Birth of Pride
3 Capítulo 3 - Pray For Family
Notas iniciais

Todos os Hollows investiram contra Byakuya, porém, o mesmo se protegeu com as pétalas da Senbonzakura, dilacerando a cabeça dos Hollows menores.
Essa é a minha zanpakutou!
O soldado usa o shunpo para sair do meio deles e flutuar no ar para ter bastante espaço para se movimentar. O monstro que lhe havia socado preparou-se para desferir outro golpe, porém quando estava para acertar o Shinigami, ele usou as suas pétalas e começou a rasgar o braço da besta mascarada. Ela uivou e uma chuva de pétalas caiu sobe sua máscara, rasgando todo o seu rosto.
Esse poder... Graças a Hisana, eu despertei esse poder!
O Hollow ligeiro que mordeu Ryuuhei avançou rapidamente contra Byakuya, mas as cerejeiras de reiatsu o engoliram, sobrando apenas uma pasta de carne e sangue.
– Podem vir, malditos! – Exclamava o rapaz, envolto em raiva e confiante com sua nova parceira de combate.
Um a um, Byakuya ia esquivando-se e controlando sua Senbonzakura. Era quase como uma dança, um belo estilo de luta.
Avançavam por cima, as pétalas subiam. Por baixo, elas desciam. Dançavam de acordo com a vontade de seu mestre.
Todos os Hollows foram exterminados.
O jovem retornou o estado original de sua lâmina e observou o campo de batalha. Corpos de Shinigamis e Hollows destroçados. Entrou em contato com o esquadrão pedindo reforços para ajudar com os corpos e médicos.
Ele desceu até onde Ryuuhei estava.
– Ryuuhei-kun! – Byakuya tentou acordar o soldado ferido, que parecia inconsciente.
– I-Idiota... Atrás de v-você! – O rival olhou para trás e sentiu uma reiatsu muito agressiva e opressora. Começou a se sentir mal.
– O-O que é isso?! – O moreno avistou um, se é que era um, Hollow de formato humanoide. Tinha chifres que davam uma volta e eram encurvados para frente. Seus olhos brilhavam um escarlate vivo e os dentes de sua máscara eram amedrontadores.
O rapaz começou a suar, suar bem mais que o normal. Aquilo era monstruoso.
Sem espera, a besta bípede investiu contra o garoto, que tentou defender o golpe, mas foi empurrado com tanta força que passou por dentro de dois prédios e ficou preso nos escombros do concreto do décimo andar do terceiro edifício.
– Q-Que força monstruosa! Isso n-não é um Hollow comum!
O monstro já estava para acertar outro golpe, desta vez com uma lâmina que estava embutida em seu braço direito. Byakuya defendeu o golpe com muita dificuldade, a força do humanoide era anormal.
– Ugh! – O soldado foi jogado para baixo, sendo arrastado por toda a construção até sentir o impacto do asfalto. A besta desceu para ataca-lo, mas foi recebida com uma rajada de pétalas. O Hollow simplesmente defendia o golpe da Zampakutou com as mãos e continuava seguindo. O Shinigami desesperado usou um shunpo para escapar do corte do ataque de seu adversário.
Minha Shikai não funciona contra ele?! I-Isso está além da minha capacidade! Esse tipo de Hollow... Realmente existe?!
Mal terminou de pensar e o algoz já estava perto do seu alvo novamente. O jovem defende o golpe com as pétalas da Senbonzakura.
– Hadou número trinta e três, Soukatsui! – A esfera azul estourou na máscara do monstro. Porém a fumaça logo cessou e o rosto da fera estava intacta.
Desespero tomou conta da mente de Byakuya. Sua Shikai era ineficaz. Toda a sua habilidade de combate e de treino eram inúteis perante esse ser.
O Hollow abriu a boca e uma energia vermelha estava se formando, muito próximo ao rosto do Shinigami desesperado.
Cero! É o fim!
A fera preparou-se para disparar.
Um barulho alto de explosão ecoa pelo ar.
Byakuya abre os olhos e está caído no chão, seu pai está em pé diante dele.
– Pai!
– Cuidado Byakuya! – Soujun começou a enfrentar a fera. Ela era extremamente poderosa.
O tenente segurou seu filho e usou um shunpo para se distanciar do bípede.
– Onde estão os reforços pai?
– Eles devem demorar. A Soul Society está agitada. Quatro capitães e quatro tenentes sofreram uma mutação que chamarão de Hollowficação. Eles fugiram da Soul Society com a ajuda de Urahara Kisuke, Sihouin Yoruichi e Tsukabishi Tessai.
Byakuya não acreditava. Aquela mulher maldita havia fugido?
– Não é possível! Porque isso aconteceu?! – O garoto estava furioso.
– Não sei muito bem os detalhes, mas não é hora pra pensar nisso.
O prédio em frente a eles rachou em dois.
– Está vindo! – Soujun colocou-se em posição de combate.
O Hollow avançou contra o pai, que conseguiu defender o golpe a muito custo.
O filho usou um shunpo para se distanciar e liberou as pétalas para atacar a fera assassina. O tenente saiu no momento certo do golpe, porém o ataque foi inútil, como das outras vezes.
O monstro se movimentou tão rápido que parecia ter se teletransportado. Apareceu atrás de Byakuya e desferiu um golpe que o fez ser jogado até o concreto.
– Byakuya! – Seu pai gritou desesperado.
O garoto levantou-se devagar, estava demasiado cansado. Lutara contra aqueles outros Hollows e liberara a Shikai pela primeira vez. Não aguentava mais lutar.
O demônio colocou-se a sua frente, observando-o com seus olhos vermelhos brilhantes. Ele se preparou para dar a última estocada no coração do jovem Shinigami.
–NÃO! – Pela primeira vez, Soujun estava desesperado. Seu filho estava ali, prestes a morrer.
O pai desesperado deu o melhor shunpo que podia. O máximo que pôde fazer foi empurrar sua cria para longe da lâmina daquele ser horrível.
Byakuya enxerga sangue sendo derramado. O som da carne sendo rasgada.
Quando recobra a consciência, seu amado pai está a sua frente com o braço direito do algoz encravado no tórax.
– Fuja... Byakuya... – Soujun forçou as palavras saírem.
A besta abre um rasgo do tórax ao ombro esquerdo do pai, e um jorro de sangue se espalha pelo ar.
– PAI! – O jovem o abraça sem deixar o corpo cair. Quando o filho percebe, a respiração de seu pai se estingue.
O jovem Byakuya chorava desesperadamente pela morte de seu querido pai, o calmo e amoroso Soujun, que protegeu seu filho com seu instinto paterno até o fim.
A besta ergueu seu braço onde se encontrava a lâmina que assassinara o tenente Shinigami, ainda ensanguentado. O garoto desesperado recusava-se a soltar o corpo de seu pai.
Ele fecha seus olhos.
O Hollow abaixou a lâmina numa investida devastadora.
– Katen Kyoukotsu! – Uma voz familiar ecoa invocando sua zampakutou.
Byakuya abriu os olhos e na sua frente ele viu o kimono rosa do capitão Kyoraku.
– Soujun! – A voz de Ginrei soou de uma forma que seu neto nunca antes havia ouvido – Hadou número trinta e três: Soukatsui!
A esfera azul acertou o monstro, abrindo uma brecha para o capitão mulherengo formar uma feição densa e séria, com seu chapéu escurecendo seu rosto.
– Ei, ei. – Chamou a atenção do algoz – Está na hora de brincarmos um pouco... – E usou um shunpo para desferir um golpe contra o Hollow.
Ginrei observava seu filho morto no colo de seu neto, que chorava incansavelmente. O velho se ajoelha perto dos dois.
– Byakuya... – O capitão não estava chorando, tinha que honrar seu filho – Seja forte e um dia deixará seu pai com mais orgulho do que ele já nutria por você.
Os reforços haviam chegado, o capitão Kyoraku tinha aniquilado a besta, estando apenas com um único ferimento no supercílio direito. A equipe médica do quarto esquadrão estava começando a prestar assistência a Byakuya.
A única coisa que aquele jovem desolado viu foi que começava a chover.
...
Em um laboratório num local desconhecido, Aizen, Gin e Tousen estavam observando o que havia ocorrido com os Kuchiki e o Hollow.
– Droga! – Tousen bateu na máquina à sua frente – Eles mataram a experiência!
– Acalme-se Kaname. – Aizen sorria – Foi interessante ver a força dele em ação. Conseguiu matar um tenente e vários soldados comuns. Se nessa forma já possui esse poder, fico imaginando na forma que estamos tentando obter.
– Não podemos perder tanto tempo nas pesquisas, Aizen-sama. Temos que chegar logo ao resultado perfeito. – Tousen começava a coletar os dados nos computadores.
– Tudo tem seu devido tempo, quanto mais informações obtermos melhor. – Seus olhos se fixaram no Shunsui – Se estivéssemos ali para proteger a nossa fera, provavelmente seríamos descobertos, mesmo com as capas que nos ocultam. Devemos agradecer pela prudência. Além do mais – continuou com um sorriso de satisfação – Aconteceu algo interessante hoje.
Encostado na parede, Gin observava a tristeza profunda de Byakuya.
...
Todos os treze esquadrões estavam presentes no funeral de Soujun. Por ser uma das quatro grandes famílias nobres, os eventos – principalmente os funerais – costumavam ter a presença de todos.
Os Kuchiki possuíam um cemitério próprio para a família, onde prestavam homenagens aos seus antepassados.
Byakuya e Ginrei estavam próximos ao túmulo do falecido tenente. O rapaz se culpava pelo ocorrido. Faltou-lhe força. Força. Esse seria o objetivo do jovem Shinigami.
– Byakuya, estou querendo me aposentar. – O avô se dirigiu ao neto – Você agora vai ser meu tenente, pelo fato de ter derrotado uma horda de Hollows e de ter demonstrado bravura no campo de batalha.
– Bravura?! – O recém órfão cerrou os dentes – Meu pai morreu por minha causa! Onde está a bravura?!
– Se acalme. – O capitão olhou para o túmulo de seu filho – Eu irei lhe ensinar a bankai.
– B-Bankai? – Byakuya arregalou os olhos.
– Você tem potencial para obter rapidamente a bankai. Em poucos anos de treino comigo e você estará apto a usá-la. – O neto enxergava um brilho nos olhos de seu avô. Ele queria honrar seu filho e deixar ao seu neto o legado da família Kuchiki. Tinha decidido que essa era a hora certa.
– Eu irei me empenhar, vovô. – O novo tenente observava o túmulo do pai, determinado a orgulhá-lo como futuro capitão do sexto esquadrão.
Com o fim do funeral, o rapaz foi se encontrar com sua amada fora dos domínios da Seireitei. Hisana esperava em um dos portões.
– By-chan... – A garota sabia o que havia ocorrido. Ela percebeu seus olhos inchados. Imaginou o sofrimento que seu príncipe passou.
Os dois caminharam até o campo de cerejeiras. Eles adoravam aquele lugar, foi onde se conheceram e era o local favorito de treino do Byakuya.
– Hisana... – Byakuya a beijou – Tenho algo a lhe dizer.
A jovem pobre percebeu seus olhos determinados e ficou feliz ao vê-los.
– Irei a partir de agora treinar com o meu avô. Ficarei alguns anos com pouco tempo para vê-la. – O tenente acariciou a nuca de sua amada, que corou com o carinho recebido.
A garota começou a tossir, mostrando os sinais de sua doença.
– Hisana! – Exclamou o jovem – Você está bem?
– S-Sim... Já passou. – Por mais que ela quisesse esconder, era perceptível o avanço de sua enfermidade.
Seu príncipe então a envolveu e a deitou na grama, de forma firme, mas delicado.
– Eu prometo minha deusa, que irei me casar com você como eu prometi! Quando eu me tornar capitão e líder da família Kuchiki virei te pedir em casamento!
O corpo de Byakuya em cima de Hisana deixava-a extremamente envergonhada, mas com uma pulsação estranha em seu corpo, com vontade de sentir mais. Suas coxas se esfregavam com esse desejo.
Eles se beijaram.
O Shinigami se sentiu volumoso, deixando-o envergonhado. Nunca sentira isso de forma tão intensa. Ele terminou de beijá-la e saiu de cima dela.
Os dois, deitados um do lado do outro. Observavam o crepúsculo que chegava.
...
Byakuya chegou a sua casa à noite, já se preparando mentalmente para seu treino da bankai. Seu avô veio recebê-lo.
– Espero que saiba que não terá tempo para isso pelos próximos anos.
– Me despedi temporariamente. O tempo que sobrar eu irei vê-la. – Ele olhou sério para Ginrei.
O capitão virou-se de costas.
– Eu irei pensar, se você se tornar capitão, nesse caso. – Ele começou a andar. – Se prepare, amanhã já começaremos. Não podemos perder tempo. – E subiu para o segundo andar.
O tenente vagou por um tempo pela casa. Refletiu sobre muitas coisas. Sua amada Hisana. Seu falecido pai. Seu treino para a bankai. A aposentadoria de seu avô. Seu futuro como possível capitão.
Força. É disso que você precisa. E nunca, nunca esqueça do seu orgulho pela sua família.
O rapaz lembrava-se do seu pai, de seus ensinamentos, de sua paciência e calma em todas as situações. Lágrimas se formavam em seus olhos. As noites sem o seu pai estavam tão vazias.
Por mais que ele tivesse o seu avô, a madrugada o castigava com a saudade do amor paterno.
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