Black Ice
6 Cruel World
Notas iniciais
Rosie começara a se desesperar de novo. O que estava acontecendo com ela? Com que ela poderia procurar ajuda? Nem ela sabia.
O seu cabelo estava graduando para o branco cada vez mais e às vezes, ela soltava algumas rajadas sem querer. Ela ainda não tinha controle sobre os seus poderes. Ela pensou em ligar para a Debby, mas a mesma só poderia se desesperar, que nem ela, e tudo que Rosie não precisava nesse momento, era mais uma pessoa sem saber o que fazer.
“Mary é claro!” Pensou ela.
Ela começou a procurar pelo o seu celular, mas não o acha. Provavelmente fora levado pelos bandidos e o jeito foi telefonar do fixo do seu apartamento mesmo.
– Mary, ai meu Deus, ainda bem que você atendeu.
– Querida, está tudo bem?
– Eu preciso que você venha até aqui.
– O que aconteceu, Rosie? Você está bem? Fala-me alguma coisa, menina. Quer me matar do coração?
– Só venha até aqui, preciso te mostrar uma coisa.
– Não vai me dizer que já engravidou Rosie.
– NÃO! – Rosie ficou em silêncio. – Só venha aqui, por favor.
– Ok, já estou indo. Não se preocupe, já vou.
Rosie se encara mais uma vez no espelho e olha fixamente para o seu cabelo. Suas mãos estavam mais frias do que nunca. Ela se senta na cama e apóia a cabeça nas mãos. Os flashes vinham mais e mais em sua mente. “A gente vai voltar”. Afinal, quem eram aqueles caras? E de quem estavam fugindo? Ela desaba e começa a chorar. Tudo aquilo, não só a questão de seus novos poderes, mas também o que estava acontecendo com ela ultimamente... A nova vida morando sozinha, pai assassino libertado... Pela primeira vez na vida, ela desejou voltar nos tempos do orfanato.
(...)
– Como assim, vocês aplicaram o soro em uma moça? Vocês ao menos a conhecia?
– Não – Respondeu Asher. – O coroa não deu nenhum sinal da grana, a gente não ia correr o risco de ser preso. Afinal, falando em dinheiro...
– Não vou pagar vocês nenhum centavo sequer. A missão não foi concluída com sucesso.
– Como assim, você não vai nos pagar? – Pergunta Jorge mirando um revólver em Mark.
– O acordo era vocês trazerem o soro até as minhas mãos e pelo visto está em algum DNA de uma moça qualquer.
Félix começa a ficar impaciente com aquela tensão e dá uma volta pelo quarto. Ele encosta-se a uma parede do canto do lado de uma mesinha. Ele encara o porta-retrato que está em cima da mesa e não acredita na coincidência. Ele pega o quadro pra ver mais de perto e tirar a conclusão.
– Pessoal, vocês não vão acreditar...
Ele pega o porta-retrato e vai em direção a Mark e os seus dois amigos.
– Quem é ela? – Pergunta Félix.
– Minha filha. Por quê?
– Asher, Jorge. Essa moça não é a que raptamos ontem à noite?
Os dois conferem a foto e concordam.
– Vocês raptaram a milha filha?! Onde ela está?
– Vai com calma, chara. A gente não sabia que ela era sua filha e foi um seqüestro relâmpago. Deixamo-la em um beco qualquer... – Jorge dá de ombros.
– Vocês nem verificaram se ela sobreviveu? Aquilo pode ser letal.
– Afinal, o que aquele soro faz, hein? Os olhos dela brilharam.
– Os olhos dela brilharam? Ficou tipo branco?
Os três fazem que sim com a cabeça.
– Ok, isso é um bom sinal então. Não está tudo acabado. Se bem que isso foi uma deliciosa coincidência.
– Já que a gente fez tudo certinho, cadê a grana? – Lembra Jorge.
Mark desvia o olhar e começa a andar impacientemente pelo quarto. Passa a mão na testa e finalmente revela que não tem como pagá-los.
– Você o que? – Asher agarra Mark pelo pescoço e o encosta na parede. – Tu vai pagar com a sua vida. Vamos estourar os miolos dele.
– Não, não. – Diz Jorge fazendo sinal para Asher o colocar no chão. – Se a gente o matar, a S.H.I.E.L.D vai ficar sabendo e isso pode fazer com que eles cheguem até nós, e a gente não quer isso, certo?
– Mas e a grana? – Diz Asher.
– Ele vai pagar. Mais cedo ou mais tarde. Afinal, você trabalha num mercado, não é, Mark? Mercados geralmente têm bastante dinheiro nos caixas ao fim do dia.
– O que vocês querem que eu faça?
– Se você não nos pagar, a gente vai procurar a sua filha e o pagamento vai ser a vida dela.
Asher joga Mark no chão e os três deixam o quarto. Mark começa a chorar no chão e tinha que procurar Rosie o mais rápido possível.
(...)
– Mary! – Diz Rosie aliviada ao ver Mary em sua porta.
– Rosie, o que aconteceu? Você me deixou preocupada. E que cabelo é esse? Essa moda de hoje, viu...
– Entre e é melhor se sentar.
– Rosie...
Mary se senta na ponta da cama enquanto Rosie fica de pé na frente encarando o chão, tentando descobrir por onde começar.
– Mary, sabe aqueles super-heróis ou super-vilões dos quais a gente vê na televisão?
– Você me chamou aqui pra isso? Pra falar de quadrinhos? Você já passou da idade, mocinha...
– Não, não é isso. – Rosie se senta na cama ao lado de Mary e dá a mão para ela.
– Nossa, menina. Que mão gelada é essa? Deus que me livre.
– Preste atenção em mim... Ontem à noite fui seqüestrada.
– O QUE? COMO ASSIM?
– Calma, essa não é a pior parte. Eles não queriam dinheiro ou algo do tipo, eles guardaram uma coisa em mim. Eles tinham uma seringa com um líquido branco que brilhava Mary, e eles aplicaram em mim. Eu só tenho alguns flashes, mas lembro disso e depois desmaiei. E hoje de manhã, acordei num beco, e...
– E... O quê, garota?
– E saía gelo das minhas mãos!
– Criança, pára de brincar...
Rosie coloca a mão sobre a cama e a congela. Mary olha boquiaberta para o que estava acontecendo bem na sua frente.
– Por isso o cabelo branco?
– Aham.
– E como tira isso?
– Eu também não sei. Não faço a mínima idéia.
As duas se abraçam.
– Rosie, você precisa continuar a sua vida. Você ao menos consegue controlar?
– Às vezes sim, às vezes não.
– Quem sabe com o tempo, isso não some?
Rosie dá de ombros e assente com a cabeça e as duas se abraçam de novo.
19:30PM
Rosie estava saindo de casa para ir trabalhar, ela estava seguindo o conselho de Mary. Fingir que nada estava acontecendo era o melhor que se podia fazer.
A primeira coisa que ela fez ao chegar ao Rock ‘N’ Ivy foi procurar Debby. Sua amiga estava retirando os pratos de uma mesa. Rosie para na frente dela, limpa a garganta e fala:
– Acho que a senhorita esta me devendo algumas gorjetas, sabe...
– Me desculpe, Rosie.
– Qual é a sua definição de um cara legal? Céus, de longe, o homem mais nojento e ridículo que eu já conheci.
– Pegue, pode ficar com as minhas gorjetas. — Diz Debby cabisbaixa estendendo o dinheiro em sua mão.
– Não precisa. – Rosie sorri e Debby sorri de volta.
– Você é a melhor.
– Eu sei!
– Afinal, onde você se meteu ontem à noite?
– Fui para casa.
Debby vai em direção à cozinha e Rosie vai para o balcão. E Datan já estava lá, esperando por ela.
– Chegou cedo hoje, hein, Datan.
– A cada minuto sem te ver é um minuto perdido.
Ele se levanta e dá a volta no balcão sem Rosie ver. Ela estava na pia lavando as mãos e ele chega de supetão e a agarra.
– Datan! O que é isso? Me solta. Você ta bêbado. Me solta.
Os pedidos foram ignorados e Datan a assediava cada vez mais, tentando me beijar.
– JÁ CHEGA!
Rosie coloca a mão na frente do rosto e solta uma rajada de gelo em Datan. Todas as pessoas que estavam no bar ficaram em silêncio encarando a cena. Alguns estavam com os seus celulares na mão, fotografando e filmando a cena. Em questão de minutos, tudo aquilo já estava postado em redes sociais.
– Oh meu Deus! Me desculpe, Datan.
– Desculpa o caramba. Você é quem aqueles esquisitões da TV. Você é um mutante, um alien? Oh meu Deus. — Datan saiu correndo do bar.
(...)
– Onde está o Bucky?
– Na sala de conferências, Diretor.
Coulson vai até a sala de conferências enquanto convocava mais dois agentes para ir à missão.
– Bucky! Rastreamos o soro. Parece que está em uma menina chamada Rosie e um incidente aconteceu num bar na Broadway chamado Rock ‘N’ Ivy. Prepare-se, preciso de você nesta missão.
– Entendido, Diretor.
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