Bleach! A Festa Surpresa de Yoruichi!
8 Apêndice (A verdade esmagadora de Kyoraku)
Notas iniciais
Bom, aqui está seu pedido, divirta-se!
Foi realmente engraçado esse, pena que é o último né?!
Uma coisa a declarar, amo a Kuukaku-san >.
Boa Leitura!
-...E se não fosse o bendito Toshirou-kun, eu ainda teria o meu chapéu... –Falava tristemente, Urahara, com Yoruichi que ria muito do que ele contava, haviam feito uma pausa para o almoço e a arrumação já havia terminado, estavam agora se reagrupando para que Kyoraku contasse sua história, já que ele insistira tanto com isso.
-Kisuke, está me dizendo que ele agia como uma criança e você não conseguiu pegar o chapéu de volta? –Riu abertamente do amigo, que agora tinha comprado outro chapéu. Embora fosse exatamente igual, ele parecia triste, pois igual não quer dizer o mesmo.
-Yoruichi-saaaan, você é muito malvada... Eu estava drogado e bêbado, enquanto ele tinha a Hyourinmaru... –Olhava para o chapéu novo que estava em suas mãos com um olhar cabisbaixo, quando ela deu uns tapinhas em seu ombro:
-Você vai se acostumar a ele Kisuke, é só uma questão de tempo...
-Vai se acostumar a quê? –Soi chegava com Oomaeda andando com ela feito uma sombra, sentaram-se ao lado deles.
-Ao chapéu novo. –Disse ela meneando a cabeça, e Soi Fong deu uma gargalhada aberta.
-Pois é bem feito!
-Não seja tão má! –Yoruichi reprimiu-a logo.
-Eu já pedi desculpas! –Vinha Histugaya com Rangiku e Hinamori.
-Desculpas não vão adiantar... –Ele pareceu amuar-se mais.
-O que quer que eu faça?! –Histugaya se alterava.
-Calma gente, briga não vai trazer o chapéu de volta... –Yoruichi apaziguava, mas se divertia ao mesmo tempo. Foi chegandoYumichika, com Ikkaku, Hisagi e Kira. Sentaram-se próximos a eles, e vieram dos outros cômodos, Kuukaku e Ganju, com Inoue, Sado, Ichigo e Ishida.
-O que que foi que está com essa cara de boba, do que ta rindo Yoruichi? –Kuukaku olhava-a interessada, mas parecia brigar.
-Eles ainda discutem o fato do chapéu perdido. –Respondeu, tentando segurar o riso, mas Kuukaku foi mais má, deu uma gargalhada que a mansão inteira ouviu.
-Não fique tão triste, Urahara-san, eu também perdi algo importante... –Dizia Ishida. –Meus óculos quebraram... Eu tinha há tantos anos... –E juntaram-se os dois na tristeza.
-Então você me entende, Ishida-kun...
-Ah, parem com esse clima de enterro! –Reclamou prontamente Rangiku. –Já nos basta o Comandante que quase nos fritou vivos até o pó!
-Urahara-san, você se lembra de quem me bateu? –Ikkaku olhava-o sanguinariamente.
-Acho que se pudesse lembrar não gostaria de saber o que eu saberia se te dissesse que me lembro. –Respondeu Urahara, tentando fugir da resposta.
-O quê? –Gritou. –Que porra de resposta é essa?
-Ele está dizendo que não vai te contar. –Afirmou Yumichika, se olhando num pequeno espelho.
-O quê? –Berrou. –Você vai contar sim!
-Ikkaku, se acalme! –Ichigo tentava apaziguar. –Ninguém aqui deveria ser obrigado a contar nada, conta quem quer!
-Eu acho que vou embora daqui sem saber o que houve comigo. –Segredou o Sado, tristemente.
-Nii-san, você bem que poderia contar sua parte! –Ele estava animado. –Enquanto o Byakuya Taichou contava a dele você disse se lembrar!
-Idaí? –Suspirou. –Me lembrar não quer dizer que queira contar... –Suspirou outra vez. –E além do mais, eu desmaiei muitas vezes, a linha do tempo da história ia estar perdida.
-Mas Nii-saaaaaannn... –Chorava-se.
-Cale a boca!
-Ah, não seja tão má, Kuukaku. –Dizia Yoruichi, sorrindo. –Conte ao seu irmão, ele quer saber.
-Eu também quero! –Hisagi animava-se.
-Conte! –Kira também parecia esperançado.
-Não enche.
-Vocês desprezaram o meu Nii-sama como se ele não tivesse contado nada! –Rukia reclamou, vinha com ela o Renji.
-É porque ele distorceu a história. –Disse Ichigo. –Estava óbvio. -E enquanto ele dizia isso e tomava um pontapé de Rukia, chegavam Ukitake com seus dois subordinados brigando, Kyoraku e Nanao, Isane e Unohana.
-Bom, já posso começar? –Kyoraku estava mais enérgico do que o de costume, mas o tom arrastado da voz era o mesmo.
-Eu pensei que tinha repensado essa história... –Dizia Unohana.
-Taichou, você parece esconder algo... –Isane estava desconfiada já fazia um tempo, Unohana vivia dando aqueles olhares sombrios.
-Não estou escondendo nada de você Isane... –Sorriu para ela com o Kawai opressor. –É que o que eu sei não vale à pena mencionar.
-Eu também acredito que a história do Kyoraku não será muito divertida... –Ukitake se mostrava receoso também.
-Eles todos escondem algo... –Disse Yoruichi observando-os. –São uns medrosos!
-Onde há medrosos? –Chegava Kenpachi e Yachiru.
-Aqui, esse salão está repleto deles. –Ela riu.
-Ken-chan ela fala dos que participaram da festa. –Explicou a menininha.
-Ah, mas até agora com esse assunto sem graça? Que droga, acho que vou embora. –Disse desapontado, ainda estava na porta.
-Você vai entrar ou sair? –Perguntou Komamura atrás dele.
-Você quer mesmo entrar? –Perguntou Kenpachi. –Essa reunião está muito sem graça.
-Eu quero, agora que cheguei até a porta, tenho de entrar. –Afirmou, e foi para a roda, buscando um lugar para se sentar.
-Já pode começar? –Perguntou Urahara.
-É, não gosto de ficar a vida toda esperando. –Reclamou Ichigo.
-Acalmem-se, Minna, já já chegará o meu sake e podemos começar. –Todos o olharam com terror:
-S-S-Sake? –Disse Nanao. Yoruichi caiu na gargalhada.
-Ótima idéia! Voltando a beber talvez se lembre!
-Ótima? Ele está caçoando com a nossa cara! –Hitsugaya parecia contrafeito.
-Taichou, não seja tão bravo! –Rangiku tentou reprimi-lo, mas ele permaneceu enfastiado.
-Eu posso muito bem levar as garrafas embora! –Renji se pronunciou agitado.
-Acalmem-se! –Tentava restaurar a ordem, Ishida, mas o burburinho se mantinha aceso. -Acalmem-se, Minna! Minna!
-O que quer dizer? –Perguntou Ichigo.
-Só porque vai haver Sake, não quer dizer que somos obrigados a beber! –Ele gritava. –Deve ser só pra ele, acalmem-se, deve ser sake normal! Ouçam-me!
-Normal? –Ganju pareceu entristecer-se. –Nii-san, peça que Yachiru traga mais daquele... –E antes que ele terminasse, ela lhe deu um soco.
-Cale a boca! Na verdade, calem-se todos! –O silêncio voltou a pairar.
.-Ah, que pessoal complicado... –Disse Kyoraku, já caçando um modo de deitar-se, tirando o chapéu enorme que trazia consigo.
-Maldito, está se mostrando com esse chapéu só porque ele sobreviveu! –Soltou desgostosamente, Urahara.
-Kisuke-kuuuunnn, a culpa não é minha... Meu chapéu é mais velho do que o seu, o problema é que o seu foi feito por humanos...
-Querido chapéu... -.Chorava-se, o Kisuke.
-Afinal, Kisuke, porque não tentou restaurar o maldito chapéu? –Perguntou Yoruichi.
-Não tinha mais jeito, não tinha mais jeito... –Estava cabisbaixo.
-Não sabia que era assim tão ligado a ele... –Hitsugaya sentia-se culpado.
-Ah, esse clima de velório outra vez! –Rangiku.
-Isso faz mal para a pele! –Disse Yumichika. –Quem tem de contar histórias, que comece logo!
-Taichou, porque o seu maldito sake está demorando tanto? –Perguntou Nanao.
-Acalme-se Nanao-chaaaaann... –Disse ele cruzando os braços atrás da cabeça.
-Iba-san? O que faz aqui? Pensei que não ia participar da fanfic! –Disse muito surpreso, Renji.
-Pois é, eu não ia... –Ele ia entrando. –Mas o Kyoraku pediu pra eu trazer um sake especial para ele!
-Ah, já chegou, Iba-kun? –Ele olhava pela fresta deixada no chapéu.
-Yo, finalmente começaremos isso! –Yoruichi era a única realmente muito empolgada, pois era a única que não tinha medo de grandes revelações a seu favor. –Vamos, vamos, beba!
-Você está feliz demais, né, Yoruichi-san? –Olhava-a Unohana.
-Sim! –Afirmou rindo.
-O que foi, Taichou? Porque está me olhando tanto? –Isane perguntou.
-Nada, Isane, concentre-se em Kyoraku que é ele quem vai contar.
-Bom... –Disse ele esvaziando gentilmente um copo de sake. –Podemos começar?
-Deixe-me tomar meus remédios primeiro, não sei se ouvir isso me fará mal. –Disse Ukitake, pareceu pálido de repente.
-Taichou, eu vou buscar o seu remédio no esquadrão! –Disse Kiyone.
-Eu já trouxe, sua inútil! –Disse Sentarou.
-Então me entregue, por favor. –Ukitake começou a parecer ainda mais mal.
-Relaxe, Ukitakeee, não vou estragar sua fama tanto assim... –Kyoraku levantava-se. –Ou talvez estrague... A de todos aqui. –Disse olhando-os tranquilamente.
-O QUÊ? –gritaram, e aquilo virou um pandemônio, todos gritavam ao mesmo tempo.
-Está vendo o que você fez? –Perguntou Unohana. –Era melhor ir simplesmente contando.
-Ah, não seja assim tão má, olhe para eles, estão se divertindo...
-Chama isso de diversão? –Nanao intrometeu-se. –Estão desesperados.
-E agora? –Ukitake havia sido posto deitado para relaxar enquanto os remédios faziam efeito. –Como vai ter a atenção deles outra vez? –Kyoraku deu uma olhada geral: Kenpachi ainda estava na porta, olhando aquela confusão, e Yachiru parecia divertir-se muito, pulando no ombro dele, gritando nomes a esmo, Hitsugaya gritava com Matsumoto, que parecia conversar com Isane sobre suas suspeitas e ao mesmo tempo tentar ouvir o que Hinamori dizia, Yoruichi ria de perder o ar e sentir dores na barriga, Ikkaku discutia com Ichigo e Renji quem tinha batido nele, o Sado parecia perdido, Inoue tinha um olhar perdido e curioso de criança, prestando atenção em mil conversas ao mesmo tempo, Ishida parecia tentar silenciá-los, mas todos o ignoravam completamente, Soi Fong gritava qualquer coisa com Oomaeda e Ganju, Hisagi e Kira conversavam, mas não pareciam se ouvir bem, Yumichika parecia conversar com seu espelho de mão, e Urahara ainda olhava desoladamente seu chapéu novo, era idêntico, mas não era o mesmo, o que o entristecia deveras. Komamura olhava aquilo e parecia tonto, sem saber o que dizer ou fazer, Iba observava-os, mas suas emoções não eram perceptíveis, pois estava de óculos escuros, e Rukia ainda defendia o irmão adotivo, mas ninguém dava importância, então ela gritava, mas continuavam não dando importância. Kuukaku se levantou e foi embora para outro cômodo da mansão.
-Pois é, agora temos de esperar que eles se acalmem. –Disse ele enchendo outro copo de Sake, calmo demais para a situação.
-Você nunca muda, não é? –Disse Unohana, depois suspirou. –Eu deveria tirar a Isane de lá, estão enchendo a cabeça dela de coisas, e ela vai acreditar em todas elas.
-Porque você não conta a verdade? –Perguntou inocentemente Kyoraku. –Eu no seu lugar teria orgulho de contar!
-Taichou...? –Nanao estava perdida. –Vocês dois sabem de algo?
-Nanao-chaaaannn, não seja tão curiosa, quando eu contar, saberão de tudo... Ao menos tudo o que eu sei.
-Já se passaram muitos minutos. –Reclamou Ukitake. –Talvez nunca se calem, tem de pensar nisso, Kyoraku. –Agora parecia preocupado.
-Pois é... Que cansativoooo... –Estava desanimado. –Eu acho que não vou contar nada. –Ele disse.
-Mas... Taichou, Taichou... Mas, Kyoraku Taichou... Mas... –Nanao perdia-se.
-O que quer Nanao-chaaaannn? Vamos embora, eles nunca vão se calar, são jovens demais e tem saúde demais e energia demais... –Só que parou de se mexer. –Você está curiosa? –Ela concertou os óculos no rosto, e corou e ele sorriu.
-N-Não... –Gaguejava ferozmente.
-Vamos fazer um trato. –Ele ignorou o que ela disse. –Se você calá-los, eu contarei tudo, sem omitir um único segundo do que eu vi naquela festa.
-S-S-S-S-Sério?
-É claro que é sério, Nanao-chaaannn...
-Está certo! –Ela pareceu obstinada. –Só há uma pessoa que pode calá-los aqui... Só preciso encontrar a Kuukaku-san! –E foi adentrando os corredores, “preciso encontrá-la, preciso encontrá-la!” era esse seu pensamento, quando ouviu uns gritos do lado de fora da mansão, e a voz de Kuukaku, a gritar. Ela estava treinando subordinados, e Nanao foi logo atrás.
-Kuukaku-san! –Chamou-a. –Por favor, você tem de voltar comigo e me ajudar a acalmá-los.
-E porque eu faria isso? –Olhou-a com tédio. –Eles que se matem, eu tenho meus homens para treinar, não posso perder tempo lá... E além do mais, já fizeram o que eu queria, que era limpar a bagunça do salão.
-Mas... –Entristeceu-se. –O Kyoraku Taichou quer...
-Ele que os controle, foi ele quem começou tudo. –Deu de ombros.
-Mas... –Concertou os olhos, estava tendo uma idéia. –Eu sei de uma coisa que fará com que volte comigo.
-E o que é? –A voz vinha entediada ainda.
-Eles não podem se matar com zanpakutous, porque você e Yoruichi-san proibiram, mas e os hadous?... Decerto na festa estavam bêbados demais para pensar nisso, mas... Hoje não. –Concertou os óculos. -Se alguém der um Soukatsui, sua casa está perdida, pois todos ficaram dando uns nos outros.
-Minha mansão! Malditos! –Disse ela já indo até o salão. –Malditos! –E Nanao a seguia. Chegaram ao grande salão:
-Malditos! –Berrou Kuukaku. –Calem-se, calem a boca, fiquem em silêncio... –Sua paciência pareceu esvair-se num segundo. –CALEM SUAS MALDITAS BOCAS! –berrou, e todos se calaram, apenas Ichigo continuou:
-...Mas é claro que foi o Hisagi que te bateu, ele estava todo ferido também! –E percebeu que todo mundo a sua volta estava em silêncio, e ficou sem graça.
-Ah, finalmente! –Respirou aliviado, Kyoraku. –Arigatou Gozaimasu, Kuukaku-chaann e Nanao-chaannn, eu já estava indo embora e desistindo de contar por causa dessa confusão toda.
-Não ousem usar hadous aqui, senão mato todos! –Disse Kuukaku.
-Mas é claro, eu e o Kisuke não deixaremos... –Disse Yoruichi. –Então vamos começar, sente-se e comece seu depoimento grandessíssimo, Kyoraku. –Ela realmente estava se divertindo.
-Pois bem, minna, se ajeitem em posições confortáveis, pois finalmente vou começar. –Sentou-se e enchia outro copo de sake. –Tudo começou quando cheguei a festa, junto de Ukitake e Unohana, e fomos cumprimentar a aniversariante. –Agora todos o encaravam, ansiosos. –A aniversariamente estava claramente muito feliz, e eu também, mas tinha sede, então perguntei onde estaria o Sake, ela me respondeu e fui logo pegar um copo.
-Agora conte algo que não seja óbvio. –Soi Fong resmungou.
-Você tem sempre de ser tão estressada? –Perguntou Hitsugaya.
-Olha quem fala!
-Está me chamando de estressado?! –Gritou.
-Acalme-se, Taichou, deixe Kyoraku Taichou contar a história, por favor... –Rangiku tentava manter a paz.
-E você pare de arranjar confusão. –Disse Yoruichi encarando Soi.
-Mas, Yoruichi-sama...
-Bom, o sake estava bom, mas confesso que logo percebi que o gosto não estava exatamente do jeito, sabem? –Continuou tranquilamente.
-V-V-V-V-V-oc... V... Você sabia diferenciar? –Perguntou Ishida, gaguejando-se, perplexo.
-Claro, tanto quanto sei a diferença da água para o vinho... Meu jovem, eu sou um perito quando o assunto é sake!
-Subarashi! –Yoruichi riu divertida. –Então quer dizer que seu depoimento será o melhor, pois você só bebeu o sake normal, não é?
-Sim... Só tomei um mísero copo do sake especial, e depois comecei a reconhecê-lo pelo cheiro...
-Ent... En... Então você sabia que estávamos ficando doidos e não fez nada? –Perguntou Hitsugaya. –Isso é sádico!
-Pareciam se divertir, como eu ia atrapalhar?
-Você não tem jeito, Kyoraku. –Disse Ukitake.
-Oe, não me reprimam tanto, era uma festa é para se festejar...
-Então sabe de tudo? –Perguntou Rukia.
-Tudo, tudo, tudo mesmo? –Agora era Renji.
-Conte-nos, por favor, por favor, por favor! –Ganju parecia enlouquecido.
-Cale-se, Ganju, ele veio hoje foi justamente para contar. –Kuukaku o reprimiu.
-Porque estão tão surpresos? –Perguntou Ichigo. –Bem que parecia, todos estávamos com dúvidas, mas ele disse que ia nos desmascarar com tanta certeza...
-Então vai me dizer quem me bateu? –Perguntou Ikkaku.
-O que houve comigo? –Sado.
-Do que eu ri tanto? –Kira.
-E o que houve comigo? –Isane.
-Enganou a todos, heim, Kyoraku! –Gritou Kenpachi, rindo.
-Foi o mais esperto! –Ria também Yachiru, divertindo-se.
-Eu não deixarei que me envergonhe! –Ameaçou Soi Fong.
-Soi, o pior que pode acontecer é ele contar a verdade... E a verdade não pode ser algo tão ruim. –Riu.
-Eu não participei da festa inteira... Eu confesso que dormi algumas vezes. –Ele disse. –Mas digo coisas que vi: Vi Kira-kunn rindo de piadas do Sado(na verdade tudo parecia engraçado pra ele), Rangiku chorando pelo Gin, Ichigo-kunn tentando enganá-la e depois indo atrás de todas as outras moças, Yoruichi-chan estava muito tímida, fugindo de todos que davam em cima, Kuukaku estava tranquila como um bebê enquanto dorme, e andava sempre no encalço do kisuke-kun que brigou com Hitsugaya-kun por causa do chapéu, e ele, o Hitsugaya estava agindo feito um bebê, chorando o tempo todo e fazendo pirraça, Hinamori-chan estava tentando cuidar dele, e Rangiku ajudou também, Soi-chan (essa que estava dançando e gritando mais do que todas) com Unohana e Hinamori-chan(essa que estava chorando no meio da festa por aizen “aizen-taichou” dizia) foram as tais pessoas nuas que Byakuya-kun disse ter visto, falando em Byakuya-kun, ele realmente não largava a Yoruichi-chan, mesmo quando ela desmaiou, ele continuou a agarrá-la, inclusive quase houve uma briga por isso, entre Soi-chan Kisuke-kun e ele por ela... Unohana estava me contando umas coisas sobre a vida dela, só que Ukitake pareceu enciumado e partiu pra cima de mim, nós chegamos a brigar, mas depois tudo se resolveu, o fato é que quando ela me contou eu estava com muito sono e não me lembro de nada... –Ele ia metralhando os fatos. –Ishida-kun babava-se muito e não falava coisa com coisa. Renji e Sado no finzinho da festa fizeram uma brincadeira de mandar fazer coisas e perguntas, ganharam alguns beijos de moças, mas nesse momento eu estava com sono demais para entender o que acontecia, lembro também de Inoue-chan tentar criar alguma tese para a loucura das personalidades, lembro-me de Yumichika-kun estar muito bravo e não se importar em se sujar, e arranjar briga com todo mundo, foi ele que bateu no Sado e também bateu no Hisagi... Lembro de fazermos um trenzinho, mas quem não participou foi o Byakuya-kun e a Yoruichi-chan que estava desmaiada. Tadinha da Nemu-chan, não agüentou aquele sake, e entrou em confusão mental, não sei, ela desmaiou, mas antes disso havia dançado tanto quanto todas as outras. Lembro também de Unohana e Isane se divertindo sensualmente enquanto muitos ainda estavam desacordados, e confesso que não esperaria uma atitude tão ousada vindo da Isane-chaan... Ah, esqueci de mencionar, quem bateu no Ikkaku foi a Hinamori... (Ele estava com muito medo dela, na verdade, estava com medo de todos). E Rukia estava em dúvida entre o Ichigo e o Renji, mas quando ela se decidiu era tarde demais, pois ambos dormiam, como tinha escolhido o Ichigo, deitou perto dele, sem se incomodar em dividir o espaço com a Kuukaku-chan (que agarrou ele de repente e não quis soltar) e Rangiku-chan. –Coçava a cabeça agora. –Bom, o cru é isso, se quiserem detalhes me perguntem depois no esquadrão.
-NANI? –Todos entoaram este grito, depois dele terminar de contar apressadamente (até para ele) a história inteira. Estavam perdidos, inebriados, enlouquecidos. Ele foi se levantando:
-Vou embora. –Disse a Nanao. –Vamos, Nanao-chaan, eles não vão mais parar de falar, foi uma verdade absurdamente inesperada.
-Mas... Ta, ta, t-t-t-t-aichou... –Olhava-o muito atônita. –Isso tudo é verdade?
-É a mais verdadeira das verdades, Nanao-chaannn.
-Você cria essa confusão e vai embora tranquilamente? –Perguntou Kenpachi, ao vê-lo sair.
-Eles pediram verdade e foi o que tiveram, agora eu vou voltar para o esquadrão.
-Eu não acredito nessa droga, como a Hinamori me bateu? –Berrava Ikkaku.
-E-E-E-E-EU... Eu, eu eu.. Eu, eu... Eu e a Taichou...? –Isane perdia-se.
-Isane, nós... –E Unohana também não sabia o que dizer.
-V-v-v-v-ocês... São todos loucos. –Constatou Iba.
-Eu digo o mesmo. –Komamura concordou. –Não esperava que...
-Como eu estava babando? –Ishida.
-Eu dei em cima de todas...? -Renji.
-Você me imita até nisso, maldito! –Ichigo.
-Eu estava criando teses...? –Inoue. –O que é uma tese?
-Eu... Eu... Eu... Nii-sama... –Rukia não conseguia completar uma frase.
-Que raiva de ter desmaiado, essa festa foi épica! –Disse Yoruichi.
-Você é a única que está se divertindo... –Urahara tristemente.
-Então quer dizer que eu chorei como um bebê? –Hitsugaya. –E ainda fui consolado pela Matsumoto? E a Hinamori...?
-Eu... Eu fiquei sem ro... O Aizen Taichou... –Hinamori.
-Gin... Eu, eu me lembro de ter sonhado com ele... –Rangiku.
-Não deve ter sido um sonho, você o viu enquanto o sake fazia efeito. –Disse Oomaeda.
-Eu, eu gritei n-n-n-n-ua e saí dançando... –Soi Fong olhava para dentro de si, estava tão rósea que parecia explodir em algum momento.
-Hahah, Soi, eu tinha certeza que você tinha aprontado... –Yoruichi ria-se dela.
-Taichoooou então vo... –Não deixou Oomaeda terminar, bateu nele antes disso.
-Nii-san, parece que esse Sake te acalma, poderíamos encomendar algumas garrafas... –Ganju.
-Maldito, está dizendo que não sou calma o suficiente? –Berrou com ele.
-D-d-d-d-e forma alguma, eu só...
-Eu estava, estava contando piada? –Sado.
-Pra mim? –Kira.
-Eu não acredito que participei de uma festa dessas e tudo o que eu fiz foi apanhar e desmaiar! –Hisagi quase chorava.
-E eu que nem participei? –Ganju. –Você deveria agradecer, por pelo menos ter estado lá... Essa festa vai ser lembrada pra sempre.
-Então eu mesmo me tornei horrendo? –Yumichika entrou em pânico. –EU MESMO?...- Começou a respirar ofegante. –Esse Sake dos diabos... Eu... Eu mesmo... –E ia ficando triste.
-Taichou, você se envolveu numa briga! –Disse Kiyone. –Por isso estava tão indisposto...
-Pois é, quem diria que eu drogado iria ficar ciumento e brigão... –Ukitake.
-Vamos embora, Yachiru. –Disse Kenpachi. –Não há o que fazer aqui, só tem doido gritando.
-Vamos, vamos, vamos, Ken-chan!
Notas finais
Se chama "Bleach! A invenção de Mayuri" e o primeiro capítulo já foi postado, espero que gostem!
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