Bleach! A Festa Surpresa de Yoruichi!
6 Capítulo 6 - O exaspero de Ganju (final)
Notas iniciais
BOA LEITURA!
–Mas que diabos aconteceu aqui?... -Gritava saltando as veias da garganta, Ganju Shiba, sim, ele. E chegava logo atrás, entrando na mansão, Mayuri e Kenpachi com Yachiru.
–Ah... –Dizia com impaciência, Mayuri. –Vou ter de reconstruir a Nemu e ver se as câmeras nos olhos ainda estão funcionando... Esses malditos brutos danificaram tudo! –E andava, até a localização da Fukutaichou, enquanto Ganju ainda tinha a cara imóvel, muito impressionado para falar. Muito irado, muito perdido.
–Hehe! Yachiru! –Riu e depois gritou o Kenpachi com a voz grossa e rouca. –Era isso que o seu sake especial causava? –Ele tinha uns machucados no corpo, mas nada muito profundo, Yachiru fez cara pensativa.
–Etto... Não sei, Ken-chan... Talvez tenha mandado o Sake errado! –E ria, com a voz de criança que tinha.
–Mas afinal, o que diabos aconteceu aqui? –O Ganju persistia.
–Você está aqui antes de nós e não sabe?... –Kenpachi dava uma olhada geral, gargalhando. –Malditos festeiros. -Quando ouviram um som na porta, e vinha catando cavacos, Nanao.
–Kyoraku-taichou? Vim mais rápido que pude!...–Disse ela, ajeitando os óculos e se recuperando de ter quase caído, atrás dela vinha o Komamura. Vinham também os subordinados de Ukitake, Kyone e Sentarou, gritando e brigando como sempre.
–Eu vou procurar o Ukitake-taichou! –Disse Kyone. –Quero ver se ele está bem!
–Hahah, não vai ser melhor do que eu, pois fui eu quem trouxe os remédios dele! –Sentarou se gabava.
–Cale a boca, não o achou primeiro!
–Taichoooooooooooooou! –Entrava Oomaeda, sem fôlegos, gritando antes mesmo de entrar na mansão. Já dentro, ele olhava aquela confusão, mas não parecia se importar queria era a localização de sua Taichou. –Taichooooou! –Avistou-a... Ficou exasperado, correndo em direção a ela, que ainda dormia, agarrada a Yoruichi. Desnuda. Ele pensava em algo para vesti-la, quando Komamura questionou:
–Mas... –Estava pasmo. –O que houve aqui? –Seus olhos de raposa estavam perdidos naquela confusão de corpos.
–Descobrirei... –Ria de forma psicopata Mayuri. –Assim que eu verificar os olhos de Nemu... –Soi-fong ia acordando aos poucos, e gritou, ao ouvir os berros de seu Fukutaichou:
–Cale a boca, maldito! –Foi aí que se percebeu agarrada à Yoruichi, seus olhos se tornaram doces e inocentes. –Yoruichi-samaaaaaaa... Ohayou Gozaimasu! –Disse carinhosamente, vendo que a antiga capitã do segundo esquadrão dormia. Percebeu-se nua e corou.
–Taichoooooooooou! –Ainda vinha gritando Oomaeda. Com os barulhos, Yoruichi começou a se mover lentamente, despertava.
–Yoruichi-samaaaaaaa... Ela é perfeita mesmo dormindo, mesmo acordando... –Suspirava. –Yoruichi-sama, porque eu estou sem... –E viu Urahara agarrado a ela, e pior, com as mãos sujas, nojentas e desprezíveis nos seios dela!... –Kisama. –Alcançava-o com as pernas, e não hesitou em chutá-lo, mas ele não despertou de pronto, apenas rolou e voltou, teimosamente, dormindo. –Esse maldito é maldito mesmo enquanto dorme... –Resmungou.
–Ah... –Soltava um suspiro preguiçoso a aniversariante do dia anterior. –Acalme-se, Soi-fong, mau acordo e já tenho que... –Percebeu a nudez dela ao abrir os olhos. –Hooo... Soi... Você... –E começou a rir alto. –Se soltou ontem, heim?! –A chinesa corou violentamente. Yoruichi percebeu que Kisuke estava muito largado em cima dela. –Kisuke, me largue! –Gritou, empurrando a cabeça dele com a mão, ele rolou pro lado ainda sem acordar.
–Taichooou! –Acordava esfregando os olhos, e falava tristemente, Rangiku Matsumoto, caçava Hitsugaya, mas ainda estava agarrada a perna de Ichigo. –Sonhei com Gin... –Do outro lado do salão, Hitsugaya despertava.
–Oe, Matsumoto, me deixa em pa... –Viu Hinamori desnuda. –Hi... Hinamori? –Os olhos estavam atônitos. Correu e cobriu-a com seu haori de capitão.
–Shiro-chan? –Estava tonta. Enquanto isso, Nanao alcançava seu capitão.
–Taichou?! –Disse vendo se ele dormia.
–Nanao-chaaaaaaaaaaan! –Soltou como um gemido. –Estou sonhando?
–É claro que não!... Bebeu demais outra vez! –Esbravejava.
–Ah... Nanao-chaaann, você é muito fria!... –falava arrastado, sempre, independendo de estar bêbado, com sono, ou sóbrio e atento.
–Mas porque diabos eu não enxergo nada? –Resmungava o Renji.
–Renji... Tem um pano ai amarrado tampando seu olho! –Disse o Sado. –Eu queria saber é porque eu estou desse jeito...
–Hisagi-san, está bem? –Perguntava Kira, vendo o companheiro todo cheio de marcas vermelhas. –Eu estou com os músculos da bochecha todos doloridos, acho que ri demais...
–Eu não sei o que me aconteceu. –Ele se checava. –Mas algo me diz que ontem não foi uma boa noite para mim... –suspirava cansado e desanimado. –Sou muito azarado.
–Yo, Yumichika! –Ikkaku acordava. –Ohayou... –Yumichika interrompeu-o com um grito, logo que acordou:
–Eu estou... –Estava incrédulo. –Eu estou... –Gaguejava e se tremia. –Eu... Estou horrendo! –E saiu correndo gritando:
–Horrendo, horrendo, horrendo! –Caçava um banheiro. Enquanto isso, Ikkaku se percebeu todo inchado, e machucado:
–Quem me deixou assim? Vou matar! –Gritava e Kenpachi ria:
–É tão inútil que apanhou e nem sabe de quem?...
Rukia e Ichigo despertavam na mesma hora, tinham os olhos na mesma direção, um olhava o outro.
–Rukia?
–Ichigo? –Ambos róseos. Tão próximos que um sentia a respiração do outro a tocar a pele. Quando, como sempre, Rukia estragou a cena, por estar nervosa. –Ohayou, baka! –Disse jovialmente, a sorrir.
–Inoue-san... –Ishida despertava aos poucos, Inoue estava ainda em cima dele, então tinha dificuldade em se mover. Quando percebeu que o braço dela... Ficou Róseo. .-Inoue-san... Seeeeeeu braço!
–Nani, Ishida-kun? –Esfregava os olhos, tirando assim os braços de cima dele. –Ohayou!... –Depois soltou um suspiro triste. –Sonhei com o Ulquiorra-san... Onde está o Kurosaki-kun?
–Oe, Inoue! Ohayou! –Ichigo respondia em algum ponto do salão... Enquanto Kuukaku despertava aos poucos:
–Malditos! –Berrou, ao ver o estado do salão. –O que fizeram com a minha mansão?
–Nii-san! –Gemeu Ganju.
–Já estou perto de descobrir... –Sorria Mayuri, já havia chegado onde estava Nemu, e ia arrastando-a para fora.
–Peguem ele! –Gritou com a voz constrangida, Soi-fong. -Peguem ele, não deixem que saiam vivos! –Byakuya despertava.
–Nossa honra está ameaçada, corram antes que ele saia! –Nesse momento, despertava Urahara, e disse logo, com um ar sério:
–Minna-san! Sentem essa reiatsu? –O tom era alarmado... Todos sentiam, até que o homem entrou no grande salão:
–Alguém pode me explicar que porra é essa?
–Yama-jii... –Soltou Kyoraku, apaziguador. –Eu, Ukitake, Unohana e as crianças...
–Não aceitarei desculpas! –Berrou. –Vocês são o Gotei 13, malditos!... Ah, só o Senhor das Almas sabe por que eu ainda não liberei a Ryujin Jakka e queimei todos vocês até o pó...
–Genryuusai-Dono, não seja tão severo conosco. –Já havia despertado Ukitake. –A festa não foi planejada desta forma.
–Comandante, gomen nasai, eu realmente não sei dizer o que aconteceu... –Unohana despertou com o som da confusão.
–Taichou? –Isane despertava.
–Taichou Ohayou Gozaimasu, Está bem?! –Perguntavam ao mesmo tempo, os subordinados de Ukitake, e com isso Rukia logo se lembrou do irmão adotivo:
–Nii-sama!... Está bem?
–Rukia, preocupe-se com o Comandante e o Mayuri... –De repente todos se assustaram:
–Mayuri-sama... Gomen Nasai, mas a vergonha é grande demais... –Nemu dizia fracamente, e depois disso, explodiu.
–Maldita! Autodestruição...? Maldita! Minhas provas! –Praguejava Mayuri, quando se fez ouvir a voz imponente do Comandante Yamamoto Genryuusai.
–Calem-se, todos! Malditos! São como crianças!... Terei de puni-los severamente desta vez, não posso deixar que o Gotei 13 vire esta merda! Tem de haver respeito, malditos!... Só preciso de um segundo para pensar em como restaurar a ordem e a disciplina... –Yoruichi levantou-se, mesmo com as roupas rasgadas, com o rompante, os dois que estavam com ela só tiveram tempo de dizer:
–Você vai...
–Yoruichi-sama...
–Genryuusai-dono... –Disse ela, de cabeça baixa, próxima a ele. –A culpa foi minha... Foi minha festa surpresa de aniversário... Se quiser culpar alguém, culpe só a mim. Deixe os outros. –Todos ficaram atônitos com a atitude dela.
–Yoruichi-sama... –Gemeu Soi-fong.
–A culpa também é minha, Comandante, eu é que tive a idéia da festa... Não havia modo de saber que aconteceria tudo isso... Gomen nasai, mas se for julgá-la, julgue a mim também. –Pôs-se ao lado dela Uharara.
–Kisuke... –Ela disse, olhando-o, perplexa, num sopro e Soi estava com um manto que seu Fukutaichou havia arranjado, enrolado ao corpo como uma estátua grega, pôs-se ao lado dela.
–Eu também... Se algo vai acontecer de ruim à Yoruichi-sama, acontecerá a mim também. –Kuukaku logo se chegou, reclamando de dores de cabeça, mas se pôs ao lado deles:
–Comandante... –Disse de cabeça baixa. –A mansão pertence á minha família, e Yoruichi-san é minha amiga há muitos anos, eu também me ponho ao lado dela, apesar de não ser do Gotei 13. –E logo uma pessoa inesperada veio ao lado dela também:
–Esta mulher não é culpada, Comandante. –Fez-se ouvir a voz grave de Kuchiki Byakuya. –A festa foi surpresa... Ela não sabia de nada... Mas se for puni-la, como patrono da família Kuchiki, venho orgulhosamente ser punido junto com ela, seria covarde se não o fizesse.
–Nii-sama! –Gemeu Rukia, e foi atrás dele. -Nii-sama, estarei com você. –E Ichigo logo se apresentou:
–Velho... Se for punir meus Nakama, puna-me também.
–Kurosaki! –Gritou Ishida, e Inoue já vinha correndo atrás e se pôs próxima a eles. Claro que veio também Sado.
–Comandante, terá de me punir também... Participei da festa e não me arrependo! –Vinha Rangiku, andando.
–Maatsumotooooo! –Gritou Histugaya.
–Taichou, eu preciso fazer isso... A culpa não é só deles, é de todos.
–A Rangiku-san está certa! –Levantava Hisagi, e Kira o acompanhou.
–Shiro-chan... –Disse Hinamori. –Nós devemos acompanhá-los.
–Mas...
–Venha, Shiro-chan! –Era quase uma ordem, e ele veio.
–Hinamori...
–Velho, se for lutar com eles, mesmo não sendo culpado, eu quero participar! –Sorria abertamente Kenpachi, aquele sorriso sanguinário costumeiro.
–Né, Ken-chan, você sempre quis lutar com o Comandante! -Yachiru falava animadamente de cima do ombro do homem.
–Hehe! Yachiru! –Ria. –Eu sempre quis chutar o velho!
–Oomaeda, o que está fazendo aí parado, seu inútil? –Gritou Soi-fong e Oomaeda olhou atrás de si de tanto espanto, pensou que ela estava falando com outra pessoa. –É você! Maldito!
–Mas... Taichoooou, eu não partici... –Fora logo interrompido pelo ódio assassino de Soi:
–Venha logo, maldito!... Quando sairmos daqui te matarei e te reviverei para matar outra vez, até me cansar! E no fim, vai estar tão horrível e destruído que vai se olhar no espelho e não vai se reconhecer! –Ele tremeu de medo e veio choramingando.
–Taichooou... –Gemeu já ao lado dela.
–Soi... Não precisa ficar tão... –Dizia Yoruichi, quando o Comandante gritou:
–Mas que porra é essa? –Disse o comandante. –Estão brincando comigo? –Nesse momento, todos já estavam ao lado de Yoruichi, abaixados sob a raiva do Comandante. Os únicos que não se prostraram foram, Yachiru, Kenpachi, Mayuri, Ganju e Komamura.
–De forma alguma, Comandante... –Yoruichi deixou-se falar. –Só estamos recebendo a culpa por uma festa que saiu dos eixos esperados.
–Malditos! –Bradou o velho. –Não posso matar ou prender todos, senão fico sem Gotei 13... –Parecia pensativo. –Ah, Foda-se, desde a história com o Sousuke, a central já não tem mais tanto poder, então foda-se, vamos fingir que nada aconteceu, e eles não saberão de nada... –E todos respiraram aliviados, apenas Mayuri quis falar:
–Mas, Comandante, esses malditos festeiros destruíram Nemu e minhas provas!
–Você pode reconstruí-la se quiser. –Disse Komamura. –Eu queria saber é porque diabos eu não fui convidado... –Todos ficaram em silêncio, especialmente Kuukaku e Urahara, que se abanou freneticamente, até que o Comandante disse, gritando:
–Se vocês, malditos, fizerem outra farra dessas, mato todos... Queimo até as tripas, e foda-se o Gotei 13!
–Ooomoshiroi, seria divertido! –Kenpachi ria.
–Si... Sim senhor! –Disseram num uníssono, concordando com a resposta do comandante.
–Ma... Ma, ma ma ma ma ma ma... –Gaguejava-se muito Ganju... –Mas que diabos! –Berrou. –Primeiro, fazem uma festa sem me chamar... Depois, agem como se nada tivesse acontecido... Depois recebem a culpa de bom grado, depois não podem mais fazer a festa... Não podem mais fazer festa? –Gritava muito exasperado.
–Cale a boca seu inútil! –Gritou Kuukaku. –Senão te faço limpar a bagunça toda.
–Mas... Nii-san!
–Maldito, não ouviu o velho?... Sem festa!
Notas finais
*
Eu, felizmente estou tendo umas idéias pra uma próxima Fic, talvez semana que vem comece oficialmente, se gostou dessa, acho que também gostará da próxima, já que é a mesma pessoa e o mesmo tipo de história, né?! Só ir lá no meu perfil e caçar que acha!
***
Como havia prometido, terei de cumprir, o problema é que eu tinha dito UM personagem, e acabei recebendo duas opiniões que não concordam, mas não se preocupem... Darei um jeito.
Bom, até o apêndice da semana que vem!
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