Black&McKinnon
10 Na casa dos McKinnon e o sonho.
Notas iniciais
POV Autora.
– Quantas pessoas virão? — Perguntou Angela McKinnon.
– 8! — Respondeu Lene.
– Voce não me disse que tinha feito uma nova amiga?
– E fiz, mas os pais dela não são muito...liberais. Eles não a deixaram vir.
– O QUE FOI QUE VOCE FEZ MARLENE? — Perguntou meu pai gritando descendo as escadas.
– O que eu fiz? — Perguntou com os olhos arregalados.
– Sua irmã, é claro. Ela me contou que você não a defendeu dos idiotas que a humilharam, e ainda por cima a humilhou também! Quer saber? Eu quero saber quem foi que fez isso com a minha filha.
– Foram..umas pessoas da Grifinória. — Falou com medo de dizer que foram os seus próprios amigos.
– Da Grifinória? Eu não consigo acreditar nisso! — Gritou indignado — Quem foram?
– Er, e..bem, foram umas pessoas que são.. — Ela não terminou de falar e a campainha tocou.
– Entrem! — Disse a Elfa ao abrir a porta e ver que eram os amigos de Marlene.
– Ahh queridos, que bom que chegaram! — Falou Angela para os convidados, os marotos, Frank, Alice, Lilian e Dorcas.
– Depois nós terminaremos de conversar Marlene. — Falou Edson. Depois virou para os amigos dela e sorriu. — Fiquem a vontade, a casa é de voces.
– ÔPA! O que tem na geladeira? — Falou James indo para a cozinha. Todas riram, menos Lene.
Estava na hora do jantar. Estavam todos na mesa magicamente maior para os convidados esperando os Elfos servirem o jantar.
– Bem..por que escolheram nossa casa para passarem essa semana? — Perguntou Angela com um sorriso.
– Minha casa é muito pequena para tanta gente. — Falou Alice.
– Os meus pais não gostam de visitar barulhentas . — Disse Pedro rindo.
– Na minha nunca daria certo com a Petúnia lá. — Foi a vez da ruiva.
– Voces sabem o motivo...- Falou Sirius apoiando o rosto no pulso e girando o prato no dedo.
– Resumindo: todos tinham motivo mãe, e nós achamos que a minha casa, é bem grande, os meus pais são gente boa, e daria tudo certo. — Falou Lene antes que continuassem os motivos.
Quando terminou de falar, Arianne desceu as escadas um pouco sonolenta, mas acordou imediatamente ao ver quem estava ali.
– O que eles fazem aqui? — Perguntou Arianne parando no arco que dividia a sala para a sala de jantar.
– Visitas Arianne, e essa não é uma forma de recebe-los. — Falou Angela.
– Eu..eu não gosto deles. Não vou sentar na mesma mesa que eles. — Falou a loirinha com raiva.
– Arianne..o que é isso? Que falta de educação! — Repreendeu a mãe.
– Deixe que a menina faça como queira Angela, se ela não gosta dos amigos da irmã, o que podemos fazer? — Perguntou Edson.
– Okay, coma na cozinha então querida. — Falou Angela.
– Ta bom! — Falou Arianne um pouco triste. Ela não queria eles lá, mas também, não queria dizer que foram eles que a humilharam.. Por que? Nem ela mesmo sabia.
O jantar terminou e os 8 foram para o jardim dos fundos que estava com uma barraca enorme a poucos metros da piscina menos Lene.
– Hey! — Chamou a irmã, a segurando pelo braço antes que ela subisse as escadas.
– O que quer? — Perguntou Arianne, ela não estava seca, nem com raiva, não era fácil saber o que ela estava sentindo.
– Por favor, se voce vai falar para a mae e para o pai que foram eles que te humilharam como uma forma de vingança, eu peço que faça isso quando eles forem embora, não estou afim de passar a vergonha dos meus amigos serem expulsos da minha própria casa.
– Deviam ter pensado nisso antes do que me fizeram! Mas eu não vou falar nada não.
– O que quer em troca? — Perguntou Lene revirando os olhos como se soubesse que a irmã iria ameaça-la.
– Eu não quero nada em troca, só quero que me deixem em paz nesses dias que voces passarem aqui, ok?
– O-okay. — Falou Lene espantada.
– Ótimo! Boa noite! — Falou subindo as escadas.
– Já sei o que voce está pensando! — Falou Sirius por traz de Lene depois que Arianne subiu. — Acha que pegamos muito pesado com ela né?
– Não! Não pegamos, uma hora ela vai pedir algo em troca, eu sei disso. — Falou sorrindo falsamente e indo em direção a porta dos fundos.
– IHAAAA! — Gritou Dorcas que estava em cima do "cavalinho Remus" — pocotó, pocotó, pocotó, pocotó. BRABULEEEEEEEETAAAAAAAAAAAAA! (?) — Gritou feito louca.
– Já são duas da manhã, vamos dormir! — Falou Alice já na sua "caminha".
– Eu não quero ninguém me atacando a noite, hein! — Falou Lilian olhando para James.
– Digo o mesmo. — Falou Lene olhando para o teto da cabana para disfarçar.
– Fiquem calmas, eu protejo vocês! — Falou Remus.
– Wooooooonnnnnt! NÃO! não protege porcaria nenhuma! — Falou Dorcas ciumenta. Os outros riram e se deitaram.
POV Lene.
Eu olhava para os meus amigos dormindo. Eles eram desse jeito, mas eram especiais, eles não eram maus. Eles só tinham essa cabeça infantil...e bem, eu também tinha me tornado outra infantil, mas isso não importa, no momento certo eu tenho certeza que iremos amadurecer..por que precisaria ser agora? Só temos 15 anos. — Pensei e dormi.
– Frank? Alice? — Perguntou Lene que via seus amigos ajoelhados numa casa que ela não conhecia, eles pareciam mais velhos.
– Vamos Longbottom, diga-me e VIVERÃO! — Falou Bellatrix no seu jeito louco.
– Nos matem, mas nunca falaremos! — Disse Alice corajosamente.
– Wonnn, que fofinha, defendendo os amiguinhos imbecis! — Disse como um bebe ironicamente (meio obvio que é ironia né autora?) — CRUCIO! — Bella gritou a maldição.
– NÃO! — Gritou Lene em lágrimas, mas ninguém parecia ouvi-la.
Toda aquela cena desapareceu. Lene viu Dorcas andando triste num campo.
– Dorcas! O que aconteceu? A Alice e o Frank, eles..eles..Dorcas? — Perguntou Lene ao ver que Dorcas parou de andar e estava com os olhos arregalados. — Dorcas, o que foi? — Lene olhou para a direção que a amiga olhava e viu 5 comensais da morte, liderados por.. Lúcios..
– EU SABIA! SABIA QUE SE TORNARIA UM DELES LÚCIO, PARABÉNS, FEZ A ESCOLHA CERTA! — Gritou Dorcas ironicamente para os comensais um pouco longe, estavam se aproximando dela.
– Cale a boca Meadowes. Fale onde está os seus amiguinhos. — Falou um outro comensal.
– É para mim calar a boca ou falar? Boiei agora! — Falou rindo.
– Nada de gracinhas Meadowes, fale logo onde os Potter's estão. — Falou Lúcio tentando manter a calma.
– Como assim? — Perguntou Lene, mas eles não a ouviram.
– NUNCA! — Gritou Dorcas corajosamente.
– Coopere Meadowes, fale e nós a deixaremos partir, ou então morra com o segredo.
– Morrerei com o segredo!
– Dorcas..- Falou Lene impressionada com a lealdade da amiga.
– Última chance Meadowes..
– JÁ DISSE! EU NÃO FALAREI NADA!
– Eu realmente não queria fazer isso com voce Dorcas mas.. — Falou Lúcio pegando a varinha, era a primeira vez que ele a chamava pelo nome. — você não me dá outra escolha.
Dorcas fechou os olhos e pronunciou baixinho:
– Eu amo vocês!
– AVADA KEDAVRA!
– NÃÃÃÃOOOO! DORCAS! NÃÃO! — Lene correu até a amiga caída no chão. As lágrimas saiam rapidamente dos olhos dela. — DORCAS!.. O QUE VOCÊ FEZ!?! — Gritou se virando para Lúcio mas ele e os outros comensais haviam sumido, Dorcas também.
–Meu Deus, o que está acontecendo? — Perguntou Lene com lágrimas nos olhos. Quando os abriu se viu em Hogwarts, uma Hogwarts diferente. Olhou para traz e viu um Remus mais velho segurando a mão de uma mulher que não era Dorcas..estranho..
Ela desviou a atenção dos dois para olhar dois alunos Sonserinos e uma Lufana ajudando uma Grifinória de cabelos escuros a andar, ela parecia com a perna quebrada.
Lene foi até eles, e tentou encostar na menina mais a sua mão atravessou ela.
– O que é isso? — Perguntou desentendida.
Os alunos começaram a gritar, mas Lene não ouvia nada, estavam mudos, todos. Lene não entendeu. Olhou para a Grifinória com a perna quebrada que estava chorando agora. Olhou para a janela ao lado e viu milhares de feitiços vindo na direção dos alunos.
– CUIDADO! — Gritou ela. Tudo começou a ficar rápido, feitiços atingiam Hogwarts, e depois, atingiram os alunos que já não estavam mais protegidos pela parede.
– Não! — Gritou ao verem eles caídos, mortos. Olhou para Remus um pouco longe dela agora. Ele estava lá, no chão frio, com a mulher ao lado, morto.
– NÃO! REMUS, NÃO! PAREM, PAREM, O QUE ESTÁ ACONTECENDO? REMUS, ACORDA! REMUS.. — Novamente eles sumiram.
Lene se via agora numa casa grande. Viu uma figura encapuzada subindo as escadas. Subiu cautelosamente atras.
– Onde está o bebe? — Perguntou a figura com a voz fria.
– Ele já está longe!
– Não está não.. — Disse um pouco debochado.
– TERÁ QUE PASSAR POR CIMA DO MEU CADÁVER ENTÃO! — Gritou James. Lene observava mas não entendia nada.
– ÓTIMO! ... AVADA KEDAVRA!
– MEU DEUS, NÃO, NÃO, NÃO, JAMES, POR FAVOR, ACORDA, JAMES, NÃO!! NÃO MORRAA! — Gritou em vão. Lá estava James, aquele que ela viveu por tanto tempo, seu amigo. Morto.
Lene estava chorando, provavelmente James iria desaparecer e ela iria aparecer em outro lugar. Mas a cena continuou. Lene estranhou, olhou para o corredor em frente e viu a figura encapuzada já no quarto ao fundo do corredor. Ela imaginou quem estaria lá. Correu. Chegou em um quarto de bebe, viu Lilian protegendo o bebe.
– Saia da frente garota, eu não preciso mata-la, eu só quero a criança.
– NÃO! NÃO, O HARRY NÃO! MATE A MIM, DEIXE ELE EM PAZ! — Gritou Lilian chorando.
– SAIA DA FRENTE!
– NÃO! NUNCA!
– AVADA KEDAVRA! — Antes que o feitiço atingisse Lilian, Lene pulou na frente dela. Lene não sentiu nada. Era assim? morrer? A gente não sentia nada? Lene abriu os olhos e viu a que ainda estava em pé, viva, de certa forma, olhou para o chão. Lilian.
– NÃO, NÃO, LILIAANNN! LILY, NÃO, VOCE NÃO PODE MORRE! NÃÃÃÃOOO! — Ela estava sobre a amiga morta. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. O que era isso? Os amigos dela, sendo mortos um atras do outro. Não podia ser real. Lene parou de gritar quando ouviu a criatura encapuzada falar.
– Que desperdício! — Falou cuspindo as palavras. — Agora, como pode? Um bebe! Um bebe destruir o Lorde das Trevas! HAHA! Mas eu não posso deixar voce vivo Potter. Harry Potter.
– AVADA KEDAVRA! — Lene tentou impedir empurrando Voldemort, mas o atravessou. Olhou para o bebe, ele estava lá! Vivo! Não conseguia acreditar nisso, como ele sobreviveu? Ela olhou para o Lorde Das Trevas.
– O-o que aconteceu? — Perguntou para si mesma, ainda com as lágrimas nos olhos, vendo que Voldemort havia desaparecido. Correu até o bebe. Ele estava intacto, exceto por um cicatriz. Quando Lene foi fazer carinho no bebe, a cena desapareceu. Ela se viu num local de batalha. Viu um monte de gente lutando. Olhou para o portal que havia lá, era estranho, mas não ligou. Viu Lúcio Malfoy lutando contra..SIRIUS?
– SIRIUS! — Gritou mas lembrou que ninguém a ouvia. Viu um menino muito parecido com James lutando ao lado de Sirius, ela olhou para a testa do garoto que tinha mais ou menos sua idade, lá estava a cicatriz. Lene ouviu o Sirius mais velho dizer algo para Harry mas não ouviu, logo depois, Black havia estuporado Lúcio.
– AVADA KEDAVRA! — Lene não conseguiu ser rápida o bastante para ver quem tinha produzido a maldição, mas o raio de luz verde atingir Sirius.
Lene gritou, era a única coisa que conseguia fazer naquele momento. Gritar. E chorar.
– Hey! Lene! Calma, calma! Foi só um pesadelo, calma! — Sirius a abraçava. Ela o abraçou tão forte que parecia querer mata-lo.
– Lene, o que foi? — Perguntou Lilian.
– Lily! Voce está bem! — Correu até a amiga e a abraçou.
– É claro que eu estou bem! — Falou a ruiva dentro o abraço.
– Voces...estão.. — Não conseguiu terminar de falar, apenas chorou. Os amigos a ajudaram. Falaram que estavam bem. Fizeram até gracinhas para tentar animar a loira.
– Eu nunca vou deixar nada acontecer a vocês! — Falou chorando. Ela os amava tanto. Idiotas do jeito que eram, bobos, palhaços, covardes, ela os amava. Sempre os amaria.
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