BitterSweet

7 Capítulo 7: G.U.Y


Notas iniciais
I wanna be that guy (G.U.Y.) / Quero ser aquele cara (C.A.R.A) G.U.Y (Cara?) Lady Gaga

Derek ainda pensava nele. Aquele rosto, aquele cheiro. O Cheiro. O rapaz chamado Stiles tinha um odor único, um cheiro suave e doce, diferente de qualquer outro lobo que já tivera contato, ou humano.

Não era amadeirado, nem de terra úmida, nem doce demais ou adstringente demais. Como lobo, conseguia sentir perfeitamente nuances de cheiros que, para um humano normal, seria inconcebível notar.

Muito além do perfume que ele usava, Stiles tinha um cheiro doce e distante, tinha cheiro de morangos na primavera, mesclado com o cheiro de macieiras. Algo complexo de se definir, mas que deixava Derek pensativo e reflexivo sobre o rapaz. Mesmo em uma multidão conseguiria claramente o reconhecer, de olhos fechados.

Abriu a porta do seu quarto e quase rosnou, Alana — a loba — estava em sua cama, enquanto via algumas de suas fotos de infância. Por que diabos a mãe lhe dera para que ela visse?!

— Ocupado? – Perguntou a garota, arqueando as sobrancelhas e dando um meio sorriso, a garota de cabelos loiros, olhos verdes e pele bronzeada se levantou. Ela arrumou de volta na caixinha de recordações as fotos e foi até a porta, como se esperasse algo – Ajudei a sua mãe a preparar um ensopado. Algo assim – Ela deu de ombros, com um sorriso – Talvez poderíamos comer lá fora hoje.

— Hoje não é dia de comer com todo mundo – Derek pegou a caixinha e guardou-a de volta no guarda-roupas. As roupas estavam arrumadas, olhou de canto de olhos enquanto apenas viu o movimento da garota.

— Sua mãe já chamou a todos, é algo como uma recepção... às minhas boas-vindas.

‘Você não foi convidada, não por mim’, pensou Derek, mas pensou não falar nada, ofendê-la demais poderia lhe causar problemas com o tio e, isso, causaria-lhe problemas com o pai.

— Ótimo. – Disse, simplificado.

Desceram as escadas da casa, algumas outras mulheres do seu clã ajudavam a mãe. Enquanto Derek também a foi ajudar. A mãe lhe sorriu carinhosa, parecia dedicada em fazer o caldeirão de sopa para o que seria uma noite fria.

Todos pareciam bem empenhados em levar para a grande mesa os potes, as várias toalhas que juntas, formavam um mosaico de cores. Derek calçou as grossas luvas de cozinha da mãe e pegou em ambos lados do caldeirão, indo para fora com o alimento e colocando-o ali.

O cheiro subia e se espalhava pela noite. Todos chegavam e iam se sentando, enquanto sua família tomava forma, barulho e animação. As crianças corriam, pegavam um pouco do alimento e saíam correndo para comerem em seus clubinhos espalhados. Alana se sentou ao seu lada na mesa, e Derek se sentou ao lado do pai, que se sentara na ponta da mesa. Sua mãe sentara-se do outro lado, próximo ao marido e de frente ao filho. Na outra ponta, longínqua, ninguém se sentava, a mesa tinha mais lugares do que participantes.

— Está deliciosa! Talia – Disse seu avô, com um pequeno sorriso enquanto tomava o ensopado e assoprava para não queimar a boca.

— Tive ajuda, vovô – Sua mãe falou, Derek se serviu e começou a tomar o caldo que soltava fumaça, o cheiro estava delicioso, tal como o sabor. Sua mãe cozinhava muito bem – Alana me ajudou.

— Oh, Alana... Você cresceu! – Vovô falou, com um grande sorriso – Eu lembro de você, pequenina!

— Tio! Quê isso... nem cresci muito – Ela respondeu, se acomodando na cadeira, com o sorriso simpático – Talvez só um pouquinho.

— Se tornou uma grande e bela loba! – Vovô sorriu, tomando mais da sopa enquanto observa o neto sentado ao lado dela, Derek parecia distante. O lobo nunca estava distante, sempre gostava de estar bem perto da terra – Onde está seu medalhão Derek?

Derek voltou a fitar o avô, e levou a mão ao pescoço, o pai lhe olhava, a mãe lhe olhava, seu amigo, Rock, lhe olhava. Realmente o Alpha não estava nos dias de atenção.

— Quebrei, preciso fazer outro – Mentiu, voltando a tomar a sopa. A conversa continuou, todos sabiam que Derek era assim. Distante, calado.

Mas naquele dia em especial estava calado e distante pensando em Stiles. Pensando no seu medalhão com ele. Será que o brilho persistia? Será que pela noite o rapaz não se transformaria em um lobo? Mesmo que um lobo sem pais lobos, mesmo que um – e recusava-se a chama-lo assim – bastardo, ainda assim seria melhor do que ele era: um simples humano.

Viu Scott um pouco mais distante de si, via que o rapaz quase não comia. Parecia tão pensativo quanto si próprio. Todos se avolumavam naquela gigante mesa enquanto a noite ia ficando recheada de conversas.

— Sua moto? O que aconteceu? – Perguntou Rock, e Derek quis fuzilá-lo. Bastou um olhar fixo de Derek para que o Beta se encolhesse.

— O que tem sua moto? – Perguntou o pai em seguida ao amigo.

— Eu bati em uma árvore, perdi o controle – Respondeu Derek, irritado por tantos questionários. E o pior, era tão péssimo mentiroso que todos podiam ver que claramente era uma mentira.

— Mesmo? – Indagou o pai, estranhando o que o filho lhe falava. Primeiro o medalhão, depois a moto – Mas você é o melhor motoqueiro da matilha...

Derek apenas continuou a comer, olhando fixo para a sopa. Apenas queria evaporar dali, como a fumaça que saía do alimento.

Sair correndo para a floresta e ficar do modo como veio ao mundo. Ou melhor, queria ir para seu quarto, ficar só e despir-se, não como lobo e sim como homem. Queria pensar no humano e tocar-se. Imaginá-lo talvez fosse o único remédio para a ausência dele.

Aqueles lábios... Tão faladores, ininterrupto, mas, ao mesmo tempo, tão deliciosos de devorar. Quando o beijara, todos os pesares dele ser humano, dele ser um homem, tudo se extinguira no momento que seus lábios se uniram e dialogaram-se em silêncio, língua na língua.

— Vou sair – Apenas disse Derek, se levantando. Todos ali perto fitaram o rapaz.

— Derek... Você tinha que fazer companhia para Alana... Ela veio por você.

— Quando eu voltar.

Foi o que falou. E, para talvez não ser indelicado demais:

— A comida estava boa.

A sopa quase não fora tocada. E, enquanto Derek se afastava podia ouvir a conversa dos pais e da garota.

— Ele não tem jeito mesmo! Me desculpa Alana... – Falava o pai.

— Não tem problema. Sr. Hale... Assim que ele voltar nós ficamos juntos... – Acalmava a garota. O modo doce demais dela irritava Derek de forma substancial.

Ou melhor. O fato de ela ser uma loba. O fato de ela ser o que a descendência dele precisava. Isso lhe irritava de forma substancial. De ela ser o certo, o que era necessário, não para ele ser feliz, mas para dar continuidade a sua descendência ‘pura’.

— Ei, Derek – Disse uma voz. O Alpha continuou andando. Iria para a cidade.

— Oi, bastardo – Respondeu Derek, grosseiramente, queria descontar sua raiva em todos e em tudo.

— Eu estava pensando, se eu poderia ir pra minha casa... Estou sem celular, e acho que... Do jeito que eu saí meu amigo ficou meio preocupado.

Derek parou, olhou para a mesa agora um pouco deixada para trás, ninguém lhe olhava. Acenou positivamente.

— Pode sim, eu te levo para Beacon Hills.

O peito do Alpha se estufara com a esperança, e foi com Scott até sua casa, onde pegara a chave do velho carro do pai e, o fragmento de cristal que pertencia à Scott. Também pegara um velho pedaço de cristal para si, o qual não tinha quase nenhuma energia.

— É aqui, não é? – Perguntou Derek, enquanto parava a F250 de seu pai na frente da casa de Stiles. Agora via a viatura policial em frente sua casa. Será que acontecera alguma coisa? A mínima imaginação disso deixara o lobo preocupado.

— Sim... Mas... Acho que eu posso telefonar para ele...

— Vai ver se ele está bem. – Ordenou Derek.

— Er... – Scott olhou desconfiado para Derek – Ele deve estar... Por que ele não estaria? Digo, tirando o fato que você me tirou da casa dele arrastado. Ele é maluco o suficiente para não ter ficado com medo daquilo.

‘Pode apostar’, pensou Derek, lembrando-se de todos os momentos que Scott não conhecia.

— O carro da polícia está aí, idiota. – Falou Derek, apontando para a viatura na frente da casa.

— Ah, o pai dele é o xerife.

Derek acenou a cabeça, mais aliviado. O vidro da camionete estava aberto e, claro que o universo sempre conspirava para que tudo acontecesse. Stiles trazia o lixo para fora, e, o rapaz que tinha um olhar perspicaz viu a camionete gigante parada na frente de sua casa.

Rapidamente Stiles correu até o carro, o vidro aberto revelava a cara boba de Scott e a tez adunca de Derek.

— O que diabos vocês estão fazendo aqui?! – Perguntou Stiles.

— Eu estou bem! Eu estou bem! – Falou Scott, antes que Stiles começasse a fazer perguntas demais.

— Fiquem com as patas longe daqui por hoje, foi um saco convencer meu pai que um guaxinim entrou em casa e fez toda aquela bagunça. Não quero as coisas de lobo de vocês por perto da minha casa. Seus malucos.

Scott abriu a boca bobamente, olhando para Stiles, e do rosto de Stiles para o peito de Stiles. O colar de Derek, no peito de Stiles. E Scott olhou para Derek e de Derek para Stiles novamente. Derek então viu aquilo e arregalou os olhos. Logo colocou a mão no rosto e balançou a cabeça.

— Tudo bem, alguém me explica o que está acontecendo aqui! – Scott realmente estava confuso. Aquele medalhão com a pedra da lua era realmente maior que o seu e, claro, pertencia à Derek, reconhecia-o bem. Era impossível não ver aquela quantidade esmagadora de energia lunar concentrada em um objeto só.

Mas... Como Stiles conseguira aquilo?!

Roubar de Derek parecia ilógico, ilógico demais.

— Você. Guarde isso. – Disse Derek, e depois puxou o ombro de Scott – E você. Vou te levar para sua casa.

Scott ainda abobalhado olhava para Stiles, que queria salvar o amigo das garras do lobo mas que naquele momento parecia seguro com Derek. E realmente o humano estava sem saco para explicar o que acontecera à Scott e, naquele momento, não queria dizer à ninguém que fora beijado por Derek Hale. Talvez nunca dissesse à ninguém.

— Vocês que são de lua que se entendam. Eu vou dormir e terminar de arrumar a bagunça que os guaxinins fizeram. Ah, Scott, sábado está marcado, não é?

Antes que Scott falasse qualquer coisa, Derek pareceu se intrometer.

— Sábado, o que tem sábado? – Perguntou quase raivoso, como o bastardo e seu humano estavam combinando coisas?

Se esquecia que eram amigos.

— Não é da sua conta – Disse Stiles, sem medo algum de deixar o alpha de lado, seria estranhíssimo ter um cara daqueles em seu grupo de adolescentes.

Derek olhou para Scott que se encolheu sob aquele olhar dominante.

— Cinema, às 19 horas. Em Diamond City. – Respondeu Scott, sentindo-se compelido a falar.

— Droga Scott – Falou Stiles.

— Sábado é lua cheia, você não pode ir – Falou Derek para Scott.

Scott olhou para Stiles que arqueou as sobrancelhas.

— Vai me dizer que na lua cheia vocês todos se transformam e vão uivar para a lua? – Perguntou Stiles em um tom sarcástico. – Não, mesmo que vocês fazem isso?

— Não – Respondeu Derek, de forma rude e apreensiva – Mas por ser um filhote, Scott pode se transformar sem querer. Como ele quase fez na sua casa.

— Ótimo. Agora todos meus amigos estão se tornando animais selvagens. Talvez eu devesse virar veterinário.

— Alisson e Malia também são lobos? – Perguntou Scott, entrecerrando os olhos, ainda não entendendo a história de porquê Stiles tinha o medalhão de Derek.

— É claro que são, Scott. É claro que são. – Disse fechando os olhos, será que teria que comprar uma plaquinha de ‘sarcasmo’ para usar quando fosse preciso? Ainda estava nervoso pelo pai ter perguntado quase dez vezes o que diabos havia acontecido em sua casa.

— Seu pai está vindo para fora – Avisou Derek.

— Ótimo – Disse, dando um leve empurrão na porta para desencostar-se do carro – Não tem nada sábado às 19 horas, viu? Vão uivar na floresta. – Avisou Stiles, se afastando do carro e indo até o lixo, fingindo jogá-lo fora enquanto via a pick-up ir embora. O pai saiu e observou a camionete indo embora.

— Aquele é o Hale? – Perguntou seu pai Xerife, enquanto se aproximava com um copo de cerveja.

— Ah, sim – Sabia que não adiantava mentir para o pai.

— E o que eles queriam? – Perguntou bebendo mais um gole da bebida gelada.

— Queriam saber onde era a Avenida 4 de Julho.

— Explicou direitinho?

— É claro que não, o senhor sabe como meu senso de direção é péssimo, fiz o melhor que pude. Quatro quadras à frente, à direita duas para frente.

— Quase isso. – O pai acreditou em Stiles porque sabia que seu filho realmente se perdia com facilidade.

oOo

— Ok. O que. Diabos. Está acontecendo? – Perguntou Scott. Stiles se sentava sozinho na mesa da escola, estava com dor-de-cabeça e faltara a primeira aula da manhã.

— Bom dia pra você também – Respondeu o humano, erguendo o olhar para o lobo. Eu não sei, o que diabos está acontecendo Scott?

— Cara, você está com o cristal de Derek Hale. Ele é o alpha da matilha e...

— Talvez devêssemos falar disso primeiro – Falou Stiles, olhando ao redor, estava tudo calmo, ninguém para os escutar, e falou baixinho se aproximando de Scott, se curvando sobre a mesa – O que é isso tudo de lobo? Você estava maluco de ir comigo para casa naquelas condições? E se se transformasse? E se me mordesse. Sabe quantas vacinas eu teria que tomar para raiva?

— Ei! Eu não tenho raiva! – Retorquiu Scott – E eu nunca te morderia, eu sou controlado.

— Ótimo. Porque ter um amigo-lobo descontrolado seria o melhor dos meus problemas – Resmungou Stiles, voltando a se sentar.

Scott olhou para Stiles e Stiles olhou para Scott. Uma ambígua troca de olhar que durou alguns segundos de intensidade e logo se suavizou.

— Mas você não me contou o negócio com o Derek.

— Eu fui atrás de você, obvio – Falou Stiles, olhando para a comida meio comida na bandeja – O cara invade minha casa e lhe arrasta para a floresta, eu fiquei apavorado, dude.

— Você é um bom amigo... – Murmurou Scott, colocando as mãos no bolso.

— Cara, eu sou o melhor amigo – Respondeu Stiles, observando o rapaz a sua frente – E eu fui atrás de você... E... Me perdi na floresta, ou algo assim. Eu estava com a moto do Derek e...

— Você o quê?!

— Eu peguei a moto do cara, e me embrenhei pela floresta. E aí eu caí e achei ele. Ameacei e tals com meu canivete. – Stiles contava de maneira pitoresca, enquanto Scott ficava fazendo as caras de pavor mais idiomáticas do mundo. – E ele me levou para um lugar.

— Uma colina?

— É.

— Foi onde achamos a moto dele. Mas porque diabos vocês não ficaram lá?

Stiles ficou corado, colocou a mão no peito de leve e sentiu o cristal ali.

— Você não é da alcatéia dele, não é mesmo? Do clã dele – Perguntou, falando baixinho.

— Eu sou da matilha, agora. – Respondeu Scott.

— Mas digamos que tecnicamente você não é da família dele, não é?

— Tecnicamente não... Mas sou da matilha.

— Alcatéia, matilha é de cães. Mas enfim. Então acho que posso te contar isso, ele não queria que ninguém da família dele soubesse. – Stiles se aproximou de Scott, que se aproximou de Stiles. – Nós estávamos lá naquela colina e então...

— Então?

— E então ele me beijou.

Scott olhou Stiles, Stiles olhou Scott. Agora o olhar dos dois ficaram estáticos, Scott fez a expressão mais maluca que Stilinski já havia visto. Parecia até mesmo um gift animado.

— Eu sei, é um plot twist, mas aconteceu. – Falou Stiles, acenando. Sentindo-se estranho. – Eu não quis beijar ele, é claro. Mas ele fez tudo isso e me beijou.

— Mentira! – Disse Scott, boquiaberto, ainda com cara atônica.

— Verdade!

— E por quê? – Perguntou o menino-lobo.

— Eu não faço ideia.

— Bem que ele ficou falando o caminho todo que iria comigo sábado lá no cinema.

— ELE O QUÊ?!

— É, ele falou isso. Eu falei para ele que nem queria ir.

— Você o quê?

— Tudo bem, eu quero ir. Mas não quero que meu alpha vá junto. Ele parece um pai, é chato o tempo inteiro.

— Ele tem cara de chato – concordou Stiles, fazendo uma expressão dramática e voltando a olhar Scott.

— Mas ele insistiu tanto que tive que concordar em ir com ele – Scott olhou Stiles, ainda atônito. – Você não pode contar isso para ninguém, ou aquele maluco nos mata!

— É claro que eu não vou contar para ninguém que um cara me beijou.

Scott arregalou os olhos e apontou para Stiles, que fechou os olhos.

— Pelos deuses antigos e os novos – começou – pela fé dos sete... não seja Malia ou Allison atrás de mim.

— Somos nós duas, Stiles. – Falou Alisson, se sentando a direita.

— Encrenca em dobro. – Continuou Malia, sentando à esquerda de Stiles. – Pode começar, quem você beijou?

Stiles olhou para Scott, e Scott olhou para Stiles. Ambos em um olhar mútuo de silêncio.

— Scott me beijou – Falou Stiles – Esse maluco. Eu disse para ele não beijar.

— Eu?! – Exclamou Scott, olhando para as garotas – Eu não sou gay!

— Foi um beijo acidental Scott – Stiles cutucou Scott com o pé por debaixo da mesa.

— Aham – Disse Allison – E o Derek Hale? Beija bem?

— Malia! – Retorquiu Stiles.

— Desculpa Sti, não consegui me segurar – Disse a garota, pegando um pouco da comida do amigo na bandeja.

— E para de roubar minha comida! Sua traidora!

— Mas então, ele beija bem? – Perguntou Malia, comendo o pudim de Stiles. – Ele parece um gostosão.

— Ele beija horrível – Disse Stiles, puxando o capuz do moletom para cobrir a cabeça – Scott, me mata.

— Deveríamos convidar ele para ir sábado – Disse Allison.

— Ele vai – Continuou Scott.

— WHAT THE FUCK Scott?! – ‘Que caramba’, gritou Stiles, olhando para o amigo.

— Melhor sábado! – Exclamou Malia.

— Melhor sábado! – Allison riu, abraçando Stiles – Stiles vai perder o BV de novo no cinema.

— Vocês me odeiam, vou morrer até sábado para não ter que me submeter a isso.

— Stiles tem um G.U.Y! – Gritou excitada Allison. ‘Stiles tem um C.A.R.A’, Allison só poderia estar querendo acabar consigo, ali em plena cantina da escola.

— Me mata, por favor – Suplicou Stiles, pegando o pudim das mãos de Malia e comendo o resto que tinha no potinho. Precisava mais que ela.

Sábado seria o pior dia.

oOo

Sábado,

Notas finais
AYOHH, gentem, primeiro o primeiro. O massivo Feedback! Obrigado à MikaSama; Sora Kin; fhaena23; Sore; Andrew Malfoy Krum; pelos reviews no capítulo passado! Gradecido! Obrigado mesmo gente ♥, isso me deixa bem feliz ver todo esse feedback. Agora, vamos as considerações. Desculpem não ter postado mais cedo, mas era o season finale de GOT, e eu não conseguia fazer nada, só pensar no que ia acontecer. Sorry a demora. Eu sei que o capítulo não avançou muito. Eu sei, eu sei. Mas é que é um capítulo ponte, hehe, E AS MENINAS DESCOBRIRAM sobre o beijo. Isso é relevante né? XD O caso é que eu comecei a escrever sobre sábado. Mas acabou que iria ficar grande demais e eu não iria conseguir acabar ainda hoje. Então resolvi dividir. Acho que quarta-feira vocês têm o que vai acontecer Sábado.