Black Letter

5 Corrida Contra O Tempo


Nós procuramos por eles durante algum tempo e nada. Começamos a ficar preocupados o que será que aconteceu com os dois? Mandei uma mensagem para Luci perguntando onde ela estava.

Mas ela não me respondia.

— Sam ela não me responde... Que horas são? – Eu já estava ficando desesperada.

— Oito e meia. Não temos muito tempo! – Ele me fez apressar o passo

— Eu sei

Continuamos a correr por um bom e avistamos o palco no centro da praça.

Luci e Iam já estavam lá.

— Luci... – Gritei me aproximando —... Por que não me respondeu?

— Respondeu o que mulher? – A cara de duvida dela me mostrava que ela não sabia do que eu estava falando.

— Te mandei uma mensagem. – Falei pra ela.

Luci olhou no celular.

—Não chegou nada... Até porque está sem sinal. – Ela franziu o cenho.

— Temos um problema. – Entrei logo no assunto.

— Como assim Megan? – Luci me perguntou.

— Lucia não fala! Só me escuta e você Iam presta atenção também... — Contei da Cigana, da carta e expliquei que não tínhamos muito tempo... Mas ela fazia uma cara de quem não estava acreditando muito... — Lucia sabe quando a gente colocou fogo no armário da Elizabeth na escola?

— Pera um pouco você colocou fogo em um armário de alguém? – Sam me cortou.

—Sam não temos tempo! – Rebati.

— Lembro! – Luci me respondeu rindo um pouco com da lembrança.

— Lembra que eu disse que não tinha um bom pressentimento? E que achava que alguém levaria a culpa no nosso lugar e realmente aconteceu? To sentindo a mesma coisa.

— Mas isso é meio absurdo Meg... – Ela disse.

— Você confia em mim? – Resolvi apelar — Quantas vezes eu tirei a gente de confusões?

— Okay... Mais uma confusão para o nosso histórico. – Ela riu.

— Sam você vai me ajudar? — Perguntei

—Vou ficar ao seu lado. – Ele me disse num tom firme.

Todos nós olhamos pro Iam.

— Tudo bem to dentro... Vamos morrer mesmo. – Iam riu.

—Seu humor é ótimo cara – Eu dei uma risada melancólica — Alguém me diz que horas são?

—Sou muito engraçado – Ele riu um pouco — E são quinze para as nove. – Iam me falou

Vi uma papelaria aberta corri até lá e tirei uma xerox da carta e do anexo e voltei correndo.

—Prestem atenção! Iam e Luci vão atrás da Madre e do Diretor do McCoy e pesam ajuda... Deem a carta original e avisem as autoridades locais precisamos de apoio para tirar o maior numero de pessoas daqui. Eu e o Sam vamos procurar indícios das bombas e tentar desarma-las. Se nós realmente acharmos uma mandamos fotos pra vocês pelo celular. Iam seu celular é android*? – Ele balançou a cabeça concordando — Ótimo da pra enviar pra você mesmo sem sinal! Entenderam?

Todos concordaram.

— Mais uma coisa... – Todos me olharam — Fiquem vivos!

Viramos de costa e cada um seguiu para um lado.

Eu e Sam corríamos para perto de onde estavam os fogos de artifício procurando algo semelhante às bombas.

Os desenhos que tinha naquele anexo pareciam de mini-zepelins com a bandeira americana desenhada... E coisas do tipo era o que mais tinha por ali. No anexo também diziam que alguns deles seriam falsos para ninguém identificar... Mas as verdadeiras teria uma pequena peça diferente que causaria explosões...

— Megan... Olha aqui... – Sam me chamou.

Cheguei perto dele e vi que ali tinha uma bomba verdadeira. Peguei meu celular e imediatamente mandei uma foto pra Iam que já tinha me mando uma mensagem via Hey Tell* dizendo que eles tinham achado os diretores e estavam a caminho das autoridades.

—Sam nós precisamos desarmar isso... – Disse em desespero.

— Eu sei mais andei lendo os papeis e é meio complicado, mas acho que eu consigo. – Ele me olhou tentando passar confiança.

Ele pegou a bomba com cuidado e lendo o papel começou um processo complicado, conforme ele ia desmontando ele ia me explicando o que fazer pra quando eu for desmontar uma já saber o que fazer. Ele foi cortando alguns fios e retirando algumas peças até que tirou um fino tubo azul de dentro de uma base estranha que soltava uma fumaça.

— Meg... Você tem que tirar esse tubo! Se conseguir fazer isso você desarma. – Ele olhava dentro dos meus olhos. – Balancei a cabeça concordando. — Que horas são? – Ele me perguntou.

— São nove e quinze. – Respondi

— Tudo bem. – Ele respirou fundo.

Ele levantou e ficamos nos encarando. Quando eu ia procurar outra bomba ele me puxar a minha mão me fazendo ficar perto dele. Ele levantou meu queixo na direção do rosto dele.

— Meg foi uma prazer te conhecer hoje! Se sobrevivermos eu quero que você me de a oportunidade de ficar junto com você. – Os olhos castanhos dele me fitavam firmemente e eu senti meu rosto corando. — Promete que vai deixar?

Desviei o olhar por um segundo pensando.

— Tudo bem Sam eu prometo! – Disse dando um sorriso tímido e ao mesmo tempo triste.Ele abaixou o rosto na minha direção e me deu um selinho me soltando em seguida.

— Vamos... – Ele disse sério — Temos trabalho a fazer mocinha! E agora eu tenho um motivo pra querer ficar vivo então sem enrrolação, por favor.

Eu dei risada e fui procurar por mais bombas. Não podíamos mais perder tempo já era nove e vinte. Musica tocava alta, pessoas riam ao nosso redor e alguns fogos já estavam pipocando no céu.

Eu estava ficando assustada.

Achei mais três bombas no momento em que uma explosão rompeu o céu estralado.