Bitter Revenge

12 Capítulo Doze - House Of Wolves


Notas iniciais
Desculpa a demora, pessoal. Realmente, tenho feito o possível para postar capitulos rápido.
Gomen >_

Agora ninguém confiava em ninguém, exatamente como Sam queria.

MInhas chances de sobreviver estavam tão próximas do zero que eu estava começando a ficar frustrada por mim e pelos meus irmãos.

Vê-los brincar juntos, um pouco mais saudáveis, com Big D, era um prazer que eu me deixava ter enquanto os meninos faziam todos os preparativos antecetendes a nossa viagem ao necrotério.

Essa palavra me trazia náusea de novo, e os insigths pioravam cada vez mais ao longo do dia. Vozes que não estavam ali, imagens que se confundiam com a minha realidade — seria mesmo a minha realidade? — deixavam minha mente já pertubada um pouco mais confusa.

O desprezo de Chad por mim também não ajudava em nada, e apesar de eu sentir falta de suas conversas com toques irônicos, meu orgulho falava mais alto.

Eu não seria a primeira a me render a ele ou a Sam, que ficava numa espécie de jogo de gato e rato comigo.

Eu tinha que aguentar tudo pelos meus irmãos. Pela garantia que Chad tinha me dado pela sobrevivência deles.

– Estamos indo. — Chad veio avisar a gente, naquela voz fria e dura.

Foram as primeiras palavras que ele me dirigia depois da cena na cozinha. Meu coração se apertou ao pensar que seriam as últimas.

"Ele não é importante." pensei, levantando-me do chão e ajeitando o vestido vermelho que usava.

Chad levantou as sobrancelhas e me olhou de cima a baixo, depois se virou e foi pra junto de Sam, que colocava uma mochila nas costas.

Encarei o vestido de testa franzida, pois só o tinha colocado para fazer um capricho a Alois.

– VAMOS, HELEN! — berrou Sam.

Olhei para Big D, que já estava com meus irmãos nos ombros, e coloquei a mochila que me foi designada no ombro. Agora era a hora de dar adeus a vidinha feliz.

***

– A gente está andando a séculos. Tem certeza que sabe onde fica a fronteira? — perguntou Chad para Sam, naquele tom de arrogância superior que só ele possuia.

– Eu andava de moto por aqui. — respondeu Sam, lançando um olhar sobre o ombro. — Obviamente sei onde fica a fronteira.

– Não é só seguir a trilha? — perguntei, observando que ao nosso redor só tinha árvores que ganhariam formas assustadoras a noite.

Chad deu um sorriso de canto.

– Tecnicamente, sim. Mas a trilha passa perto da "casa" dos Mansion e nós não queremos confusão. — ele me olhou, e aquele olhar dizia muitas coisas. — Ou queremos?

Engoli em seco e abaixei a cabeça com a insinuação de traição ali presente. Eu podia entender que ele estava bravo, mas não compreendia a visão que ele estava tendo sobre mim e Sam.

Estava bem claro que eu queria distância dele.

– Não, não queremos de jeito nenhum. — respondi, levantando a cabeça e avistando o topo de um edificio branco por cima das árvores.

– O que é aquele prédio branco? — perguntei.

– Nosso ponto de chegada. — respondeu Chad, olhando na mesma direção que eu.

– Irônico colocarem essa cor... — comentei, pois branco significava pureza, coisa que a maioria das pessoas que saiam daqui não possuiam.

– Nem tanto. — disse Sam, virando-se e caminhando de costas para ficar me encarando. — Branco é uma cor fácil de ser manchada.

Aquele comentário me fez sentir um arrepio na espinha e eu simplesmente fiquei calada. Chad olhou de mim pra ele e deixou escapar um risinho.

– Mas manchar o branco não deixa as outras cores mais claras? Não seria algo purificante? — perguntou em seu tom debochado.

– Depende qual cor possui mais poder. — respondeu Sam, abrindo um sorrido de predador antes de virar novamente pra frente.

Os minutos que se passaram foram preenchidos pelo som do vento e alguns sons emitidos pelos meus irmãos.

Quando minhas pálpebras estavam quase se fechando, Sam nos parou e disse.

– Ali fica a minha "casa". — ele disse e apontou a uma cabana de porte grande, bastante moderna até, localizada a alguns centimetros de um portão. — Depois daquele portão, temos acesso fácil a saída.

Chad sorriu, e esfregou as mãos.

– Tem como dar a volta e subir pelo muro? — perguntou, seu cérebro já trabalhando em planos complexos porém perfeitos.

– Eletrificado. Impossível de subir. — respondeu Sam. — Tenho que pegar a chave com o chefe, só assim poderemos entrar.

Todos nós olhamos chocados para Sam. O filho da puta tinha enganado a gente.

– Vou levar a Helen comigo. — ele falou, lançando seu sorriso sedutor para nós. — Podem parar de me matar em suas mentes.

Olhei para Chad, percebendo que lutava contra um dilema: deixar-me ir sozinha com ele e sua liberdade.

– Eu vou. — falei, olhando firmemente para Chad, pousando por um minuto a mão sobre a sua e em seguida a retirando.

Chad me olhou e eu nunca senti seus olhos mais profundos que agora. Tinha tanta coisa ali, eu sabia que tinha, palavras ocultas que a boca nunca iria pronunciar, mas eu não entendia nada.

Ele pegou uma mecha do meu cabelo e enrolou no dedo.

– Tome cuidado, por favor. — pediu, baixo o suficiente para que só eu ouvisse.

– Tome conta dos meus irmãos. — pedi, concordando com o pedido dele assim que ele concordou com o meu.

Quando esperamos a noite cair para sermos cobertos pelas sombras, eu e Sam saimos juntos.

– Ainda bem que usa vermelho. — ele falou, segurando com força minha mão. Esse simples toque me fazia querer correr para o outro lado. — Nossas "mulheres" geralmente usam vermelho, então.

– Não sou sua mulher. — falei, friamente.

– Mas aqui vai ter que fingir que é.

Engoli em seco e concordei, tentando deixar minha fúria e ódio por ele ocultos por detrás de uma máscara.

Sam parou em frente a porta e se ajeitou, tirando poeria inexistente da jaqueta preta e penteando os cabelos escuros para trás.

Não havia dúvidas, ele era um cara bonito. Mas ás vezes a mais bonita das belezas vem com a pior das loucuras. E vamos falar sério, Sam era o próprio perigo.

– Vamos entrar? — ele perguntou, oferecendo-me o braço, o sorriso galante no rosto.

– Sim, acho que seremos bem-vindos na casa dos lobos, amor. — respondi, usando o tom mais meloso que conseguia, enquanto agarrava meu braço e ele abria a porta.

Notas finais
Reviews, por favor. :3