Birth of Pride

3 Capítulo 3 - Pray For Family


Notas iniciais
Depois de um quaaase um mês sem postar o capítulo novo, está pronto tão aguardado capítulo 3! Não tenho previsão para o capítulo 4, mas pode deixar que uma hora ele sai xD. Boa leitura a todos, espero que gostem! :)

Todos os Hollows investiram contra Byakuya, porém, o mesmo se protegeu com as pétalas da Senbonzakura, dilacerando a cabeça dos Hollows menores.

Essa é a minha zanpakutou!

O soldado usa o shunpo para sair do meio deles e flutuar no ar para ter bastante espaço para se movimentar. O monstro que lhe havia socado preparou-se para desferir outro golpe, porém quando estava para acertar o Shinigami, ele usou as suas pétalas e começou a rasgar o braço da besta mascarada. Ela uivou e uma chuva de pétalas caiu sobe sua máscara, rasgando todo o seu rosto.

Esse poder... Graças a Hisana, eu despertei esse poder!

O Hollow ligeiro que mordeu Ryuuhei avançou rapidamente contra Byakuya, mas as cerejeiras de reiatsu o engoliram, sobrando apenas uma pasta de carne e sangue.

– Podem vir, malditos! – Exclamava o rapaz, envolto em raiva e confiante com sua nova parceira de combate.

Um a um, Byakuya ia esquivando-se e controlando sua Senbonzakura. Era quase como uma dança, um belo estilo de luta.

Avançavam por cima, as pétalas subiam. Por baixo, elas desciam. Dançavam de acordo com a vontade de seu mestre.

Todos os Hollows foram exterminados.

O jovem retornou o estado original de sua lâmina e observou o campo de batalha. Corpos de Shinigamis e Hollows destroçados. Entrou em contato com o esquadrão pedindo reforços para ajudar com os corpos e médicos.

Ele desceu até onde Ryuuhei estava.

– Ryuuhei-kun! – Byakuya tentou acordar o soldado ferido, que parecia inconsciente.

– I-Idiota... Atrás de v-você! – O rival olhou para trás e sentiu uma reiatsu muito agressiva e opressora. Começou a se sentir mal.

– O-O que é isso?! – O moreno avistou um, se é que era um, Hollow de formato humanoide. Tinha chifres que davam uma volta e eram encurvados para frente. Seus olhos brilhavam um escarlate vivo e os dentes de sua máscara eram amedrontadores.

O rapaz começou a suar, suar bem mais que o normal. Aquilo era monstruoso.

Sem espera, a besta bípede investiu contra o garoto, que tentou defender o golpe, mas foi empurrado com tanta força que passou por dentro de dois prédios e ficou preso nos escombros do concreto do décimo andar do terceiro edifício.

– Q-Que força monstruosa! Isso n-não é um Hollow comum!

O monstro já estava para acertar outro golpe, desta vez com uma lâmina que estava embutida em seu braço direito. Byakuya defendeu o golpe com muita dificuldade, a força do humanoide era anormal.

– Ugh! – O soldado foi jogado para baixo, sendo arrastado por toda a construção até sentir o impacto do asfalto. A besta desceu para ataca-lo, mas foi recebida com uma rajada de pétalas. O Hollow simplesmente defendia o golpe da Zampakutou com as mãos e continuava seguindo. O Shinigami desesperado usou um shunpo para escapar do corte do ataque de seu adversário.

Minha Shikai não funciona contra ele?! I-Isso está além da minha capacidade! Esse tipo de Hollow... Realmente existe?!

Mal terminou de pensar e o algoz já estava perto do seu alvo novamente. O jovem defende o golpe com as pétalas da Senbonzakura.

– Hadou número trinta e três, Soukatsui! – A esfera azul estourou na máscara do monstro. Porém a fumaça logo cessou e o rosto da fera estava intacta.

Desespero tomou conta da mente de Byakuya. Sua Shikai era ineficaz. Toda a sua habilidade de combate e de treino eram inúteis perante esse ser.

O Hollow abriu a boca e uma energia vermelha estava se formando, muito próximo ao rosto do Shinigami desesperado.

Cero! É o fim!

A fera preparou-se para disparar.

Um barulho alto de explosão ecoa pelo ar.

Byakuya abre os olhos e está caído no chão, seu pai está em pé diante dele.

– Pai!

– Cuidado Byakuya! – Soujun começou a enfrentar a fera. Ela era extremamente poderosa.

O tenente segurou seu filho e usou um shunpo para se distanciar do bípede.

– Onde estão os reforços pai?

– Eles devem demorar. A Soul Society está agitada. Quatro capitães e quatro tenentes sofreram uma mutação que chamarão de Hollowficação. Eles fugiram da Soul Society com a ajuda de Urahara Kisuke, Sihouin Yoruichi e Tsukabishi Tessai.

Byakuya não acreditava. Aquela mulher maldita havia fugido?

– Não é possível! Porque isso aconteceu?! – O garoto estava furioso.

– Não sei muito bem os detalhes, mas não é hora pra pensar nisso.

O prédio em frente a eles rachou em dois.

– Está vindo! – Soujun colocou-se em posição de combate.

O Hollow avançou contra o pai, que conseguiu defender o golpe a muito custo.

O filho usou um shunpo para se distanciar e liberou as pétalas para atacar a fera assassina. O tenente saiu no momento certo do golpe, porém o ataque foi inútil, como das outras vezes.

O monstro se movimentou tão rápido que parecia ter se teletransportado. Apareceu atrás de Byakuya e desferiu um golpe que o fez ser jogado até o concreto.

– Byakuya! – Seu pai gritou desesperado.

O garoto levantou-se devagar, estava demasiado cansado. Lutara contra aqueles outros Hollows e liberara a Shikai pela primeira vez. Não aguentava mais lutar.

O demônio colocou-se a sua frente, observando-o com seus olhos vermelhos brilhantes. Ele se preparou para dar a última estocada no coração do jovem Shinigami.

–NÃO! – Pela primeira vez, Soujun estava desesperado. Seu filho estava ali, prestes a morrer.

O pai desesperado deu o melhor shunpo que podia. O máximo que pôde fazer foi empurrar sua cria para longe da lâmina daquele ser horrível.

Byakuya enxerga sangue sendo derramado. O som da carne sendo rasgada.

Quando recobra a consciência, seu amado pai está a sua frente com o braço direito do algoz encravado no tórax.

– Fuja... Byakuya... – Soujun forçou as palavras saírem.

A besta abre um rasgo do tórax ao ombro esquerdo do pai, e um jorro de sangue se espalha pelo ar.

– PAI! – O jovem o abraça sem deixar o corpo cair. Quando o filho percebe, a respiração de seu pai se estingue.

O jovem Byakuya chorava desesperadamente pela morte de seu querido pai, o calmo e amoroso Soujun, que protegeu seu filho com seu instinto paterno até o fim.

A besta ergueu seu braço onde se encontrava a lâmina que assassinara o tenente Shinigami, ainda ensanguentado. O garoto desesperado recusava-se a soltar o corpo de seu pai.

Ele fecha seus olhos.

O Hollow abaixou a lâmina numa investida devastadora.

– Katen Kyoukotsu! – Uma voz familiar ecoa invocando sua zampakutou.

Byakuya abriu os olhos e na sua frente ele viu o kimono rosa do capitão Kyoraku.

– Soujun! – A voz de Ginrei soou de uma forma que seu neto nunca antes havia ouvido – Hadou número trinta e três: Soukatsui!

A esfera azul acertou o monstro, abrindo uma brecha para o capitão mulherengo formar uma feição densa e séria, com seu chapéu escurecendo seu rosto.

– Ei, ei. – Chamou a atenção do algoz – Está na hora de brincarmos um pouco... – E usou um shunpo para desferir um golpe contra o Hollow.

Ginrei observava seu filho morto no colo de seu neto, que chorava incansavelmente. O velho se ajoelha perto dos dois.

– Byakuya... – O capitão não estava chorando, tinha que honrar seu filho – Seja forte e um dia deixará seu pai com mais orgulho do que ele já nutria por você.

Os reforços haviam chegado, o capitão Kyoraku tinha aniquilado a besta, estando apenas com um único ferimento no supercílio direito. A equipe médica do quarto esquadrão estava começando a prestar assistência a Byakuya.

A única coisa que aquele jovem desolado viu foi que começava a chover.

...

Em um laboratório num local desconhecido, Aizen, Gin e Tousen estavam observando o que havia ocorrido com os Kuchiki e o Hollow.

– Droga! – Tousen bateu na máquina à sua frente – Eles mataram a experiência!

– Acalme-se Kaname. – Aizen sorria – Foi interessante ver a força dele em ação. Conseguiu matar um tenente e vários soldados comuns. Se nessa forma já possui esse poder, fico imaginando na forma que estamos tentando obter.

– Não podemos perder tanto tempo nas pesquisas, Aizen-sama. Temos que chegar logo ao resultado perfeito. – Tousen começava a coletar os dados nos computadores.

– Tudo tem seu devido tempo, quanto mais informações obtermos melhor. – Seus olhos se fixaram no Shunsui – Se estivéssemos ali para proteger a nossa fera, provavelmente seríamos descobertos, mesmo com as capas que nos ocultam. Devemos agradecer pela prudência. Além do mais – continuou com um sorriso de satisfação – Aconteceu algo interessante hoje.

Encostado na parede, Gin observava a tristeza profunda de Byakuya.

...

Todos os treze esquadrões estavam presentes no funeral de Soujun. Por ser uma das quatro grandes famílias nobres, os eventos – principalmente os funerais – costumavam ter a presença de todos.

Os Kuchiki possuíam um cemitério próprio para a família, onde prestavam homenagens aos seus antepassados.

Byakuya e Ginrei estavam próximos ao túmulo do falecido tenente. O rapaz se culpava pelo ocorrido. Faltou-lhe força. Força. Esse seria o objetivo do jovem Shinigami.

– Byakuya, estou querendo me aposentar. – O avô se dirigiu ao neto – Você agora vai ser meu tenente, pelo fato de ter derrotado uma horda de Hollows e de ter demonstrado bravura no campo de batalha.

– Bravura?! – O recém órfão cerrou os dentes – Meu pai morreu por minha causa! Onde está a bravura?!

– Se acalme. – O capitão olhou para o túmulo de seu filho – Eu irei lhe ensinar a bankai.

– B-Bankai? – Byakuya arregalou os olhos.

– Você tem potencial para obter rapidamente a bankai. Em poucos anos de treino comigo e você estará apto a usá-la. – O neto enxergava um brilho nos olhos de seu avô. Ele queria honrar seu filho e deixar ao seu neto o legado da família Kuchiki. Tinha decidido que essa era a hora certa.

– Eu irei me empenhar, vovô. – O novo tenente observava o túmulo do pai, determinado a orgulhá-lo como futuro capitão do sexto esquadrão.

Com o fim do funeral, o rapaz foi se encontrar com sua amada fora dos domínios da Seireitei. Hisana esperava em um dos portões.

– By-chan... – A garota sabia o que havia ocorrido. Ela percebeu seus olhos inchados. Imaginou o sofrimento que seu príncipe passou.

Os dois caminharam até o campo de cerejeiras. Eles adoravam aquele lugar, foi onde se conheceram e era o local favorito de treino do Byakuya.

– Hisana... – Byakuya a beijou – Tenho algo a lhe dizer.

A jovem pobre percebeu seus olhos determinados e ficou feliz ao vê-los.

– Irei a partir de agora treinar com o meu avô. Ficarei alguns anos com pouco tempo para vê-la. – O tenente acariciou a nuca de sua amada, que corou com o carinho recebido.

A garota começou a tossir, mostrando os sinais de sua doença.

– Hisana! – Exclamou o jovem – Você está bem?

– S-Sim... Já passou. – Por mais que ela quisesse esconder, era perceptível o avanço de sua enfermidade.

Seu príncipe então a envolveu e a deitou na grama, de forma firme, mas delicado.

– Eu prometo minha deusa, que irei me casar com você como eu prometi! Quando eu me tornar capitão e líder da família Kuchiki virei te pedir em casamento!

O corpo de Byakuya em cima de Hisana deixava-a extremamente envergonhada, mas com uma pulsação estranha em seu corpo, com vontade de sentir mais. Suas coxas se esfregavam com esse desejo.

Eles se beijaram.

O Shinigami se sentiu volumoso, deixando-o envergonhado. Nunca sentira isso de forma tão intensa. Ele terminou de beijá-la e saiu de cima dela.

Os dois, deitados um do lado do outro. Observavam o crepúsculo que chegava.

...

Byakuya chegou a sua casa à noite, já se preparando mentalmente para seu treino da bankai. Seu avô veio recebê-lo.

– Espero que saiba que não terá tempo para isso pelos próximos anos.

– Me despedi temporariamente. O tempo que sobrar eu irei vê-la. – Ele olhou sério para Ginrei.

O capitão virou-se de costas.

– Eu irei pensar, se você se tornar capitão, nesse caso. – Ele começou a andar. – Se prepare, amanhã já começaremos. Não podemos perder tempo. – E subiu para o segundo andar.

O tenente vagou por um tempo pela casa. Refletiu sobre muitas coisas. Sua amada Hisana. Seu falecido pai. Seu treino para a bankai. A aposentadoria de seu avô. Seu futuro como possível capitão.

Força. É disso que você precisa. E nunca, nunca esqueça do seu orgulho pela sua família.

O rapaz lembrava-se do seu pai, de seus ensinamentos, de sua paciência e calma em todas as situações. Lágrimas se formavam em seus olhos. As noites sem o seu pai estavam tão vazias.

Por mais que ele tivesse o seu avô, a madrugada o castigava com a saudade do amor paterno.

Notas finais
Então, bem tenso e triste esse final do capítulo :'( Deixo aqui pra vocês uma música que se encaixa bem com o fim desse capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=hEx8qcy3Gss Espero que tenham gostado, até a próxima! o/