Bitter Choices

1 Capítulo único.


Notas iniciais
- Peço desculpas pelos erros ortográficos sou uma pessoa sem paciência e não consegui esperar minha amiga betar... - espero mesmo que gostem e comentem.- E minha segunda one de ouat e minha primeira de SwanQueen então peço que sejam legais comigo- E deis de já peço obrigada pela leitura..

Você passa tempo demais se questionando porque as coisas são tão confusas e quando você esta perto de resolver a questão, se depara com novos fatos que mudam completamente seu raciocínio. Emma, já havia aceitado que sua casa jamais seria o que se chama de “lar”, talvez Storybrooke fosse seu lar, mas desde o dia que desistiu de tudo, pois eram razões demais para não permanecer ali, percebeu que jamais, teria aquele sentimento bom, de saber que não importe quanto você demore sempre terá braços para te rodear quando chegar em casa.

Ela sentia falta de seu filho, de seus pais. Mesmo que demorará a aceitar a condição na qual teve de ser criada, ela havia aceitado o amor que eles tinham por ela e visse versa. Ela aprendera muito nos três anos que passara naquela cidadezinha de Maine.

E agora se via em uma rotina monótona, toda às noites abria uma nova garrafa de bebida barata qualquer e acabava em poucos minutos, fora o modo que encontrara para esquecer as dores que as escolhas erradas haviam causado.

Emma olhou novamente para a foto sobre o balcão da cozinha antes de acabar com o último gole de bebida que o copo continha. Lágrimas escorreram por seu rosto, ao parar para observar a foto que há tantos anos havia sido a forma de culpá-la pela escolha errada, ela poderia ter tudo que sempre sonhara, mas deixou o medo impedir de lutar por aquilo que ela escondera tanto tempo.

– Pare de se lamentar Emma. As escolhas foram suas aguente as consequências. – Disse há si mesmo, levantando de onde estava e vestindo o grosso casaco, pronta para mais um dia de trabalho. Talvez a vida fosse diferente se continuasse em Storybrooke, poderia estar levando Henry à escola, ao final da noite sentar sobre o sofá e assistir qualquer programa idiota. Entretanto Henry tinha continuado lá com Regina, com seus avós. Em três anos naquela cidade tanta coisa mudara, a salvadora poderia ser Emma, porém Henry foi o motivo da paz no lugar.

Agora estava sozinha, morando em um apartamento menor que de Mary Margaret e tendo em sua cama cada noite uma pessoa diferente. Mulheres, homens qualquer um que pudesse fazer esquecer o gosto de sidra de maça que não saia de seus lábios desde o beijo que não durara nem segundos, porém fez seu coração acelerar e o gosto jamais esquecer. Talvez tenha descoberto ali que o perigo de ser quebrada novamente estava tão eminente do que antes e fugira como uma criança que corria com medo do bicho papão.

Emma encontrava-se perdida nos sentimentos que jamais foram esquecidos, nos sonhos nada inocentes que toda madrugada fazia ela acordar suada e chamando por um nome que há anos atrás jamais pensaria que pronunciaria em meio a eles.

– A Senhorita tem reservas? – Assim que pós o pé sobre um restaurante qualquer de Boston fora questionada.

– Sim, Emma Swan. – Respondeu rapidamente, saindo dali assim que confirmada a reserva e se sentando na mesa à qual fora designada. A sua frente estava um homem de um pouco mais de trinta anos, com um terno preto e um sorriso presunçoso como se à noite tivesse sido ganha. Emma retribuiu o sorriso, esse era seu trabalho seduzir homens e os levar para a justiça, era boa no que fazia. Porém sentia falta de ser xerife em Storybrooke.

A conversa durara menos de vinte minutos até Emma se cansar do joguinho de gato e rato e acabar com ele. Como todos os homens e aquele não seria exceção, fugiu porém antes mesmo de virar a esquina fora pego. Novamente fazendo Emma voltar para casa com o trabalho completo como todos os dias, só que este era diferente, seu aniversario era hoje. Odiava este dia pelo simples fato de lembrar que fora nele que seu filho bateu em sua porta levando-a àquela cidade e a fez ser o que era hoje, uma sombra de arrependimentos.

Com um suspiro frustrado, pegou em sua geladeira uma bebida que tinha ali e alguma coisa congelada que desse para comer e marchou para o sofá, se jogando nele e ignorando que hoje ficava mais velha. zapeava pelos canais da TV sem encontrar nada realmente interessamte, porque no final nem naquele aparelho ela estava prestando atenção. Os pensamentos estavam longe, ou melhor, na pequena cidadezinha que se encontrava no Maine.

Como seria se este dia fosse passado lá? Uma festa no Granny’s com a maioria da população daquela cidade ou na casa de Mary com todos naquele minúsculo lugar? Ao certo não sabia porém qualquer uma das duas opções parecia melhor do que sua atual. Novamente as lágrimas transbordavam por seu rosto, como todos os seus aniversários desde sua partida. Ela queria estar com Henry, com seus pais e talvez com Regina.

O problema estava ai, ela queria demais. Entretanto era o medo que a prendia naquele apartamento xexelento que também impedia de voltar para Storybrooke e realizar os sonhos que nestes cinco anos havia criado.

Emma fora dormir, e pressionado contra seu peito estava o porta retrato. Esse era o modo dela se sentir ligada com aquilo que mal entendia. A foto de Regina e Henry abraçados, que ela tinha roubado na ultima vez que invadira a casa da prefeita, sempre esteve presente no tempo a qual tinha desistido.

Todos os dias se pegava olhando para ela e derramando algumas lágrimas quando imaginava completando aquela família. Era apenas sonhos, o futuro ela já sabia exatamente como seria, naquele pequeno espaço, fazendo as mesmas coisas de sempre até que o fim chegasse e o arrependimento se desfizesse junto com sua vida. Talvez fosse uma coisa triste, mas era a única saída que havia restado, já que agir era algo que jamais faria.

A manhã chegara e Emma tentava levantar da cama, à noite mal dormida banhada a lágrimas, fora tão cansativa que não conseguia encontrar forças para sair dali. Ela só queria dormir para sempre e sonhar, sabendo que ali no mundo dos sonhos aonde tudo era possível, ela poderia ser feliz sem medo, poderia ter a família que precisava.

Com a derrota de pensar que aquilo jamais aconteceria se pós de pé e fez sua higiene matinal, com um café forte para espantar a dor de cabeça que a cercava. Quando se encontrava ápita se jogou no sofá procurando um programa inútil de TV, com sua fiel companheira a garrafa de cerveja.

O tempo se passava arrastado e Emma tinha em mente não pensar em nada que a fizesse chorar afinal hoje era o dia do seu aniversario, e a simples lembrança de que dia era hoje a deixava em pedaços. Tinha que estar feliz, pelo menos por agora, quando à noite chegasse ela cairia em lágrimas como todas as outras.

Mergulhada na explicação de como fazer uma lasanha quatro queijos, Emma ao menos havia notado que sua campainha, tocava insistentemente. E quando notado as palavras de descontentamento pairaram sobre a sala. – Maldito locador, já disse que até o final do mês depositava o dinheiro em sua conta. Mas não tem que me atormentar bem no sábado. – Esbravejando Emma se colocou a ir abrir a porta, tentado manter-se calma.

Ao abrir a porta nada a preparou para aquilo. Parados diante do pequeno corredor tinham um pouco mais de dez pessoas. Não pessoas qualquer, ali estava sua família, seus pais, seus amigos e ao olhar bem para o garoto alto que estava atrás de todos, percebera que era seu garotinho. As lágrimas que tanto tentava evitar pela manhã inundaram seu rosto, não como as lágrimas sofridas de antes, era de alegria. Por ver rostos que tanto lhe faziam falta.

– Como me acharam? – A frase saira desconecta, mas as pessoas estavam tão ligadas na mulher loira, com olheiras medonhas e uns dez quilos a menos do que há cinco anos, que conseguiram entender.

– Não importa onde esteja nós sempre acharemos você. – Disse Charming sorrindo e puxando a filha para seus braços. Foram cinco anos duro de procura, porém com a ajuda inesperada de Regina eles haviam descoberto onde Emma se encontrava e mesmo magoados com a partida da filha ele não perderia mais um dia sem ter sua Emma consigo.

O abraço que começara com Charming logo encorpava a maioria das pessoas que se encontravam ali, tirando o único adolescente que recendia o local. Emma sabia que seria difícil, não imaginava que sua família apareceria. Muito menos que seu filho, poderia estar no meio das pessoas. Mas deixou os detalhes para outra hora, deixando todos passar para dentro do apartamento, porém o menino que agora era um homem ainda se encontrava na porta, com o olhar baixo.

– Henry. – o sussurro baixo e tenebroso de Emma ecoou pelo corredor, logo após fechar a porta atrás de si, ficando a sós com o seu filho. O olhar do garoto antes fixo no chão agora fuzilava a mulher a sua frente, sem proferir qualquer palavra, apenas analisando a mãe, que há oito anos ele procurava como a salvação. E ao final fora deixado para trás com uma dor que jamais se curou. – Acho que está meio tarde para isso, mas me desculpe. – As palavras foram sussurradas e sem confiança alguma, ela sabia que aquilo não adiantaria, mas como pedir desculpas a um adolescente que não entenderia nem a metade dos motivos que a fizeram deixá-lo – Sei que não vai me perdoar, mas me arrependo de não ter te puxando pela orelha e o arrastado comigo quando tive oportunidade. – Quando concluiu a frase sustentou seu olhar com o do garoto por alguns minutos, mas a dor que viu sobre eles, a fez desviar.

– Eu não entendo porque foi embora, você estava feliz. – Disse ele pela primeira vez, calmamente, tentado analisar as palavras que seria as certas para colocar seu ponto de vista. Emma sorriu por dentro, ele tinha isso de Regina. – Eu estava feliz, todos nós estávamos. Se continuasse, talvez hoje estivéssemos no reino encantado. Porém você me abandonou novamente, tirou a vontade das pessoas de voltarem ao seu lar. Porque se você tivesse ficado, quando os feijões mágicos floresceram todos teríamos voltado. Mas os feijões floresceram e ninguém se sentia feliz, para ir a algum lugar quando a pessoa que tornou aquilo possível não estava ali. – A expressão de dor jamais saia do rosto do garoto e por mais que ela tentasse olhar sobre os olhos do tal, a culpa a corroia e o chão parecia o melhor lugar para se olhar.

– Eu fui egoísta, sei disso, pois sempre fui assim. Naqueles anos eu tinha mudado, mas o medo do que viria depois me apavorou. – Tentou ser franca com o rapaz, mesmo escondendo detalhes importantes dos motivos que a levaram para fora de Storybrooke. – Fugir, foi o que fiz em minha vida toda. E quando me senti com medo, fugi! E passei estes cinco anos, me arrependendo todos os dias por isso. Não me orgulho de ter deixado coisas tão importantes para trás. Coisas essas que procurei minha vida toda, e quando consegui meu medo falou mais alto. Porém jamais deixei de lembrar cada detalhe, jamais deixei de te amar ou qualquer outra pessoa. Eu só precisava entender o que realmente sentia. – Apoiando seu peso sobre a parede do corredor ao desabafar seus medos. — E quando soube o que queria, tive medo de voltar. – Disse tão baixo a última parte que se o corredor não fosse tão estreito talvez o garoto não tivesse ouvido.

Diferente do que Emma pensava o garoto há abraçou forte após ouvir seu desabafo. Ali ela sentiu tudo que procurava todas às noites, com uma parte completa, protegida e amada. Ele sabia que ela precisava disso, justamente como ele precisava, foram cinco anos, procurando este abraço e agora mãe e filho estavam ali, no meio do corredor se derramando em lágrimas, se perdoando mutuamente. Por um ter deixado o outro ir sem lutar, sem ao menos tentar fazer o correto.

– Acho que é melhor entrarmos ou vovó, virá pessoalmente buscar-nos. – Disse o garoto tentado ter bom senso, pois mesmo que o abraço fosse o que sempre sonhara há cinco anos, sabia que as pessoas que estavam dentro do apartamento também precisavam do mesmo abraço. Mesmo relutantes entraram e Emma não deixou Henry se afastar dela nem por um segundo. Pois ele era além do seu filho, uma parte de Regina. É ela era egoísta afinal, e queria sentir que a família que ela imaginava todas às noites aos prantos poderia ser real. O momento família, amigos era bastante tenso, sempre tinha perguntas com significados mais profundos do que realmente parecia.

Emma estava entrando em colapso com tudo aquilo, era perguntas, indiretas e até olhares acusadores. Mas novas batidas na porta foram ouvidas, porém a conversa e as bebidas não pararam por aquele simples fato. O que a fez estranhar, não esperava mais ninguém, ali se encontrava todas as pessoas que ela julgava que se importavam com ela. Com um suspiro frustrado de não saber o que se passava realmente com aquela visita e com aquelas pessoas, foi atender a porta. E novamente mais uma vez foi pega de surpresa.

– Desculpe o atraso. – A frase saiu divertida pelos lábios da mulher que estava parada a sua frente. O baque na loira fora grande, entretanto ela tentou não parecer abalada. – Não achava uma vaga boa para meu carro.

– Er... – Emma encontrava-se em um verdadeiro pane cerebral, não sabia o que dizer ou como agir. Ela esperou tanto tempo, para ver novamente aquela mulher em sua frente e agora que Regina estava lá tão linda quanto sempre, nada parecia ser correto a se falar. – Boston é uma cidade difícil de achar um bom lugar para estacionar– Quando a frase saiu por entre seus lábios o arrependimento veio junto. – Fique a vontade. – Disse rapidamente, dando espaço a morena para entrar no seu cubículo chamado casa.

– Obrigada. – Devolveu Regina cordialmente, entrando e se dirigindo para o lado de Henry, dando a Emma a chance de observá-las. Fora cinco anos fora, mas todos ali mantinham a mesma aparencia era como se a maldição voltasse a Storybrooke com sua partida. Regina tinha os cabelos um pouco maiores do que eram quando ela deixou a cidade, seus olhos agora eram doces, diferentes do que conhecia. Porém a postura rígida e o ar superior não a abandonava.

A grande pergunta pairou sobre os pensamentos da loira, o que Regina fazia ali? Não que ela, não tivesse gostado de ver a mulher. Mas era estranho ter sua inimiga número um, ou sua ex inimiga número um em sua casa, comemorando algo que ela não tinha vontade de comemorar.

– O que andou fazendo durante esses cinco anos em que esteve fora? – Perguntou Ruby, ao parar do lado da loira e tirá-la dos pensamentos confusos.

– O que sempre fiz, antes de parar em Storybrooke. – Respondeu ela, tomando um gole da cerveja que tinha deixado sobre o balcão, quando fora atender a porta pela segunda vez.

– Durante esses cinco anos por que não voltou para nos visita? – Questionou a morena, abaixando o olhar para a bebida em sua mão. Ela sabia que este assunto viria à tona, só não notara que não estava preparada.

– Sinceramente não sei. – Com um suspiro frustrado respondeu, ou melhor, enganou a si e Ruby, pois no fundo sabia muito bem por que não tinha voltado para seu lar.

– Sentimos saudades. – Comentou a morena, antes de sair e sentar-se sobre o colo de Whale. Cinco anos e tantas coisas foram alteradas. Emma jamais pensara em ver seus pais no mesmo ambiente de Regina, sem brigas ou olhares ameaçadores, apenas sorrisos.

As horas se passaram tão rapidamente que logo todos se encontravam despedindo-se da anfitriã, aos poucos o pequeno apartamento se via apenas habitado por cinco pessoas, o clima alegre e descontraído fugia a regra do que fora há anos atrás.

– Obrigada Regina. – Pronunciou Snow sorrindo e quebrando o silencio que estava se tornando constrangedor. – Sem você, acho que jamais encontraríamos Emma novamente. — Continuo Mary Margaret deixando uma Regina completamente constrangida.

Sim as coisas tinham mudado, e como. Pensou a loira ao observar as palavras de sua mãe e a reação da morena com elas. Mas o que impressionou mesmo Emma fora saber que quem tinha descoberto seu paradeiro fora ela.

– É melhor nós irmos ou Gold ligará novamente. – Pronunciou David, após conferir pela centésima vez seu relógio. Não que ele quisesse ir embora, mas ele e Henry tinham compromisso sobre a madrugada.

– Henry querido, você voltara comigo, ou com seus avós ? – Questionou Regina olhando para o filho que se encontrava até o momento calado.

– Terei que sair com David, acho melhor ir com eles. Claro se não se incomodar. – Disse o menino, logo sorrindo para mulher que o havia questionado.

Regina assentiu, olhando para Emma de relance, sem saber se dizia algo a loira ou não. Achou melhor permanecer calada até ter certeza do que dizer. Mas o fato era que a presença de Emma a estava incomodando. Só não sabia por hora definir se era um incomodo bom ou ruim. Como também não soubera justificar por que demorara tanto a escolher um lugar para estacionar e pensar se subiria para comemorar o aniversário da loira ou não. Ela só tinha em mente que o beijo a tantos anos trocado havia mexido com ela tanto que nem de Daniel se igualava.

– Regina aonde mesmo estacionou seu Carro? – Disse Emma desviando da conversa com seus pais e seu filho, para tirar a angustia a qual cercava seu ser.

– Rua 67, fora o único lugar que encontrei com espaço vago. – Respondeu ela olhando Emma sem entender, porque o interesse repentino de onde estaria seu carro. A expressão de espanto que a loira fez assustou não só Regina, mas todos presentes. – Algum problema com o lugar? –

– O bairro é perigoso, e esta rua é uma das mais violentas ainda mais nesse horário. – Desesperou-se, aquele carro era algo muito importante para ela e sem perceber Regina se pegou lembrado do porque aquele automóvel era tão importante.

StoryBrooke 24 de Dezembro há cinco anos e alguns messes atrás.

O natal para Regina fora diferente aquele ano, ela tinha passado com seu filho e mesmo que não soubesse o porquê, passara com a família dele também. Era estranho estar sentada na sala de Mary Margaret conversando civilizadamente com as pessoas presentes, sem olhares acusadores, ou espadas em seu pescoço. Só o clima feliz de natal, quando o relógio apontava que dia 25 chegara os abraços fora distribuídos assim como o Feliz Natal! O espanto dela dera-se quando os clichês daquela data tinham sido atribuídos a ela também.



– Feliz Natal! – O abraço apertado de Emma, fora o mais duradouro que ela tinha recebido, não sabia se era porque a loira estava tão bêbada que chegava a ser preocupante ou porque ela só queria desejar um bom natal. Mas quando um beijo discreto tinha sido dado em seu pescoço, à confirmação de que o nível de embriagues de Emma estava acima do normal permitido na data estava evidente.

– Feliz Natal Emma! — Disse Regina de volta, se permitindo aproveitar às sensações que seu corpo tinha com a proximidade da loira. Não entendia e julgava ser pelo álcool, que o coração acelerado, o formigamento no estomago e a sensação de seus lábios secos estava provocando nela. O contado durara apenas alguns minutos e quando quebrado, pela morena, a sensação de perda fora gritante em ambas.

A vontade de tornar a abraçar a outra chegava a ser imensa, mas tinha gente demais ali e se as pessoas começassem a desconfiar do que nem elas mesmas sabiam, não era uma opção viável e por agora apenas os olhares sugestivos já estava de bom tamanho.

– Mãe – Sibilou Henry ao chegar perto das mulheres, fazendo os olhares que antes se encontravam uma sobre a outra, serem dirigidos ao garotinho de cabelos pretos e sorriso contagiante. Ele estava tão feliz por ter suas duas mães juntas comemorando sua data preferida, sem as típicas brigas ou os olhares raivosos que sempre davam quando estavam no mesmo local.

– Qual de nós? – Perguntou Emma, sem saber ao certo quem ele estava se referindo, às vezes era confuso ter um filho que tinha outra mãe.

Sem responder a pergunta de Emma o garoto, passou um braço pela cintura da loira e o outro pela da morena, aproveitando que elas estavam juntas. E para mostrar que as amava igual sem esta de mãe favorita. Como elas insistiam em perguntar para Henry, toda vez que uma delas estava sozinha com o garoto ou até mesmo quando estavam juntas e brigando pela atenção dele.

– Feliz natal, mães! – Falou o garoto, sem se importar com o espanto das duas mulheres. Rapidamente dando um beijo estalado na bochecha de cada uma e sem esperar uma resposta, fora desejar feliz natal aos outros.

Emma logo se afastou, e Regina se via deslocada, sabia que aquele lugar não era o certo para ela. Mas quando Henry ligou convidando-a não pode recusar ainda mais quando Emma fora falar pessoalmente com ela. A morena já não achava uma explicação lógica para explicar o motivo de ter aceito ou talvez por estar só não queria admitir a si mesma. Talvez Emma parada em frente a sua porta pedindo quase implorando que ela fosse, teria sido o real motivo por estar ali sentada olhando as pessoas conversarem e se sentido novamente solitária como a tempos não se sentia.

Com um suspiro de rendição a prefeita pegou o grosso casaco que usara para chegar até o pequeno apartamento de Snow e se dirigiu sorrateiramente à porta. Ninguém notaria sua partida alias ninguém estava notando a morena ali.

– Regina. – O nome da prefeita fora pronunciado entre arfadas de ar e por uma voz tão conhecida por ela. Hesitante virou-se e observou a loira com suas mãos sobre o joelho tomando fôlego. – Você anda rápido em ? – disse assim que recuperada e já parada em frente á morena.

– Sinto Miss Swan, não fora a intenção. – Disse sarcástica – Mas bem o que quer? – completou perguntado o que tanto lhe torrava os neurônios desde que a loira gritara seu nome.

– Queria agradecer por ter passado o natal conosco. – Falou Emma ao tentar escolher as palavras certas A loira não entendia o que a fizera sair correndo do apartamento de Mary Margarety assim que notara a falta de Regina, nem porque seu coração estava disparado. Porem achava que deveria agradecer á morena.

– Não me agradeça fiz por Henry. – Rebateu Regina.

– Mesmo assim obrigada. – Disse Emma sorrindo tentado pelo menos uma vez quebrar o gelo que envolvia Regina. Os três anos que passaram ali, todos eles foram lutando contra a morena, mas agora queria paz e no fundo a morena perto de si, só não entendia.

– Por quê? – Sussurrou a morena, olhando sobre os olhos de Emma, fazendo uma pergunta muda que a loira jamais saberia responder. Já cansada de esperar uma resposta que aparentemente não viria, apertou o alarme de seu carro e se dirigiu a porta do motorista.

– Regina espere. – Quando a morena iria sentar sobre o banco a voz da loira a fez parar e olhar novamente para a dona dos seus pensamentos naquele momento. — Eu simplesmente não sei, desculpe-me. – Sussurrou a loira, tentado explicar a Regina o porquê, porém não conseguiu e frustrada se aproximou da morena ficando a poucos centímetros de distancia. – Talvez eu saiba, só não entendo. – E quando completou o que dizia colou seus lábios sobre os da morena, fora um toque apenas, mas o suficiente para fazer os batimentos cardíacos subirem e as pernas ficarem bambas.

Emma com o leve encontrar de corpos empurra a prefeita sobre a lataria do carro e o que parecia tão confuso a pouco fora se encaixando nas sensações as quais o encostar de lábios trouxe. Logo aquele simples contado não fora suficiente e a loira aprofundou o beijo ao perceber que Regina estava tão entregue quanto ela. As mãos que antes estavam soltas da morena, tinha ido para o emaranhado loiro de Emma e as da loira, pararam uma sobre a cintura e a outra no rosto delicado da prefeita, fazendo leves carinhos enquanto o beijo era trocado lentamente. Os corpos bem torneados das mulheres se encontravam cada vez mais perto tentando contrariar as leis da física. Naquele longo beijo as duas se viam, encontrando o que sempre procuravam: estar completas. Aos poucos o ar se viu necessário e elas foram se afastando.

– Desculpe. – fora o que Emma conseguia pronunciar quando se via fora da bolha qual o contato construíra, com o rosto corado e o sentimento de vazio novamente em seu peito.

Regina se via no mesmo estado, era como se a atitude tão íntima de segundos fora inexistente, vendo que nem uma das duas iria dizer mais nada, a prefeita vestiu novamente sua capa de indiferença. – Está tarde, tenho que voltar para minha casa, tenho um bom final de noite Miss. Swan. – Disse ela entrado em seu carro e saindo de lá, deixando uma Emma atordoada com seus pensamentos no meio da rua.



Boston dias atuais.



Ao sair do transe que as lembranças a cercavam, Regina deu de ombros e suspirou. Mesmo que amasse aquele carro, não poderia fazer nada se algo acontecesse a ele, sabia que cidades grandes jamais seriam iguais a sua Story, e tinha conhecimento que o erro por estacionar ali fora dela. Quando estava em uma discussão interna se apareceria em um lugar que provavelmente não seria tão bem vinda assim ou não.

– Tenho que ir. – Falou a prefeita após alguns minutos de silêncio. – Mesmo que o bairro seja perigoso, amanhã papeis da prefeitura me esperam. – concluiu ela dando um beijo na testa de Henry.

– Também estamos indo – Anunciou David olhando para Emma com um sorriso que dizia “nós voltaremos.” – Espero ver você em Storybrooke em breve. – Disse Charming ao abraçar a filha despedindo-se, afastou dando um beijo terno em sua testa e foi ate a porta esperando todos se despedirem de Emma. Regina sem saber como se despedir deu apenas um singelo sorriso, que rapidamente a loira retribuiu.

Emma logo notou todos já estavam no corredor, percebeu que gostaria de ficar mais um momento junto a eles — Vou acompanhar vocês. – pronuncio indo de encontro a eles.

Ao chegarem lá Emma logo reconheceu o veículo de seus pais, mais um vez abraçou apertado Henry e sussurrou um “eu te amo” antes de todos entrarem no carro e só sobrarem Ela e Regina.

O clima ficara tenso, nem uma das duas ali tinha idéia do que poderia ser dito. – Devo ir atrás do meu carro. – Murmurou Regina tentando fugir daquilo o mais rápido possível. – Ver se sobrou algo dele. – Disse tentado descontrair, porém sem sucesso.

– Se quiser te acompanho. — Respondeu a loira mordendo o lábio ansiosa pela resposta, por mais que ficar ao lado daquela mulher a perturbava, também a completava.

– Não irá te atrapalhar? – Perguntou a prefeita olhando para os próprios sapatos sem saber como agir. – Isto é tão irônico não? Eu a Evil Queen com medo de uma rua. – disse dando uma risada.

– Claro que não. – falou a loira sorrindo – e a propósito para as duas coisas.

Com sorrisos bobos as duas foram andando para onde a morena havia deixado o carro, o silêncio antes constrangedor agora era agradável. Quando viraram a esquina da rua na qual o carro estava o som de tiro assustou não só a prefeita como Emma. Sem perceber a mulher que um dia fora temida em sua terra natal agora segurava a mão da loira ao seu lado.

Regina não entendeu porque agira assim, nunca teve medo de nada e talvez não tivesse medo do som do tiro e nem de ir aquela rua sozinha. Ela estava se aproveitado sabia disso e parecia apreciar.

– Acho melhor você passar à noite em meu apartamento, de manhã as ruas são mais calmas e poderá pegar seu carro, sem sustos. – Falou Emma, sentido que aquela proposta não seria nada boa para sua sanidade. Mas para puta que pariu com ela, Emma gostaria mesmo era de ter o cheiro de Regina em seu apartamento quando a outra fosse embora, para fantasiar como tantas outras vezes havia feito e apenas com a camisa que Henry uma vez emprestara a ela.

– Tem certeza que não incomodarei? – Disse Regina temerosa em aceitar aquela proposta, tinha medo que seu alto controle a traísse e cometesse o que talvez fora o motivo de Emma fugir da cidade era seu lugar.

– Claro que não Regina se estou propondo quero você segura. – Arrependeu-se rapidamente do que disse, naquela frase tinha muito mais do que deveria revelar, mas depois ela pensaria sobre isto agora ela só queria estar em seu apartamento e ocupá-lo de lembranças que nos próximos anos a faria pensar onde haveria errado. Regina logo se convenceu de que gostaria de estar no apartamento de Emma mais do que em um carro indo para casa, sorriu e acenou positivamente. Rapidamente as duas voltaram para o apartamento da ex-xerife de Storybrooke, sempre caladas e presas em seus pensamentos e sentimentos confusos.

– O quarto é a primeira porta a direita e o banheiro é a porta em frente ao quarto. — Pronunciou Emma assim que chegaram em seu apartamento.

– Obrigada! – Disse Regina, tirando o casaco pesado que usava.

– Quer comer alguma coisa? — Disse a loira que estava tentado lidar com o constrangimento que era ter a morena ali em seu apartamento e como se podia observar Regina também tentava lidar com tudo aquilo. Mesmo que todo aquele tempo tivesse se passado o gosto dos lábios de Regina jamais há tinha abandonado era como se aqueles dias fossem destinados a nunca serem esquecidos.

– Não obrigada. – Respondeu a morena cordialmente sentando-se no sofá de dois lugares que aparentemente era mais velho que Emma.

– Não gostaria de nada? – Tentou a ex-xerife novamente.

– tem alguma bebida? – sibilou Regina deixando seus pensamentos e dúvidas um pouco distantes. Já estava ali e continuaria naquele local, mesmo odiando o fato, pois seus sentimentos estavam confusos demais para ficar sentido seu coração saltar do peito a cada sorriso ou palavra de Emma.

– Sim, já sei o que vai gostar. – murmurou a loira com um sorriso nos lábios e foi até o armário pegando a única bebida que guardava com um carinho especial. Havia ganhado aquela garrafa da morena logo quando se mudara a cidade, mesmo que naquela época elas se odiassem, e Henry a proibiu de tomar aquilo. Ela guardou e igual a foto sempre que se sentia só, ficava olhando e se lembrado de todos os momentos que passou junto da mulher que por algum motivo ganhou seu coração como nem Neal conseguiu. Pegando duas taças e a garrafa, Emma foi para o lado da morena se sentando e servindo o liquido meio amarelado.

Quando a loira provara o liquido meio doce e meio amargo, lembrou de todas as sensações do que os lábios da morena a fizeram sentir: a plenitude, as certezas e amor. Fora um pouco de tudo que ela pode sentir em alguns minutos mergulhada sobre o mar de confusão que se chamava Regina.

Emma sempre soube que amava a prefeita, mesmo que tentasse esconder e até mentira pra si mesma. Mas sabia que desda primeira briga e o resto que se seguira. Gostava de ver a morena irritada, descontrolada e mostrando mais dela do que a pose de prefeita mostrava.

– Porque foi embora? – a pergunta feita pela morena pegou Emma de surpresa, mesmo que as duas já tivessem ingerido mais taças de bebida do que deveriam este era um assunto o qual a loira jamais estaria pronta.

– Eu precisava. – sussurrou ex-xerife fingindo interesse na taça que no momento se encontrava vazia e em cima da mesa de centro. – Quer mais alguma coisa? – trocou rapidamente de assunto, tentado evitar as perguntas e conseguintemente as respostas que não gostaria de dar nem mesmo a mulher que amava.

– Não por enquanto. – manifestou-se Regina colocando sua taça sobre a mesa e se levantando. – Na verdade, poderia me emprestar um par de roupas? – questionou a morena ao olhar para suas roupas, notando que seria desconfortável dormir com o que trajava.

– Claro. – Respondeu Emma rapidamente se levantando e indo para seus aposentos chamando Regina para acompanhá-la. O quarto é pequeno e sem muita comodidade, era apenas 2 portas logo a morena pressupôs ser uma do closet e outra do banheiro.

O closet era minúsculo e abarrotado de roupas, a loira estava tão familiarizada com a bagunça que pegou as roupas que acreditava ser do gosto da prefeita. Sorrio bobamente com aquele gesto, conhecia tão bem aquela mulher que chegava a ser espantoso.

– Espero que sirva e seja do seu agrado. – Ressaltou Emma ao entregar as peças a Regina. – Caso não goste ou não fique boa, apenas me diga que irei procurar outras. – Disse saindo do quarto, dando privacidade a morena, mesmo que sua vontade era permanecer no cômodo e admirar todas as curvas da prefeita que sempre teve curiosidade de conhecer.

Quando Regina ficou sozinha no ambiente começou a se despir, mas um quadro sobre a cama a chamou a atenção. Por um momento ela ficou ali parada e espantada por ver a foto que tanto procurou depositada na cama da loira, sem poder se deter pegou o quadro em suas mãos e sorrio lembrado do momento e circunstancias que a foto fora tirada.

...

– Henry dessa logo, está tudo pronto para nosso piquenique. – Gritou Regina impaciente pela demora do garoto.

– Já vou mãe estou procurando meu cachecol. – Respondeu o mesmo revirando o quatro de ponta cabeça para notar que o cachecol vermelho e cinza que tanto amava estava sobre sua mesa de estudos, quando estava devidamente vestido desceu as escadas em dois em dois degraus recebendo um olhar de reprovação de sua mãe. – Vamos? – perguntou eufórico ignorando o olhar de Regina.

– Vamos. – sorrindo a mulher pegou as chaves do carro e a cesta de piquenique que ela e Henry tinham feito mais cedo.

O dia estava extremamente bonito mesmo com o tempo gelado, isso infelizmente era algo que não tinha como fugir em Storybrooke, era primavera as flores estavam lindas assim como todo o resto. Para Henry era a sua estação favorita, tanto pela beleza quanto por poder ter sua mãe a disposição dele. Quando tinham chegado na pequena clareira que havia na cidade montaram tudo e ficaram ali aproveitando um dos raros momentos que tinham juntos.

– Mãe o que acha de uma foto? – Disse o menino sorrindo esperançoso para Regina.

– Claro querido. – Respondeu a prefeita, se levantado e observando o menino arrumar a câmera que havia ganhado de natal. Quando a câmera estava posicionada Henry fora correndo até Regina se preparando para tirar a foto.

...

– Regina? – Emma sussurrou tirando a morena de seus pensamentos. A loira não queria invadir a privacidade da prefeita, mas quando vira que tinha muito tempo que estava no quatro se preocupou de que a roupa poderia não ter sido do seu agrado. Mas nada tinha lhe preparado para ver ela parada segurando a foto que Emma tinha roubado a alguns anos atrás.

– Quando e por quê? – Murmurou Regina sem se virar para olhar a loira, ela só queria entender e saber como aquela foto fora parar ali no quarto de Emma.

– A segunda vez que invadi sua casa. – suspirou a loira ao responder o questionamento. – O porquê acho que você deve saber. – disse, abaixando a cabeça e se sentido constrangida. Porque não escondeu aquela foto? Porque teve que esquecer em cima da cama?

– Desejo ouvir de você. – falou a morena se virando para Emma.

– Porque eu te amo droga. – soltou a loira.

– Desde quando? – Questionou Regina não satisfeita apenas com aquelas palavras, mesmo que elas fizessem seu peito saltar e seu coração se alegrar.

– Eu não sei. – sussurrou indo se sentar sobre a cama. – Eu só percebi quando ficar perto de você mudava meu dia, que meu coração se acelerava em cada sorriso seu e quando ele sangrava ao imaginar que você Regina pudesse estar em perigo. – parou brevemente respirando fundo — Eu só soube que estava te amando quando era tarde demais para evitar este sentimento. – completou deixando as lágrimas caírem. Enfim ela tinha dito o que tanto a sufocou por aqueles anos e diferente do que pensou sentir Emma estava pela primeira vez leve.

Regina jamais esperava aquelas palavras, ela esperava que a loira disse que se sentia atraída por ela ou o que quer que fosse não que a amasse. A morena sem pensar duas vezes colocou seus lábios sobre os de Emma e novamente as sensações do primeiro beijo estavam ali: Amor, certeza e borboletas no estômago.

– Eu te amo. – sussurrou a prefeita ao se afastar da loira acariciando delicadamente o rosto da mesma, Emma sentiu-se plena, feliz e realizada ao ouvir aquelas três pequenas palavras que tantas vezes tinha fantasiado que a morena ali ajoelhada em sua frente no meio de suas pernas a dizia, era se como finalmente ela estava vivendo seu conto de fadas.

Sem se importar com os medos e inseguranças do amanhecer, os lábios das antigas inimigas se encontraram novamente em uma batalha sem vencedores e no pequeno cômodo o amor que sintiam uma pela outra entravam em combustão, junto com as palavras sussurradas, os beijos sem pressa e os toques sem restrições.

...

O amanhecer chegou, Emma e Regina tinham a pouco caído exaustas sobre a cama com o sorriso que desde as confissões jamais saia do rosto de ambas, eram ali duas pessoas completas como desde a perda da fé no amor não se viam, finalmente elas tinha encontrado o verdadeiro significado do que era estar feliz.

– e agora? – Sussurrou a loira com medo das possíveis respostas, entretanto sabia que daqui a algumas horas sua rainha partiria.

– É você que responde Emma. – suspirou a morena, disposta a tudo para ter a loira consigo. Ela havia perdido Daniel e não estava disposta a ficar longe da única pessoa a qual finalmente conseguira fazer seu coração gritar de felicidade e amar como nem mesmo amou Daniel.

– Eu amo você, fugi de Storybrooke porque te amava – confessou a ex-xerife com o olhar culpado, odiava o fato de ter sido tão fraca e partido e se odiava por perder tantas anos quando poderia estar sendo feliz com Regina. – E agora que sei que você também senti algo por mim não quero ficar mais longe de você. – Completou Emma, olhando dentro dos olhos da sua amada e dando beijo suave nos lábios da morena.

– Eu te amo tanto Emma. – Sussurrou Regina logo se virando sobre a cama e prendendo a loira sobre suas pernas. – Volte para Storybrooke comigo. – Disse entre selinhos distribuídos pelo pescoço da loira, que logo desciam em uma linha imaginaria sobre o corpo dela.

– Regina. – Gemeu, ao sentir os lábios da morena se encontrarem com seu sexo, entrelaçando as pernas sobre o pescoço da rainha, Emma gemia sem pudores a cada estímulo que a morena provocava, fazendo-a sentir espasmos e tremores involuntários que percorriam o seu corpo, promovendo o deleite da prefeita ao constatar o poder que tinha sobre Emma. – Oh Regina, sim eu volto. – Gritou a ex-xerife ao atingir seu clímax, caindo exausta sobre a cama.

F I M

Notas finais
Espero que tenham gostado..
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!