Black Jack
2 Capítulo 2
– Ei, Jack, o que aconteceu com você? – Dizia a professora de química, do lado da carteira de Jack.
– Hã? Como assim?
– Você... tá copiando tudo... e eu ouvi de algumas pessoas, que você brigou com três traficantes alguns dias atrás.
– É...
O sinal para o intervalo batia, todos os alunos saiam correndo ansiosos para chegar logo lá fora, Jack ia calmamente, com a mão no bolso do uniforme, então quando ele descia as escadas, ele olhava pro lado direito e via dois rapazes, falando alguma coisa com Kaitie, Jack ia lentamente até ela.
– Ei, você nem é daqui garota, vai embora, não pode entrar aqui.
– O que eu faço aqui, não é problema seu, idiota.
– Sua vadia! – O rapaz levantava a mão para dar um tapa na cara de Kaitie, mas Jack rapidamente segurava a mão dele.
– Não faça isso.
– Ei, quem é você cara?
– Jack. – Ele soltava a mão do rapaz, que dava alguns passos pra trás.
– Você sabe quem eu sou, não sabe?
– Sim... você é Hirito.
– Então, você me conhece, certo?
– Posso dizer que sim, já que você é um daqueles carinhas “populares” na escola, que só quer aparecer para as meninas, e quer dar uma de valentão pros amiguinhos, mas nunca briga sozinho, resumindo... é um merdinha qualquer.
Hirito ficava nervoso com o que Jack dizia, e corria rapidamente até o garoto, tentando dar um soco nele, Jack segurava a mão de Hirito calmamente, e torcia a mesma.
– AAAAAH! Maldito!
Jack soltava a mão de Hirito e dava um chute no rosto dele, fazendo ele cair, então ele lentamente andava do lado de Hirito, e pisava no seu rosto, enquanto estava no chão, ele olhava para o amigo de Hirito.
– Vai vir ajudar sua putinha, ou vai correr?
– Tsc...
O outro rapaz corria para outro lugar, então Jack tirava o pé de Hirito, e pisava novamente, e depois Hirito levantava lentamente.
– Só corra igual sua amiguinha... se não vai ser pior.
– Maldito, vou acabar com você!
Hirito corria atrás do amigo dele, Jack virava pra trás e via Kaitie, então ele sorria, e andava lentamente até ela.
– O que houve?
– Eu fui na sua casa te visitar, mas seu pai disse que você estava na escola, então eu vim aqui pra te ver no intervalo, e esses dois idiotas começaram a falar coisas pra mim.
– Que coisas?
– Do tipo... que se eu não saísse da escola, eles iriam me pegar e levar pro banheiro... e bom... você já sabe o resto, né?
– Tsc... esses merdinhas, me dão nojo... mas enfim, você está bem?
– Sim... mas e você? Sabe que não podia estar aqui né? E muito menos brigando.
– Sim... não me da sermão não, cara.
– Cara? Eu não sou nenhum cara. – Dizia Kaitie colocando suas mãos na cintura, e olhando Jack com um olhar um pouco de raiva.
– Desculpa... Kaitie...
– É... Jack... sua barriga... ela está...
– O que? – Jack olhava pra baixo e via um pouco de sangue no chão, e a sua barriga coberta por sangue, então ele se sentia mole...
– Essa não, vamos embora, Jack. – Kaitie pegava na mão do rapaz e começava a correr.
– Espere, tenho que pegar minha bolsa.
– Aonde é sua sala?
Jack começava a guiar a garota, então eles chegavam na sala onde ele estuda.
– Qual é a sua mesa?
– A última do lado esquerdo, perto da janela.
– Tá, eu vou lá pegar, me espera aqui, tá?
– Ok.
Kaitie entrava na sala de aula e corria até a mesa de Jack, ela pegava a bolsa do garoto, abria ela rapidamente e começava a colocar o material da mesa dele na sua bolsa, então depois ela fechava a bolsa dele e colocava nas costas e corria até ele novamente.
– Pronto, vamos.
– Me dê a bolsa...
– Não, eu levo... vem.
Ela pegava na mão dele novamente e começava a correr, ele estava correndo um pouco mole e lento, praticamente estava sendo puxado pela garota.
– Jack... sua mão, está quente... e suada...
– Sim... eu estou suando muito.
– Essa não... você deve estar ficando com febre... Vamos logo.
O sinal batia, Kaitie e Jack desciam as escadas rapidamente, e algumas pessoas da sala de Jack ficavam olhando os dois.
– Quem é aquela garota... e o que está fazendo com Jack? Será que eles são namorados? – Dizia um amigo de Jack, para outro amigo de Jack.
– Eu sei lá, cara... acho que sim, enfim, vamos subir.
Kaitie e Jack saiam da escola, e Kaitie parava na calçada, Jack parava do lado dela, com sua mão esquerda na barriga, pra ninguém ver o sangue, ela segurava na mão do garoto novamente, e um taxi passava perto dos dois, Kaitie levantava a mão, chamando o taxi.
– Que sorte de ter um taxi aqui perto... – Dizia Jack, com a voz bastante mole.
– Fique quieto, Jack... vamos pra sua casa.
– T-Tá...
O taxi parava na frente dos dois, eles entravam atrás do carro, Jack primeiro e Kaitie depois.
– Aonde que é pra ir?
Kaitie dizia o endereço da casa de Jack, depois de alguns minutos eles chegavam na casa do rapaz, e saiam do taxi.
– Kaitie, meu pai... está trabalhando agora, a chave está no bolso pequeno da bolsa.
– Ok. – Kaitie abria o bolso e começava a mexer nas coisas, então ela via a chave e pegava, e fechava o bolso, ela abria a porta, os dois entravam na casa do rapaz, e depois ela fechava a porta.
– Tranque, por favor.
– Ah, tá.
A garota trancava a porta, ela pegava novamente na mão do garoto e subia as escadas, ela abria a porta do quarto do rapaz, e então deitava ele na cama.
– Tire a camisa.
– Hã? O que?
– Tire logo a camisa.
– ...Tá.
Jack tirava a camisa, e a garota jogava a mesma no chão.
– Droga, o ferimento abriu... sabe aonde tem remédio, essas coisas medicinais, aqui na sua casa?
– Lá na cozinha, no armário.
– Ok...
A garota saia do quarto de Jack, e corria para a cozinha, ela abria o armário e achava uma caixa cheia de remédio, ela pegava um remédio para febre, e uma faixa, então ela pegava um copo de água e subia as escadas novamente e entrava no quarto do garoto.
– Tome aqui, o remédio de febre.
– Tá. – Jack pegava o copo e o remédio, então ele colocava o remédio na boca, e engolia tomando um pouco de água, e colocava a água na mesa do lado da cama, e garota ligava o abajur na mesa do garoto, pra iluminar um pouco o quarto.
– Vou enfaixar você novamente.
Kaitie sentava do lado do rapaz na cama, e começava dar pontos na barriga dele, fechando novamente o ferimento, então o rapaz sentava na cama, e ela começava a passar a faixa envolta do corpo dele, cobrindo o ferimento.
– Como sabia que tinha que fazer isso?
– Já estudei um pouco medicina... sei fazer primeiros socorros...
– Entendi... que bom...
– Deite, você vai ficar melhor.
Jack deitava, e Kaitie deitava do lado dele.
– Hã?
– Vou ficar aqui com você pra te ajudar em qualquer coisa, até seu pai chegar...
– Tá... muito obrigado... Kaitie...
Os dois fechavam os olhos, e dormiam... depois de algumas horas, o pai de Jack entrava no quarto e via os dois dormindo, ele então logo saia do quarto e fechava a porta.
No outro dia... Os dois acordavam.
– Bom dia, Kaitie.
– Bom dia, Jack... ei... eu... preciso te contar uma coisa.
– O que?
– Sabe... o Jason?
– Hm... o que tem?
– Eu conheço ele.
– O que? Sério?
– Sim... antes de ontem, de noite, quando você me falou o que ele fez com sua mãe, eu fui no esconderijo dele... e disse que algum dia, você acabaria com ele.
– Hããããã? Você sabe onde é o esconderijo dele?
– Sim...
– Vamos pra lá, agora!
– Não, Jack.
– O que?
– Você está ferido, esqueceu? Já brigou ontem na escola, não pode brigar de novo, tirando que ele tem uma gangue que tem entre 200 e 300 membros... é melhor você não mexer com ele por enquanto, você ainda não está pronto... quando estiver, nós dois... vamos montar uma gangue, e acabar com ele... Ok?
– ...Ok.
– Certo.
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