Black Desert
38 Respostas
— "Gale realmente matou algum Skrea ontem?"
— "Grr, você vai mesmo começar com essa pergunta!?"
De repente eu pude ver aquele Skrea começar à apertar o braço da poltrona com suas garras, como se eu tivesse conseguido tocar de primeira em um assunto bem delicado (ou como se talvez ele apenas não estivesse mais conseguindo manter aquela falsa fachada comportada).
Vendo que eu poderia perdê-lo rápido com apenas uma pergunta, eu então tentei mudar minha abordagem para algo mais simples, testando para ver até onde ele estava disposto à abrir o jogo sem novamente mudar seu temperamento da água para o vinho!
"Inacreditável... Eu realmente estou tendo que manejar um Skrea bipolar...?"
— "... Certo, o que então aconteceu nas avenidas?"
— "Uma emboscada. A patrulha em que eu estava foi atacada do nada pelo bando daquele desgraçado."
— "Atacada como, se as armas que eles deram para as pessoas estavam descarregadas?"
— "Hump, seu amigo realmente não te disse nada sobre o que ele fez?"
— "... Ele não é meu amigo, e não sei porque vocês dois ficam falando como se eu já devesse saber as respostas!"
— "É porque você já sabe mais do que muita gente dessa cidade sequer vai saber."
— "Do que você está falando?"
— "... A ordem geral foi para esse assunto ser enterrado. Em uma questão de tempo será como se isso nunca tivesse acontecido."
— "...Ordem?"
Diante da minha voz, o Skrea então me encarou com um desgosto muito profundo no olhar, quase como se eu tivesse feito uma pergunta que ele não queria ter que responder ou até mesmo pensar sobre.
Ele então, impacientemente, se levantou da poltrona em que estava -sem tirar os olhos de mim- e começou a caminhar pelo quarto como se tentasse tirar a sua mente do que quer que pudesse ser, demonstrando ansiedade em seus próprios passos até gradualmente se acalmar com um longo suspiro.
— "Eu não vou falar sobre isso, você tem alguma outra pergunta ou eu posso ir embora?"
— "... Se não vai falar sobre isso, então não me faça perguntar. Você ainda não me disse nada do que eu quero saber!"
— "Então pergunte de uma vez o que você quer tanto saber! Você também está me enrolando!"
— "Grr, o que exatamente aconteceu lá!? Em detalhes!"
Ao que gradualmente nossas vozes ficavam mais e mais altas, antes de me dizer qualquer coisa ele começou a cerrar seus punhos, mostrando o quanto estava se exaltando só por conta daquela nossa inflamada conversa!
Mas, de repente, então ele parou por um instante ao que também se deu conta da mesma coisa que eu, respirando firme e parecendo tentar querer se controlar -até que seu corpo voltasse à parecer novamente relaxado.
Acho que ele no fundo estava se esforçando para não comprar briga comigo, já que isso não ia nos levar à lugar nenhum por uma quarta vez. Eu não era Gale, e ele já tinha o que queria... Continuar insistindo em agir violentamente sem razão seria uma atitude humana demais, até mesmo para esse Skrea mentalmente bagunçado (e disso pelo menos eu queria poder me convencer).
Foi aí que, limpando sua garganta, ele voltou a falar comigo em uma voz bem mais calma e controlada.
— "Éramos 9 e tínhamos acabado de sair em ronda pelas Avenidas quando alguns guardas ouviram um barulho vindo dos becos. Eram várias pessoas aparentemente armadas começando à correr para longe de nós que nem ratos. Todos deram muita atenção para aquelas pessoas, mas eu senti que algo estava errado e resolvi olhar para onde nenhuma atenção estava realmente voltada, para cima. Foi aí que vi à tempo aquele desgraçado atirando aquelas porcarias de agulhas na nossa direção! Eu consegui desviar, mas todos que estavam perto de mim não tiveram a mesma sorte..."
Ouvindo aquilo, eu sem querer me aproximei um pouco mais dele, chegando perto o suficiente da outra poltrona para conseguir me apoiar no braço dela -assim como uma pequena criança intrigada querendo ouvir mais e mais. Mesmo que aquilo que ele estava me contando não fosse ainda tão diferente do que eu já havia por conta própria imaginado ter acontecido. E então eu continuei ali, entretido em encontrar mais coisas para serem exploradas nessa história dele enquanto insistia em pressioná-lo com mais perguntas.
— "Aquelas agulhas... Estavam envenenadas, não é?"
— "Estavam. Mas duvido que isso seja alguma novidade você."
— "... Você tem alguma ideia do que foi que Gale usou em vocês?"
— "E por quê você quer saber isso!?"
De repente aquele Skrea virou seu rosto na minha direção, quebrando a pouca amistosidade que tentava se manter entre nós e começando à transtornadamente falar de uma forma que eu (ingênuamente) não estava esperando! Ele parecia querer acusar de forma errada as intenções por trás daquela minha pergunta, e ao que eu automaticamente me afastei da poltrona -esperando que sua alteração não fosse acabar bem para o meu lado- com alguma coragem também procurei revidar seu inquérito, usando da mesma exasperação!
— "Qual é o seu problema comigo afinal!?"
— "Eu odeio humanos, esse é o meu problema com você! Odeio humanos, e odeio muito mais vocês, Odaliscas nojentas!!"
— "Eu não sou uma porcaria de Odalisca, e eu já te disse isso!"
— "Você trabalha em uma boate, anda por aí vestido dessa maneira, e está falando comigo dentro de um quarto sujo desses-...!! E ainda sim quer que eu finja que você não tem relação nenhuma com elas!?"
— "... Uma Odalisca faz coisas que eu nunca faria! Não me compare-!!"
— "Então você quer que eu ache o que!? Que é só um doente que se veste assim por prazer!? Aposto que no fundo você não é diferente de nenhuma delas... Afinal vocês humanos são todos sujos por dentro..."
— "...!! N-Não fale sobre aquilo que você não sabe!"
Assim que eu disse aquilo em um tom frustrado, um silêncio incomodo surgiu entre nós dois ao que nem eu e nem ele nos sentíamos mais dispostos à trocar algo... algo, além de um único silêncio mal encaixado dentro daquele clima instável.
Foi aí que, ainda irritado, eu olhei para ele procurando ver com qual de seus humores eu estava agora lidando, mas ele apenas estava ali parado, desviando o seu olhar de mim como se estivesse sentindo nojo de estar naquele mesmo quarto comigo. E estranhamente, aquilo me ofendeu um pouco mais do que eu imaginava que poderia ter me ofendido.
Mas diferente das pessoas que normalmente me julgavam errado e me tratavam mal pelas costas, dessa vez, eu não havia conseguido ficar simplesmente com raiva também... eu não estava mais conseguindo me sentir capaz de continuar falando alto, ou continuar me exaltando com ele ao que minhas forças estavam já se esgotando um pouco por entre nossas discuções... Dessa vez eu só fiquei ali, finalmente me sentindo chateado de verdade por ter sido tratado daquela maneira -sem que houvesse uma boa razão para isso. E daquele jeito, por mais um pouco, aquele silêncio entre nós dois se prolongou amargamente.
Então, com um tom -muito mais baixo do que minha pretenção- eu arruinei um pouco nosso impasse ao que afinal decidi perguntar à ele sobre isso -sobre sua intensa aversão às Odaliscas. Minha curiosidade já estava -dentro daquele silêncio- há um tempo superando todos os meus outros sentimentos e me fazendo ser capaz de ignorar quase tudo que eu estava sentindo só para finalmente descobrir qual era de verdade o problema dele comigo.
"Afinal, para alguém que não pretende me matar e está tentando cooperar, ele até que me despreza bastante em paralelo. E isso tudo é só porque eu me visto assim?"
— "Por quê você odeia tanto Odaliscas?"
Ao ouvir minha voz, ele então quebrou também um pouco a sua expressão amarga e olhou para mim com certa curiosidade, não esperando talvez que eu fosse realmente insistir em querer saber sobre aquilo.
E com a mesma rapidez que ele pareceu reconhecer o meu interesse, ele então também me respondeu, não se importando quanto a controlar mais o tom da sua voz –nada gentil.
— "... Porque vocês dividem a minha raça! Tentando de propósito nos transformar em algo que não somos!"
— "...?"
— "Minha raça nunca foi feita para entender o que são sentimentos, e nós temos sempre que ficar lutando contra isso para nos mantermos no controle! Mas ainda sim, vocês existem! Vocês existem e tentam nos fazer sentir a todo custo, seduzindo pelas ruas qualquer um que tenha dinheiro até se deixarem ser conquistados por vocês, mesmo que essa pessoa seja um Skrea! E viciando vários de nós em porcarias que nunca deveriam de existir, para inicio!"
— "..."
— "...Vocês ignorantemente ficam bagunçando as nossas vidas! Corrompendo as pessoas ao meu redor, instigando elas à abandonarem tudo que precisavam ser e que acabaram se recusando a cumprir! E tudo isso, sem quebrarem as regras necessárias para que eu pudesse -por direito- impedir vocês! É por tudo isso que eu odeio vocês humanos. Porque só por existirem vocês acabam nos contaminando, como se fossem uma porcaria de vírus que não dá para ser exterminado!"
Finalmente, depois que ele terminou de desabafar tudo que pelo visto queria, eu então olhei um pouco para baixo -igual a uma criança que havia recebido uma bronca- arrependido de ter perguntado aquilo mas tentando também processar parte do que eu ao menos conseguia entender.
Skreas são tão militarmente disciplinados que realmente deve ser difícil ser pego de surpresa pelos membros da sua raça quebrando essas correntes e vindo se divertir entre nós humanos. Afinal, eu mesmo que não tenho nada a ver com isso também estranho essas coisas -deles virem se misturar entre nós- como se não fosse para ser dessa forma. Mas, mesmo tentando entender o lado deles... Mesmo assim...
— "É só por isso?"
— "O que, isso não é razão o suficiente para eu te odiar!?"
— "..."
— "Tanto faz... Eu não sou obrigado a te convencer de nada. Acredite no que estiver afim, Odalisca. Minha vida jamais vai depender do que você pensa ou deixa de pensar, então não estou nem aí!”
Falando isso em um tom que parecia mais querer desviar o assunto do que realmente me ofender, ele então se calou olhando mais uma vez para o lado. E em resposta, eu também me calei ao que pressentia que podia talvez haver um pouco mais naquela história do que apenas as razões que ele havia dito ter... talvez.
Mas afinal, por quê eu deveria me esforçar em descobrir? O problema dele, afinal, não era exclusivamente comigo e eu também não estava aqui para dar uma de psicólogo de Skrea! Sendo assim eu me contentei com aquelas meias-respostas e logo procurei retomar o meu foco aos assuntos anteriores, voltando de onde havia parado a nossa outra (melhor) tentativa de conversa e me recordando sobre a situação do veneno –afinal, ele sabia o que Gale usou e não queria me contar? Ou ele apenas mudou o assunto sem querer porque fiz uma pergunta errada?
Eu já entendi que ele não confiava em humanos, e é claro que era suspeito uma pessoa estranha perguntar do nada qual havia sido a forma mágica que usaram para matar Skreas, mas eu precisava dessa resposta. Eu precisava entender a gravidade do que Gale estava tramando-... e ele reage melhor quando eu quebro a desconfiança dele, então, se talvez ele entender quais são as minhas reais intenções, será que terei como conseguir a informação que preciso? Decidido a isso, eu procurei colocar de lado parte do meu orgulho e dos meus sentimentos –ainda feridos– tentando me explicar de um jeito calmo e conciso.
— "Eu quero impedir Gale. Por isso preciso saber o que ele usou, para poder saber como impedi-lo."
Falando aquilo, o Skrea então virou de volta seu rosto para mim -um pouco sem saber se acreditava ou não no que eu havia dito- mas parando um instante e olhando para o lado oposto.
— "Por que se importa tanto? É a minha raça que ele está tentando matar, e não a sua."
— "Mas é a minha raça que vai sofrer, se ele conseguir ir até o fim. Eu não quero deixar ele começar uma nova guerra civil."
— "... Então é isso? Como eu imaginei, vocês realmente são movidos por pensamentos inúteis-..."
— "Você sabe ou não qual foi o veneno que ele usou!?"
— "Não sei! Ok?! E não espere que eu também fosse te dizer caso soubesse! Não é porque você me disse suas razões que eu sou obrigado à acreditar nelas!"
— "... Tsc, pense o que quiser... Eu também não sou obrigado à te convencer de nada"..."
Com mais um novo atrito se formando entre nós dois, novamente voltamos a nos calar até que nossos nervos -fácilmente alteráveis- se acalmassem.
Falar com ele era como tentar rolar uma pedra duna acima! À cada 2 passos, à cada 2 palavras, eu precisava parar e recalcular minha tática ou acabaria pondo tudo a perder! Se bem que... até que considerando o Skrea com quem eu estava falando, essa conversa estava até que se saindo bem melhor do que eu esperava. Nenhum de nós havia tentado ainda avançar um no outro –mesmo havendo a vontade– e ele continuava, independente disso, ainda aqui. Aguardando para me responder da melhor forma dentro da sua limitada capacidade de ficar calmo. Quase como se ele se importasse em ir até o fim com a sua palavra, mesmo tendo dificuldade...
"Não que devesse ser tão estranho assim, se eu me lembrar quem ele é... Afinal, comparado aos humanos, Skreas tem muito mais facilidade para honrar suas palavras já que não sofrem qualquer instabilidade emocional."
Foi aí que, movido pela sensação de que eu podia tentar pressionar um pouco mais aquela conversa já que ele continuava esperando as minhas perguntas, eu então voltei a tentar mais uma vez abordar um assunto que antes ele não quis falar sobre...
— "Ele tentou matar todos vocês com aquele veneno... Não é?"
— "..."
— "O veneno que ele usou em você -mesmo em pequena dose-, quase te matou, então não adianta continuar fingindo que ele não-..."
— "Não era para matar ‘todos nós’."
— "...?"
— "... O alvo dele não era a patrulha... Mas sim os dois generais que estavam nela."
— "... Os generais."
Eu repeti aquelas palavras, procurando usar toda a minha lógica sobre essa nova informação. Então ele envolveu generais, e se esse Skrea estava carregando a marca de Derak entre eles-...! Foi aí que eu levantei a minha cabeça, me dando conta de como as coisas finalmente estavam se encaixando na minha mente! Naquele instante, eu encarei o Skrea com uma expressão preocupantemente reveladora, percebendo que Gale estava mesmo com a intenção de fazer algo muito sério! Não tem como ter uma outra explicação se os seus alvos eram para ter sido exclusivamente Skreas de ordem superiora -os maiores obstáculos que ele poderia enfrentar dentro de qualquer revolta! E graças a isso, agora, ele sabe que tem algo em mãos forte o suficiente para abater até mesmo esses Skreas com facilid-...!
— "Espera, por isso então Gale ficou afirmando toda hora que o ataque deu errado! Porque você não morreu! Claro... Ele não tinha como deter uma patrulha inteira só com a dose de veneno que possuía, e por isso focou em ao menos matar os Generais presentes! Se tivesse dado tudo certo, ele iria ter a garantia de que tinha a fórmula perfeita para enfrentar qualquer outro grupo de Skrea sem medo, só que você escap-...!"
— "Eu não sou um general."
Cortando as minhas palavras, ao que finalmente ele olhara direito para mim, eu então também me calei. Aquele Skrea parecia me encarar com certa repreensão, apertando um pouco o seu olhar e fechando suas mãos cada vez mais à cada segundo que passava. Só que, dessa vez, eu não senti que seu alvo era eu, e sim algo muito mais além daquele próprio quarto em que estávamos... Provavelmente, toda aquela sua tensão estava direcionada às suas próprias lembranças do ataque, remoendo e remoendo elas em silêncio dentro dele.
— "... Meus irmãos eram os dois generais daquela patrulha, e não eu."
— "Seus... irmãos?"
— "..."
Assim que eu repeti aquelas palavras, pude ver o Skrea voltar à apertar seus olhos como se um peso enorme pousasse sobre seus ombros, e ele se arqueasse um pouco mais para frente tentando suportar uma verdade pesada demais para se carregar.
E até mesmo eu, com aquilo, também acabei sentido uma pontada dentro de mim... Afinal eu também tinha irmãs e sempre me importei demais com elas, mesmo que a vida tenha nos separado desde tão cedo.
Só que, uma coisa (em meio de muitas outras) me incomodou um pouco mais do que todo o resto dos fatos, e, antes que eu pudessem me dar conta, acabei lhe indagando sem entender.
— "Não achei que Skreas se importavam com a ideia de família."
Assim que eu me dei conta do que havia dito, engoli, porém, a minha voz sentindo que havia dito algo que facilmente iria ser mau interpretado por ser um assunto muito pessoal –assim como, aparentemente, todos os outros... e eu sinceramente não queria continuar irritando ele ainda mais e mais já que isso não me levava a lugar nenhum.
Mas, com o passo que eu sem querer dei para trás -recuando um pouco ao notar o meu acidental descuido- pude então notar os olhos dele, apenas se encontrando com os meus -de longe- e me recebendo com nada mais do que uma calma quase indiferente.
— "E não nos importamos, ‘família’ realmente é um conceito de vocês humanos, e não nosso... Mas, meus irmãos eram tudo que eu tinha nessa merda de cidade. Agora, eu só quero destruir aquele desgraçado e fazer ele pagar, não me importa que isso seja porque eu estou sentindo algo ou não. Eu sei o que eu senti da primeira vez que decidi caçá-lo, e agora eu só preciso continuar lembrando da sensação até encontrá-lo novamente...!"
— "...”
"Lembrando..."
Quebrando a calma com que recebi suas palavras, de repente, cresceu em mim uma sensação de receio ao que pude ouvir o barulho daquelas unhas pontiagudas sendo arrastadas lentamente, com força, contra a parede e arranhando-a de modo que o revestimento de madeira começara a ficar marcado.
Mas ainda sim eu havia, em tempo, conseguido reconhecer antes disso... Aquele Skrea tinha um ponto que finalmente me fez entender melhor seu funcionamento. Ele conseguia se lembrar da sensação de sentir algo que não o pertencia. Ele era capaz de não esquecer, de reter por um tempo e continuar retornando aos sentimentos que precisava, quase como se fossem dele próprio –então é por isso que ele é tão incostante.
De fato eu nunca ouvi por Ebraín que os Skreas conseguiam se recordar de antigos sentimentos, mas também, por quê eles não conseguiriam? E esse Skrea talvez nem mais consiga sentir de verdade esse desejo de vingança ou justificá-lo dentro de sua própria mente -mesmo que ele ainda se lembre que o sentiu... Talvez ele esteja apenas cegamente tentando concluir aquilo que seu eu de ontem desejava conseguir fazer, e isso poderia explicar todas as suas atitudes impulsivas que até então eu mesmo não entendi.
Se for isso mesmo, então a forma dele agir teria mais sentido do que eu estava apostando que tivesse.
"Uma constante decisão racional... tomada em cima de uma breve atitude sentimental."
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