Black Terror

2 Biboca Diagonal


– Lyra e Jasmim, se apressem. — chamou Dorcas do andar de baixo aos gritos.

– Alerta lobisomem surdo. — Remus resmungou descendo as escadas.

– Tia Dorcas, a Jasmim sumiu com meu casaco! — gritou Lyra.

– Seu casaco está aqui em baixo, Lyra Phoenix. — afirmou Lupin.

– Ops. — murmurou a menina.

– Lyra esse sapato é meu. — afirmou Jasmim.

– Não é não. Tio Lupin me deu no nosso último aniversário.

– Não, não. Esse é o que eu ganhei da Tia Dorcas no amigo secreto.

– É? Ah, Jas, empresta para mim então. — disse, fazendo bico.

– Folgada. — resmungou a outra pegando uma sapatilha preta de dentro do armário. — Só se me emprestas aquele sobretudo cinza. — sorriu marota.

– Se você não estragar tudo bem. — deu de ombros.

– Eu não vou estragar. Roupas são peças importantes na vida das pessoas. São nossas segundas peles e de nossa pele temos que cuidar. — disse Jasmim assumindo sua parte de patricinha da moda.

Lyra revirou os olhos e mostrou a língua para a irmã, enquanto terminava de se arrumar e descia as escadas. A gêmea terminou a maquiagem e pegou o sobretudo, descendo atrás da irmã.

– Estamos prontas. — avisou pulando os últimos dois degraus da escada.

– Podemos ir agora? — perguntou Lupin, impaciente pela demora das meninas.

– Espera! Esquecemos as cartas. — falou antes de sair correndo para o escritório. — Pronto, agora podemos ir. — disse voltando a sala.

Lupin suspirou, mas continuou caminhando em direção à lareira. Pegou o pote de pó de flu e voltou a olhar para as meninas.

– Sem gracinhas.

– Mas gracinha é nosso nome do meio. — Jasmim tentou soar inocente, sem sucesso.

– Não, o nome do meio de vocês é Phoenix e Aquila. — diz a loira andando até o namorado.

– E eu nunca soube o porquê, sabia disso? — começou Lyra — Phoenix por causa da estrela ou da ave?

– E da onde tiraram o nome Aquila? Parece mais Aquilo. — disse a gêmea fazendo uma careta.

– É verdade. O nome da Jas é bem feio.

– Hey! Só eu posso reclamar do meu nome. — resmungou batendo no braço da irmã.

– Se você pode porque eu não posso também?

– Porque o nome é meu e não seu. — mesmo nunca tendo vivido entre os Black's, ambas as meninas às vezes tinham suas crises de arrogância.

– Só por causa disso, não vou comprar aquele livro que você me pediu. Onde está a educação que a tia Dorcas não te deu? — desafiou Lyra, colocando os braços na cintura.

– Livro? Que livro que você ia me dar? — questionou Jasmim arregalando os olhos, perdendo todo o ar de arrogância.

– Meninas! Paro a briga. — pediu Dorcas, entretanto foi ignorada.

– Aquele especial de poções que você pediu para tia Dorcas, mas ela não te deu por que sabia que não ia ser legal...

– Desculpa, desculpa, desculpa. — falou rápido abraçando a irmã. — Eu vou fazer sua poção pra mechas, prometo. Tem a receita naquele livro. — disse animada, dando pulinhos.

– Vai mesmo? Não quero ser enganada... DE NOVO!

– Meninas, se vocês andarem logo, eu prometo comprar um sundae para as duas, mas vamos, por favor? — pediu Lupin.

– Prometo. Agora vamos logo. Livros, sorvetes, Hogwarts... Falta só uma linda fênix pra fechar com chave de ouro. — exclamou animada puxando a irmã em direção à lareira.

Lyra seguiu a irmã, revirando os olhos e ambas entraram na lareira juntas. Lupin entregou a elas o pote onde ficava o pó de flu e Jasmim pegou um pouco do conteúdo, trocando um olhar travesso com Lyra.

– Beco... — começaram, porém pararam no meio da frase e falaram rapidamente: — Biboca Diagonal!

Antes de desaparecerem, as gêmeas puderam ver as faces desesperadas dos padrinhos, mas os mesmos não puderam fazer mais nada, já que segundos depois, as meninas sumiram, aparecendo em um lugar nada agradável.

–Isso! Aventuras! — exclamou a menina saindo da lareira e rodopiando no mesmo lugar com os braços abertos.

– Jas, silêncio! Lembra-se da última vez que chamamos muita atenção aqui?

– Claro que sim! Eu consegui furtar até um vidrinho de sangue de unicórnio de uma bruxa durante a confusão. — sussurrou sorridente.

Lyra suspirou e revirou os olhos.

– Se chamarmos muita atenção, Lupin e Dorcas nos acharão logo, criatura.

– Verdade. -murmurou coçando a cabeça. — Que tal irmos ver alguns ingredientes ilegais e uns objetos suspeitos? — questionou marota.

– Prefiro os objetos. — retribui o sorriso, começando a caminhar.

– Ok, objetos e depois ingredientes.

Assim que saíram da loja bateram de frente com um casal loiro com expressam arrogante e um menino da idade delas, também loiro de expressam arrogante.

– Ai, vocês não olham por onde andam, não? — resmungou Lyra.

– Olhem vocês por onde andam. — devolveu irritado o homem.

– Garotinhas de sangue-ruim. — murmurou o garoto.

– Espera ai! Do que você me chamou oxigenado? — Jasmim estava pronta para a briga já.

– Quem você sonha que é para chamar a gente assim hein, cara de fuinha? — assim como a irmã, Lyra se preparava para uma boa discussão com aquela família.

– Eu sou um Malfoy. — empertigou-se o garoto loiro, olhando de canto para os pais.

– Ui, ele é um Malfoy... — zoou Lyra.

– Grande bosta, loirinho. Eu e minha cópia aqui somos Black's. Melhores que Malfoy's. — desdenhou Jas.

– Muito melhores. — concordou Lyra, cruzando os braços.

– Black's? — perguntou a mulher, surpresa.

– Não, Floster. Você é surda, coroa? — Jasmim ironizou.

– Olhe como fala conosco, menina. — grunhiu Lucius.

– Arrogantezinha de mer... -começou Draco aproximando-se de Lyra, porém Jasmim entrou em sua frente.

– O que você está falando, hein oxigenado? — perguntou aproximando seu rosto perigosamente do de Draco.

Naquele momento um rosnado assustador percorreu o lugar. No beco a frente deles uma sombra de um bicho enorme -nem ao menos parecia um cachorro mágico- apareceu. O som vinha dele e parecia um animal monstruoso. Narcisa puxou seu filho para trás de si e começou a andar para trás. Lucius ficou hesitante por um tempo, porém logo seguiu os passos da mulher e do filho. Quando menos esperaram, os Malfoy's sumiram de suas vistas. Ao olharem novamente para o beco, o animal havia sumido.

– Alguém pode me explicar o que foi isso? — perguntou Lyra, olhando para onde o animal estava há segundos antes.

– Eu sou um ninguém neste assunto. — Jas disse levantando as mãos. — Mas tenho um comentário a fazer. — disse mordendo o lábio inferior.

– Qual? — questionou ainda confusa pela situação.

– Aquele loirinho é muito lindo. Eu pegaria, a se pegaria. — falou se abanando com a mão.

A cara de nojo de Lyra foi tamanha, que fez Jasmim cutucar a irmã.

– Que nojo, Jas. Achei que gostasse de coisa melhor.

– Lyra! Você tem que admitir! Aquele loirinho era realmente lindo. Espero ser da mesma casa que ele. — afirmou sorrindo. — Agora vamos, ou nem comprar objetos ou ingredientes vamos. — disse arrastando a irmã para uma loja de janelas negras.

E pela milésima vez naquele dia, Lyra revirou os olhos, mas não falou nada e continuou seguindo a irmã.

– Ainda quero descobrir sobre aquele cachorro. — murmurou, fazendo bico como sempre fazia quando se sentia contrariada.

– Aquilo era um cachorro? Pensei que era um lobo. — comento Jas franzindo as sobrancelhas.

– Ele parecia um cachorro, mas era muito grande para um. — deu de ombros.

– Hmmm... — perdeu-se em pensamentos por alguns segundos. -Animagos geralmente tem forma maior que um animal normal. — falou olhando pra um espelho que nada refletia. — Que espelho estranho é aquele? — questionou apontando pro mesmo.

– Não sei — respondeu, olhando para o mesmo com extrema curiosidade — Vamos ver. — afirmou, puxando a irmã.

O espelho nada mostrava. Era como olhar para um vidro, só que sem fundo. Depois de alguns segundos observando o objeto, uma mulher surgiu no mesmo. Ela vestia preto, cabelo cinza escuro e olhos vermelhos.

– Que é isso, meu Merlin? — perguntou Jas assustada.

– Eu não sei... — respondeu Lyra concentrada, olhando para o espelho.

– Isso é o espelho inusitado. Aparece sempre o que você menos espera, porém que surgirá em seu caminho. — um senhor que surgira do nada disse atrás das meninas. — Eu, por exemplo, nada vejo.

– Então, né... — murmurou Lyra, um pouco assustada — Já deu a nossa hora...

– É, devem estar nos procurando. — continuou Jasmim.

– Já vão? Não querem saber o preço? Posso fazer um desconto. — disse o homem com um sorriso macabro.

– Não... A gente tá economizando, sabe? Tempos difíceis — murmurou Lyra, segurando o braço da irmã e dando alguns passos para longe do homem.

– Boa piada, sabe? Pensei que Black's sempre esbanjavam. — falou se aproximando mais.

– Lyra, tem um morcego enorme atrás dele. Vamos sair daqui logo. No já corremos. — murmurou baixinho só pra irmã escutar. — Já! -gritou e saiu correndo pra porta.

As meninas correram, parando somente quando estavam fora da loja. Ofegantes, recuperaram um pouco a respiração antes de olhar para trás. A loja sumira.

– Mas... Mas... — Jasmim Aquila estava tremula de medo.

– Ok... Nunca mais comentaremos sobre isso. — afirmou a outra, ofegante.

– Nunca mais. — sussurrou de volta. — Ainda quer comprar algo aqui ou quer ir procurar o padrinho e a madrinha?

– Eu tenho um plano melhor. — sorriu marotamente.

30 minutos depois...

– Onde vocês estavam? — Dorcas apareceu correndo na sorveteria, com Lupin atrás dela, ambos parecendo extremamente preocupados.

– Ora... Só demos uma volta e agora estamos tomando o sorvete que o tio Lupin prometeu. — respondeu Lyra, sorrindo meigamente.

– Tem que pagar a conta depois tio. — falou Jas com um sorriso angelical.

– O que vocês aprontaram? -Dorcas questionou estreitando os olhos.

– Nossa Dorquinhas, é isso que você pensa de nós? — disse Lyra Phoenix.

– Eu não penso, eu tenho experiências e vocês fichas na polícia. — disse sentando-se em uma das cadeiras. — Sorvete de menta com flocos Rem.

– Virei empregado? — resmungou o lobisomem.

– Claro que não, amor. Por favor, traga um sorvete de menta com flocos? — pediu a loira, fazendo bico.

– Ela aprendeu com a gente. — sussurrou Lyra.

– Ou vocês aprenderam com ela. — argumentou Lupin.

– Senhor Aluado, por favor, desligue a audição apurada. — pediu Jasmim Aquila imitando uma comissária de bordo.

Lupin apenas sorriu, beijou a bochecha da namorada e foi fazer o pedido. Enquanto isso, Dorcas se se sentou à mesa, olhando séria para as meninas.

– Podem me contar o que as pestinhas estão escondendo.

– Ok. Vou confessar, não aguento este peso nas costas. — Jas falou fazendo cara de medo.

– Jas! Não era para contar!

– Mas eu não aguento. Esse olhar me mata. — choraminga a morena. — Tia Dorcas. É um assunto sério, então preste atenção: Nós matamos Albus Dumbledore. — sussurrou baixinho.

– Jasmim... — disse Dorcas, arqueando as sobrancelhas para a afilhada.

– Que foi? Não me olhe assim. Você que pediu pra contar. Agora não fale para ninguém, você vai ser considerada como comparsa caso alguém descubra. — avisou com uma cara de séria.

– O que perdi madames? — Rem questionou sentando-se à mesa e dando o sorvete de Dorcas.

– O assassinato de Albus Dumbledore. — falou Lyra, enchendo a boca de sorvete.

Lupin se engasgou e olhou reprovador para as meninas.

– Que brincadeira de mau gosto é essa?

– Tia Dorcas perguntou o que aprontamos, mas como somos uns anjos, achamos que seria uma boa lição falar isso para ela parar de suspeitar de nós... — terminou a garota, com a boca cheia da sobremesa.

– Essas são minhas garotas. — Lupin disse com orgulho.

– REMUS! — gritou a loira indignada.

As gêmeas riram dos dois e continuaram a tomar seu sorvete.

– Eu vou querer um gato. — afirmou Lyra, uma hora mais tarde, quando as garotas foram escolher os animais que levariam para Hogwarts.

– Eu vou querer uma fênix. — pediu Jas procurando o animal pela loja.

– Eles não vendem fênix aqui, Jas. — Lyra afirmou, acariciando um gato preto.

– Falcão azul e preto? — perguntou olhando melhor as gaiolas.

– Você quem sabe... Eu vou levar esse gato! — pegou o gato no colo, mostrando para Lupin.

– Ok. — murmurou voltando a andar pela loja. Parou somente ao achar um filhote de falcão preto com algumas penas azuis e olhos de mesma cor. — Achei. — comemorou pegando o animal e seguindo para perto da madrinha. — Quero estes aqui. — falou acariciando o bicho.

– O que mais falta para comprar? — perguntou Lupin, indo até o balcão e pagando pelos animais.

– Livros e roupas. — diz Jas com um sorriso maníaco. — Ah, sim e os ingredientes para poções.

– Vamos logo. — Dorcas diz já saindo. — Que Merlin me ajude. — pediu aos sussurros.

A compra do material de poções foi até rápido, pois Lupin decidiu que era melhor comprar algumas coisas extras antes que Jasmim Aquila começasse a fazer birra. Já na livraria foi demorado, bem demorado. Ambas gostavam de livros, então após pegar os que a escola solicitou, fizeram outras duas pilhas cheias de livros para comprar. A chantagem emocional rolou solta nesta hora. Agora faltava somente o uniforme e todos já se encontravam na Madame Malkin.

– Me esqueci de comprar algumas coisas, volto já, já. Não saiam daqui. — avisou Remus saindo do local em seguida.

–Bem, sem brigas e birras. — Dorcas pediu sentando-se em uma cadeira e folheando uma revista qualquer.

As gêmeas olharam ao redor, procurando algo que pudessem fazer. Foi quando Lyra notou o garoto magro de cabelos escuros e óculos de armação redonda. Cutucou a irmã e apontou para ele.

– Aquela roupa que ele está provando é o uniforme? Senhor amado Merlin, se for eu nem quero ver o feminino. Implorou com uma cara sofrida. — disse em uma voz um pouco alta.

Lyra revirou os olhos e começou a se aproximar de onde o menino estava.

– Acho que o conheço de algum lugar...

– Eu acho ele fora de moda. — comentou a gêmea.

– Merlin, Jasmim. Pare de reparar nas roupas dele!

– Mas elas são fora de moda! — falou desesperada. — Acho que se desarrumarmos o cabelo e a gravata, além de amassar um pouco a blusa e colocar a barra pra fora da calça ia melhorar. Um toque de claridade nas lentes dele deixariam os olhos verdes mais bonitos.

O suspiro que Lyra foi alto e ela encarou a irmã com uma expressão nada agradável em seu rosto.

– Que foi? — perguntou vendo a irmã olhando-a com A expressão.

– Nada, Jas, nada. — respondeu por fim, suspirando.

– Meninas? — chamou uma das moças que trabalhava ali. — Por favor, subam no banquinho. Hogwarts, não?

–Sim. — respondeu Jasmim. — Mas só me diga que as roupas são estilosas e sexy. — pediu juntando as mãos, após subir em um banquinho próximo ao moreno.

– Jas! Por Merlin. — resmungou a irmã, irritada.

– Novamente, que foi? Eu só não quero parecer freira em um internato. -disse dando de ombros.

– Pare de implicar com o uniforme. Está ótimo assim...

Jas deu um grito ao ver a irmã já com a roupa e piorou sua expressão de terror ao ver seu próprio uniforme vindo até si.

– Eu me recuso a usar esse negócio! Recuso-me! Você vai arrumar todas as medidas novamente. — disse desesperada enquanto a mulher lhe colocou o uniforme. — Encurte a saia. Mais, mais. Isso está bom. — falou vendo que a saia tinha um pouco menos de dois palmos de comprimento agora. — Vamos à blusa. Deixe-a mais colada e decotada, deixe o colarinho menor. Agora a capa. Capas arrastando no chão ultrapassaram a moda a mais de dois séculos, encurte isso. Até a canela somente. E que sapato é esse? Eu não vou levar o sapato. — afirmou cruzando os braços. Prosseguiu então dando criticas em cada detalhe da roupa, modificando-a a todo instante. — Sim! Agora sim. Um uniforme perfeito! — concluiu sorridente ao ver suas roupas mais curtas, justas e decotadas.

– Se isso der a mais do previsto o Remus que paga. — Dorcas falou ainda folheando a revista.

– Ei! — exclamou o recém-chegado Remus.

– Amor, aprenda. Quando se vive com mulheres são os homens que pagam as contas. — disse a loira dando de ombros.

Remus fez uma careta que fez Lyra e Jasmim rirem do padrinho.

– Agora podemos ir? — perguntou Lyra.

– Não. Moça arrume o uniforme de minha cópia. Se não como faremos as brincadeiras? — questionou com um sorriso maroto no rosto.

Mesmo impaciente Lyra deixou que a moça arrumasse seu uniforme, ficando um pouco desconfortável com o resultado.

– Não acha que a saia está meio curta? — perguntou, mordendo os lábios.

– Sim. Falta roupa ai. — Lupin disse sério, cruzando os braços.

– Não, está perfeita mana. E Padrinho, calado.

Dorcas riu da pequena discussão entre eles e se levantou.

– Agora podemos ir? — repetiu as palavras de Lyra.

– Podemos ganhar roupas pra Hogsmeade? — perguntou com um sorriso angelical.

– Sim, nós não temos roupa para Hogsmeade. — confirmou, com o mesmo sorriso que a irmã.

– Eu que vou ter que pagar? — o lobisomem perguntou.

– Sim. — disseram as três meninas.

– Então eu escolha as roupas. — terminou com um sorriso arteiro.

– Não. — gritaram desesperadas.

O moreno que ainda esperava terminar as medidas de suas roupas riu. Quem era este menino? Ninguém mais, ninguém menos que Harry Potter. Foi no instante que sua risada soou no ar que Remus deu-se pela sua presença e arregalou os olhos, surpreso.

– Harry? – arfou Remus.

– Harry Styles? Um dos gatos de One Direction? Onde? — perguntou Jas prestes a surtar.

– Não, sua idiota — retorquiu Lyra, finalmente descobrindo quem era o garoto que lhe parecia familiar — Harry Potter, O Garoto Que Sobreviveu.

– Ah, este Harry. — disse por fim olhando o menino. — Você não parece tão bonito quando dizem, apesar de ter um charme. — comentou.

Lyra deu um tapa na própria testa.

– Por Merlin, Jasmim!

– Que eu fiz? Ah, tá. Já entendi. — suspirou derrotada. -Parei com ataques de moda. — levantou as mãos. -Mas, sério, você bem que podia mudar seu visual, né?

– Parem com isso! Vocês estão confundindo o menino, coitado. Ele parece até a Lilian no meio de uma briga dos Marotos. — Dorcas revirou os olhos.

– Lílian? — perguntou Harry — Você conheceu minha mãe?

– Se eu conheci a sua mãe? Por Merlin, Harry! Eu era uma das melhores amigas dela. Perdi o posto de sua madrinha pra Marlene, aquela amante de cães.

– Tia Dorcas! Não fale assim deles. — Lyra pediu baixinho.

– Ah, desculpe, desculpe. — pediu depressa.

– Somos quase irmãos, sabia? — perguntou Jas animada.

– perguntou Harry, sorrindo. O garoto adorava saber mais sobre seus pais.

– Sobre o que? A madrinha conhecer seus pais e ser melhor amiga da sua mãe? Ou sobre o padrinho também conhecer eles e ser melhor amigo do Tio Pontas? Ou até mesmo sobre sermos quase irmãos pelo fato de nosso pai ter fugido pra ir morar com o seu e os seus avós praticamente adotaram ele? — Jas estava animada, até dava pulinhos.

– Jasmim! — grunhiu Remus. -Sabe que não pode falar essas coisas.

– Como? — Harry perguntou baixo e confuso.

– Pensando bem... As roupas trouxas são bem mais estilosas, não é Jas?

– Sim, com toda certeza. — afirmou pulando do banquinho.

– Já paguei, podemos ir. -Dorcas disse voltando. – Está devendo-me alguns vários galeões Remus. — informou puxando o mesmo pelas mãos. — Tchau Harry. — disse por cima do ombro.

– Tchau Harry! Até Hogwarts. — gritou Lyra, seguindo Dorcas.

– Corte o cabelo e bagunce-o mais. Vai que arranja uma ruiva fogosa? — Jas disse antes de correr atrás dos padrinhos e da irmã.

Notas finais
N/Anne: Espero que gostem do cap :3 N/Dani: Olá pessoinhas. Sorry a demora. Espero que amem o capitulo e comentem ^.^ Se quiserem, aceitamos também recomendações
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.