Black Sun (Sol Negro)
2 Capítulo 2 - Para onde iremos?
Notas iniciais
Eu me sentia, me sentia...sei lá, eu me sentia diferente, como se a minha alma não estivesse mais conectada com o meu corpo. Estava acontecendo algo que eu não sabia, eu não sentia mais eu mesma, parecia que todo o meu corpo se foi, e só sobrou a alma.
Foi quando abrir os olhos, que percebi que não estava no mesmo lugar, e que eu não era mais a Mônica.
_Meu Deus, onde eu estou?
Ao mesmo tempo que o lugar era bom, era horrosisante, eu estava no meio do nada, só havia uma pequena rajada de luz no meio da escuridão. Eu podia ouvir vozes me dizendo que eu deveria ir para o lugar da luz e outras para ficar onde eu estava. Eu não sabia por onde ir, que caminho seguir, mas sabia que eu não estava mais no nosso mundo.
_Acho que vou seguir o caminho da luz
No meio do caminho, encontrei mais pessoas, havia muitas, chorando e outras nem ai. Mas antes resolvir falar com um deles, para responder as minhas dúvidas.
_Você poderia me dizer, onde estamos?
_Onde estamos, onde estamos...não estamos em lugar nenhum, não percebeu que todos estão mortos, incluse você — disse ele.
_Eu só queria uma informação, seu tosco
_Tosco, tosca é você, onde já se viu... — disse ele com muita raiva.
_Ai se o Sansão estivesse aqui você veria, o que é bom para a tosse
_Mesmo que você tivesse com a sua arma, não poderia me atingir, assim como você, somos todos intangíveis, somos fantasmas ou almas — disse ele gritando
_Mesmo assim eu ficaria feliz se o coelho tivesse atravessado você e...
_Silencio vocês ai, temos que fazer silêncio, coisa que nenhum de vocês estão fazendo- disse um homem no fundo
_É mesmo desculpa eu prometo que não farei, apenas se essa garota aqui, fechar ma boca — disse ele
_Desculpa, fazer o que né?
Eu olhava para ele e sentia só raiva, apenas isso, mas no fundo sabia que ele poderia me ajudar, a voltar. E acho que o único jeito, seria mostrar para ele que eu sou a culpada da discussão, embora ele que começou.
_Desculpa, por favor, eu só queria uma informação
_Tudo bem, muitos são assim, pode perguntar o que quiser — disse ele com se alcamando.
_Me diga uma coisa, porque aquelas pessoas estão com aquelas correntes nos braços? Com uma grande bola no final, sendo que a bola é de vários tamanhos?
_São as pessoas ruins — respondeu ele, já estando calmo.
_Pessoas ruins?
_Exato, são aquelas pessoas que estão pagando todos os pecados, que fizeram durante a vida, quando você faz uma maldade na vida, não acontesse nada, mais isso se acumula até cheghar o momento daq morte, onde você tem que pagar caro por eles — disse ele
_Pagam com o que? Dinheiro?
_Claro que não, eles pagam de uma forma diferentes, o tamanho das correntes e da bola, significa o tamaho de seus erros, enquanto maior a corrente, maior foi a quantidade de pecados e maior será a punição, ás vezes ele são julgados, para ver se merecem uma segunda chance, outro são mandados para o submundo e outros ficam vagando pela terra eternamente sem rumo — respondeu ele
_Me diz uma coisa, e se as pessoas com correntes, derrepente fizessem algo bom, o que a conteceria?
_Uma parte da dívida seria paga e a corrente ficaria menor — disse ele
_Mas que horror
_É eu sei — disse ele
_Você poderia me dizer quem é você?
_Eu? Porque você iria querer saber de alguém tão inútil como eu? — disse ele
_Porque você se chama de inútil?
_Você não iria querer saber — disse ele triste.
_Iria sim, pode contar, eu sei que você precisa de um ombro amigo
_Tá, eu irei te contar...
-Pode falar sou toda ouvidos
_Bom, para começa eu me chamo Connor Mackensie, nasci no interior dos estado unidos e com 9 anos meus pais se separaram, e eu acabei vindo com a minha mãe para o Brasil, eu era um garoto comum até os 15 anos de idade, quando me deparei com algo que eu nunca deveria ter visto e provado...
_O que era?
_Drogas, eu esperimentei e comecei a ficar viciado nelas, isso feiz com que a minha mãe não tivesse mais orgulho de mim, fiz tanta coisa que não tenho coragem de contar, até que com dezessetes anos decidi ir para uma clinica de recuperação e com dezoito sai dela e voltei para o mundo...
_E ai você?
_E ai um dia eu estava na balada e comecei a beber que nem um louco, bebi várias latinhas de cerveja e quando a balada acabou eu sai com o meu carro, resultado ouve acidente no meio da estrada...
_Foi assim que você morreu?
_Não, ainda tem muito mais, não fui eu que morri e sim quem estava no outro carro, erma pessoas inocentes, que não mereciam aquilo e eu me senti muito culpado por tudo e decidi me livrar de tudo...
_O que você fez?
_Eu subi até o último andar do prédio onde morava e pulei dele, e agora estou aqui conversando com você, esperando para ser julgado — disse ele infeliz
_Nossa que história triste, você é um dos julgados?
_Sim
_Eu sinto muito mesmo
_Não sente nada, eu sou o culpado de tudo- disse ele mais triste ainda
_Todos nós cometemos erros, só temos que aprender a como consertalos.
_Tem razão, eu deveria aproveitar o tempo naquele mundo e ajudar a todos, em vez de me jogar do último andar, isso só mostra que eu sou mais corvade do que imaginava, que não tive coragem de encarar o mundo, depois daquilo — disse ele.
_Bom pode ser que você njão ajude ninguém lá, mais pode ajudar alguém aqui...
_Quem? — perguntou ele
_Eu mesma, preciso da sua ajuda para voltar ao mundo e ajudar meus amigos, quem sabe assim sua pena diminui?
_Tem razão...
_Parceiro e amigo
_Parceira e amiga — disse ele cumprimentando a nova amiga...
Continua...
Fale com o autor