Notas iniciais
anyway, o título significa "alpiste" mas soa melhor em inglês, sério

— Tem algo errado. — Margaery falou, calor viajando para a cabeça dela. Ela sabe que tem algo de errado ali, atuando os próximos passos da dança automaticamente, cabeça funcionando a milhão — porquê Cersei não está aqui, porquê Tommen não está aqui, aonde eles estão e o que Cersei planejou que Margaery não pensou sobre.

Ela diz para eles saírem dali, pega seu irmão — precioso e mutilado e um eco de seu eu anterior -, mas eles não a deixam ir.

Medo encontra um caminho para seu coração.

O que Cersei fez, o que quer que seja — é o suficiente para faze-la não atender ao julgamento, suficiente para faze-la temer por sua vida, suficiente para fazer seu precioso Tommen não participar também. Possibilidades correm em sua mente. Nenhuma soa como algo que Cersei faria, mas o quê Margaery sabe? Ela não previu o que quer que isto era.

Margaery se pegou pensando numa frase jogada, no que parece ser uma vida atrás — "talvez eu devesse deixar Joffrey escolher. Eu vou ter um colar de cabeças de pardal no meu pescoço." — e pelos Deuses, ela queria ter um naquele momento. Margaery está ciente que desejar que um garoto-rei assassino tivesse posse do trono, mas esta farsa nunca teria ido tão longe com ele usando a coroa — não teria um Pardal em Westeros, com Joffrey como rei, mas também não teria nada mais.

Ela olha para o Alto Pardal, com raiva como um manto sobre si, o som de explosões preenchendo seus ouvidos enquanto calor se acumula sob seus pés — e Margaery sabe o que aquilo é.

Fogovivo.

Sua avó tinha lhe contado histórias fantasiosas sobre aquela substância, sobre o príncipe Targaryen que tomou aquilo em sua tentativa de virar o símbolo de sua casa, sobre seu poder destrutivo, sobre os rumores de frascos e mais frascos de Fogovivo embaixo de Porto Real. Margaery nunca pensara que as histórias que lhe prendiam a atenção quando criança seriam seu fim.

Margaery pensou brevemente sobre Tommen, o rei não mais que um menino e que Margaery via, emocionalmente, como não mais que um irmão, olhando para o que havia a seu lado — sangrando e quebrado e magro. Loras não lhe devolveu o olhar.

Ela abraçou Loras com força, viu verde, e então, viu nada.

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