Black Sheep.
4 Capítulo III.
Notas iniciais

Capítulo III.
Rose Katherin Weasley.
“Então, no meu quarto ano tudo começou;
Um novo Herdeiro de Slytherin,
Sobrinho de Voldemort.”
O quarto ano poderia ser resumido em:
Encontros em segredo e um aluno novo.
I – Encontros em segredo.
Toda noite, ela saía do seu dormitório e ia até a Sala Precisa onde o encontrava.
“- Você vai sair de novo? – Perguntou Arabella. – Aonde você vai toda noite?
Rose suspirou.
— Bella...
— Rose, eu sou sua amiga! Eu quero saber onde você vai, eu me preocupo!
Rose riu baixo para não acordar as colegas de dormitório.
— Drama Queen!
Arabella apenas revirou os olhos.
— Eu vou me encontrar com o Scorp, lembra que eu disse que nós estávamos ficando?
Arabella abriu a boca, surpresa.
— Você só tem 14 anos!
— Meu Deus, Bella! – Rose olhou para amiga. – Você só pensa merda!
— Ah! – Arabella suspirou. – Eu pensei que vocês dois já tinham... Sabe?
— Não. Ainda não.
— O que?!
— Eu to brincando! Aff, eu vou indo!
— Pelo amor de Merlin, se cuida!
Rose riu e com cuidado, fechou a porta do dormitório.
Saiu da Sala Comunal da Sonserina e desceu as escadas, tendo todo o cuidado do mundo para não ser pega por Filch – por Merlin, como ainda estava vivo? Ele já devia ter uns 106 anos! – e por sua gata, Madame Norra. – Rose diz que ainda vai matar aquela gata, pois o animal é pior que os Monitores.
Rose ia em direção ao sétimo andar, onde se encontrava a Sala Precisa, pensando em tudo o que havia vivido até ali. Não que ela esteja “velha” ou que já tenha vivido muita coisa, entretanto, ela gostava de pensar no passado; pensar de como chegou a onde está.
Rose gosta de pensar em tudo; Scorpius, aulas, feitiços, torturas – e isso é um pouco estranho, mas para ela é muito normal, o importante era ninguém saber dos seus pensamentos – seus amigos, sua “família”.
A ruiva parou em frente à uma enorme tapeçaria que retrava a insensata tentativa de Barnabás, o Amalucado, ensinar balé aos trasgos. Rose andou três vezes, pensando no local marcado, geralmente, esse local era o quarto dele – os pais dele não desconfiam que o filho está ali, até porque o elfo doméstico deles encoberta as travessuras do garoto.
— Pensei que não viria. – Comentou ele, quando a viu.
Ela apenas riu, antes de beija-lo.
Scorpius e Rose gostavam de olhar as estrelas e imaginar como seria a vida deles quando saíssem de Hogwarts.
— Nós vamos casar. – Dizia Scorpius. – Vamos ter uma filha chamada Lyra, para seguir com a tradição dos “Black”.
— Okay. – Ela riu. – Mas o menino vai se chamar Daniel.
— Daniel? Por quê?
— Porque é o nome do meu avô por parte de mãe.
Pois mesmo não gostando dos trouxas, Rose amava os avós e se pudesse, transformaria eles em bruxos. Eles não se importaram com o fato dela ter ido para a Sonserina, seu avô até disse “Sonserina, uh? Interessante. Escute bem, mocinha: Eu posso não ser um bruxo, mas sei de tudo o que Salazar Sonserina fez, então, creio eu, que podemos esperar coisas grandes vindas de você. Podem ser boas ou más, quem decide é você”.
Eram poucos os momentos em que Rose se dava ao luxo de imaginar uma vida ao lado do loiro, pois ela sabia que de certo modo, isso nunca aconteceria – mas, Rose torcia para estar errada. – Eles eram diferentes demais e uma hora ou outra o encanto acabaria. Entretanto, ela aproveitaria cada momento ao lado dele. Pois ela o amava.
— Um beijo por seus pensamentos. – Falou ela, olhando-o.
Scorpius riu e abraçou ela.
— Estou pensando que, talvez, eu seja o seu pior erro.
— Não seja tão convencido!
Porque ela sabia que, na verdade, ela era o pior erro dele.
Pois o pior erro dela, seria achar que ele ficaria ao seu lado; era achar que ele sempre a amaria.”
II – Um novo aluno.
Ele chegou na metade do quarto ano, foi para a Sonserina, tinha o mesmo sobrenome de você-sabem-quem, mas ninguém percebeu isso.
“Todos os alunos que pertenciam a Sonserina estavam na Sala Comunal da sua casa – que é dentro dos limites das masmorras, uma simples parede aparentemente vazia abre-se a partir do pronunciamento da senha de conhecimento único dos sonserinos.
Ao entrar é possível compreender o porquê, para quem a conhece, não existe em lugar nenhum do mundo como a Sala Comunal da Sonserina. A primeira coisa que se vê ao entrar é uma ampla sala semiesférica, onde ao centro reina imponente uma enorme lareira circular e em seu interior uma gigantesca estátua de prata de Salazar Slytherin protegida por uma serpente que enrola sua estrutura dos pés até o braço sempre estendido. E por fim a cabeça da serpente, que além da função estrutural de suporte tem significado ideológico baseado no que fora ensinado pelo grande bruxo.
Da base da estátua, chamas em verde intenso sobem rentes à imagem do fundador e iluminam todo o salão comunal. Bem ao redor da lareira ficam dispostos diversos sofás e poltronas, todos em couro de tom negro e decorados com mantas e almofadas de veludo em tons de prata e verde. Ao norte do salão, mais distante da área principal que tem como limites as quatro pilastras que sustentam a estrutura de todo o salão comunal, fica a fonte com o formato de uma enorme cabeça de cobra com notáveis olhos de esmeralda, onde jorra uma água cristalina ainda que vinda do lago localizado acima.
A parede que fica de plano de fundo para a fonte é esculpida com imagens de cobras das mais diversas espécies, todas com o mesmo detalhe: os olhos feitos de esmeralda. Complementando a estrutura da fonte, uma área que serve como banco é o refúgio diário de muitos sonserinos que se afastam da movimentação da área central e buscam um pouco de paz. Já à esquerda do salão fica uma área destinada majoritariamente aos estudos dos sonserinos, onde duas paredes repletas de livros circundam uma enorme mesa circular que se estende sob um majestoso lustre de prata. As portas para os dormitórios encontram-se nas extremidades da esquerda, ao lado da área de estudos, e direita, respectivamente o masculino e o feminino.
O diretor da casa, Horácio Slughorn – outro que Rose não sabe como está vivo – daria um aviso importante. O curioso era que ele estava acompanhado da Diretora McGonagall e um garoto de no máximo 14 anos. Ele tinha cabelos negros, desarrumados, olhos castanhos e porte atlético, esquio e musculoso, para sua idade, é claro.
— Uau! – Comentou Arabella, olhando para o garoto.
Rose soltou algumas risadinhas.
— Novo crush, Bella?
Arabella apenas riu.
— Alunos, este é Tyler Riddle. – Algumas risadinhas foram ouvidas. Rose, por sua vez, revirou os olhos. – Ele estará cursando o quarto ano, foi selecionado para a Sonserina e...
A ruiva não estava mais prestando atenção no que o professor dizia. Ela estava observando o novo sonserino, algo nele a chamou atenção e não foi a bela aparência do garoto.
“Riddle... Riddle... Holy Shit!”
“- Eles não veem o óbvio. – A ruiva diria, um ano depois.
“- Minha amiga, os bruxos são como os trouxas: só veem o que querer ver. Eles não querem mais uma guerra, então, porque Diabos, se importariam com isso?”
“Ele era como Voldemort e com o tempo,
Estava ganhando seguidores.
Era um ótimo aluno, ninguém desconfiaria dele.
Ele era a cópia perfeita do Lord Voldemort”
Tyler Riddle era como seu tio, ela havia percebido isso, ele era um bom aluno, ficava sempre na dele, não queria se destacar. Pois se fizesse isso, perceberiam o ‘plano’ dele. Mas isso não impediu o fato de que assim como Rose, ele fosse amado pelos professores.
No meio do ano ela soube o que ele estava fazendo. – Descobriu isso quando voltava de mais um encontro com Scorpius, estava passando pelo corredor e ouviu a conversa dele com outros sonserinos. E com o tempo, ele foi conseguindo seguidores, muito seguidores.
— O que você acha disso? – Perguntou Arabella.
Elas estavam no dormitório da Sonserina.
— Eu acho que agora não é hora de pensarmos nisso, vamos ver até onde isso vai ir e depois decidimos o que fazer.
“Eu era tola e falei para meus pais,
Mas tudo o que recebi foi um
“Deixe de besteira, Rose! Vá para o seu quarto!”
As férias chegaram e lá estava ela indo falar com os pais, achou que se contasse o que estava acontecendo, eles iriam querer ela de volta, pois ela mesma já disse: Era tola demais.
— Eu preciso falar algo sério com vocês.
— Agora não, Rose.
— Mas, mãe...
— Rose, sua mãe já disse que agora não!
Ela suspirou. Falaria tudo de uma vez.
— Só quero avisa-los que tem um novo Herdeiro de Slytherin...
Sua mãe revirou os olhos.
— Garota, eu já to' perdendo a paciência. Não existe outro herdeiro, só existia Voldemort e ele morreu sem deixar descendentes! Agora deixe de besteira e vá para o seu quarto!
Ah, creio que eles se arrependeram de agir daquela maneira, mas o arrependimento deles não mudaria em nada o que estava para acontecer.
* Tyler Riddle: Dylan O'brien
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