Bitch, I'm Regina
1 Emma Vadia
Notas iniciais
- Não Emma, por favor para! Você está me machucando, chega dessa brincadeira, eu te imploro, por favor... – Minhas lágrimas banhavam meu rosto e tudo que eu queria era que esse pesadelo todo acabasse, pois eu tinha certeza que ia acordar e ter a minha Emma ao meu lado na cama.
- Me larga Regina, eu já te disse, eu vou embora. Eu não te amo, NUNCA te amei e NUNCA na minha vida iria amar alguém tão INSIGNIFICANTE como você!!!! Olha bem pra mim e vê se entende de uma vez, eu NUNCA quis nada além do seu DINHEIRO, eu só me aproximei de alguém tão besta como você pra ter o que eu queria, e agora que já consegui, você não tem serventia nenhuma pra mim e não há motivos pra eu continuar nessa farsa. Você me da pena garota.
- Ems, para com isso meu amor, eu te amo muito, fica comigo, eu só tenho você agora na minha vida. Eu esqueço tudo isso que você me disse e seremos felizes novamente meu amor, eu sei que isso é só porque você está nervosa. – Eu estava ajoelhada segurando suas pernas e tentando fazer ela esquecer isso e ficar comigo, pouco importa meu orgulho, a única coisa que eu queria agora era que ela ficasse ao meu lado.
- Eu sempre achei que você era idiota, mais não sabia que era a tal ponto Regina, de joelhos? sério? Você é patética, seus apelidos idiotas, você é uma maldita nerd, que além de feia, nem sabe se vestir direito, tanta grana durante sua vida toda e não te serviu pra nada. Eu tinha vergonha de andar com você.
- Para!! Eu não aguento mais, por favor para de falar essas coisas... – Meus soluços tomavam conta do local e tudo que eu esperava era que acabasse tudo logo.
- A minha maior felicidade agora é saber que nunca mais terei de olhar pra você novamente, nunca mais terei o desprazer de te tocar, pois todas as vezes que fazia isso era uma tortura, pois sempre tinha de fingir estar gostando dos seus toques desajeitados. O único jeito que tinha de me satisfazer era com a minha querida “prima” que você tanto adorava, e que por trás de você me fazia gozar, coisa que você nunca conseguiu, ou melhor como você poderia me fazer gozar se eu nunca nem senti tesão por você, afinal quem em sã consciência sentia? Acho que nem outro ser deplorável igual a você irá te querer não é mesmo?
- Emma isso está doendo muito, se isso é uma brincadeira é melhor que pare ou pode se arrepender depois, pois meu coração está despedaçado. – Me levantei e aproximei tentando segurar sua mão, no entanto ela se afastou de mim de maneira brusca.
- Até nunca mais Regina, aproveita a casa, pois é a única coisa que te restou, e não me irrite mais, pois posso deixar de ser boazinha e te por no olho na rua, afinal tudo que um dia foi seu, hoje faz parte do meu patrimônio, seus pais devem estar sentindo tanta vergonha por terem criado um filha tão estúpida feito você, eu se fosse você dava fim logo a esse sobrenome, afinal ele foi desonrado por sua causa.
Ela me agarrou apertando forte meus braços e me empurrou no chão com força, saindo a passos largos em seguida. Abracei meu corpo e meu pranto e soluços só aumentaram, eu não conseguia acreditar em tudo que havia acabado de acontecer, queria mais do que nunca que não passasse de um maldito pesadelo, que nada era real e que a mulher que jurou me amar até o fim dos dias não havia acabado de me abandonar dizendo que nunca me amou e roubado cada moeda da fortuna que eu possuía.
Ouvi o barulho de suas botas e me sentei rapidamente, meu coração pulou de alegria e tinha certeza que era a hora que ela ia voltar e falar que foi somente uma brincadeira de mal gosto, me aninhar nos seus braços e me encher de beijos e carinho, dizer que tudo ficaria bem e me pedir milhões de desculpas por ter me magoado.
Sorri ao vê-la na porta e o sorriso torto em seu rosto me mostrava que meu coração estava certo, me levantei o mais rápido que pude e assim que estava em sua frente e ia pular em seus braços ela fez sinal pra que eu parasse, meu coração voltou a apertar e seu sorriso torto se transformou num sorriso cínico, engoli em seco quando ela abriu a boca e torci pra tudo que era sagrado pra que ela não acabasse de vez comigo.
- Eu não poderia ir embora antes de falar mais uma coisa. Eu agradeço aos céus o fato de sua ideia estupida de inseminação não ter dado certo, pois alguém como você jamais poderia ser uma mãe, muito menos de um filho meu. Tenho pena se algum dia você tiver um filho, pois vai ser a criança mais infeliz da face da terra e com certeza terá vergonha de ter você como mãe.
Depois disso foi realmente o fim, me joguei no chão em prantos e percebi que minha vida tinha chegado ao fim. Primeiro havia perdido meus pais e minha irmã no acidente e agora a mulher que eu achava que era a pessoa que eu viveria até o fim da minha vida me abandonou e ainda me deixou na miséria. Eu não tinha mais razão alguma pra viver e a única coisa que podia fazer era encontrar a morte. Levantei e fui até o banheiro, peguei o frasco do antidepressivo que comecei a tomar após a morte de minha família, olhei minha imagem acabada no espelho e tive certeza que era o certo a fazer. Derramei todo o conteúdo em minha mão e tomei todos os comprimidos juntos, fechei os olhos secando minhas lagrimas e resolvi sentar no chão e esperar o anjo da morte vim levar minha alma, após alguns minutos a sonolência veio e tudo que vi depois foi a escuridão e alguém gritando meu nome.
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Acordei com um barulho de bipe e aos poucos fui abrindo meus olhos, a claridade me causava dor e não sabia aonde eu estava, minha mente estava em branco. Assim que consegui abrir meus olhos, vi uma figura desconhecida de longos cabelos vermelhos e uniforme de costa, fechei os olhos novamente e após um longo suspiro os abri logo descobri reparando em tudo ao meu redor e reconheci aonde eu estava. A enfermeira se aproximou aos poucos e assim que tentei me sentar, a tontura veio com tudo e acabei caindo.
— Hei calma, você não pode fazer movimentos bruscos, você acordou a pouco e seu corpo ainda está muito cansado. Eu sou Zelena, como você se sente?
- Eu... Eu... Como vim parar aqui? Eu sinto um pouco de tontura, minha cabeça está rodando um pouco. — Minha cabeça ainda estava tentando assimilar tudo e no fundo tinha esperança de Emma ter voltado e ter me trago pra cá.
— Isso é um pouco normal no momento, mais te garanto que logo vai passar. Parece que sua amiga te achou e te trouxe pra cá, você passou por uma lavagem estomacal pra tirar os vestígios dos medicamentos que ingeriu, por sorte ela te trouxe a tempo. Elas estão bem preocupadas com você, fico muito feliz que você esteja acordada, irei chamar o médico e mais tarde passo aqui pra ver como você está, tudo bem?
Fiquei calada, minha última esperança de Emma ter voltado atrás acabou de ir por água a baixo e minha vontade era somente de chorar, pois percebi que nem com a minha própria vida consegui acabar. Ela percebeu meu incômodo, me olhou de forma carinhosa e não demorou a sair do quarto, não queria ter sido mal educada com ela, no entanto o momento não era propicio pra ‘bater papo e fazer novas amizades’, fiquei pensando em tudo que tinha acontecido e não pude evitar mais lágrimas caírem, minha vida estava arruinada, eu mal tinha um teto, e não tinha um centavo no bolso, tudo por conta de achar que Emma era o amor da minha vida é ter passado uma procuração total pra ela sobre os bens de minha família, afinal estava muito abalada com a morte deles e ela se prontificou a arrumar tudo para o descanso eterno deles que não vi nada errado, pois em minha cabeça já éramos quase casadas, só faltava oficializar.
Meus pais devem estar se revirando no túmulo agora como Emma disse, se eu tivesse ouvido os conselhos da minha mãe ao invés de sempre defender Emma pra ela, não estaria aqui hoje. Ela sempre teve um pé atrás e eu achava que era somente implicância por Emma não ter a mesma condição da nossa família, e hoje, veja só, estou mais pobre do que Emma jamais foi um dia. Como dizem o mundo realmente da voltas.
A porta do quarto foi aberta e não precisei virar pra saber que era Tinker e Ruby que estavam se aproximando da cama. Minha vergonha estava estampada em meu rosto e tudo que eu poderia ver agora no rosto delas seria pena. Preferi ficar ainda olhando pra o outro lado, pois não era capaz de encontrar o olhar delas agora. Fiquei alguns minutos assim e percebi que elas não iriam desistir de falar comigo, respirei fundo e resolvi virar e enfrentar de uma vez, afinal sabia que independente de tudo elas seriam as únicas a permanecerem ao meu lado.
— Regina , você lembra o que houve ?
— Eu tentei dar fim na minha vida miserável Amélia , foi só isso. Satisfeita? Ou quer que eu conte os detalhes de como foi quase morrer?
— Mais o que aconteceu? Cadê a Emma? Vocês brigaram? O que aquela branquela fez pra você ter feito isso Regis, ela te traiu? Eu mato ela se ela te meteu chifre.
— Nunca mais quero ouvir esse nome na minha vida, ouviu bem Ruby? Nunca mais!!!!
Não consegui segurar e cai novamente em prantos, Tinker me abraçou forte e ficou ao meu lado esperando eu me acalmar, eu tenho consciência que tratei elas mal, no entanto Emma é como se estivesse morta pra mim. Após me acalmar um pouco respirei fundo e resolvi contar a elas. Durante todo o tempo que contei a história, as duas se mantiveram caladas e prestando atenção total a minhas palavras. Notei o olhar de raiva e descrença e ao mesmo tempo de compaixão.
Após contar tudo esperei a reação delas, a demora em me dar uma resposta fez com que todos os meus medos voltassem à tona, e se elas me abandonassem agora que eu estava na miséria? E Se a família delas impedisse nossa amizade? Eu já não sabia o que pensar, achei que elas sempre estariam ao meu lado no entanto Emma prometeu a mesma coisa e me abandonou, elas tinham todo o direito de fazer o mesmo, eu estava até me preparando pra vê-las partir.
O silêncio se tornou angustiante na sala e parecia que o tempo havia congelado, pois nenhuma falava absolutamente nada. Senti o nó na garganta aumentar e as lágrimas queimarem novamente minha face. Eu tinha medo até de soltar o ar e tudo acontecer novamente, as lagrimas desciam silenciosas e marcavam cada vez mais meu rosto.
— Eu não sei o que você ainda sente por aquela mulher Regina, mais eu te juro que quando eu encontrá-la, pode ser daqui a uma hora ou a cem anos, mais eu vou quebrar a cara dela até que não sobre nada pra contar história.
Ruby veio até mim me abraçando e me apertando, logo Amélia se juntou ao abraço e em minutos nos três estávamos chorando, ao menos eu tinha certeza que teria alguém com quem contar. Fomos interrompidas pela entrada do médico na sala. Elas se afastaram um pouco, mais mantiveram segurando minhas mãos.
— Vejo que já está melhor Senhorita Mills, sente algo além de tontura?
— Não Dr., apenas isso, mais já passou mais um pouco. Quando posso ir pra casa ?
— Bem, você ficara em observação essa noite e amanhã de manhã poderá ir, no entanto gostaria que você aproveitasse amanhã e marcasse logo com o ginecologista pra dar início ao seu pré-natal, pois foi muita sorte não ter acontecido nada com a criança visto que essa é a fase mais delicada da gestação.
Meu choque foi imediato, eu não conseguia entender o que ele estava falando, eu não podia estar grávida justo agora, justo quando minha vida tinha virado um inferno, as lágrimas vieram mais fortes ainda e senti as duas me abraçando, nem percebi quando o médico saiu da sala a única coisa em minha mente era que eu estava grávida, sozinha e sem um centavo no bolso.
Sai do transe após ser chamada a atenção por várias vezes pelo jeito, olhei para as duas na minha frente, agora o olhar era de pena, angústia e até medo. Respirei fundo e fechei meus olhos ainda torcendo pra ser tudo um pesadelo, mesmo sabendo que essa é minha nova realidade.
— Você sabe que estaremos com você pra tudo não é mesmo ? Independente de qual decisão tomar sobre esse bebê, nós estaremos aqui pra o que você precisar.
Abri meus olhos e pude ver a sinceridade em suas palavras, respirei fundo e fechei meus olhos om força, todas as ofensas que Emma havia me falado vieram em minha mente, e o fato dela dizer que eu não seria uma boa mãe martelou mais ainda, abri meus olhos e encarei as duas em minha frente, eu já havia tomado minha decisão e tinha certeza que elas estariam comigo pra o que eu precisasse.
- Eu irei ter meu bebê, serei a melhor mãe do mundo e vou sair dessa e dar a volta por cima, pois irei mostrar a todos que eu não sou apenas a menina boba que foi passada pra trás e sim que sou digna de carregar o sobrenome da minha família com honra, custe o que custar eu irei me reerguer e um dia ainda terei o prazer de mostrar a Emma tudo que me tornei graças a ela.
Notas finais
P.S: As outras historias posto os proximos capitulos em breve, bjos.
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