Bladers, Caçadores e Demônios.
2 Perseguição Mortal
Em uma clareira, com um terreno plano coberto de grama, em meio a uma floresta escura, de árvores com galhos emaranhados, que davam uma aparência sombria, se encontrava sete garotos, trazidos de um outro mundo, há poucos minutos. Phi, Lui Shirosagi, Shu Kurenai, Valt Aoi, Wakiya Murasaki, Daigo Kurogami, e Rantaro Kiyama, estavam desmaiados. O místico amuleto, responsável por essa façanha de os trazer a este mundo, se encontrava ao lado de Valt Aoi.
Gradativamente, Phi abriu seus olhos heterocromáticos. Ele levantou, com a mão em sua face, um pouco zonzo. Olhou em volta, vendo que todos ainda estavam desacordados.
Phi pegou seu bey, Fênix, em seu bolso, para se certificar que estava tudo certo com ele. Mas, no momento que Phi o segurou, algo surpreendente ocorreu, em um brilho místico, em cores carmesim, o bey, se transformou em uma Katana vermelha como sangue.
Phi estava perplexo e surpreso, um pouco receoso, mas, ainda sim, a empunhava em sua mão. Não sabia qual o propósito da transformação, mas sabia que devia ter um bom motivo para isso. Ele olhou novamente para o chão, buscando por algo, e quando os olhos de Phi encontraram o amuleto, ele sorriu amplamente. Cuidadosamente, ele o pegou. Olhou para os garotos, sabia que sem o amuleto, estavam presos naquele novo universo, ainda sim, Phi se retirou do local, deixou para trás, os garotos, sem dar a menor importância à eles. Phi simplesmente fugiu com o amuleto.
[...]
O sol ainda não havia se posto, quando Valt Aoi abriu os olhos subitamente. Em um sobressalto, ele se levantou:
— Galera? Acorda! Nós fomos televisionados! Cara, isso é demais! Estamos mesmo em outro mundo? Parece uma floresta bizarra normal! Mas deve ser outro mundo, sim! — Valt falara em alta voz, quase gritando de empolgação.-
Todos acordaram em um sobressalto, assustados:
— Estão todos bem? — Shu perguntou, preocupado.-
— Mas que droga aconteceu aqui? — Shirosagi questionou, furioso.-
— Lui? — Valt estava atônito em vê-lo.-
— O que faz aqui? — Shu perguntou, em um tom sério. Desgostoso com sua presença.-
— Eu estava com o Phi, íamos batalhar, mas aí ele viu vocês... A concentração dele foi quebrada, porque algo chamou a atenção dele, ele ficou meio que em um transe. Ele foi atrás de vocês, e eu fui tirar satisfações com ele e agora, estou aqui. Agora, falem logo que truque bizarro é esse? Por que estamos aqui, nesse fim de mundo? Bando de inúteis! — Lui explicou, um tanto impaciente.-
— O Phi está aqui! — Rantaro fez uma pergunta retórica, estando surpreso.-
— O amuleto das dimensões que nos trouxe! Fomos televisionados! Ele funciona mesmo! Eu falei para vocês! — Valt falara, sorrindo.-
— Teletransportados. — Daigo o corrige.-
— Legal, mas, faz esse negócio levar a gente de volta! Agora, Valt. — Disse Wakiya, que estava prestes a dar um chilique, porém tentava se controlar.-
— Tá, mas, onde ele está? — Valt perguntou.-
Um gélido temor penetrou em cada coração, e imediatamente todos começaram a procurar, até que eles chegaram a terrível conclusão de que o amuleto havia sumido, não estava lá:
— Ele... SUMIU! — Valt estava boquiaberto.-
— Maravilha! — Wakiya falara, sarcasticamente.- Viu só o que você fez Valt! O que vamos fazer agora? Estamos presos nesse mundo!
— E por falar nisso, em que mundo estamos? — Daigo questionou, fazendo todos pensarem, e analisarem os arredores com o olhar.-
— Sei lá! Mas tomara que não tenha unicórnios! — Rantaro dissera, amedrontado.-
— Precisamos achar o amuleto, se não, ficaremos presos aqui. — Shu, falara, seriamente.-
— O Phi sumiu, então, não é óbvio? Ele deve ter levado essa porcaria de amuleto! — Lui concluiu.-
— Por que o Phi iria querer o amuleto? — Rantaro perguntou.-
— Talvez, ele queira ser o soberano de outro mundo. Ele falhou no nosso, então, pode ser que queira tentar em outro lugar. — Diz Shu, que estava pensativo.-
— Seja lá qual for o propósito desse psicopata, nós precisamos encontrar ele. Precisamos recuperar o amuleto. — Dissera Wakiya, preocupado e aflito. Porém determinado.-
— Primeiro precisamos focar em sobreviver aqui. Já escureceu. Vamos procurar um abrigo. É um mundo novo, não sabemos o que há nele... — Shu foi interrompido.-
— Meu jantar, não, um banquete inteiro! Hahaha. Vou fatiar vocês em pedacinhos! — Diz uma voz feminina. —
Todos olharam, e quase desfaleceram de susto ao ver a dona da ameaça. Era uma mulher horrenda, um demônio. Ela estava acompanhada de outros três clones dela mesma. Elas os olhavam com veemente desejo de os devorar:
— Vou comer a sua carne, e tomar o seu sangue! Assim, vou me tornar mais forte, e muito em breve, vou me tornar uma Lua Inferior! — Ela disse, em alta voz.-
— Esquece o que eu disse, eu prefiro unicórnios! — Rantaro estava terrivelmente assustado.-
— CORRAM POR SUAS VIDAS! — Wakiya gritou.-
O grito de Wakiya foi suficiente para desperta-los do transe, e os fazerem se levantar para correr da temível oni:
— Não adianta fugir meus aperitivos, porque vou alcança-los e desmembra-los um por um. — ameaça a tenebrosa Oni, lançando suas teias. —
Aquela afirmação gelou a espinha dos jovens bladers, que correram apressadamente, enquanto eram perseguidos.
A oni que os perseguia lançava suas teias nos jovens, na intenção de capturar cada um deles.
Os seis jovens corriam sem rumo, apenas guiados pelo seu instinto de sobrevivência para salvarem suas vidas, tentando escapar da oni que os perseguia e que tinha o objetivo de mata-los, devora-los e então tornar-se uma Lua Inferior.
— PORQUE ESSE BICHO QUER NOS MATAR?! — pergunta Valt correndo junto de seus amigos. -
— E EU VOU SABER! PERGUNTA À ELA! — grita Lui irritado e nervoso enquanto corre. —
— Temos que encontrar um local pra nos esconder. Porque ficar correndo dela em grupo vai facilitar muito sermos pegos! — fala Rantaro sem perder o ritmo. —
— É FÁCIL FALAR! Onde vamos arrumar um local pra nos escondermos nessas condições, gênio?! — fala Wakiya. —
— Temos que pensar em algo rápido! — fala Daigo. —
A floresta onde estavam era de difícil locomoção, devido às pedras e troncos de árvores que estavam espalhadas pelo caminho. Por isso eles tinham que, além de correr rápido, também desviar dos troncos e rochas no caminho.
Infelizmente, para o desepero de todos, em um desse troncos Valt acabou tropeçando e caindo de cara no chão.
Seus amigos ao perceberem, tentaram ajudar, Rantaro foi o primeiro que se manifestou, pois estava mais próximo, então o segurou e o levantou rapidamente, porém ambos acabaram sendo capturados por uma enorme teia confeccionada por um dos clones que havia cortado caminho pela árvores.
Os outros conseguiram escapar, por mais que tivessem pensado em ajudar os que foram presos, e realmente querem ajudá-los, foram alertados e convencidos pelos capturados que eles tinham que fugir.
— Uma parte do jantar está pronto. — diz a oni rindo amedrontadoramente à ambos, que estavam se abraçando, com lágrimas nos olhos de tanto medo. — O resto deixo com vocês meus clones. — fala a oni original, enquanto segura a teia em forma de saco, na qual estão presos Rantaro e Valt. —
Os outros que tinham escapado corriam dos três clones que ainda os perseguiam, por mais que estivessem em choque e temendo pelo bem estar de seus amigos.
— Temos que nos separar e tentar encontrar ajuda, eles são muitos! — comenta Daigo enquanto corre ao lado dos outros. — Além disso elas lançam essas teias que podem acabar nos prendendo da mesma forma que prenderam o Rantaro e o Valt.
— Você tá maluco? Vamos mesmo arriscar sermos encurralados por dois e morrer?! — fala Wakiya nervoso e ainda em choque. —
— É melhor do que sermos encurralados todos juntos e morrer do mesmo jeito! — fala Lui seriamente, concordando com Daigo. —
— Se nos separarmos e formos por caminhos diferentes talvez possamos encontrar quem nos ajude. — fala Shu que ainda não tinha se pronunciado desde que viu Valt e Rantaro capturados. —
— Não temos muito tempo pra discutirmos, SÓ CORRAM! — grita Daigo que tomou o braço do seu colega ao lado, Wakiya, e tomando outra direção correu, sendo perseguidos por um dos clones. —
Mesmo não estando todos a favor o grupo teve de se dividir, pois existiam três clones além da oni original, o que facilitaria serem pegos caso estivessem em um grupo grande.
Lui e Shu seguiram o exemplo de Wakiya e Daigo, e correram para o lado oposto, sendo também perseguidos por um dos clones. O que era suspeito, mas não se deram ao trabalho de pensar nisso no momento:
— Temos que encontrar um lugar para nos protegermos e despistar essa.. coisa! — fala o albino ao não saber ao certo a denominação da Oni. —
Após correrem bastante os dois conseguiram distinguir algum tipo de caverna, o que poderia ser sua salvação naquele momento.
Shu em um movimento rápido olhou para trás, onde supostamente estaria um dos clones que os perseguia, mas logo percebeu que não estavam mais sendo seguidos.
— Ela foi embora. — comenta Shu atordoado e parando, o que chamou a atenção de Lui, que também parou e olhou para trás. —
— Isso tem cheiro de armadilha. — fala Lui em tom sério e com cansaço aparente. —
— Sim, mas talvez naquela caverna possamos nos esconder e bolarmos um plano pra ajudar os outros. — diz Shu que começa a se dirigir até a caverna, mas que se detém ao ouvir a risada de Lui. —
— Você acha mesmo que somos páreo para aqueles demônios? Não sabia que você era tão ingênuo Kurenai. — diz Lui com desdém. -
— É, eu sei, mas nós temos que fazer algo! Não podemos só ficar parados, nos escondendo enquanto os outros são devorados por... sabe-se lá o que demônios é aquilo! — fala o albino irritado pela falta de empatia de seu companheiro. —
Em outras condições, com prazer, Lui continuaria essa discussão, mas o momento não era dos melhores, então ele nem fez questão de responder ao albino, e seguiu em silêncio para a caverna, sendo acompanhado por Shu.
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