Blazel: The Legend
1 A Viagem
Notas iniciais
Se vocês quiserem saber mais sobre os personagens de uma forma geral podem ler isso ( http://fanfiction.com.br/historia/186948/Blazel/capitulo/1 )
E se estiverem entediados podem falar comigo~~ juro que eu sou legal ( HAHA, nem sou ) C:
~Penguina
Algumas nuvens impediam os raios solares de chegarem até carro, a estrada era asfaltada e a vegetação ficava bem afastada. Alguma árvores chegavam a dois metros de altura e era possível ver pequenos pássaros em seus ninhos.
Á medida que os carros passavam, os pássaros pareciam se afastar com certo receio. Até que um dos carros acelerou e numa ultrapassagem fez com que todos os pássaros recuassem. O carro então começou a descer a montanha em voltas, era preto e bem cuidado, não parecia o tipo de carro que pessoas irresponsáveis tem.
Um velho senhor o dirigia, tinha barbas brancas e cabelos pretos com alguns fios brancos, usava também óculos e aparentava estar viajando a muito tempo.
Ele olhava pela janela do carro de vez em quando como se tivesse estado nesse lugar há muito tempo mas não se lembrava exatamente em qual rua entrar. A mulher ao seu lado estava com uma cara de sonolência e reclamava sobre alguma coisa. O garoto no banco de trás do carro apoiava um dos cotovelos sobre a janela, que mantinha sempre aberta. Os olhos curiosos percorrendo as paisagens e o vento em seus cabelos bagunçados dava a ele um ar aventureiro.
E a medida que avançavam, casas apareciam, algumas grandes, outras pequenas, mas todas bem cuidadas. Algumas inclusive dispunham de portões enormes das mais variadas cores. E foi numa curva rápida que o garoto do banco de trás foi jogado para o outro lado do carro, mas os demais estavam de cinto.
– Marcos, por favor, diminua a velocidade. — Falou a mulher com uma fina voz.
– Acalme-se querida, eu não estou perdido. — O homem parecia confuso.
– Perdido? Mas eu nem falei que você estava perdido. — Com uma voz fina e irritante, gritou — Marcos! Você está perdido?
– Não querida... — Suspirou o velho homem.
O garoto atrás pareceu suspirar também, a mulher pareceu reparar nisso, e para a infelicidade dos dois, voltou a reclamar. Passado algumas horas de procura pela Rua 321, e finalmente acharam a rua, não faziam ideia de qual casa fosse a que procuravam.
Marcos desceu do carro e andou de um lado para outro, procurando algum sinal telefônico. Sua esposa ficou no carro dizendo que sentia-se mal. O garoto desceu do carro e caminhou pela rua, aproveitando a saída do carro no qual ficou preso por horas pela estrada. Já estava na hora de esticar as pernas.
Era uma rua com casas muito bem cuidadas, com enormes jardins e fachadas deslumbrantes. Eram quase todas modernas, com portas enormes e varandas com murinhos de vidro.
Gabriel parou na frente de uma casa que chamou a sua atenção em especial. Tinha um estilo rústico, as paredes eram de tijolos e as portas de madeira. Era muito maior que as outras casas e era repleta de varandas que pareciam pertencer a muitos quartos. Ficou parado por alguns instantes observando o casarão.
Completamente do nada sentiu alguém pulando sobre suas costas e lhe dando um forte abraço por trás.
– Ei, primo!
Por aquilo o garoto não esperava, além de não aguentar o novo peso que foi imposto a si, o medo ajudou a fazer o garoto cambalear até o muro. Então para o alívio do garoto, o que quer que fosse o peso, havia saído de cima dele. Quando virou-se para ver quem era, viu uma garota mais alta que ele, de cabelos ruivos e olhos azuis, aquela visão fez com que seu coração parasse. Quem era aquela garota?
– Quem é você? — Indagou o garoto, ainda meio envergonhado.
– Você não lembra mais de mim? Passou-se tanto tempo desde a última vez em que me viu? — A garota olhava-o com um lindo sorriso, aquilo deixou Gabriel desconcertado.
– Desculpe...
A garota suspirou e disse calmamente:
– Sou Nicky.
Nicky sorriu para ele de uma forma doce e ele não sabia como responder a isso. Ela era tão espontânea que o deixou até sem-graça. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, seu pai já a havia visto e já vinha correndo rua acima.
– Nicoly? É você? Nossa, como você cresceu! Está muito bonita!
Nicky sorriu para ele.
– Obrigada tio Marcos. Quer ajuda com as malas?
E assim as malas foram carregadas, os quartos foram mostrados e os visitantes foram acomodados. Nicky e sua mãe cederam a eles os melhores quartos, que ficavam no andar de cima, com vista para as montanhas e o vale. Gabriel gostou muito do seu quarto. O telhado era curvado porque ficava logo embaixo do sótão, e a janela era de vidro e ocupava quase toda a parede. Dali enxergava algumas montanhas com altos pinheiros e uma floresta com árvores muito altas.
Gabriel rapidamente caiu na cama, não percebeu quando dormiu, mas dormiu por um longo tempo, somente quando já era tarde, o pôr-do-sol já ocorria, é que levantou-se ouvindo uma porta se fechando.
Tomado por certo medo, caminhou até a porta do seu quarto e abriu-a vagarosamente, nada havia naquela sala, mas ao olhar pela janela, viu Nicky caminhando na rua. Não queria de forma nenhuma ser um bisbilhoteiro, mas não pôde resistir a vontade e forçou-se a segui-la.
Já era noite e estava frio, na pressa havia esquecido seu casaco, mas era tarde demais para busca-lo. Nicky seguia em frente, porém ela estava vestida apropriadamente, um longo casaco preto esquentava-a, e Gabriel invejou-a. Escondendo-se de vez em quando para não ser notado, seguiu-a até um lugar estranho, não lembrava-se de ter alguma vez visto aquele lugar.
A rua ficava num local superior, uma pequena montanha, e havia uma escada que levava até uma floresta, porém o estado da floresta assustou Gabriel, uma grande parte dela havia sido desmatada. E quando olhou para Nicky, que estava em frente a escada, tudo o que viu foi uma expressão que não gostaria de lembrar, viu também lágrimas correndo por seus olhos...
Perguntou-se se ela era realmente a Nicky que conhecia. Onde estava aquela garota sorridente e extrovertida que quase o matou de susto pela manhã? Agora ela chorava incosoladamente agachada e encostada em uma árvore grande. Era um choro doído que dava pena de se ver.
Queria ir até lá e a consolar, dizer que tudo ia ficar bem. Mas na verdade, não sabia se tudo ia ficar bem e ela poderia ficar muito brava pelo fato de ter sido seguida.
Na verdade, sempre se lembrava de Nicky desaparecendo de vez em quando, ela sempre fora misteriosa, cheia de segredos, ninguém a entendia, ninguém sabia nada sobre seu passado ou sobre quem ela era. Ele também não sabia. E não sabia se ela iria dar um soco nele pelo que ele fez a seguir. Mas Gabriel não pensou, só fez.
Caminhou lentamente e ela só teve uma fração de segundo para erguer os olhos e fazer uma careta até ele colocar um braço sobre seus ombros sentando-se ao lado dela. Á princípio ela não tentou recusar o abraço.
Depois de alguns minutos ela o afastou bruscamente com o braço e virou para o outro lado. Ele ainda a ouvir resmungar alguma coisa sobre deixá-la em paz antes de ambos virarem a cabeça para uma árvore gigante perto deles.
– Ouviu isso...? — O garoto perguntou, mas Nicky permaneceu calada encarando o topo da árvore.
De repente tudo ficou escuro e nublado, como se uma nuvem enorme tivesse bloqueado a luz da Lua por alguns segundos. Gabriel balançou a cabeça e abriu os olhos.
Mas tudo estava igual. Ele estava na floresta com Nicky ao seu lado.
Olhou para trás, mas nada viu além de árvores gigantes, chegavam a quase cinco metros, procurou uma escada, mas não encontrou. Direcionou seu olhar para cima, a copa das árvores trancavam sua visão, mas havia algumas brechas, era dia ainda, o que não fazia sentido, já que era de tarde.
Procurou Nicky novamente, mas dessa vez não a encontrou, foi tomado pelo pânico.
Estava sozinho.
Notas finais
Obrigado por ter lido, sério, Muito obrigado! >
E essa garota é incrível! Ela escreve muito bem U.U
Bom, prometo me esforçar, então só me resta pedir a vocês que acompanhem.
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