Black Ice
11 A Little Talk
Notas iniciais
– E este aqui?
– Também não!
– Tem certeza?
– Tenho! Pelo menos eu acho...
– Mas já é a décima quinta foto de suspeitos que temos aqui.
– Desculpa, Coulson. Desculpa mesmo. Sei que você e sua equipe andam se esforçando para me ajudarem mas aquela noite foi tudo muito rápido, é como se fossem pequenos flashes que vêm e vão em minha memória. Lamento.
– Olha, Rosie. Não é a sua culpa. Uma hora vamos acha-los e resolver essa coisa toda. – Diz May confortando com um cumprimento no ombro.
May se retira do escritório de Coulson levando as fotos dos suspeitos e os relatórios. Após fechar a porta, o silêncio toma conta do ambiente e Rosie aproveita a situação para conseguir algumas informações.
– Coulson?
– Sim?! – Respondeu enquanto estava regulando comandos da sua mão mecânica.
– Aquele dia... que houve a invasão na divisão científica.... Eu sei que sou nova por aqui e nem sou classificada com uma agente para ter acesso à estas informações, mas... não sei como explicar... parece que estão escondendo algo de mim.
– Rosie, é como você mesma disse. Você não é uma agente portanto não pode ter acessos à informações internas da S.H.I.E.L.D.
– Eu sei, mas todos agem como se estivessem escondendo algo de mim.
– Deve ser pelo fato de todos aqui serem espiões.
– Bucky na academia no outro dia, pareceu saber algo relacionado ao que está acontecendo. Não acho justo todos saberem o que diabos está acontecendo na minha vida, menos eu!
(...)
– Prove-nos que este soro funciona.
– Olha, não sei como isso funciona, afinal somos bandidos e não cientistas. E isso estava no cofre de bizarrices da S.H.I.E.L.D, então creiamos que isso tem um valor bem simbólico, não? – Respondeu Asher com um sotaque meio russo em tom sarcástico.
A vista do escritório era deslumbrante. Uma cobertura altamente luxuosa e um escritório muito bem decorado e bem elegante, com vidraças dando vista à bela cidade de New York.
– Vocês são os bandidos mais “pé de chinelo” que já conheci. Vocês têm a audácia de vir oferecer um acordo sendo que vocês nem possuem outra amostra do soro... Patéticos! Agora se me deem licença, tenho coisas mais importantes para resolver.
– Hey, hey! Só porque trabalha num escritório de bacana acha que pode nos tratar assim? Nem terminamos de falar ainda. – Asher complementou. Apenas ele e Félix haviam ido se encontrar com o Diretor Ziugánov, um dos maiores diretores da divisão científica da H.Y.D.R.A.
– Vocês tem 30 segundos. – Responde Ziugánov olhando o seu relógio de pulso.
– Infelizmente, este soro parecia ser uma amostra única deles e ela já foi usada em uma menina. Caso você acompanhe os jornais, deve ter sabido da jovem que andou mostrando habilidades “geladas” pelas ruas da cidade. – Continuou Asher.
– Como vocês sabem que ela usou o soro?
– Porque fomos nós que aplicamos nela.
Ziugánov começa a mostrar interesse e debruça os cotovelos em sua mesa, os fitam com olhos bem acirrados e faz um sinal com a mão para a dupla continuar.
– No dia da invasão, nós a sequestramos e aplicamos o soro para caso nos capturassem, assim o trabalho não estaria perdido e assim receberíamos. Entretanto, a S.H.I.E.L.D, encontrou-a primeiro. – Disse Félix.
– Você disse “receberíamos”. Foram contratados por quem? Quem mais teria interesse nesse soro?
– Ora, o próprio criador. O nome dele é Mark Young. Já foi um cientista da S.H.I.E.L.D mas foi demitido por querer usar seus experimentos malucos fora dos laboratórios e ser sua própria cobaia. Acontece que pela coincidência do destino, a menina sorvete é filha dele e ele até agora não nos pagou.
– E assim, vocês vieram procurar dinheiro com a gente?
– Claro! – Exclamou os dois juntos.
– Leve-nos até esse tal de Mark, quero dar uma palavrinha com ele...
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