, e ambos se juntaram ao grupo.
-Espera, o que foi que aconteceu? –Perguntou Yumichika.
-Mato você com mais facilidade depois do treino... -Ele respondeu, e todos voltaram a andar.
Andavam rumando o décimo segundo esquadrão. O último, só de pensar nisso, a cabeça de Ichigo ficava mais leve. “Ah, finalmente me livrarei desses doidos varridos depois de deixá-los no primeiro esquadrão... Falta tão pouco...”
-Ah, finalmente vou ver o que o Kisuke está aprontando! –Disse Yoruichi numa alegria pueril.
-Ah, não acredito que vamos ver aquele homem... –Reclamava Soi, com os punhos cerrados. –Talvez bata nele também.
-Vamos ver o capitão, e ele vai te matar por te ver com essa peruca ridícula. –Disse Ikkaku.
-Vamos ver o capitão louco para matar alguém, e então vai vê-lo reclamando de mim... Não foi um prazer conhecê-lo Ikakku.
-Digo o mesmo.
-Hmpf... Esses inúteis só sabem discutir. –Reclamou Byakuya.
-Pois é, Nii-sama, apenas você está acima disso... –Os olhos dela brilhavam.
Chegaram logo a tal sala. Viram Oomaeda sentado com Kenpachi, enquanto Mayuri e Urahara discutiam e apertavam os botões daqueles enormes computadores e Nemu observava, querendo ser útil.
-O que está aprontando, Kisuke?! –Aproximou-se Yoruichi aos saltos, abraçando o corpo de Kisuke, que era ocupado por Oomaeda, que rapidamente corou.
-Eu... Yoruichi-san, não sou...
-Oomaeda, tire suas mãos imundas da Yoruichi-sama! –Berrou Soi. –E do meu corpo também!
-Yoruichi-saaannn, o que faz por aqui?! Na verdade, o que todos fazem por aqui?!
-Kenpachi...? –Ichigo olhava o enorme homem virado para as máquinas, com os mesmos guizos no cabelo, mas parecia que algo estava diferente.
-Não sou o bruto do Kenpachi. –Ele se virou, e seu rosto estava pintado de uma forma estranhamente bizarra.
-KENPACHI?! VOCÊ PARECE UM PALHAÇO! –Ichigo disse, e não sabia rir ou chorar. Estava pasmo por ver Kenpachi daquele jeito. Na verdade pouco dele era reconhecível e de repente notou um homem de cabelo azul sentado ao lado do corpo de Uharara, que era ocupado por Oomaeda.
-Ei, quem é você?
-Ichigo! Vamos lutar, vou acabar com você dessa vez! –Ele disse se levantando. –Se bem que com esse corpo fraco...
-Voc... v-v-v-v-v-v-ocê é o Mayuri?! Quer dizer, o rosto do Mayuri é assim?! –Ichigo estava com a garganta seca, absurdamente perdido.
-Fala daquela tinta horrível que estava coçando na minha cara? Lavei o rosto e tirei.
-Hmpf, é ainda mais horrível sem a maquiagem. –Disse Byakuya.
-Horrendamente horrível. –Concordou Yumichika.
-Pensei que iria morrer antes de ver isso. –Disse Komamura.
-Eu já havia visto, quando ele se feriu e ficou inconsciente... –Dizia Unohana.
-Taichou, você se importa mais com o verdadeiro rosto de Mayuri do que comigo... –E chorava, com os lábios tremulando, Isane.
-Tae uma pessoa mais emo do que a Soi... –Disse, Yoruichi, baixinho.
-Yoruichi-samaaaa... –Soi chorou também. –Eu te entendo, Isane! –E as duas se abraçavam e choravam.
-Tae algo mais vergonhoso do que essa tatuagem na minha cara. –Disse Kira.
-Seu filho da... –Foram interrompidos por Nemu:
-Mayuri-sama, quer que eu expulse todos?
-Quero, junto com o inútil do Kenpachi e o duas vezes inútil do Oomaeda. –Ninguém viu mais nada, num segundo e estavam fora, e depois disso, voltaram e se colocaram a caminho do primeiro esquadrão.
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