Blaze

2 Oji-san


Notas iniciais
Demorou, mas cá está o capítulo dois u.u eu não sei bem quantos capítulos vai durar, mesmo que eu tenha dito que seria uma Two-Shot, não consegui por todo o conteúdo que queria... então vai durar mais um pouco' Bem, vou parar de enrolar e deixar vcs lerem logo '3' boa leitura o/

O tempo estava quente naquele dia, dando uma ótima sensação de verão. Crianças brincavam, adultos papeavam, e os idosos estavam sentados ao lado de suas portas observando os outros passando para lá e para cá. De certa forma, estava tudo calmo na vila Foosha. Certo que de vez em quando um pirata ou outro aparecia por ali tentando saquear, mas ao ver a bandeira dos Chapéu de Palha em vários pontos da pequena vila, percebendo que aquele território pertencia aquele homem, voltavam com o rabo entre as pernas.

Makino estava um tanto ocupada em seu bar, terminando de limpar os copos que os viajantes que estavam de passagem por ali usaram para beber litros e mais litros de sakê. Pelo o que ouvira, eles planejavam ir para a Grand Line para uma pesquisa. A moça estava bonita para uma mãe, era comum os homens bêbados da região mexerem com ela. Mas quando descobriam que as mesma é amante — na opinião da maioria, sendo que ele a considerava esposa — do Yonkou, Shanks, o ruivo, logo paravam de cortejá-la.

– Katsuo? — ela chamou pelo filho, adentrando em sua casa, que era nos fundos do bar.

– Mama! — respondeu o pequeno ruivinho, sentado no chão com vários brinquedos infantis a sua volta. Ele tinha feito um ano há pouco tempo.

Makino o pegou no colo, logo depois olhando para os lados. Procurava pelo seu filho mais velho.

– Ahh, Blaze fugiu de novo... — suspirou ao ver a janela aberta.

(...)

Longe dali, um certo garotinho corria pela com uma expressão sapeca no rosto. Corria com vontade, como se sua vida dependesse disso. Durante o caminho, todos o cumprimentavam ou gritavam para ele não aprontar mais uma das suas travessuras, mas este nem ligava, estava concentrado em sua missão.

Não havia sequer uma pessoa naquela vilazinha que não o conhecia. Suas botas grandes para seu tamanho o ajudavam a se destacar, suas roupas eram simples, uma regata laranja escrita fire e uma bermuda vermelha; o que realmente o deixava incomparável com as outras crianças era seu cabelo rosa, seus olhos violeta, e seu cano de ferro. Era só ver um ponto rosa, que todos já sabiam que lá vinha o Blaze!

Finalmente ele chegou ao seu destino; o porto.

– Cadê? Cadê? — o pequeno garoto de 6 anos olhava para todos os lados. — que droga! Será que cheguei tarde de mais? — se sentou no chão mesmo, decepcionado.

Ele sabia. Ele tinha certeza.

Alguém relacionado a seu pai estaria ali naquele determinado dia, naquela determinada hora.

"Irei aí no dia 22 por volta das 3 da tarde, e ficarei durante três dias. Tudo bem, certo?"

Blaze vira Makino lendo a carta, e depois guardando. Minutos depois ele mesmo leu a carta, e quando fora perguntar sobre ela para sua mãe adotiva, ela se fazia de desentendida. Por isso, tinha certeza que era algo relacionado a seu pai.

– Hey hey hey, olha que bebê bonitinho... — Blaze ouviu uma voz vindo da esquina. Sabia quem eram aqueles, eram os ladrõezinhos mais famosos do pedaço, cujo os três tem por volta dos 13 anos. Blaze os observou escondido, e logo percebeu que eles acharam um bebê vagando sozinho pelas ruas.

– Aniki, ele até que é fofo... — comentou o mais baixo.

– Idiota, é uma menina, não tá na cara? — o mais auto pegou a bebê no colo, que logo começou a chorar estranhando-o. — hehehe... ela é bonitinha até demais. Se a gente vender ela até que vamos conseguir uma boa grana, né?

– OE, BANDO DE IDIOTAS!

Ele não aguentara, vender seres humanos era uma das coisas que ele mais tinha nojo. Com seu cano em mãos, ele acabou com cada um daqueles moleques, sem nem dar chance deles se defenderem. Esse também era um dos motivos de ser conhecido, era muito forte e ágil, assim acabava facilmente com os garotos mais velhos e as vezes até com os adultos. Os três garotos logo saíram correndo, prometendo que iriam se vingar.

– Nossa, que medo. — ironizou o rosado. Logo ouviu um "adadada", com isso se lembrando da pequena bebêzinha. Pegou-a no colo, pensando no que fazer com ela. — heee... Eu não sei de quem você é, acho que eu vou te levar pra casa e eu a Makino vamos procurar os seus pais... — ele olha bem para ela, realmente ela era linda.

Parecia ser mais nova que Katsuo, chutava ela ter mais ou menos um ano. Seus cabelos eram um pouco acima no ombro, bem loirinhos e ondulados, e tinha uma mecha presa em cima da cabelo por um laço rosa. Seus olhos eram redondos e azuis, e usava um macacão jeans e blusa branca, e um sapatinho branco para combinar.

Será que deveria voltar pra casa logo? Ou esperar mais um pouco pela pessoa que chegaria?

Com a criança no colo, ele se sentou no cais. Iria esperar mais um pouco.

bocorru bocorru...

– Tem alguém pedindo socorro? — ele se assustou ao ouvir. Blaze olhou para os lados e nada, mas assim que olhou pra baixo e viu um monte de bolhas na água sacou o que estava acontecendo. Deixou a loirinha sentada no cais e se jogou na água, salvando a pessoa do afogamento. Blaze era forte, conseguira jogar a pessoa para o cais e subir sozinho. — ei! Moço! Acorda!

O homem aos poucos foi abrindo os olhos, e assim que tomou consciência vomitou bastante água.

*cof* obrigado, garotinho... FILHINHA! TE ACHEI! — Blaze se assustou com o grito repentino do homem, que a esta hora já abraçava a bebê feito um louco, enquanto a criança ria.

– Você é o pai dela? — perguntou o rosado com cara de poucos amigos, não queria deixar sua pose de durão desaparecer. — você é muito idiota!! Como pôde abandonar a própria filha?! Sabia que ela ia ser vendida?! — bronqueou.

– O que?! A Sami ia ser vendida?! — ele parecia mesmo em choque. — que droga, tomara que a Koala nunca descubra sobre isso se não eu não vou poder mais ter filhos.... desculpe te dar o trabalho de resgatá-la, Blaze. A culpa foi minha que me distraí e ela saiu correndo, depois quando fui procurá-la por aqui eu me distraí com essa bandeira pirata e caí no mar...

– Tudo bem, só seja mais atento!! — bronqueou de novo, parecia que a criança que era o adulto ali. — NANI? COMO SABE O MEU NOME?

– Hahaha... seu cabelo rosa, todos aqui sabem quem é Blaze, o moleque encrenqueiro de cabelos rosados. — piscou. — agora me diga, o que faz por aqui essa hora? Não deveria estar ajudando sua mãe no bar?

O pequeno suspirou.

– Eu queria ver quem iria chegar... Makino não quer me contar nada sobre isso, mas eu quero saber quem vai chegar. Se vem de fora da vila, com certeza é alguém relacionado ao meu pai, ou até a minha mãe!

– Ah sim, seu pai... O dono dessas botas que está usando, certo? — Blaze se surpreendeu, de fato, essas botas gastas que usava eram de seu pai, Dadan tinha comprado-as pra ele há uns anos atrás. — sua mãe é uma grande mulher, uma das piratas mais temidas do mundo, até eu tenho um pouco de medo dela. E seu pai também, foi um grande pirata com recompensa de 550.000.000 berries... Foi um grande irmão pra mim. Você é a cara dele, sabia?

– Você... — Blaze estava perplexo. Era ele que iria chegar? — mentira! Você é meu tio?!

O homem sorriu.

– Sou sim, prazer, Sabo. — os olhos de Blaze brilharam. Aquele Sabo... ele já ouvira falar dele, e seu rosto não lhe era estranho. — como já sabe, essa aqui é minha filha, Sami.

– Tio! Me conta! Por favor, me conta! — agora foi a vez de Sabo se surpreender, mal tinham se conhecido e ele já estava sendo chamado de tio? — eu quero saber tudo!

– Calma criança, eu lhe direi. — Sabo riu. — enquanto conversamos, vamos indo para a sua casa, Sami está ficando cansada.

Logo os dois começaram a andar, atraindo olhares dos outros moradores. Sabo não estava com roupas de revolucionário, estava mais simples, justamente para não atrair atenção.

– Primeiro, éé... Eu, quer dizer, meu pai, é... — Blaze se enrolou com as palavras, estava muito feliz. — eu sou realmente filho de Portgas D. Ace, certo?

– Com toda certeza do mundo, Bonney não saberia de Makino se não tivesse um apego muito grande com Ace, seu pai prezava muito os amigos do East Blue e se saísse contando sua localização para todo mundo poderia colocá-los em perigo. Sem falar que você é idêntico a ele, é tão nostálgico...

– Se você é meu tio, eu tenho outros tios?

– Bem, de parte de mãe não tem como eu saber. Tem a minha esposa, Koala... E de parte de pai tem mais um sim.

– E quem é? — Blaze tinha esperanças de que seu tio não era um Zé mané qualquer.

– Pode parecer mentira mas... você é sobrinho do rei dos piratas, Monkey D. Luffy.

– MENTIRA!!!! — ele gritou pasmo, parando de andar. — ISSO É TIPO, TIPO... SUGEEEEEEEEEEE!!!!

– Isso você puxou a ele. — brincou. — Pelo o que eu sei, Luffy planeja vir aqui em alguns meses, ele quer muito te conhecer.

– Eu ainda não acredito... Eu sou sobrinho do Rei dos piratas! Hahaha... eu sou foda! Será que ele me deixa entrar na tripulação dele?!

– Aí você pergunta pra ele... — respondeu em um tom brincalhão, gostou daquele garoto. — não conta pra ninguém, porque é um segredo, mas... — Sabo murmurava.

– Hum hum. — Blaze assentia prestando atenção.

– Sabe a navegadora deles? A Nami? Ela está grávida do Luffy.

– Hontou?! Eu quero ver o bebê!

– Pelo o que me contaram na carta, eles estão em dúvida se vão deixar a criança aqui, ou na ilha da mãe dele... mas eu apostaria que ele vai ficar aqui. — disse para animar mais o menino. — sua família é incrível, hein. Eu, seu tio, estive na grande guerra, e assim que conseguimos derrubar a marinha, eu e seu tio avô, Monkey D. Dragon, criamos um novo governo mundial.

– Legal... É uma pena que meu pai não participou disso, né, tio? Eu queria muito esfregar na cara desses invejosos que meu pai lutou nessa guerra e que foi um dos mais fodas!

Quando percebeu, Sabo já estava andando de mãos dadas com o sobrinho, enquanto no braço direito estava Sami dormindo. Blaze estava diferente de mais cedo, ele parecia mais... criança. Sem aquela expressão carrancuda que seu pai insistia em ter para passar uma pose mais madura. Era engraçado conversar o pequeno sobrinho, fora mais ou menos nessa idade que conheceu Ace, era como falar com o próprio de cabelos tingidos.

– Você gosta de piratas, Blaze? — agora foi a vez de Sabo perguntar. O pequeno sorriu.

– Mas é claro! Só idiotas não gostam de piratas! Homens destemidos que buscam aventuras, companheiros, e ouro! Vendo cada cantinho do mundo junto com vários amigos, sem seguir regra alguma!

Os olhos do garoto tinham um brilho tão puro, tão esperançoso. Para uma criança, ele tinha uma perspectiva tão grandiosa dos piratas, algo bem raro vindo de uma criança, visto que a maioria das mãos falava atrocidades dos piratas, assim fazendo a cabeça dos pequenos e assim por diante.

– Bom saber que pensa assim. — comentou Sabo.

– Ara, chegamos! — exclamou o pequeno garotinho de sardas. Sabo o viu inspirar e expirar o ar, logo depois voltando a sua cara de carrancudo e sua pose de durão.

– "Essa cara é igualzinha a que o Ace fazia..." — o homem se segurou para não rir.

– Vamos lá!

– Vamos.

Os dois entraram, e ali estavam apenas algumas pessoas bebendo. Uma moça de cabelos pretos e olhos verdes atendia feito louca pra lá e pra cá. Blaze perguntou onde Makino estava para a que Sabo julgou ser ajudando da dona do bar.

Blaze chegou em casa gritando pela mãe adotiva, ela logo respondeu que estava na sala. Ao entrarem lá, se depararam com Makino e Koala tomando chá.

– Chegamos. — disso Sabo acenando.

– Sabo-kun, você demorou! Eu disse que não era uma boa ideia você sair por aí! — bronqueou Koala, pegando Sami adormecida no colo.

– Pois é! — concordou Blaze. — eu tive que até que salvar essa beb-

Sabo tapou a boca do garoto.

– Hehehe... desculpe amor, não vai mais acontecer. — estaria morto se sua esposa descobrisse.

– Sente-se, Sabo-kun, eu vou servir um chá pra você. — Makino se levantou. — e você mocinho, vá tomar um banho! Eu já tinha mandado antes e você fugiu.

– Ahh Makino! Eu sou o homem dessa casa! Eu não quero tomar banho agora!

Sabo não queria, mas teve que interferir, estava muito ansioso para visitar novamente aquele lugar

– Se me permite, Makino-san, eu gostaria de perguntar para o Blaze... — ele olhou para o menino, e se abaixou para ficar da altura do outro. — ...quer ir comigo ao lugar mais especial pra mim e seu pai?

– Eu... posso mesmo? — perguntou Blaze, imaginando que seria um lugar incrível.

– Com certeza, afinal... Você foi a ultima labareda que o Ace fez.

Notas finais
Comentários? 'u'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.