Bittersweet
1 Capítulo I
O clima invernal predominava à noite na grande e luminosa Paris, os cidadões mortais riam de piadas entre amigos por entre bares e o cheiro de um croassant quentinho pairava por toda a grande cidade.
Num dos mais famosos restaurantes parisienses, o chefe Gustou LeDeux, preparava seu mais novo prato um que nem ele mesmo saberia dizer o começo e fim e se o mesmo seria do mais alto requinte francês; Era um homem ligeiramente barrigudo, sua pele levemente bronzeada em contraste com as cabeleiras castanhas-escuras assim como o concluir dos óculos sob suas orbes castanho-claro. E finalmente sua mais nova invenção estará pronta, uma torta? Sim. O chefe muito provávelmente levaria a fama de ter uma culinária indigna dos paladares mais requintados do mundo. Os seus ajudantes se entreolharam, incrédulos que Gustou serviria tal prato à crítica culinária mais famosa da França.
Gustou reuniria sua coragem, pondo seu prato entre outros mais sob um carrinho de seu restaurante, com sua torta em maior destaque, e abriu as portas de sua cozinha se deparando com o grande salão de paredes avermelhadas, lâmpadas antigas nas mesmas e clientes em conversas agradáveis e cheias de seu dia-a-dia. Ocorreu que a deusa Adephagia seria a grande crítica culinária, a deusa mesmo que por advertências de outras divindades, adorava ficar por entre os mortais e apreciar cada um de seus pratos preparados porém aparecia apenas sob a forma duma mortal — Morena de cabeleira castanho-avermelhada longas e presas num coque bem feito ainda que por ter duas madeixas presas em enfeites dourados adornados de pura prata, pele clara ainda que por ter uma pinta em seu lábio superior concluindo os olhos violeta.
A deusa observou o banquete preparado por Gustou, o chefe culinário parecia preocupado com a crítica da dama de terno cor-de-vinho e saltos de mesma coloração, servindo-lhe de início um Gaspacho. Adephagia pôs um guardanapo sob seu colo e tomou-lhe a colher, as pessoas ao redor pararam o que faziam para observá-la, movendo o talher ào Gaspacho levou uma porção à boca onde pôde desfrutar do trabalho de Gustou.
– Satisfatório, não muito bom. – Pronunciou, alguns dos presentes compadeceram-se do pobre chefe. Os ajudantes de Gustou observavam tudo pela pequena janela esférica da porta da cozinha. – Esperava mais de você, Gustou. Afinal, seu restaurante tem cinco estrelas, não? Pois bem, decairá com o tempo.
Ela abriu um sorriso branco, observando as feições de raiva e de preocupação do chefe. O mesmo pegaria mais outro prato, Crém Brullet, a deusa provou do prato e disse o mesmo que o prato inicial, ''Satisfatório'' o que é uma tragédia para um chefe culinário de receber dum crítico. E assim féz-se mais cinco vezes à medida que Adephagia provará os pratos, arrancando feições de tristeza dos esforçados ajudantes que espiavam da cozinha e dos clientes ali presentes naquela noite invernal parisiense.
Ocorreu, quê, já sem esperanças alguma, Gustou pegaria seu mais novo prato, à torta que ao menos sequer ganhou um nome digno nem mesmo parecia digna até mesmo à Gustou que melancolicamente pôs à frente da crítica.
– Nosso mais novo prato, bom apetit mademoiselle – Disse pondo à mesa talheres de mais variadas funções.
Adephagia visualizou o prato, a torta que ainda permanecia quente e suculenta aos olhos mortais o que a fez soltar um leve riso. Adephagia cataria seu garfo e faca, retirando uma fatia de seu prato. Riu novamente, como Gustou acharia que aquilo a satisfaria? Uma coisa tão simples e patética. Levou à boca sua torta, à que pôde perceber que seria de: requeijão, mussarela, pequenas parcelas de presunto e um bom frango desfiado. De imediato, sentira um sabor diferente, algo jamais provado pela deusa em todos os anos ali presente em Paris. Os clientes ao redor tinham feições de surpresa e de expectativa, Adephagia mastigava devagar usufruindo ao máximo dauqule sabor tão fenomenal. Algo tão simples, seria tão incrível. A deusa nada disse, mandando seus cumprimentos ao chefe pelo prazer que a proporcionou naquela noite tendo como último ato, o convidando à um café pela manhã seguinte.
E assim se fez, os jornais matutinos tinham como manchete crítica da deusa sob a forma mortal: "Gustou's, um restaurante conhecido por Paris e apreciado pela sua culinária de requinte. Naquela noite à qual tive o prazer de visitá-lo, desfrutei de um prato que muitos achariam indigno, indiferente ao paladar parisiense e acima de tudo, muito simples ao seu estilo. Eu, porém, percebi que as coisas mais simples são aquelas que nos proporcionam e repembram-nos momentos que nos acompanham por nossas vidas. Chef Gustou é um dos poucos que ainda trazem esses momentos, que esquecemos em nossas memórias indiferentes em relação ao nosso dia-a-dia. Devemos, porém aproveitar o quanto pudermos pois são estas memórias que tornam as coisas mais simples, inesquecíveis", Gustou lia incrédulo aquelas palavras sentado à uma mesa num café parisiense, seu croassant tinha uma mordida ali e aqui e sua xícara de café exibia uma leve fumaça esbranquiçada fumegava em direção aos céus azulados, Adephagia chegara ali longe das vistas de jornalistas e fofoqueiro sentando-se em companhia ao chef pôndo-se à desfrutar de uma boa conversa acompanhada de croassant's o mortal chegava até a arrancar risos da deusa e ele por algum motivo à alegrava, sentía-se única ao seu lado e gostava de sua companhia e o sentimento era recíproco e à medida que crescia à cada frase, cada palavra dita por Gustou.
E assim passaram-se os dias, toda vez que ambos tinham um espaço em suas tarefas, encontravam-se hora num bom café hora numa grande campina acompanhada de um bom pic-nic. A paixão do casal aumentava a cada dia que se passava, e dessa união nascera Elijah, o semideus de olhos castanho-avioletados. Infelizmente, surgiram imprevistos, monstros passaram à atacar Gustou e seu filho o que resultou no passar de domínio do restaurante à um de seus ajudantes e a saída de Paris à Londres. Aos seus cinco anos ainda à partir de Paris, o pequeno sabia falar francês e a língua à qual fora, por forças maiores, obrigado à aprender.
A infância de Elijah não foi nada normal, certa vez o pequeno fizera um de seus "amiguinhos" inchar como um balão sob a perda seu ursinho de pelúcia ( O qual chamava carinhosamente de Fluffy ) à "vítima". Seus dez anos não tiveram diferença, ou mulheres-cobra o atacavam ou mortais indiferentes à ele o perseguiam o que resultava em noites de choro, soluços e consolos de seu pai que o questionava o por quê de ser tão diferente.
As Parcas tinham outro destino para o semideus, e sem nenhuma piedade as senhoras traçaram um destino terrível, um destino que acabaria de um jeito penoso e detestável,um destino que cumpriria sozinho. Os anos que se seguiram ao crescimento do semideus, foram logo após A Profecia dos Sete se cumprir, Gaia a sanguinária Mãe Terra fora finalmente derrotada mas isto tivera um preço: a morte de Nico Di Angelo, o filho de Hades. A tripulação restante do Argo || sobrevoou o caminho de volta à seu lar, o Acampamento Meio-Sangue, lar dos jovens gregos; mas a calmaria que se seguira fora bruscamente interrupta por uma nova profecia, esta ainda mais tenebrosa envolvendo a Filha da Violência e o Filho da Gula, Rachel Elizabeth Dare, a Oráculo De Delfos, sabia que o primeiro verso ainda estava incompleto e acima de tudo algo estava em destaque: O Retorno de Caos, o deus primordial da criação.
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