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13 Capítulo 13: Lute Contra os Mortos, Tema os Vivos
Notas iniciais
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Capítulo 13: Lute Contra os Mortos, Tema os Vivos
Logo amanheceu na prisão, alguns sobreviventes já estavam acordados prestes a escutar o plano de Rick, que esperava no refeitório os demais integrantes chegarem.
— Bom dia, Rick. Como a Judith está? – A loira de cabelos curtos indagou quando deixava uma panela de sopa em cima da mesa enquanto colocava alguns recipientes para servi-los do lado.
Rick apenas assente com a cabeça enquanto pegava com a concha, um pouco de sopa para tomar. Não demorou muito, e Glenn chega juntamente à Maggie e Carol, alguns instantes depois surgiram Michonne, Allen, Sasha e os demais membros do grupo – incluindo Lori e Judith.
— Vamos começar com nossa estratégia. O Governador tem uma cidade inteira e armamentos bélicos bem potentes. Qual a nossa situação atual? Alguém tem alguma ideia em mente? – Rick questiona, olhando fixamente para todos.
— Quando chegamos aqui na prisão, encontramos alguns arames farpados usados pelos militares, poderá ser de grande ajuda. – Glenn foi o primeiro a manifestar-se.
— Precisaremos mais do que isso para acabarmos com eles. – Carol rebateu, rígida. — Estive pensando em fazer pequenos coquetéis explosivos. Já fiz um ontem a noite com álcool, mas precisamos de mais, talvez com gasolina seja ainda melhor.
— Eu e a Sasha ficaremos nas duas torres centrais de hoje em diante. – Allen também entra na conversa, enquanto Sasha assentia com a cabeça. — Nós seremos os olhos de vocês, qualquer coisa que se aproximar... a gente enche de balas.
Rick sorri enquanto assentia com a cabeça, a dupla de atiradores acaba saindo da refeitório e já se dirigiam para as torres do pátio da prisão. O mesmo se repete com Glenn, e andeja na direção do deposito dos militares juntamente a Tyresse para pegarem os arames farpados.
— Rick, pensei que poderíamos usar alguns carros como bloqueio no campo da prisão. Assim poderíamos nos proteger atrás dele, e atacar quem estiver do outro lado. Como aquele ônibus virado na entrada da prisão. – Michonne informa sua estratégia, sendo elogiada por Rick que achou um ótimo plano.
— Tudo bem, eu te ajudarei! – Beth exclama, demonstrando o quanto queria ser útil e ajudar nas tarefas do grupo. — Você vem conosco, Maggie? – A loira questiona a irmã, que sinaliza um sim enquanto caminhava com Beth e com Michonne para fora da prisão. Todos se dispersam com alguns exceções, incluindo o próprio Rick.
Lori se aproxima do esposo com sua filha Judith nos braços, a recém-nascida ainda estava dormindo quando Lori a entregou para Rick. Carl sorria mais afastado dali, feliz por ver que tudo estava ocorrendo bem, Donna e Hershel trocam olhares amigáveis diante da cena, enquanto Ben olhava friamente para Rick e Judith, como se estivesse pensando em algo absurdamente horrendo ao olhar para a garotinha.
— Fique com ela, irei ver como o Ethan e o Thomas estão lá atrás. Os dois viraram a noite, devem precisar de algum descanso, vou ajudá-los com as coisas lá . – Rick responde, entregando Judith para Lori enquanto retirava-se do local.
Passaram-se alguns minutos após a pequena reunião do grupo. Glenn estava colando os arames farpados de forma espiral no campo da prisão com a singela ajuda de Tyresse, ambos procuravam locais com uma vegetação maior para que os arames pudessem passar despercebidos. A ideia servia para se caso algum veículo do Governador entrasse na prisão, seus pneus seriam meramente furados.
Carol estava mais afastada dali com uma mangueira em mãos retirando um pouco da gasolina de um dos carros da prisão, Cassey fazia o mesmo para agilizar o trabalho da amiga a qual pretendia concluir com êxito, os coquetéis molotov. Próximo das duas, estavam Beth e Michonne no carro de coloração azul, ambas manobravam pelo pátio da prisão para encontrar a melhor posição para coloca-lo como escudo.
— Podem ir! Estou logo atrás de vocês, antes precisamos limpar esta área daqui! – Maggie gritou, ao ir na direção de dois zumbis que estavam no campo da prisão, sendo facilmente derrubados. Allen e Sasha também auxiliam lá de cima a manter o campo limpo e seguro de walkers.
Tudo estava encaminhando para o sucesso quando todos foram surpreendidos com a chegada de três carros desconhecidos e uma pequena caminhonete onde alguns homens estavam em pé na parte do carregamento. Allen não pensa duas vezes e logo dispara na direção dos invasores, foi neste instante que os demais sobreviventes perceberam que algo de estranho estava prestes a acontecer.
— Recuem! Eles estão aqui! São eles! – Allen gritou com todas suas forças para que seus companheiros que estavam expostos no campo na prisão pudessem ouvir e se abrigarem. — Sasha, atira!
No entanto, os esforços de Allen foram em vão quando um dos homens que estavam na caminhonete portava um lançador de granadas, se tratava do mais bravio soldado do Governador, César Martinez.
Martinez dispara uma granada com seu lançador justamente na torre onde Allen estava atirando. A granada atinge em cheio a parte de cima onde o homem estava, explodindo por completo o topo da torre da prisão, matando Allen carbonizado no processo. Os estilhaços do vidro e pedaços do corrimão metálico da torre voam pelo campo da prisão, chegando bem próximos de Glenn e Tyresse, que se jogam no chão.
— Sasha! Saia daí! – Tyresse berrou para que sua irmã saísse de cima da torre antes que fosse tarde demais. A irmã do ex-jogador de basquete estava visivelmente assustada ao ver que Allen fora morto daquela maneira, Sasha recua um pouco até que Martinez explode o topo da segunda torre, a torre onde ela estava.
— Allen! – Cassey grita desesperadamente ao ver que o companheiro de estrada havia sido morto, a ruiva estava bem ao lado de Carol e não conseguia esconder as lágrimas de tristeza e revolta. Porém, Cassey acaba sendo atingida por um disparo em especial, o disparo do Governador.
Phillip já estava no lado de fora da caminhonete, pela primeira vez, o Governador de Woodbury veio ao encontro da prisão, comandando o ataque até então mais potente e destrutivo que já fez. Seu disparo atinge e perfura a garganta de Cassey, o sangue da ruiva jorra intensamente fazendo Cassey parar de chorar estando agora, agonizando-se pela vida.
— Merda de olho! Aquela vadia da Michonne ainda vai me pegar pelo o que ela me fez, agora não consigo nem acertar o crânio de alguém sequer. – Resmungou Phillip, em relação ao seu único olho apto para mirar. — Vamos seus lixos, atirem! Atirem porra!
E então os capangas do Governador obedeceram a sua ordem atirando em todas as direções da prisão. Carol não tem outra saída a não ser fazer a pobre Cassey de escudo, visto principalmente que a ruiva estava prestes a morrer por perder tanto sangue que continuava a jorrar de sua garganta. Os disparos direcionados à Carol simplesmente atingem o corpo de Cassey que agora sem vida, vai ao chão levando consigo, Carol.
— Me desculpe, Cassey... mas eu ainda preciso de você. – Carol sussurra virando o corpo de Cassey aumentando o campo de proteção para si mesma.
Michonne dirigia o carro azul desesperadamente. A samurai pretendia sair do campo de visão dos inimigos visto que ela e Beth – a qual estava no banco do passageiro, eram as mais próximos da cerca que separavam o campo da prisão do Governador e seus seguidores.
— Segure-se, Beth! – Michonne alertou assim que viu que era tarde de mais. Um dos capangas do Governador acaba disparando na direção do carro onde as duas estavam, atingindo a lataria e posteriormente, o pneu traseiro do veículo. — Vamos virar!
Michonne perde o controle tombando o carro em que pilotava para a esquerda, enquanto os disparos continuavam em sua direção, porém atingindo apenas a parte de cima do carro, já que a lataria de cima do carro virou-se para a direção dos inimigos.
— Beth! – Maggie gritou ao perceber que a irmã também estava no carro. A atenção de Maggie também é interrompida quando Glenn e Tyresse quase são atingidos enquanto corria pelo campo da prisão. — Glenn, Tyresse! Venham para cá!
Maggie estava atrás do ônibus capotado da prisão, restando apenas para o asiático e para Tyresse correr na direção da jovem. Glenn ainda portava sua arma, revidando nos invasores e conseguindo atingir um deles até chegarem atrás do ônibus para se protegerem.
No pátio da prisão, Carl e os gêmeos Billy e Bem surgem na passarela que ligava os dois blocos externamente. Os garotos apunhalavam suas respectivas pistolas, enquanto tentavam entender a situação de cada um do seu grupo.
— Aquela torre... era a do papai? Onde ele está? Cadê o nosso pai, Billy??- Gritou Ben, desesperado ao saber que o pior poderia ter acontecido com seu pai. Billy também estava assustado, mas procurava manter-se calmo acima de tudo.
— Não se preocupe, Ben. Tenho certeza que o nosso pai saiu de lá antes de explodirem! – Billy respondeu, tentando tranquiliza-lo. Andrea também surge juntamente à Lori e Hershel, felizmente Judith havia ficado com Donna no interior da prisão. O trio observa o que estava acontecendo completamente assustados, os disparos tornaram-se maiores chegando avançando agora para a área do pátio da prisão, onde os três estavam.
— Lori, Hershel! Voltem para lá, vocês precisam ficar seguros! – Berrou Andrea ao ver que os tiros estavam chegando perto, a dupla obedece a loira estando prestes a entrar na prisão quando se depararam com Rick, Thomas e Ethan.
— O que aconteceu aí fora? Escutamos um forte estrondo e em seguida disparos. – Rick perguntou aflito assim que viu sua esposa e Hershel. E não precisava a resposta para tal pergunta, ficou visível que se tratava de Phillip e seus seguidores. — Filhos da mãe! Vocês dois entrem logo!
Lori e Hershel adentram rapidamente na prisão, enquanto Rick, Thomas e Ethan se juntavam à Andrea, e buscavam um meio de revidar o ataque sem serem expostos. O quarteto acaba correndo em direção ao muro da torre onde Allen fora morto, já que a parte de cima que fora explodida enquanto a estrutura de baixo poderia deixa-los protegidos.
— Martinez... – Sibilou o Governador, com sua voz sádica e insana de sempre. — Exploda esse maldito carro onde aquela desgraçada da Michonne está! Agora! – Martinez acaba obedecendo seu líder disparando mais uma granada na direção do carro azul capotado onde Michonne e Beth estavam, explodindo-o de vez.
Todavia, para a infelicidade de Phillip, sua vingança contra Michonne ainda não havia sido feita. A samurai acabou saindo do carro quando teve tempo, assim como Beth. Ambas correram na direção de Maggie, juntando-se a Glenn e Tyresse no processo.
— Cassey? Essa não... Cassey!! – Berrou Thomas, ao ver que sua namorada ruiva veio a falecer e agora seu corpo sem vida servia como escudo para que Carol pudesse sobreviver. — Esses malditos mataram a minha namorada!
Thomas se desespera, visivelmente alterado ao ver que sua companheira havia sido morta. Por sorte, seu irmão Ethan estava ali para impedi-lo de cometer qualquer ato imprudente que pudesse colocar a própria vida em risco.
— Rick, eu peguei isso na cela onde Carol dorme. Vi que estávamos sendo atacados e por isso trouxe isso comigo, precisamos nos aproximar de alguma maneira para lançar neles. – Afirmou Andrea, revelando segurar uma garrafa de vidro com álcool no interior da mesma, e um pano com a metade dentro da garrafa e a outra metade fora.
— É só uma, mas acho que dá para assustá-los. – Completou Rick, com seus olhos vidrados na pequena batalha que estava acontecendo bem no campo da prisão. Afastados dali, mas não muito distante, os garotos mais novos do grupo observavam toda movimentação, incluindo Carl.
— Vejam! Meu pai está ali com os outros, e pela fisionomia dele, algo muito ruim aconteceu ou está prestes a acontecer. – Destacou Carl, tentando observar o que de fato havia acontecido lá no campo da prisão. O garoto só conseguia ver Maggie e outras pessoas se abrigando atrás do ônibus, mas nada com muita clareza.
— Vamos para lá, vamos ajuda-los! – Ben tentou influenciar o irmão e o amigo a irem até o campo de batalha para poder interagir com a situação, mas na verdade, o que Ben realmente queria descobrir era se seu pai estava de fato, vivo.
— Não! – Repreendeu-lhe Carl. — Ninguém vai sair dessa passarela! Você que ajudar? Fica aqui e não abaixe sua guarda, eles já tem problemas de mais para se preocuparem, indo para lá nós só seremos mais um fardo que eles tem que proteger.
O trio de adolescentes acabam permanecendo na passarela com suas pistolas em mão. Já no lado de fora da prisão, os soldados do Governador continuam com o ataque, atirando nos sobreviventes remanescentes enquanto estavam prestes a invadir de vez a prisão.
— O que diabos vocês pensam que estão fazendo? Seus inúteis! – Bradou Phillip, estressando com o ato de deus seguidores. – Ninguém aqui vai invadir a prisão hoje! Deixei claro que vai ser só um aperitivo, eu precisava sentir um pouco do sabor da nossa futura vitória.
— Mas Phillip... nós podemos aproveitar a situação. Eles estão encurralados, matamos muitas pessoas da prisão, ela está vulnerável agora. Podemos matá-los e tomar a prisão para nós! –Bruce, o soldado gordinho do Governador exclamou entusiasmado.
— Droga, Bruce! Você não me ouviu? – Gritou o Governador, puxando pelos ombros até deixa-lo bem na sua frente. — Eu falei que por hoje é só! Precisamos que eles lidem com as mortes de hoje, que eles fiquem assustados... com mais medo de nós! Para quando o nosso ataque final chegar... eles possam ficar perdidos como ratos em um labirinto. Você me ouviu?
Bruce arregala os olhos assustado pelo tom de voz de seu líder, o capanga sabia muito bem do que Phillip era capaz, por isso foi nessa hora que ele percebeu a burrada que fez ao contradizer o Governador. Mas eis que o barulho de um disparo muito forte e potente se ecoa, atingindo e perfurando a testa de Bruce, a bala ainda chega a raspar a orelha do próprio Governador.
— Maldito infeliz... ele estava na minha mira! – Sasha lamentou o desvio que a bala teve ao adentrar no crânio de Bruce. Felizmente, Sasha havia descido os degraus da torre onde estava, se livrando por completo da exposição que atingiu somente o topo da torre.
E, em um ato inteligente por parte de Rick e Andrea, que aproveitaram a situação interna entre o Governador e seus capangas, os sobreviventes revidam com o que podem; Andrea é a que mais se aproxima das cercas, ascendendo o coquetel molotov feito por Carol, e lançando-o na direção dos inimigos. O coquetel ultrapassa as cercas até atingir em cheio um dos homens do Governador, que começa a pegar fogo.
— Agora! Volte Andrea! – Rick gritou assim que viu que a loira conseguiu fazer o que pretendia. Andrea corre de volta para o carro onde Michonne e Beth estavam e que havia sido explodido anteriormente. Dois capangas ainda disparam contra Andrea, mas sem sucesso. O próprio Governador pede para cessar os disparos.
— Parem! Já chega! Parem todos vocês! – Phillip gritou, exaltado. — Nós fazemos muito por hoje, esses miseráveis sentirão cada perda, terão que enterrar cada saco de carne que matamos, e no nosso próximo confronto... todos terão fugido da prisão! Ouviram?
O silêncio se prevalece no local. Sem obter a resposta que queria, O Governador retira u megafone de dentro da caminhonete de onde veio, ligando-o assim que começou a discursar.
— Eu sei que vocês estão me ouvindo, sei que estão como baratas escondidas por aí! Mas vejam, estarei dando-lhes uma última chance, voltarei para Woodubry, comemorarei o sucesso iminente com meus soldados e habitantes, e quando voltarmos aqui em um próximo encontro, espero que vocês tenham fugido e deixado a prisão para mim!
— Phillip, eles estão aqui. – Martinez o avisou assim que viu uma movimentação constante de mordedores nas proximidades da prisão, todos atraídos pelos disparos e pelas explosões de antes. Phillip sorri de lado, como se aquilo o alegrasse.
— Muito bem, terei que dizer adeus agora. Ah, agradeçam a sua amiguinha Sofia, foi graças à ela que eu tive mais vontade ainda de vir aqui e conhecer cada um de vocês, seus vermes! – Phillip proferiu, revelando a chegada e a permanência de Sofia em Woodbury. — Nosso recado foi dado, vocês estão acostumados a enfrentar e lutar conta os mortos... mas hoje vocês aprenderam que deve-se temer os vivos. De qualquer maneira, no final desse dia... todos vocês irão fazer o que sempre fazem....
Phillip fez uma pausa enquanto virava o rosto e fitava uma multidão de andarilhos aproximando-se drasticamente da prisão. O Governador simplesmente sorri sadicamente, seus olhos brilhavam com tudo aquilo até que voltava-se a dizer;
— Lutar contra os mortos.
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