Já estavam metros acima.

Rey sentiu a mão de Luco no seu ombro enquanto viam o clarão se dispersar, o arrancar olhava para eles com uma expressão interessada, demonstrando que realmente pensou que tinha acabado.

Luco estava suando, as pequenas luvas em suas mãos demonstravam o motivo de terem saído daquela explosão.

– Ainda é difícil demais levar um comigo chefe. — Ele assumiu uma expressão séria e cerrou os punhos, olhou para Rey.

– Quando quiser.

Rey assentiu e concentrou sua reiatsu sussurrando palavras num som quase inaudível. Luco respirou e então começou seu ataque.

– Blink!

Imediatamente não estava mais lá, metros abaixo Luco se encontrava atrás do arrancar desferindo um soco no rosto do hollow, era a brecha que Rey precisava.

– Hadou nº 63: Raikouhou.

O disparo de eletricidade concentrada varreu a rua causando um flash, Luco já estava acima, visivelmente cansado. Rey desceu devagar sentindo a reiatsu do arrancar debaixo dos destroços.

Quando os pés do capitão e seu subordinado tocaram o chão, Rey fez sinal para Luco se afastar e olhou para os destroços curioso.

O clarão começou de dentro, saindo pelas pequenas brechas de cada pequena pedra em cima de pedra, depois ficou maior e veio o disparo, uma rajada de energia concentrada passava destruindo casas e o resto da rua. Rey desviou sentindo o calor quase queimar suas roupas, Luco tinha subido e também desviado, o capitão olhou preocupado se os civis daquela área já tinham ido para qualquer abrigo e viu o inimigo vindo de longe, com um braço completamente queimado e um sorriso sádico no rosto.

– É uma zanpakutou extremamente interessante. — Ele levantou o braço queimado desencadeando uma reação, em um piscar de olhos o braço estava como se nunca tivesse sido arranhado.

– Sabe, viemos aqui para relatar a quebra de pacto de seus companheiros, mas isso é muito, muito mais interessante, você vai me enfrentar sozinho ou vai usar seu subordinado capitão?

– Como assim pacto?

– Ah, você é um whiteskin então. — Ele pigarreou — Temo estar falando demais, porém, eu não vou deixar seu subordinado atrapalhar nossa conversa.

O capitão ouviu um som e Luco já estava atrás do arrancar desferindo um chute que foi aparado, ele segurou a perna do shinigami e o lançou no céu, levantou a mão esquerda e estalou os dedos.

– El fuego.

Rey avançou freneticamente quando seu subordinado explodiu causando uma nuvem de fogo por vários metros de extensão, seguiu sua energia espiritual e segurou Luco, descendo devagar verificou que ele conseguiu escapar de boa parte do dano, mas estava muito ferido, ajoelhou e colocou a mão no peito do amigo.

– Eu vou cuidar dele e levar você para a quarta divisão, só aguenta firme.

Gerou uma barreira de kidou impenetrável por fora e virou-se para o arrancar.

– Capitão da décima divisão, Rey Murphy. — Apontou a espada para o inimigo.

– Arrancar da segunda esfera. Julian Marqueoz.

Rey ascendeu aos céus e o arrancar foi em seu encalço, quando as espadas se chocaram uma onda de vento passou levantando poeira abaixo deles, golpe atrás de golpe ficava implícito que não existia uma diferença de poder entre eles naquele momento, Rey travou a espada de Julian e o chutou na barriga fazendo o arrancar descer em encontro ao chão, juntou a palma de uma mão na com a outra aberta na frente e gritou.

– Hadou nº 33: Soukatsui!

A onda de energia foi repelida pela espada de Julian apontando a espada para frente.

– El fuego!

Rey desviou rápido antes da explosão engolir a sua perna e desceu mirando o pescoço do hollow que segurou a zanpakutou com o punho.

– Então você já descobriu a fraqueza do meu El fuego?

– Não é na verdade uma técnica difícil — E não era, tudo se baseava no tempo em que era executava, quando chutou Julian sentiu um formigamento nos pés, e tinha visto a expressão de Luco quando desferiu o murro. — O principal é desviar antes da explosão se propagar, fora isso são apenas fogos de artifício.

– Você acha? — Julian começou a rir, subiu apenas alguns centímetros e forçou com brutalidade a zanpakutou de Rey.

– El fuego, multipunto!

Os focos de explosão começaram ao redor, Rey já sabia que estava em um e estava forçado, não tinha saída a não ser tentar uma manobra circular.

– Scream, Excalibur!

A liberação de energia da Shikai deu tempo o suficiente para o capitão girar para a esquerda e evitar a explosão que engoliu o hollow, intacto ele saiu visivelmente mais tenso, observando a espada de fio duplo com um cabo incrustado de pequenas pedras azuis, descendo a lâmina inscrições no metal brilhando em um azul fraco o suficiente para ser percebido apenas ao olhar com muita atenção.

– Então eu consegui fazer você liberar, realmente ela faz jus aos comentários como uma espada imponente.

Rey desferiu um corte lateral certeiro que acertou o vazio graças a velocidade do arrancar. O mesmo apontou sua espada para o capitão.

– Agora eu ficarei feliz em mostrar minha liberação. — O clima no lugar imediatamente começou a ficar mais denso, o ar mais rarefeito e Rey suou frio enquanto sentia a pressão espiritual do local impedir seus movimentos.

– Todos ellos quemar… — Ele foi impedido bruscamente por uma figura trajada de branco, um homem alto com uma aparência desagradável, nariz aquilino e olhos frios e cruéis segurou o braço do arrancar com força, aparentando que ia destroçar o braço caso o hollow prosseguisse.

– Ian?

– Nosso recado está dado, vamos embora.

Ele estendeu a mão e uma fresta se abriu revelando apenas algo totalmente negro dentro. Julian olhou para Rey e sorriu.

– Nossos negócios não estão acabados, whiteskin.

Assim que o capitão avançou foi imediatamente travado por uma sensação comparada a de levar mil socos ao mesmo tempo, a pressão espiritual do maior estava esmagando cada um dos seus ossos.

Não conseguia ver direito, só borrões de Julian entrando, logo após seguia Ian e a fenda se fechando, imediatamente se sentiu solto da pressão, vomitou e rapidamente pegou Luco e foi se movendo para a sede da quarta divisão, vendo a destruição nos distritos seis, três, dois e um, seguindo se deparou com uma cena perturbadora que o obrigou a parar.

O que restava do oitavo distrito eram escombros de o que fora algo, uma grande pressão espiritual ainda pairava em todo o ar, e no meio do distrito, seu batalhão principal permanecia intacto, exceto pelo obelisco no meio exageradamente grande, marcado por uma presença obscura, sendo observada por todos os que tinham visto ou ouvido o que aconteceu.

O capitão da oitava divisão, Rémi Llara, se encontrava atravessado por lanças de variados tamanhos, a cena bizarra só era suportável pela presença dos vice e terceiro em comando da divisão chorando ao retirar uma a uma as lanças do corpo do capitão.

Rey se perguntou se isso era o recado que a invasão insistia em dar e prosseguiu com seu subalterno nos braços atormentado por pensamentos.



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.