Notas iniciais
Eu sei que eu disse pra alguns de vocês que nesse cap elas iriam se encontrar, mas eu queria colocar o flashback antes, e não fiquem bravos, eu já estou escrevendo o próximo cap:)

~ quatro anos atrás~

Santana estava, como sempre, saindo de um bar qualquer. A latina não conseguia nem sequer se manter em pé sem ajuda. Usava as paredes como apoio. Mas ao tentar, por um segundo, andar sem se esgueirar no concreto, Santana perdeu o equilíbrio e caiu.

- Opa, tudo bem aí? – Uma voz perguntou, enquanto ajudava a morena a se levantar.

- Você é muito linda sabia? Quer ir pra casa comigo? – Santana perguntou, se enrolando nas palavras e se segurava na mulher para não cair.

- Sim, eu sei. E sim, eu vou pra casa contigo, porque se eu não for eu imagino que você não vai conseguir chegar lá. Onde você mora? – A mulher perguntou enquanto puxava Santana até um Porsche Mecan que estava estacionado perto delas.

- Hummm – A latina tentava se lembrar do endereço. – Eu não sei... – Ela respondeu por fim.

- Ah, então você trate de lembrar. – A mulher disse impaciente enquanto entrava no banco do motorista.

- Eu não lembro onde eu moro... – Santana disse chorosa.

- Ah não, nem pensa em começar a chorar. Seu nome você sabe, pelo menos?

- Santana... Santana Lopez. – Ela disse segurando o choro.

- Ok, já é um começo... Agora, Santana, você tem algum documento aí? Algum que tenha o seu endereço?

Santana mexeu em sua calça e entregou seu celular para a mulher.

- Ah claro... Seu celular é um documento agora... – A mulher disse revirando os olhos.

- Meu endereço está aí... Em algum lugar... Eu acho... – A morena disse confusa.

A mulher novamente revirou os olhos e começou a procurar o endereço de Santana no celular...

- Ah! Achei! É pertinho daqui. – Ela disse e ligou o carro em seguida.

Em pouco tempo elas estavam em um pequeno prédio. A mulher saiu do carro e ajudou Santana a sair também, segurando a latina pela cintura. Elas entraram e logo o porteiro reconheceu a morena.

- Srta. Lopez! Graças a Deus! – O homem de pelo menos quarenta anos disse. – O que aconteceu com ela? – Ela perguntou agora para a ruiva que dava apoio à Santana.

- Eu sei lá... Encontrei ela caída perto daqui, e como o senhor percebe, nesse estado. – A mulher disse se referindo à quão bêbada a latina estava.

- Ah... Isso é um tanto quanto normal... Ela quase sempre volta pra casa desse jeito... Você quer ajuda para leva-la para cima?

- Não... Só me diz em que andar ela mora. – A ruiva disse apertando o botão do elevador com a mão livre.

- No ultimo andar. Só tem um apartamento nesse andar. É só apertar a campainha. – O porteiro disse e a mulher apenas assentiu de leve.

- Não me leva pra casa não... Não quero... – Santana fazia manha quando o elevador parou em seu andar.

- Ah, você acha o quê? Que eu vou ficar te aguentando a noite toda? Não, obrigada. – A ruiva disse antes de apertar a campainha.

Uma mulher loira abriu a porta, e sua expressão caiu quando viu o estado de Santana.

- Ah Deus... San de novo? – Ela perguntou, e parecia chateada.

- Quinn! – A latina tentou abraçar a amiga, mas Quinn a empurrou e a pegou pelo braço.

- Quinn o cacete! Vem... – Ela disse puxando a morena para dentro do apartamento.

A mulher ruiva, não sabendo o que fazer, entrou no apartamento timidamente e fechou a porta atrás de si.

No banheiro, Quinn arrancava as roupas de Santana e ligava o chuveiro.

- Ai! Tá machucando! – A latina reclamou.

- Foda- se! – A loira gritou e empurrou Santana para dentro do Box.

- PUTA MERDA! Tá frio!

- Não importa!

Quinn deixou Santana alguns minutos de baixo da água gelada e depois a colocou na cama.

- Desculpa Q... – A morena falou mais sóbria.

- Deixa pra lá San, só... Descansa. – Quinn disse aparentemente ainda triste. A loira apagou as luzes do quarto e se assustou ao chegar à sala e ver uma mulher em seu sofá. – Eu conheço você... Você estuda em Yale né?

— Eu sou Caroline... Sim, eu estudo lá. Você é Quinn Fabray, não é? – A ruiva perguntou, se lembrando de ver a loira nos jardins amplos da faculdade.

- Sim, eu sou... Olha... Eu não sei o que a Santana e você fizeram, mas ela não vai lembrar de você amanhã, então...

- Ah não... Nós não fizemos nada. Eu só achei ela caída na rua e a trouxe... – Caroline explicou.

- Oh. Obrigada então... – Quinn se sentou no sofá e suspirou alto.

- Desculpa se eu estou me intrometendo demais, mas... Ela sempre chega assim? Porque nem você e nem o porteiro pareceram surpresos.

- Sim, você está se intrometendo. – Quinn falou com um pequeno sorriso nos lábios – Mas não faz mal... Sim, a San chega assim quase todos os dias... Essa vez ela sumiu por três dias... Ela é minha melhor amiga, mas... Eu não sei mais o que fazer... – A loira soltou a última parte sem querer.

Caroline viu nos olhos verdes de Quinn, que ela não sabia mesmo o que fazer para ajudar a amiga.

- E por que você ainda está perto dela? – A ruiva perguntou interessada.

- Ela sempre foi minha melhor amiga... Mesmo que eu não saiba mais o que fazer... Eu não posso simplesmente abandonar ela...

- E você já conversou com ela sobre tratamento? – Caroline perguntou interessada.

A ruiva sabia como era horrível conviver com alguém que bebe, sua mãe era assim. E ela também já tinha estado no lugar de Santana por algum tempo.

- Já... Mas um tratamento é caro, e nós duas sozinhas não podemos pagar, e a San não quer, de jeito nenhum envolver os pais dela... Já faz tanto tempo...

- Faz tanto tempo do quê?

- Ela saiu de Lima pra ir fazer faculdade, mas a namorada dela ficou... E ela terminou com a San do nada... Faz três anos... Mas agora é pior... Tudo é motivo pra ela beber... – Quinn parou de falar e olhou para Caroline. – Me diz... Porque mesmo eu estou contando a vida da Santana pra uma desconhecida? – Ela perguntou sorrindo e arrancando um pequeno sorriso da ruiva.

- Eu não sou desconhecida... Nós estudamos na mesma faculdade... – Caroline se defendeu.

Quinn sorriu.

- Já está ficando tarde, amanhã eu tenho aula cedo... – A ruiva disse se levantando.

- Ah sim. – Quinn levantou e foi até a porta com a mulher. – Me desculpa por você ter tido que trazer ela em casa... – A loira disse.

- Não foi nada. Sério... – Caroline disse já se distanciando do apartamento, mas se virou novamente. – É... Quinn – Ela chamou fazendo a loira a olhar de novo. – Eu sei que nós acabamos de nos conhecer formalmente, mas eu acho que eu posso ajudar a Santana... Será que eu poderia vir aqui amanhã depois da aula conversar com ela? – Perguntou meio insegura.

Quinn a olhou confusa. Aquela mulher era meio que uma desconhecida. Mas a loira estava desesperada. Santana somente piorava. E ela sabia que a latina precisava de ajuda. Ainda um pouco insegura, ela assentiu de leve.

- Pode... Só... Ela é meio grossa...

Caroline deu uma pequena gargalhada.

- Não faz mal... Eu também sei ser assim. – E com uma piscadela, a ruiva entrou no elevador.

Notas finais
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