Após algumas horas de cavalgada, o grupo alcança uma espécie de estalagem, já era algo por volta das 18 horas, o céu estava alaranjado com o pôr do sol, dessa vez ninguém ousou quebrar o silencia, mesmo Laura, que faria de tudo para conquistar Ryan.

Decidiram, então, passar a noite na estalagem, mas haviam apenas dois quartos disponíveis, porém eles eram três.

– E agora? O que faremos? –Diz Ryan sem dar tempo para nenhuma das garotas se pronunciar.

– A resposta é óbvia não acha? Laura dorme em um quarto, e nós dividimos o outro, afinal, não se pode confiar nela.

– Eu protesto! –Diz Laura antes mesmo de July terminar a frase. – Você já teve sua chance de dormir com o Ryan, não tenho culpa se você não soube aproveitar.

– Você queria mata-lo, não podemos correr esse risco, o que você me diz Ryan?

– Eu não vou me meter nessa discussão, vocês se decidam ai.

– Se eu quisesse matar alguém, eu já o teria feito. Porém, como prova de que vocês podem confiar em mim eu farei o que ela diz, passarei essa noite sozinha. –Diz Laura com uma cara de cachorro abandonado, esperando que Ryan se sensibilize e diga o contrário, porém não é o que acontece.

July está séria por fora, porém ela está se sentindo vitoriosa, mesmo tendo um corpo mais esculpido, não tinha a beleza de Laura, e nem mesmo seus mistérios, mas pela primeira vez sentiu que tinha uma chance, e que poderia competir a mesma altura.

A noite foi fria como todas as outras, porém cada quarto guardava sua própria lareira, mas naquela noite uma lareira não se acendeu, essa era a lareira do quarto de Ryan e July, o calor que emanava de July por conta de seu espirito guardião tornava a lareira desnecessária e aquecia o quarto, mas não era um calor como o sol do verão, era um calor protetor e aconchegante, um calor apaixonado.

Os quartos não eram muito grandes, havia apenas uma lareira, um criado-mudo, e uma cama de casal, Ryan e July teriam que dormir juntos, como haviam feito na noite passada.

Ao acordar na manhã seguinte Ryan se vê de frente para July, dormindo tranquilamente, como se algo a estivesse protegendo, ao ver que em seu rosto havia um leve sorriso, Ryan se pega pensando novamente no que sua mãe havia dito na manhã de seu aniversário, decide então se levantar para tomar o café da manhã, porém ao se virar para executar tal ação Ryan se depara com Laura nua ao seu lado, Ryan não consegue reagir a tempo, e os dois caem no chão, com Ryan por cima de Laura como uma de suas mãos tocando os peitos de Laura, e a outra próxima a seu rosto.

– Aaaaahhhh!! O que está acontecendo aqui?

– Naaaa... Pra que isso tudo? Eu estava dormindo. –Diz Laura ainda sonolenta. – Vejo que alguém finalmente tomou uma atitude, são grandes o bastante pra você?

– Que gritaria é essa? –Diz July ao acordar com o berro de Ryan. – O que você está fazendo?! Seu pervertido!

– N-Não é o que parece!

– Ooh Ryan. Seja gentil...

– Desculpe... –Diz Ryan saindo de cima de Laura e se encolhendo no canto do quarto.

– É melhor sairmos logo, antes que aconteça mais algum imprevisto, não acha Ryan? –diz July com uma voz aterrorizante.

– Sim senhora capitã...

Ryan sai do canto do quarto, pega sua espada em baixo da cama e sai do quarto, deixando as duas meninas sozinhas.

– Agora, é você quem me deve explicações, pequena insolente! O que fazia aqui e não no seu quarto?

– Primeiro, sou mais velha que você, não faz sentido você me chamar de “pequena insolente”, e segundo, não devo satisfação a você.

– Eu acho que deve, afinal, você invadiu o meu quarto.

– Nesse caso. Mesmo acendendo a minha lareira estava muito frio no meu quarto, então vim ver se vocês tinham um cobertor que pudessem me emprestar, já que vocês dividiriam a mesma cama e iriam acabar trocando calor corporal, mas quando entrei vocês já estavam dormindo, e aqui, mesmo com a lareira apagada, havia um calor aconchegante e protetor, um calor...

– Um calor apaixonado. –Diz July completando a frase de Laura. – Esse calor emanava de mim, o calor se ajusta de acordo com o meu estado de espirito, e podemos dizer que nesse momento eu estou perdidamente apaixonada por Ryan, e quero deixar bem claro que não importa o que você faça, ele será meu.

– Não imaginei que fosse fácil, mas que vença a melhor, e é claro que serei eu. –Diz Laura fazendo uma pose sexy

Do lado de fora, Ryan que estava encostado na porta e acabou ouvindo toda a conversa desceu as escadas o mais rápido que pode para não ser encontrado por elas, acertou as contas com o dono da estalagem e foi até o estabulo para preparar Hyperion e Meriel para a viagem, “ E agora o que eu faço? Não quero magoar Laura, e muito menos July, mas se em algum momento eu tiver que escolher não sei o que eu irei fazer. ”, Após alguns minutos as meninas aparecem no estabulo.

– Bom dia capitã, preparei o seu cavalo.

– Bom dia Ryan, sua gentileza não vai mudar a minha raiva.

– Desculpa.

– Parece que não tenho um cavalo. –Diz Laura em um tom chateado

– Não se preocupe, vamos dividir o cavalo. –Diz Ryan ainda triste.

Eles seguem em direção ao castelo, e após alguns minutos de cavalgada July para e espera Ryan chegar ao seu lado. Logo que se aproxima, Ryan percebe que estão na beirada de um penhasco, e ao longe vê um castelo feito de pedra cinza com uma pequena cidade nos arredores, e protegido por uma muralha com guarnições a cada 100 metros, e ainda um foço a rodeava, era como uma fortaleza impenetrável, nada entrava ou saia sem ser visto, e para aqueles que conseguissem invadi-la, havia um exército com mais de 10.000 guerreiros espirituais designados a proteger o castelo em caso de emergência. Ryan estava fascinado com a magnitude do castelo, afinal, nunca havia deixado a vila, Ryan ficou excitado com a ideia de que lá dentro havia algo que era seu por direito, e disse a July.

– Vamos, já estamos quase lá.

– Nada disso, o castelo parece próximo, mas ainda faltam alguns dias de viagem, não tem necessidade de cansar os cavalos, isso só irá nos atrasar, vamos manter o ritmo e seguir viagem. –Responde July virando o cavalo e seguindo paralelo ao penhasco.

Eles continuam indo para a esquerda até alcançar uma velha ponte de madeira, faltavam alguns pedaços, parece ter aproximadamente 400 anos, Laura estava receosa em atravessar a ponte pois sentia que ela podia cair a qualquer momento e queria procurar outro caminho, porém Ryan e July estavam seguros quanto a ponte e decidiram passar.

Ao chegar do outro lado do penhasco eles decidem parar para descansar e alimentar os cavalos, Ryan sai para procurar frutas para comer no caminho, e as garotas começam a conversar, desta vez era uma conversa amigável, conversaram sobre o tempo antes de Laura se tornar uma guerreira espiritual renegada, July descobriu que Laura era alguns anos mais velha que ela, tinha feito 19 a dois dias, coincidência ou não o mesmo dia em que Ryan completara 15, Laura também tinha alcançado o posto de capitã, descobriu também que as adagas de Laura juntas formavam a frase “Feroz como uma pantera, gentil como uma lebre”, conversaram sobre coisas de meninas, não puderam mais conversar pois Ryan havia chegado, arrumaram as coisas e seguiram viagem novamente.

Após alguns minutos de cavalgado encontraram algo que se parecia com um posto avançado de guerreiros espirituais e decidiram parar por lá e continuar viagem no dia seguinte, logo que se aproximara foram abordados por dois guardas com suas armas.

– Quem são vocês, e o que fazem aqui?

– Capitã Scout ao seu dispor, estamos indo com destino ao castelo, e queremos falar com seu comandante.

– Ninguém fala com o major Winter, sem aviso prévio.

– Então quer dizer que o Steve virou major antes mim? Como aquele pequeno insolente ousa?

Ao dizer isso um homem não muito alto, cabelos brancos, olhas negros como as sombras, pele clara, vestido com um sobretudo, e uma albarda dupla chinesa em uma das mãos sai pela porta...

*Momento nerd!

Para quem não sabe o que é uma alabarda, nem uma alabarda dupla, e muito menos uma alabarda dubla chinesa, darei uma breve descrição: é uma lança com aproximadamente 2 metros, uma ponta afiada de metal, e para complementar uma lâmina como a de um machado, no caso da alabarda dupla, tem duas dessas lâminas, para mais detalhes perguntar ao mestre google.

*Fim do momento nerd!

– O que está acontecendo aqui! –Então ele simplesmente olha para July. – Olha quem decidiu mandar notícias, senhorita Scout, como está o quartel?

– Capitã Scout pra você, o quartel está bem, mas agora parece que terei que me esforçar mais, não posso aceitar que você se tornou tenente e aqui como capitã. –Ao dizer isso July desce do cavalo. – Deixe me apresenta-los, esse é Ryan, meu subordinado e essa é Laura...

Então Laura a interrompe.

– Sim, já nos conhecemos.

– O que aconteceu no passado já passou, se ela está com vocês parece que ela já se arrependeu. –Diz Steve sério.

Antes mesmo de July responder Laura a puxa pelo abraço e com o olhar diz.

“Não responda, depois nós conversamos.”

July entende a mensagem.

– É parece que sim, mas podemos passar um tempo aqui?

– Claro! Você sabe que não tenho coragem de falar não pra você.

Eles então entram, Steve lhes apresenta o quartel e lhes mostra o quarto que irão ficar, porém eles são três e existe apenas um quarto disponível, July e Steve vão para a sala de comando para conversar, Ryan e Laura ficam no quarto e começam a conversar.

– Então Laura, você ainda não me disse por que queria me matar.

– Alguém te quer morto, eu não sei porque, mas como sou uma mercenária, aceitei a missão, mas assim que olhei para você, e o resto você já sabe, mas se me permite perguntar, já que você é um guerreiro espiritual, onde está a sua arma?

– Eu ainda não a forjei, aparentemente o farei assim que retornar, mas por enquanto usarei a lamina de meu pai. –Diz Ryan desembrulhando a lamina.

Porém antes que termine Laura lhe rouba um beijo, a princípio Ryan fica chocado, mas quando percebe o que está acontecendo ele corresponde, solta a lamina e coloca sua mão na cintura de Laura, então alguém bate na porta, e uma voz masculina chama.

– Senhor Walker, o senhor está ai?

– Sim só um minuto!

Então Ryan e Laura abrem a porta.

– Ah, desculpe, não sabia que o senhor estava acompanhado, e convenhamos, é uma ótima companhia.

Laura e Ryan ficam corados.

– Segura essa língua Noland, não é porque somos “amigos” que você tem essa liberdade, fale logo, o que você quer?

– O Tenente Winter mandou chama-los, ele quer jantar com seus convidados.

– tudo bem, mostre-nos onde ele está. -Diz Ryan querendo evitar discussões

– Sim senhor.

Ao dizer isso Noland guia os até a sala de jantar, um salão grande, com aproximadamente duzentas mesas, e uma maior no centro com vários tipos diferentes de comida, esse jantar havia sido preparado apenas para os convidados pois os jantares nos quarteis geralmente não tinha essa abundancia toda, assim que entrou no salão de jantar Ryan percebeu July e Steve estavam sentados em uma mesa redonda com cinco lugares, próxima a janela, quando estava indo se sentar Ryan passou pela mesa central e notou que havia um pudim, Ryan adorava pudim, mas só comera uma vez na sua vida, quando completara 13 anos, July o levara um como presente, assim que todos estão sentados na mesa Steve diz.

– Então qual seria o interesse de vocês no castelo?

– July disse que tem algo que me pertence lá, mas mudando um pouco de assunto, eu posso pegar um pudim?

– Pode sim, se quiser eu peço ao chefe que traga um somente pra você.

– Ah, sim, eu adoraria, obrigado.

– Então July, o que é isso que vocês estão indo buscar no castelo?

– Eu também não sei. –Diz July chateada. – O general me disse que quando Ryan completasse 15 anos e se alista-se que eu o levasse lá para buscar, mas ele não me disse o que seria.

– Uuh, entendo... Mas o que o Ryan tem de tão especial que o general guarda algo que o pertence?

Ryan nem prestava mais atenção, estava tão feliz com o seu pudim que nada mais importava, e Laura estava comendo, e pensando no beijo que deu em Ryan.

– Achei que você não soubesse mesmo... Ryan é o herdeiro de Black Leaf, O Rei Dragão. -Diz July

– Esse moleque? Ele não consegue nem se concentrar em uma conversa, quem dirá derrotar sozinho um exército. -Diz Steve em um tom de deboche

Por um momento Ryan se esquece do pudim e diz.

– Então lute comigo, posso não ter tido nenhum treinamento, mas um babaca como você também não deve ter muito poder.

– Você tem certeza disso Ryan? -Adverte July

– Não July, tudo bem. Ouviram isso rapazes?! Essa criança disse que pode ganhar de mim em um duelo de espíritos!

O quartel inteiro começa a rir

– O Duelo será de manhã, descanse bastante moleque, vai precisar.

Ao ouvir isso Ryan se levante, pega seu pudim e sai, mas assim que sai do salão, July e Laura se entre olham e o seguem, ao chegar no quarto Ryan já está com a lamina desembrulhada em seu colo ele parece estar “conversando” com seu pai, Laura entra e senta ao seu lado, mas July para no batente da porta e diz.

– Você sabe que não precisa fazer isso, né?

– Não July, você não entende, podem me bater, me roubar, e até mesmo me rejeitar, mas uma coisa que não aceito é que me insultem, ou insultem o legado de meus ancestrais, posso morrer amanhã, mas morrerei defendendo a minha honra, a honra de minha família, e sei que onde quer que esteja meu pai estará olhando por mim amanhã.

– Eu não vou tentar te convencer a não lutar por que eu sei que não vou conseguir, mas caso eu ache necessário eu irei interferir, não importa o que você ou qualquer um diga, não posso te perder, não agora.

– Tudo bem.

E com esse clima de guerra eles se deitam para dormir, Laura e July no beliche e Ryan em um colchonete no chão.

Na manhã seguinte Ryan acorda antes das meninas, como sempre, e sai do quarto com sua farda e sua lamina desembrulhada, vai até o pátio externo, onde ocorrerá o combate, senta-se no centro e começa a meditar enquanto espera seu oponente, após alguns minutos Steve chega e diz.

– Vejo que acordou cedo, espero que esteja preparado.

– Eu já nasci preparado, vamos esperar a plateia, não vai adiantar eu te humilhar se não tiver ninguém para ver.

Ryan continua meditando por aproximadamente umas hora, foi então que July, Laura, e todo o batalhão chegaram para assistir a batalha, Ryan se levantou e Steve, que estava sentando afiando as laminas de sua alabarda, se aproxima para iniciar a batalha, July dá um passo à frente e diz, a batalha acaba quando um dos lados não aguentar mais batalhar.

Steve gira sua alabarda em torno do corpo, Ryan aponta sua lamina para Steve.

Ryan avança em direção ao seu oponente, Steve dá um passo para a esquerda e desvia facilmente do ataque de Ryan.

– Você acha mesmo que pode me vencer com essa velocidade.

– Cale a sua boca e lute.

– Moleque insolente! Você vai aprender a ouvir quando alguém mais experiente fala.

Steve investe em carga, com o peito de Ryan como alvo, porém no último segundo ele desliza para o lado e acerta uma cotovelada na costela de Ryan, que é jogado alguns centímetros para o lado e percebe que onde foi atingido está congelado, antes mesmo que consiga se levantar Steve já está caindo com a ponta de sua alabarda apontando para o seu rosto, Ryan rola para a esquerda e se levanta em um salto, assim que Steve toca o chão ele congela, Ryan não se preocupa e avança com a lamina para trás, como quem carrega um poderoso ataque, porém Steve bloqueia com uma das laminas de sua alabarda e a espada de Ryan também congela.

– Acho que você já percebeu, não é rapaz? Eu sou o “Lobo Invernal”, tudo o que eu toco em combate congela.

– Você acha mesmo que um simples gelo pode me impedir? Não sei se você já reparou, mas o de tempos em tempos o planeta congela...

Steve não espera Ryan falar, e avança, Ryan é lento demais para desviar, dessa vez Steve não o atinge com um ataque de impacto e sim com a lamina de sua arma, o corte não chega a sangra e sim congela, Steve volta a atacar mas dessa vez são vários ataques consecutivos, e seus alvos são a coxa, o abdome, as costas, e a panturrilha de Ryan, seu alvo não conseguiria mais se mover, era uma questão de tempo até Ryan falecer.

– Meus ataques cortantes criam estacas de gelo dentro de meu alvo, que pouco a pouco morre congelado, terei misericórdia e acabarei com seu sofrimento de uma vez!

Ao dizer isso levanta alabarda como um carrasco levanta sua foicem pronto para decapitar seu oponente, mas antes mesmo que ele pudesse deferir seu ataque July aparece com sua marreta em mãos.

– Se você mata-lo arranjará problemas não só comigo, mas com o general, e você sabe que não pode me vencer.

Ao dizer isso Ryan que estava caído de bruços no chão se levanta e com uma voz sombria diz.

– Saia da frente, irei acabar com isso!

– Ryan, você está bem?

– Quem é Ryan? Essa criança que me carrega pra lá e pra cá nesse embrulho? Ele não é digno de meu poder, mas em honra ao pai dele eu irei acabar com isso de uma vez!

– Quem é você?!

– Quem? Ou o que? Eu sou Black Leaf, e irei ensinar bons modos a esse cachorro do mato! -Diz ele com uma voz quase reptiliana e totalmente sombria

July se afasta, decide que não vai mais se intrometer, e deixara Steve ter o que merece.

Ryan não é mais humano, seus olhos estão como os olhos de um lagarto, sua pele está escamosa, e uma aura negra emana dele, o ambiente está pesado, Ryan não está mais lá, agora quem lidera essa luta é Black Leaf.

– Sofra!!

Antes mesmo que Steve possa agir, Black Leaf some, e aparece atrás dele, ele é tão rápido que os olhos não conseguem acompanhar, em um instante Steve está caído no chão cheio de cortes e Ryan está de joelhos no outro lado do campo, Black Leaf terminou seu trabalho, e parece que não voltara tão cedo.

Laura e Noland correm para ajudar Ryan, enquanto outros soldados levam Steve à enfermaria.

No quarto, Ryan acorda com dores de cabeça, Noland, Laura e July estavam do lado de fora preparando os cavalos, eles precisavam sair logo, não queriam confusão com um quartel inteiro, Ryan pega sua espada, seu casaco preto e vai até o estabulo, lá Laura está com seu antigo cavalo, Kworn, e Noland está alimentando sua égua, Clara, assim que Ryan chega Laura corre para abraça-lo.

– Graças a deus! Ryan, você foi incrível naquela luta!

– Mas pelo que me lembro eu estava caído no chão prestes a ser derrotado, depois, só me lembro de acordar no quarto.

Noland interrompe.

– É melhor partirmos, deixem a conversa pra depois.

E com essas palavras eles seguem em direção ao castelo, agora eles tem um novo integrante no grupo, Noland, Mas qual seria o interesse dele em seguir viagem com o grupo? Ryan pensa um pouco sobre isso e decide perguntar.

– Ei Noland, porque você está vindo conosco se esse quartel é sua casa?