BitterSweet
11 Capítulo 11: All of Me
Notas iniciais
— Eu não vou ir conhecer seus pais assim – Disse Stiles em para o homem, alto em seu ouvido, já que o ar cortante da moto e o barulho do motor dificultava a comunicação.
— Assim como? – Perguntou Derek, a voz igualmente alta.
— Eu estou todo suado, vão pensar que eu sou um desleixado, passa na minha casa – Exigiu o menor.
— Você está bem, não vamos parar. – Retrucou o motoqueiro, bravo pelas exigências do humano. Quem ele pensava que mandava?
Alguns minutos depois, Derek ouvia o barulho de um chuveiro no cômodo próximo enquanto esperava no quarto de Stiles o mesmo terminar o banho. Não hesitou em começar a mexer nas coisas, revirava nas coisas do menino e descobria pequenos segredos:
Stiles gostava de Rock, isso devido aos vários CDs caídos no chão. Aparentemente já tivera um cachorro, devido à foto de criança abraçado à um labrador. Continuou revirando a bagunça no quarto do menor.
— O que está fazendo?
Derek sobressaltou-se ao ouvir a voz, Stiles estava com o cabelo úmido, o rosto cheio de água lhe dava um aspecto belo. Simplesmente belo. O tronco nu era um monumento à parte. O quadril estava coberto por uma toalha.
Maldita toalha, como Derek queria observar sem impedimentos aquele trazeiro.
— Você não vai ver eu me trocar – Disse Stiles.
— Mas você já me viu – Resmungou Derek, indo até a porta, lentamente, enquanto estava sendo enxotado por Stiles do quarto.
O click na porta foi a última esperança de poder vê-lo como veio ao mundo. Esperou ali do lado de fora, até que finalmente o garoto abriu a porta e voltaram à estrada. Stiles tinha um perfume gostoso, que Derek quase se desconcentrou ao dirigir.
Quase perdeu o controle. Como aquele humano lhe fazia perder o controle.
Finalmente chegava ao pequeno lugar que a algumas horas atrás estivera em completo caos. Sentia toda a energia estranha rondando o lugar.
— Derek... – Disse a voz amuada de Stiles.
— Hum? – Perguntou o homem quando parava a moto e recebia o capacete que Stiles lhe devolvia.
— Eu meio que...
Derek apenas arqueou as sobrancelhas, olhando para o garoto à sua frente.
— Meio que estou com medo.
Medo.
Derek poderia esperar qualquer tipo de absurdo ou coisas inesperadas vindo daquele jovem. Mas medo. Parecia-lhe absurdo. Mas logo percebeu que ele falava a verdade. O lobo ficou na sua frente. Tão alto como uma parede perto de si, mesmo que em verdade não fosse assim tão mais alto.
— Eu não conheço seus pais, eles são completos estranhos para mim... E suponho que são lobos e tudo mais...
— É, eles são lobos – Concordou Derek, observando Stiles que olhava vagamente para o lado, parecia com o rosto corado – Mas não são bravos.
— Não são como você, são?
— Como eu? – Perguntou Derek, arqueando as sobrancelhas.
— É, tipo, bravo. Ou com cara de bravo...
— Eu não tenho cara de bravo... – Derek resmungou – Eu sou bravo.
Stiles sorriu de lado.
— Ok, vamos lá – Disse o garoto, tomando mais coragem do que o próprio Derek, indo na frente do mesmo.
Derek vinha atrás de si, não impediu do garoto ir, mas logo teve que orientá-lo onde era sua casa. Os olhares no humano não eram poucos. Derek imaginava se todos podiam sentir o aroma dele, que, entre tantos lobos era tão suave.
Talvez por isso ninguém ainda havia descoberto que estava saindo com um humano. Perto de seu cheiro o do humano era disfarçado, mas agora tão vivo e tão próximo de Stiles parecia quase insuportavelmente forte. E chamava a atenção de todos.
Odiava que tantos olhares estivessem em seu humano, no seu número irracional ambulante. Stiles parecia não notar que chamava a atenção para si. Derek abriu a porta e entrou para dentro da casa. Já era então quase a hora do almoço e o cheiro era adorável.
— Oh! Olá! – Disse sua mãe, se aproximando de Stiles. O corredor da casa se tornou apertado quando estava Stiles, Derek a mãe e o pai que logo descia. – Sou Talia. – Apresentou-se a mulher.
— Olá – Falou Stiles – Céus, como você é linda – Elogiou o garoto. A mulher era realmente muito bonita. Cabelos loiros-escuros, olhos azul-acinzentados, como os de Derek. – Eu sou Stiles.
— Olá. – A voz do pai de Derek parecia mais leve que a de Derek, mas um pouco indecisa – Você deve ser o humano...
— Pai – Derek rosnou baixinho.
— Humano até que se prove o contrário – Stiles ergueu as mãos, com um sorriso sarcástico. – Muito prazer, sou Stiles. – O garoto ergueu a mão, sem tentar parecer muito intimidad.
— Damian Hale. – Respondeu o Alpha, agarrando a mão do garoto e o cumprimentando.
O pai de Derek acenou em seguida, claramente desconfortável pelo filho não ter um beta, um lobo, como parceiro. E, de fato, podia sentir o cheiro de como o filho ficava perto do garoto e o modo como ele o olhava...
— Ótimo – Disse a mãe, puxando os familiares até a cozinha que tinha a mesa arrumada para cinco pessoas.
Os quatro se sentaram, até chegar vovô e se juntar. O senhor olhou para Stiles com um sorriso adorável.
— Me chamo Rogan Hale – Disse o ancião, tinha um olhar firme. Olhos azuis como o profundo céu. Pareciam despir qualquer um com aquele olhar.
Stiles não conseguiu nem mesmo respirar, apenas respondeu seu nome, em uma educada saudação.
— Eu sou Stiles, Stiles Stilinski.
— Oh, filho do Xerife Stilinski? Muito prazer.
— Sim, papai é o Xerife – Deu um meio sorriso em retribuição.
— Muito bom homem, ele. Sempre prestativo à proteção de nosso território.
— Papai realmente não gosta das madeireiras – Respondeu Stiles, que também odiava a exploração das empresas próximas.
— Agora, que comida deliciosa, não deixemos esfriar, sim? – Falou o senhor, Stiles ficou meio envergonhado, mas não hesitou quando todos se serviram.
Era comida de verdade, não os industrializados que estava acostumado a comer na escola e, quando os pais tinham preguiça de cozinhar, em casa. Aproveitou e tirou a barriga da miséria, com Stiles não havia tempo ruim.
— Está delicioso – Stiles indagou, comendo a comida com vontade, Derek fazia o mesmo, tal como o pai de Derek e o avô. Até mesmo a mãe de Derek, ninguém tinha cerimônia. – Nossa, nunca comi algo assim.
— Pode se acostumar – A mãe de Derek sorriu de lado ao falar, delicada.
— Agora é um membro da família, pode vir quantas vezes quiser – O avô afirmou, Stiles olhou para Derek que sorriu de lado, enquanto tomava o suco amarelado.
— Obrigado – Falou estranhamente.
— Você sabe tudo sobre nós? – Perguntou o pai de Derek – Derek lhe mostrou tudo?
— Acho que... Sim. – Respondeu Stiles, antes que Derek pudesse falar qualquer coisa – Não há muito mais para se ver do que um homem se transformar em lobo.
— Nós vivemos para proteger nosso território – Falou politicamente – E Derek é quem vai continuar isso depois que eu me aposentar. Ele é o futuro Alpha desse clã.
— É como um líder – Interrompeu o avô, fazendo gestos com a mão.
— E o que exatamente vocês protegem no território? – Questionou Stiles, comendo mais um pouco do delicioso purê.
— São cristais, como os que você carrega – Disse o pai de Derek, Stiles levou a mão ao peito, onde, por baixo do tecido tinha o cristal de Derek. – Eu percebi Derek.
Derek arqueou os ombros, como se falasse “Não me importo”. Stiles corou levemente, mas disfarçou rapidamente com um sorriso desconfortável. Já percebia de cara que o pai não aprovava o que estava acontecendo.
— Eles são raros – Continuou o homem – Temos alguns poucos territórios no mundo que têm esses territórios, ainda mais escassos na américa. Nossas famílias vieram com os colonizadores, estivemos juntos aos homens normais desde os princípios.
— E enquanto alguns criaram lobos e os domesticaram – Continuou o avô de Derek, com um olhar fixo, azul como o céu – Nós nos mesclamos a eles. Existiu uma guerra, quase como a guerra do fogo que os homens enfrentarem...
— Vovô, não conte tudo – Falou Derek, com um tom calmo – Logo teremos uma fogueira e Stiles poderá ouvir todas essas histórias dos nossos antepassados.
— Verdade, na próxima lua cheia vai iniciar alguns garotos novos, não?
Derek assentiu.
— Ótimo, você vai ficar a par de todas as histórias então.
Stiles sorriu para o vovô Hale. A sobremesa foi servida em seguida. Era levemente picante, mas ao mesmo tempo muito doce. Algo que era agridoce. Não conseguia identificar perfeitamente.
— É morango com pimenta. – Explicou a mãe de Derek – Receita de família.
— É delicioso – O rapaz tinha os lábios brilhantes com o melaço, aquilo parecia constranger Derek.
Stiles enrugou a testa ao ver como Derek lhe olhava. Tratou de limpar os lábios e voltar a fitar o prato, desconfortável com aquele olhar fixo do outro.
— Vamos pro meu quarto – Chamou Derek, tão de repente que fez Stiles corar. – Vou lhe mostrar a casa.
— Er... – Indagou e se sentiu tão intimidado que acabou apenas arqueando a cabeça.
Já no corredor, Stiles falou:
— Poderia ter falado que ia apenas me mostrar a casa... Pareceu que, sabe, você ia “me mostrar o seu quarto”. – Faz aspas com a mão.
— Mas eu vou realmente te mostrar meu quarto – Derek abanou a cabeça, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
— Eu sei, mas pareceu que você ia “Me mostrar seu quarto”.
Derek ficou parado com um olhar de “O que diabos você está falando?”.
— Esquece, apenas me mostre seu quarto.
Subiram, Derek apresentou seu quarto. Cama de casal, arrumadinha, tons pastéis e nada de pôsteres nas paredes. Alguns discos, algumas fotos, um notebook, alguns livros. Stiles começou a olhar as coisas.
— Você deve ter arrumado para eu vir aqui – Acenou Stiles – Tem cara de quem tem quarto bagunçado.
— E por que isso? – Perguntou Derek, com seu habitual tom sério, mas mesmo assim, calmo.
— Todo valentão tem o quarto bagunçado.
— Talvez devêssemos bagunça-lo um pouco, então.
Stiles se virou com um CD na mão, olhou para Derek e entrecerrou os olhos. Abanou a cabeça, voltando a revirar os pertences do lobo. Viu na gaveta algumas coisas, alguns itens pessoais que, agora não tanto pessoais.
O humano se sentou na cadeira de rodinhas e girou um pouco, deu uma, duas, na terceira volta parou de frente à cama de Derek, olhando o lobo sentado na mesma.
— Temos mesmo que ser tudo isso? – Perguntou o garoto. – Não podemos só ser amigos?
Derek apenas abanou a cabeça.
— Eu não vou deixar ninguém mais te tocar – Falou Derek – Eu vou matar qualquer mulher ou homem que você quiser além de mim.
— Então é um não – Respondeu sarcasticamente Stiles.
Derek apenas olhava sério o garoto à sua frente, Stiles ficou em silêncio. Pareciam ficar uma tarde toda assim, mas passaram-se apenas alguns segundos.
— Me pergunta, sei que tem algo a perguntar – Falou Derek, nervoso pelo silêncio que criava-se.
— É só que...
Stiles se levantou e foi até o lado na cama de Derek, sentando-se ao lado dele.
— Eu nunca estive com outro homem... E é tão estranho para mim. Eu não quero me sentir como uma mulher.
— Justo. – Falou Derek, pontual como sempre. – Eu também não quero que você seja uma mulher.
— Então o que você quer que eu seja?
— Meu.
Tão simples. Resoluto. Malditas palavras. Como Derek Hale poderia em uma palavra, apenas uma, desarmar e desarticular totalmente os pensamentos montados de Stilinski?
— Talvez seja hora de você “Me mostrar o seu quarto” – Falou Stiles, desviando o olhar daqueles olhos intensos.
Derek acenou e foi até a porta, trancou-a. Tirou a camiseta. A porta estava perigosamente trancada, o lobo, perigosamente despido. Stiles também tirou a própria camiseta.
— Seus pais estão lá embaixo...
— Eles estão – Falou simplesmente Derek, empurrando Stiles para sua cama, o menor engoliu em seco, tenso.
O homem tocou seu pescoço com os lábios, e explorou sua pele com beijos até encontrar seus lábios. Em cima de si, parecia dez vezes mais pesado do que realmente era. Todos aqueles braços fortes, aquele corpo grande e forte, tudo vinha com o custo de um peso enorme.
Aquele peso representava a proteção de Derek para si.
Sentiu os pés de Derek se movendo em seus pés, aquilo distraiu o beijo, pensou nos pés de Derek que se despiam e deixavam os tênis caírem em um pequeno ´poft´ no chão. Quatro pofts, quatro pés. Se roçavam.
Os dedos foram aquelas largas costas enquanto o beijava. Derek lhe mostrava o quarto maravilhosamente bem.
“Eu sou gay?”
Refletia Stiles. Nunca tivera reais convicções disso. Ser ou não ser gay não representava nada, era apenas uma etiqueta da sociedade. Naquele momento tentava esquecer disso e, de fato, de olhos fechados esquecia.
Eram anjos, sem sexo definido.
Ou dois demônios, incautos pelo prazer.
— Você... – Derek falou, a voz parecia rouca – Pode?
— Eu, posso, o que? – Perguntou Stiles assustado.
Derek balançou a cabeça, parecia obvio demais. Derek acenou a cabeça fazendo uma expressão que poderia ser até divertida. Mas Stiles não sentiu no olhar e sim contra si.
— Ah... Ok.
Desceu as mãos até lá. Por dentro da cueca agarrou.
— Assim? – Perguntou baixo. Sem saber se estava fazendo bem.
O lobo lhe sorriu com amor, apoiou um braço ao lado de seu rosto, apenas se fitavam. Stiles que já era profissional no amor próprio, começou a estimular Derek lentamente. Via o corpo inteiro de Derek reagir a isso.
— Você está bem? – Perguntou Derek.
— Está quente.
— Você está bem?
— Estou.
O maior lhe beijou. Para Derek, parecia como se anjos lhe tocassem. Foi difícil, mas teve que se livrar das calças para ficar nu e permitir ao outro lhe tocar com maior liberdade, e isso fez com que o outro se afastasse um pouco.
Aquela pequena ausência.
Um milhão de anos.
Deitou-se apressado na cama, abrindo um dos braços para que Stiles se deitasse com a cabeça ali e a mão voltasse. O corpo completamente nu respirava lentamente enquanto a mão curiosa do garoto lhe masturbava com delicadeza.
— Você já imaginou isso? – Perguntou Stiles.
— Um pouco além disso. – Respondeu Derek – Mas está perfeito assim, está perfeito para hoje.
O homem fechou os olhos.
Se nada daquilo com o tio tivesse acontecido. Se os problemas não tivessem surgido, talvez não estivesse sentindo aquilo. Mas não pensava mais nos problemas que ainda aconteceriam, ou que já haviam acontecido. Apenas se deleitava com as mãos de Stiles ali.
— É meio grande né?
Derek abriu um dos olhos, encarando Stiles. Deu um pequeno sorriso.
— É sim.
Falou todo orgulhoso, mordeu os lábios quando Stiles lhe apertou com mais força e voltou a lhe masturbar com vontade.
Stiles virou-se de lado, a mão ainda ali, o corpo de Derek ainda imóvel. O menor observava Derek de olhos fechados, sentindo prazer por aquilo. Olhou o membro de Derek. Era tão estranho e ao mesmo tempo tão normal. Não sentia-se desconfortável de o estar masturbando.
Involuntariamente parou e levou a mão aos lábios, Derek abriu novamente um dos olhos e viu aquilo. Stiles corou imediatamente, tinha se esquecido que não era o seu próprio membro o qual estivera masturbando. Olhou para a própria mão, salivada, o gosto de Derek em seus lábios.
— Não fala nada. – Disse Stiles. – Ou eu te corto ele fora, literalmente.
— Ok.
Derek apenas sorriu de lado, enquanto Stiles voltou a lhe masturbar, observando novamente o membro de Derek, a pequena e aparada pelagem logo acima, o caminho de pelos curtos até seu umbigo, o tanquinho tão desejado por tantos homens, o qual ele tinha naturalmente.
— O que você está pensando?
Assustou com a pergunta, Derek que estava tão silencioso, lhe olhava com os olhos entrecerrados e a face coberta de prazer.
— Você é gostoso. Qualquer um te desejaria.
— Eu sei – Respondeu Derek. – Mas não me importo com qualquer um, você me deseja?
Stiles não respondeu, e aquilo estressava tremendamente Derek. Porém Stiles voltou a colocar o rosto em seu braço e ficou lhe olhando. O rosto complexo beijou de leve o bíceps no qual estava apoiado.
— Eu nunca vou lhe entender...
— Provavelmente não – Respondeu Stiles, com um meio sorriso.
Apertou de leve os dedos ao redor de Derek, que soltou um rosnadinho, mas sorriu.
— Você faz isso muito bem – Falou Derek, se relaxando mais, mordendo os próprios lábios. – Eu posso? – Perguntou Derek, pareceu...
Corar?
Stiles se moveu e lhe beijou, fitou-lhe o olhar enquanto acelerou os movimentos com a mão. Sabia o que ele queria fazer, só não entendia por que o outro lhe pedia permissão.
— Quero lhe olhar, enquanto faz – Falou Stiles, tão perto de seu rosto.
Algo que deveria ser algo tão carnal, tornava-se quase espiritual.
Mesmo assim, se era para fazer, iria fazer direito.
Continuou beijando Derek, apesar do mesmo querer gemer e urrar, arfar. Segurou-lhe o beijo e sentiu o corpo dele arquear e tremer. As pupilas dilataram como se estivesse sob o efeito de uma droga. E de fato, Stiles se provaria, provavelmente, a maior das drogas de Derek.
Um vício.
Derek tinha os pensamentos levados distantes enquanto sentia a descarga de energia. Sentia-se completamente feliz. E isso que Stiles apenas lhe batia uma. Não conseguia raciocinar direito o que seria tê-lo.
Era um prazer maior do que tivera na vida inteira, maior do que da primeira vez que se transformava. Por deus, maior do que a primeira vez que beijara o próprio Stiles.
Stiles sentiu o orgasmo de Derek por completo. Desde seu olhar, desde o movimento do corpo do homem até o quente e volumoso sêmen do outro lhe molhando as mãos e parte do tronco que estava no alvo. Não sentiu nojo. Apenas deixou-o.
Derek lhe olhava, deu um pequeno sorriso. Stiles olhou as sementes do maior espalhadas.
— Você não sente... Nojo? – Perguntou Derek. Era algo comum, pessoas sentirem-se assim.
— Não, é você. – Respondeu Stiles, deslizando a mão do membro de Derek ainda quente. Deslizou por sua pele, por seu abdômen, espalhando o líquido que deixava-lhe mais brilhante.
Se olharam.
Se beijaram e,
naquele momento,
Derek sabia que não era Stiles quem lhe pertencia.
Era ele quem pertencia à Stiles.
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