Bittersweet.

49 47.2. A ordem já havia sido dada.


Notas iniciais
Vou ser sincera com vocês. Talvez essa é umas das raras ocasiões que isso acontece, mas... Eu estou tentando... Mas não consigo mais, não tenho mais vontade de escrever, não tenho nem vontade de fazer nada, olhar para o atalho do Word me deprime, as páginas brancas zombam de mim. Dói... A verdade é que eu sempre tive uma depressão fodida minha vida toda, mas quando comecei a escrever, me sentia útil, escrever e criar enredos é divertido, eu gosto disso, eu amo escrever. Por isso que ainda estou aqui, por isso não abandonei a categoria, nem o ship e nem minhas histórias. Feedback vem, feedback vai, estou sempre estou aqui. Mas é difícil. Não vim pedir comentários, nem que me deem atenção, porque isso é humilhante. A única coisa que quero é que compreendam que eu me sinto uma completa merda, estou literalmente chorando escrevendo isso na porcaria do tecladinho de tablet que eu ainda não me acostumei, sentindo falta do meu teclado 100% funcional e com meu pulso doendo pela posição de escrita, incomoda, mas eu precisa dizer que eu preciso de um tempo. Eu quero um tempo. É difícil lidar com todo isso, não adianta quantas crackfics eu escreva, quantas vezes eu chore de rir, eu gargalhe, a dor nunca passa. Me deem um tempo. Não é só vocês que gostam dessa história, eu também gosto. Mas por favor... Não me pressionem pedindo para postar rápido. Eu não consigo mais... Não consigo mais escrever... Eu fiz a burrada de ir jogar Doki Doki Literature Club, isso acionou gatilhos, me colocou tão para baixo que eu não consigo nem escrever. Tinha avisos, eu sabia alguns spoilers, mas mesmo assim, o choque foi muito forte. Eu zerei, mas isso não significa que superei. Gatilhos demoram. Por favor, se não quiser comentar, não comentem, já estou acostumada com o baixo feedback do Nyah, não muda muito e não estou escrevendo essa nota querendo que me animem. Só que compreendam que comentários como "Amei, continua" não vão me animar. Nunca me animaram. Desculpe essa nota inútil que certamente irão passar por cima e ignorar-la, já estou acostumada também. Essa não é a segunda parte completa, talvez eu não consiga terminar mais, talvez eu consiga. Eu não posso dar falsas esperanças de algo que nem sei. Mas precisava desabafar. Apesar de doer... Me sinto mais leve.

Speed Highway, agora.

Várias respirações travaram diante a ameaça cada vez mais iminente, a frota de robôs avançavam como uma sentença de morte, suas grandes carcaças metálicas roçando uma na outra, seus braços armados de lanças, escudos e maças pesadas e espinhentas. Ômega havia automaticamente mudado sua postura, enquanto entrava em um novo modo que não tinha nada a ver com as ordens de seus superiores.

Era apenas seu próprio desejo e impulso, algo primitivo em sua programação que havia se tornado tão forte quanto uma ordem de prioridade alfa.

— Destruir Todos Os Robôs De Eggman. — Sua voz monótona e robótica soou, como se alguém tivesse acionado algum gatilho ou alterado os controles. Rouge olhou para seu companheiro metálico com tédio, acostumada aos surtos de Ômega quanto diante os outros robôs criados por Eggman.

Seus braços se modificaram quase no mesmo momento em que sua voz metálica soou, seus dedos metálicos haviam se alterado, se tornando uma metralhadora de vários canos, mirando impiedosamente para a frota de robôs inimigos.

Mary olhava a cena com a expressão franzida, preocupada e questionando o que poderia fazer para reduzir os danos tanto para si, quanto para ela mesma. Suspirou pesadamente, seus olhos vermelhos olhando para cena com uma mescla de desgosto e irritação.

Seus olhos foram rapidamente para encontrar diretamente os de Topaz, a troca de olhares parecia significar para as duas muito mais do que palavras poderiam descrever.

O som de um novo avião soou acima da cabeça da overlander, olhando para cima em uma reação instintiva, rapidamente olhando para Mary e depois para o avião novamente. Não precisavam trocar palavras para se entenderem perfeitamente.

A nova nave pousou com um barulho alto, meio quilometro de distância do Sigma Alpha 03, o logo da GUN cintilava com a luz solar que refletia na pintura metálica. Não era um Sigma Alpha como a anterior, mas uma Echo Delta 06, menos robusta que a anterior, mas com os reforços necessários para a missão.

A porta se abriu antes mesmo que as hélices cessassem seu movimento, a poeira dos destroços levantando no ar com o pouso. A líder da tropa apareceu quando a porta terminou de baixa, uma overlander alta com curtos cabelos loiros e olhar azul cristalino sério, sua postura era ereta e rígida, enquanto se adiantava na liderança, indo até um soltado a esmo, sua arma a posto, mas sua postura era relaxada e tranqüila.

— Onde está sua Capitã? — Sua voz era rouca, seus olhos tão sérios e ferozes que parecia capaz de matar.

O soldado apontou para o topo de um prédio em destroços, onde parte do coturno de Topaz poderia ser visto, ela assentiu para ele, subindo naquela direção quase no mesmo momento. Mesmo encontrando dificuldades para escalar, não sendo acostumada a esse tipo de missão, ainda sendo tão nova nesse tipo de trabalho, mas não estava insatisfeita.

Na verdade era algo que sempre desejou.

Ela sorriu quando viu a figura da capitã, olhando para ela com admiração e respeito.

— Algum problema? — Ela perguntou baixo, se aproximando com extrema cautela e lentidão.

—É pior do que jamais imaginaríamos. — Topaz respondeu sem tirar os olhos de sua mira, os olhos de Mary haviam se estreitados perigosamente ao notar a nova companhia.

— O que aconteceu? — Perguntou séria.

— Cortaram a comunicação. Não podemos entrar no perímetro, não ainda.

—Previsão?

— Indefinida. — Ela levantou a cabeça, seus olhos azuis encarando os dela com nervosismo, ansiosos. — Pode se estender por horas.

— Nenhuma brecha? — Ela sentou perto dela, suas costas se se encostando à parede destroçada.

— Dificilmente.

Mary fechou a expressão enquanto descia para o solo, saindo parcialmente na zona de visão de Topaz, andando para a frota de robôs com uma calma serena, sua mão pegando uma viga pesada de concreto, retirando-a do chão com tanta facilidade que parecia feita de papel. O metal estalou e guinchou diante da força usada, ela não parecia estar fazendo qualquer esforço para tal. Shadow já estava em movimento, seus sapatos deslizando suavemente pela estrada de tal forma que tampouco parecia haver uma série infindáveis de detritos tanto de prédios quanto da própria calçada.

Sua corrida era tão rítmica que parecia estar correndo em uma estrada perfeitamente lisa. Sua respiração ia e vinha com uma tranquilidade e suavidade impressionantes, como se não estivesse correndo para sua possível morte.

Knuckles batia uma luva na outra e flexionava seus músculos em aquecimento, fazendo alongamento com seus braços esticados ou dobrados, discutindo estratégias de combate com o quase invisível ser que estava em seus ombros, quase oculto pelas junções organizadas de vários espinhos que compunham seus vermelhos e característicos dreadlocks.

Amy tinha uma postura anormalmente séria, enquanto seu tão característico martelo se materializava em suas mãos, Big olhava para a horda metálica com uma ferocidade violenta e Cream apenas cantarolava baixinho abraçando Cheese e o encarando com cumplicidade, na qual o pequeno ser correspondia com um sorriso animado.

Em seus flancos, Vector retesava o corpo enquanto Charmy rodopiava alegremente, Espio não podia ser visto em nenhum lugar.

Como se algum alarme tivesse soado, toda a animosidade e descontração havia se dissolvido em uma postura de luta e bote animalesco, descumprindo as ordens dadas anteriormente por Mary, o quarteto de tartarugas surgiram no topo do prédio. Dessa vez com uma companhia a mais.

Mary não havia dito nada sobre eles irem embora, a frase “não cruzem meu caminho” tinha tantos significados que eles se agarraram ao literal. Apenas ficarem longe do caminho dela e tudo estaria certo.

Uma sombra negra cruzou o céu, onde os raios solares ainda poderiam atravessar o denso empecilho metálico formado pela frota afrontosa das naves de Dr. Eggman. Os olhos se direcionaram para lá no mesmo instante em que podiam ver um corvo de sorriso zombeteiro, em suas costas havia um pequeno e jovem gato de pelagem azul petróleo, com seu olho direito sendo protegido por um tampa-olho.

Mary sibilou baixo uma ofensa, enquanto girava sua massa improvisada e avançava sem medos para cima da horda, ao mesmo tempo em que Ômega atirava impiedosamente contra os inimigos e Shadow deslizava entre eles usando Chaos Spears, se dirigindo ao centro da turba para usar um ataque bem mais destrutivo e afetivo.

A morcega estava no solo, usando de sua extrema força braçal para causar dano, enquanto Rouge excetuava golpes e acrobacias aéreas para reduzir os inimigos em metal inútil e retorcido. Knuckles avançava cada vez mais, quando um som característico do estrondo da velocidade chegou a vários ouvidos.

Sonic havia despertado em uma superfície estranha ao tato, dura e nenhum pouco confortável, seus olhos se abriram para se deparar com o teto de metal, seu corpo congelou. Tetos de metal nunca foi um bom sinal para si, havia sido capturado enquanto estava inconsciente? Mas a última lembrança era de estar conversando com Shadow...

Levantou-se enquanto tentava se situar, sua visão ainda estava se acostumando com a pouca iluminação, do lugar, seus olhos verdes encontravam dificuldades para enxergar ao seu entorno, seus olhos casualmente encontraram uma trilha de sangue. Sua respiração se prendeu na garganta, onde ele estava?

Aos poucos e lentamente, para sua irritação, sua visão se ajustava, conseguiu ver que se tratava de um soldado GUN encolhido no canto de uma aeronave, a estrutura era vagamente familiar, como se já estivesse antes entrado em uma em um tempo remoto. Aquele lugar lhe trazia uma engraçada sensação de nostalgia ao invés de medo.

Levantou-se tranquilamente, podia ouvir o som de um banheiro sendo usado, o soldado olhou para o ouriço com um olhar ferido e furioso, como se o acusasse por suas dores, algo que era novo para Sonic, ser foco de raiva ou ódio, acostumado a sempre ter os olhares de admiração e respeito. Encontrar algo que não era um olhar positivo direcionado para si era no mínimo assustador.

Tentou ignorar o olhar o homem, que o encarava com um olhar de morte, direcionando seu olhar para visualizar melhor a aeronave, buscando se localizar. Quem o havia colocado ali? Shadow? Mas, por quê?

Tentou afastar a sensação de lisonjeio que veio em sua mente assim que pensou que poderia ter sido o ouriço o responsável por tal “gentileza”, mesmo que o lugar não fosse tão confortável e o soldado lhe desconfortasse.

Percebeu distraidamente que a porta era protegida por senha, isso quando não era o próprio piloto que a abria.

Franziu a expressão, desde que queria ter aprendido mais sobre o funcionamento de aviões, só sabia o básico de como pilotar biplanos, mas desde que Tails gostava de todo tipo de eletrônico em geral, resolveu deixar com que essa e outras tarefas ficassem com o garoto, que parecia em completo júbilo pela consideração.

— Nove, oito, sete, cinco, dois, zero. — O soldado que estava encolhido no chão disse presunçosamente, enquanto percebia o interesse nada casual no teclado numérico.

— O quê? — Sonic perguntou assustado, o som da voz do homem acabou por pegá-lo de surpresa, fazendo o pular no espaço pouco iluminado.

— A senha. — Sua voz era amarga, mas carregava um tom quase imperceptível de crueldade, como se quisesse se vingar de orgulho ferido. — Quer dar o fora daqui, não é? Agradeça-me depois.

Sonic piscou desconcertado com a ação de homem, mesmo suspeitando de suas verdadeiras intenções, não era do seu feitio desconfiar de toda e qualquer ação que pudesse lhe ajudar.

Digitou a senha, o dispositivo eletrônico piscou em verde e logo o som das portas se abrindo podia ser ouvida, com um grande estalo, as articulações metálicas descia a porta diante de seus olhos, abrindo a passagem.

Ele não teve tempo de pensar em qualquer coisa, mal reparou no número anormal de soldados aglomerados ao redor dali ou no grupo de curiosos que estavam tentando invadir o lugar ou passarem por cima da cerca viva de policiais e soldados GUN overlanders. Seus pés apenas parcialmente tocando a estrada acidentada, a velocidade teria sido enervante se logo não se sentisse cansado, como se tivesse esgotado todas as suas energias. Sua explosão de velocidade havia sido curta, mas o suficiente para levá-lo a uma boa distância.

Quase no círculo invisível que os separava da segurança para a zona de confronto, seus olhos se arregalaram ao ver a situação em que tudo estava as inúmeras frotas de robôs avançando implacavelmente contra seus amigos e aliados, via rostos vagamente familiares e outros completamente novos, em um lugar perto de si, um vulto de cinza acabou pulando para perto de si e o empurrava para a proteção das paredes, longes dos olhos dos outros que estavam na ‘clareira’ de prédios destroçados.

— Não deveria estar aqui. — Sua voz rouca soou baixa e repreensiva. Os olhos azuis do rato cinza olhavam para ele com completa censura.

— Eu precisava ajudar, são meus amigos! — Sonic protestou automaticamente.

— Não precisava, só está colocando vidas em risco. Logo será pai, não sejas tão irresponsável! — Ele ralhou, afastando-o mais da zona de perigo. — Não vê que está colocando em risco vidas que deveria acima de tudo proteger?

— C-Como... — Ele franziu a expressão, confuso e desnorteado. — Mary...

— Ela não teve outra escolha. As ordens que nos ligam ao conselho impedem que segredos perdurem entre nossas famílias. — Ele explicou tão suavemente que parecia ser algo comum, para se falar um estranho. — Esse mundo não é apenas o que você vê e as pessoas inocentes que salva, ouriço. Mas isso não me cabe a dizer.

— O que...

— Apenas me ouça. Não está sendo egoísta para com seus amigos quando sua prioridade e dever são outros. Eles sabem se defender. — Ele apontou seriamente, pela visão periférica Sonic poderia ver parte do que acontecia da clareira, todos lutando de igual para igual, até mesmo a doce Cream e o tão energético e hiperativo Charmy.

A expressão de Sonic murchou com a afirmativa clara de que não era necessário, de repente, sentiu-se ligeiramente triste, desolado, enquanto as palavras do rato se assentavam em sua mente.

Não precisavam dele.

Um soluço involuntário irrompeu por sua garganta, tão inesperado que ele quase pulou, seus olhos verdes se arregalando, brilhantes de lágrimas que ele insistia em reprimir, mesmo que já rolassem por suas bochechas pêssego. Ele encarou o rato ancião com desolação, as mangas de seu pijama indo para seu rosto, tentando inutilmente limpar as lágrimas.

Alguns poucos centímetros de onde estava o ouriço, algo deslizou nas sombras, um camaleão púrpura se materializou nas sombras, olhando para o rato com ar de reconhecimento parcial, como se já o tivesse visto em algum momento, mas não tivesse dado importância o suficiente para a memória vir corretamente.

— O que está acontecendo? — Sua voz era rouca e grossa, olhando para os dois com um olhar dourado levantado, silenciosamente surpreso.

— Eu não sou necessário... — Sonic soluçou enquanto se encolhia. O rato deu ao camaleão um olhar desesperado, como se não soubesse o que fazer ou o que causou a explosão.

— Eu não falei nada disso... — Ele tentou se explicar, mas Sonic soluçou novamente, ele olhou para o campo de batalha em desespero, seus olhos encontrando quem procurava no meio seis robôs usando escudos e maças com espinhos.

Olhou de Mary no campo de batalha para o camaleão, seus olhos indo dele até o campo de batalha. Sugestivamente.

Espio compreendeu o que ele queria e sem nenhuma palavra desapareceu nas mesmas sombras na qual ele veio, o rato não parecia surpreso, olhou para o ouriço com uma intensidade cautelosa.

— Fique aqui, vou trazer alguém que pode te ajudar. — Ele falou baixo.

Sonic fungou e deu um assentir desolado para o rato que o olhava com olhos culposos.

Ele se recostou em uma parede ainda intacta de um prédio, suas costas protegidas pelo tecido macio do algodão do seu pijama raspavam nos tijolos expostos. Abraçou seus joelhos com força, como se precisasse de apoio.

Ele aproveitou o momento para sair em uma velocidade impressionante, pulando dentre destroços e com um rolar pegou uma besta que estava bem equipada com flechas com ácido, seus olhos focados enquanto atirava perfeitamente nos inimigos, derretendo seus discos rígidos e os tirando de completa operação.

Espio estava avançando silenciosamente, atirando precisas, pequenas e sutis shurikens afiadas o suficiente para penetrar na armadura metálica, cortando circuitos.

Mary estava destruindo o terceiro robô quando seus olhos carmesins olharam distraidamente para seu entorno, onde via seu antigo mestre vindo em sua direção, imediatamente, uma pena negra cortou o ar como uma faça, passando de raspão em seu rosto e atingindo um dos três robôs restantes em sua volta, uma shuriken e uma flecha anunciaram o fim dos restantes.

Seus olhos se estreitaram perigosamente, enquanto o rato estava praticamente diante dela, um novo grupo de robôs rodeando-os impiedosamente.

O que você quer?— Ela perguntou em um rosnado baixo, enquanto girava sua arma improvisada e ele cobria suas costas, simultaneamente.

— O ouriço. — Ele respondeu rapidamente, num tom baixo.

— O que esse irresponsável fez agora? — Ela rosnou enquanto atingida dois de uma vez com um giro longo e pesado das mãos.

— Está chorando. — A resposta era claramente uma que ela não esperava, sua ferocidade se dissolveu em incredulidade.

—Que... — Ela não conseguia articular uma pergunta, estava pega totalmente de guarda baixa em uma perda do que dizer ou fazer.

— Eu falei que não precisava se preocupar e que seus amigos podiam se cuidar. — Ele falou rapidamente, sua língua quase enrolando as palavras.

— Sei o que aconteceu. — Ela disse suavemente, sua expressão se tornando zombeteira. — Cubra minha posição. Assumo daqui.

Ela bateu as enormes asas negras imperiosamente, sua expressão totalmente em branco quando assumiu vôo. Soltando um suspiro de alívio e deixando uma grande fileira de robôs para trás, Rouge olhou para ela com incredulidade, mas estava muito ocupada no momento para sanar suas dúvidas.

Mary encontrou o ouriço rapidamente, era a única alternativa de rota que podiam percorrer, desde que as outras ou estavam interditadas ou era muito perto do enorme colosso que estava basicamente no centro na cidade, causando caos e destruição piores que o Godzilla.

Ela se aproximou cautelosamente, seus passos altos demais para poderem ser ouvidos mesmo a distancia.

— O que está fazendo aqui, ouriço? — Apesar da frase fria, seu tom era suave e contido.

Sonic levantou os olhos verdes lagrimejantes para ela, reprimindo outro soluço, ele pronunciou com a voz tremula e sôfrega.

— Não precisam de mais de mim... — Ele balbuciou infantilmente.

— Ninguém disse isso, Sonic. — Ela se aproximou dele, se agachando na mesma altura e encarando seus olhos verdes com um carmim paciente. — De onde você veio, pensei que o agente tivesse o tirado da zona de perigo.

— Eu estava no avião... — Ele disse confuso, não entendendo a mudança repentina de foco. — Um cara que estava machucado me deu a senha. — De repente ele sentiu uma necessidade estranha de defender o homem, como se tivesse o entregado aos lobos. — Mas ele não fez por mal, ele foi gentil! — Pronunciou rapidamente, seus olhos arregalados e inocentes encarando-a com temor.

— Claro... — Um olhar sombrio e gélido cruzou o rosto da morcega enquanto se levantava e passou uma das mãos em sua cintura, seu ferimento ardeu em resposta. — Gentil...

Antes que ele pudesse dizer mais qualquer palavra, seja para justificar os atos do soldado, ela ergueu uma mão para ele interrompendo o ouriço, verificou a área, parecia seguro para tentar a comunicação.

Apertou uma ordem desconhecida de botões e testou o fone em suas orelhas, operável.

Topaz mirava sua arma para todos os lugares acessíveis, procurando em uma intensidade que beirava o desespero.

De repente, pegando-a de surpresa, ela atendeu o chamado com a expressão concentrada.

Capitã. Mary aqui. Ordene Garnet para interrogue Fred. — A ordem pegou Topaz desprevenida, mas ignorou a imensa curiosidade que lhe abateu.

— Qual prioridade? — Ela perguntou, seus olhos cruzando com a mulher que Mary citou.

5. — Os olhos de ambas se arregalaram. —Carta branca.

Elas se entreolharam por um momento, completamente surpresas e incapazes de dizer qualquer coisa.

— Roger, General. — Quem respondeu foi à recém-chegada, a loira a qual Mary chamou de Garnet.

A chamada foi encerrada inesperadamente com um chiado engasgado, a ordem já havia sido dada.

Notas finais
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