Black staff
1 Capítulo 1
Um druida é um ser responsável por manter em equilíbrio a mata e o ciclo da natureza estável. Essa não é uma tarefa simples, mas em um RPG tudo é acessível, e com muitas horas de jogo eu consegui me transformar em um poderoso druida. Logo eu, Rzharck que ganhei a conquista de arquídruida e o cajado léndário direcionado aos druidas que são merecedores e alcaçam a graça dos deuses da natureza; (para cada tipo de especialização) o Ghair.
Contudo, o jogo dos 3 mundos, Vzium, seria encerrado. Um jogo que durou 218 anos, teria fim por causa de um filho mimado que decidiu vender tudo por dinheiro e esperar para morrer de ataque cardíaco no meio de uma boate.
A reação de todos foi estrondosa. Claro, um jogo de alta qualidade em que voa, luta, formam se guildas; foi fortemente criticada por tal escolha. Porém os protestos não deram em nada e jogo seria encerrado em alguns dias, exatamente 48 horas.
Meus amigos e eu decidimos passar momentos antes do sistema ser suspendido, outros jogadores decidiram fazer o mesmo, mas aos poucos todos sairam com receio de algo der errado no aparelho que conecta nosso sistema nervoso ao jogo. Então passei alguns momentos até todos irem e deslogarem no bosque de Tully, um lugar para jogadores de nível médio onde é proíbida luta entre taís.
Com o preguiça de ir, decidi ficar aproveitar ao máximo os meus poderes e minhas montarias. Até que o sol começou a se pôr e me dei conta que faltavam alguns instantes até que o jogo terminasse.
Por fim, decidi alçar voo na minha forma de abutre e pousar numa cascata que se encontrava em frente da grande floresta Xvua e ver o pôr do sol e ser deslogado automaticamente assim que o jogo terminasse.
Até então...
Luz, uma forte luz vinda do horizonte cortando os céus, como vidro trincado.
Instantes depois, tudo ficou preto e a visão ficou pesada e tudo ficou na escuridão e mergulhei no silêncio do vazio.
Mas como o Deus dos cristãos, fez se a luz e a vida. Daí, eu surgi em cima de uma copa de árvore, mas era A árvore, em meio uma grande floresta, e minha reação foi:
— Que Fodaaastisco.
Os gráficos do jogo tinham sido melhorados, paisagem, corpo, vegetação, sentidos e o melhor, não era necessário barra de habilidades, o meu subconciente já às conhecia. A realidade e o fantástico poderiam ser facilmente confundidos.
— Será que é uma nova expansão surpresa. Que sorte! Fui o primeiro a estar no jogo, mas... onde eu estou?
A copa da árvore tinha uma parte plana, entre os galhos um pouco mais densos, onde eu me encontrava deitado. Ao lado ao fundo, na parte um pouco mais alta, existia uma nascente, brotando água cristalina e formando um pequeno laguinho. Um pequeno paraíso entre os galhos da copa da árvore, com a luz do sol refletindo sobre a água.
— Uohhhh.
— Nessa nova atualização eles devem ter aplicado e ingressado novas características e habilidades. "Sinto" estranho dizer isso... preciso testá-las
A natureza, a fauna e flora, a vida ao meu redor, magnifíca e antiga, reinando ao meu redor — A brisa batendo nos meus cabelos e o frescor dos galhos formando sombra, com pequenos feixes de luz cortando a sombra e o simples som da água brotando dá árvore — Realmente um paraíso.
— Esse lugar é perfeito. Esse poder em todo lugar, será porquê sou um druida que essa sensação está tão forte?
— Não importa, preciso encontrar outros jogadores.
Rzharck, caminha e afasta os galhos a sua frente, e ele se depara com uma grande vista, e o seu queixo cai com a imensidão. Excitado com a nova expansão do jogo, ele corre, pega impulso e pula da grande árvore e grita:
— Uaaaaaarh!!! — ele plana no ar abrindo os braços com a força do vento e se transforma em uma grande ave com as asas 1,30 metro de comprimento, e sobe aos céus.
A floresta se erguia por vários quilômetros, até chegar nas planícies com algumas árvores de baixo porte e pequenas colinas. Em uma das copas das árvores Rzharck avista uma pantera dormindo entre os galhos.
Uma das habilidades dos druidas é a comunicação com os animais, ñ custava tentar. Ademas, o druida não tinha visto uma pantera na vida real, como no jogo e precisava saber onde estava.
Então ele mergulhou do céu e pousou no chão. Ao se aproximar do chão o corpo da ave foi envolto por silhuetas verdes, e voltou a se transformar em um elfo na base da árvore.
— Uhn, não custa tentar, mas se ela pular em mim e tirar um pedaço do meu braço, ela vai virar capim— murmurou para sí.
Rzharck tocou na árvore e olhou para cima. A pantera tinha acordado, espreguiçou e percebeu que não estava só. Observou o druida com atenção e foi ao encontro do elfo com os movimentos planejados e precisos.
Rzharck olhou nos olhos das pantera e encarou. Então o animal pulou da copa da árvore e o druida permaneceu firme, mas cagando nas calças. Não entendendo a demora da pantera de se comunicar
Até que a pantera disse para surpresa de Rzharck
— Um elfo.... Quem é vc e o que quer?!
Surpreendido com a ousadia do animal, se perguntou se isso fazia parte da atualiazão do jogo e julgou um ser um defeito, mas que poderia ser interessante.
— Me chamo Rzharck. E sim, sou um elfo, não sou dessas terras, e estou perdido. O game fez uma atualizão e vir parar em cima de uma copa de uma enorme árvore no meio de uma floresta. Haa... como se chama?
— Copa de árvore, estranho... e o que é "game". Me chamo Vjill.
— Haaa como ñ sabe... que NPC defeituoso
— Quem vc chama de defeituoso!!!
Em questão de segundos a pantera avançou contra Rzharck, contudo, o elfo foi rápido. Pensou duas vezes em invocar o cajado, mas queria testar a força do animal, então deu desviou da investida do felino e o chutou pelas costas.
Com os as garras a mostra, Vjill avançou novamente e o druida resolveu transformar-se em uma pantera. A pantera que o druida enfrentava era roxa escura, já o druida, tinha uma pelagem negra como a noite, com olhos brancos .
— Sem habilidades e de igual a igual. Pode vir, vamos ver como se comporta npc— disse Rzhark.
Vjill contra atacou novamente, porém, não chegava a tocar no druida, ele desviava com muita facilidade e pulava. Ao chegar ao seu limite, a pantera desababou no chão cansada, o druida não tinha nem se quer cansado. Simplismente se sentou na forma de pantera, então novamente silhuetas o contornaram o druida e voltou a sua forma élfica.
— Bem resiste vc — disse a pantera enquanto arfava de cansaço.
O druida sabia que iria ganhar, mas não sabia que seria tão simples. Se perguntou de que nível seria tal criatura, então não decidiu atacar com receio de perder informações que queria obter da recente atualização, já que apresentava alguns problemas.
Analizando a situação decidiu usar uma simples cura e ver como a pantera se comportava.
— Desculpe, não quis ser grosso. Acabei me exaltando — o elfo se curvou perante a pantera e a curou.
Como esperado o animal se recuperou suas forças com muita facilidade, o que foi esperado, já que o npc era um nível muito abaixo do seu.
Sem se opor o animal não reajiu, e agradeçeu:
— Minhas dúvidas foram respondidas... você é realmente forte, elfo.
— Agora você pode me responder onde estamos?
— Estamos perto da floresta de Kyore, no país de Braxcoa e quem o governa é a rainha Liana d'draco.
— Rainha? Não lembro de nenhuma rainha... você sabe se há alguma cidade perto daqui?
— Há sim, a cidade de Adão. Não é muito populosa, mas possui uma suculenta pastagem de gado — então o felino olhou novamente para o topo da árvore como se tivesse se questionado o motivo de ter descido— apenas uma coisa, não deveria lhe avisar por ter me acordado, mas mesmo assim o farei.
— Não existem elfos, ou não mais...
— Como assim?! Existem centenas de elfos, apenas nesse servidor — disse Rzharck espantado.
— Milênios atrás eles deixaram de existir. Eram uma sociedade muito pacifíca e moderna pra sua época. Uns dizem que se recolheiram e se esconderam — disse Vjill — Mas são apenas contos e livros empoeirados.
O druida começou a se perguntar se estava no jogo certo. Não poderia ser verdade, os elfos existiam e eram reconhecidos por todos. Tinha que encontrar outros jogadores deslogar, e entender como funcionava essa nova expansão.
— A cidade fica a oeste, uns 16 km daqui. Agora me deixe em paz druida.
— Obrigado. Dá proxíma vez que o ver, não esteja tão rancoroso.
Com pressa, Rzharck analizou a situação e decidiu invocar uma montaria. Mas como não queria chamar atenção, escolheu uma montaria menos chamativa.
— Será melhor eu ir com o corcel— o druida estendeu a mão, e pequenas luzes azuis se reuniram e formaram um corcel marrom musculoso e celado perfeitamente para uma cavalgada.
Assustado, a pantera ficou estonteado e perguntou:
— Como você fez isso?! Como invoncou do nada o cavalo?!
— Parece que o jogo tirou as barras de ferramentas — pensou para sí, dando a miníma para a pergunta do animal.
O druida montou no cavalo e ele fez gentilmente carinho no pescoço do cavalo. E olhou para a pantera.
— Bem, foi um prazer, Vjall. Obrigado pelas informações.
A pantera espantada, porém orgulhosa voltou para sua árvore e disse:
— Adeus.
— Rsrsrs, pretendo voltar logo. Me deparei com um lugar especial quando vim para cá — disse Rzharck, pensando no pico da árvore como um lugar desconhecido e só seu.
Com pressa, o druida bateu as rédeas e o cavalo trotou velozmente para o oeste em direção da cidade de Adão. E a pantera ficou na árvore deitada observando-o desaparecer pouco a pouco no horizonte.
Então disse:
— Que jogo é esse...
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