Big Girls Don't Cry - Brittana
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Brittany’s POV
Um mês havia se passado desde a minha mudança para Las Vegas e as coisas não podiam estar mais perfeitas. Eu estava morando com Santana, ela havia me proibido de ir para algum hotel. Nós havíamos voltado a namorar, mesmo que a nossa vida parecesse mais de casadas, éramos só namoradas. Ainda.
Se não fosse por Camila, eu podia jurar que nós ainda estávamos no colegial. Duas adolescentes que se amam mais do que tudo. Mas dessa vez, eu não deixaria que nada nos separasse novamente.
Tudo estava perfeito. Nós ficávamos o dia todo no sofá abraçadas, ou brincando com Camila, ou na casa da mãe da San, isso é claro, quando Santana não tinha que ir para a escola de canto que ela dava aula. À noite, ela ia pro cassino e eu ficava com Mila.
Camila era a criança mais fofa do mundo, eu literalmente babava por ela. Mila estava aprendendo algumas palavras e era muito fofo vê-la se atrapalhando para falar. San havia dito que quando nós cassássemos, eu seria a mãe bobona e ela teria que educar Camila. Nem digo o quanto fiquei feliz quando ela disse isso. É claro que eu pensava em casamento, não iria conseguir viver sem ela mais uma vez, mas ouvi-la dizendo... Era maravilhoso.
Nós estávamos na fase melosa do relacionamento. Não que eu achasse que isso iria passar, porque nós sempre fomos assim, desde a primeira vez que namorarmos, o tempo juntas era sempre perfeito e cheio de carícias. Só os papéis que haviam mudado, antes Santana era a protetora, a que fazia coisas bobas para me ver sorrir, que me abraçava por trás quase o tempo todo... Agora era eu quem fazia isso. Eu não sei, mas eu achava que era meio que minha obrigação fazer essas coisas, afinal, fui eu quem acabei com nosso relacionamento antes, agora era eu quem teria que lutar para que não acontecesse novamente. Não que eu não gostasse, porque eu amava abraçar Santana, amava ver seu sorriso, eu amava tudo naquela latina.
Ter San novamente parecia ser como um sonho. Um sonho do qual eu nunca queria ser acordada.
– Amor? – Santana chamou, fazendo-me voltar à realidade.
Ela havia ido tomar banho enquanto eu brincava com Camila na sala. Virei-me em sua direção e sorri.
– Você vai comigo hoje não vai? – Perguntou pela décima vez.
Era aniversário de Caroline e eles iriam fazer uma festa no cassino.
– Amor, sua amiga não vai com a minha cara, você sabe disso... – Respondi pegando Camila nos braços, que reclamou por eu a ter tirado da bagunça do tapete, e me sentei no sofá.
– Ela gosta de você sim Britt. – Santana tentou, eu apenas a encarei segurando o riso. Não, Caroline não gostava de mim, até Camila percebia isso. – Tá, ela não gosta, mas a Quinn vai estar lá!
– A Quinn tá em Vegas? – Perguntei me animando com a ideia. Eu sentia falta daquela loira.
– Tá sim, ela e a Rachel. – Como eu não sabia disso? – Elas chegaram hoje e foram direto pro cassino ajudar o Nick com as coisas da festa... Na verdade, eu acho que elas vão vir dormir aqui.
– E como eu não sabia? – Perguntei me fingindo de ofendida.
– A Quinn me avisou hoje. – Santana disse dando de ombros. – Você vai comigo?
– Tá bom, você me convenceu.
Santana sorriu vitoriosa e se aproximou, me dando um selinho demorado que teria se aprofundado de Camila não tivesse agarrado os cabelos da mãe.
– Ai! – San tirou docemente seus fios negros da mãozinha de Camila e sorriu. – Vai se arrumar então, eu fico com ela e nós a deixamos na minha mãe quando formos tá?
Assenti e passei Mila para seus braços.
Não demorei muito no banho e em meia hora eu estava pronta. Desci as escadas e sorri ao ver Santana fazendo caretas para Camila, que ria.
– Pronto amor... – Falei depois de observar a cena por alguns segundos.
San se virou em minha direção e sorriu antes de se levantar com a pequena nos braços.
***
Havíamos passado na casa de Maribel e estávamos agora na frente do cassino. Já falei o quanto a mãe de Santana gosta de me mimar? Pois é... Eu quebrei o coração da filha dela, mas mesmo assim ela faz tudo pra mim. Eu realmente não entendia, mas ela me disse que mesmo eu tendo feito o que fiz com Santana, eu era a única que podia concertá-la totalmente. Eu sempre amei Maribel, e agora então...
– Podemos ir? – San perguntou.
Sorri e lhe deu um breve selinho antes de assentir e sair do carro.
Santana entrelaçou nossas mãos e nós entramos pela porta da frente. Não deu nem cinco segundos antes de eu sentir meu corpo ser jogado contra a parede, juro que eu cairia se não fosse o concreto atrás de mim.
Quinn e Rachel tinham pulado em cima de mim ao mesmo tempo. Era eu a aniversariante e não sabia? Não vou dizer que não gostei, porque eu senti falta daquelas duas, muita falta.
– Eu senti sua falta B... – Rachel disse.
– Eu também baixinha. Senti falta de vocês duas... – Falei apertando as duas contra meus braços.
– É muito bom ver vocês também... – Santana disse irônica. Quinn e Rach se soltaram de mim e pularam em cima da San, exatamente como fizeram comigo. – Deveria ter ficado quieta. – Ela disse correspondendo ao abraço.
Enquanto elas se abraçavam, parei para prestar atenção no local já que era a primeira vez que eu entrava ali. Nós não estávamos no andar ‘principal’, estávamos no local reservado para funcionários, mas mesmo assim era muito chique.
Nós quatro ficamos conversando até Caroline chegar com o irmão. Quinn e Santana correram para abraçá-la e ela apenas sorriu abraçando-as de volta. Rachel a abraçou também e quando chegou na minha vez o abraço foi muito estranho, eu sabia que ela não ia com a minha cara, e até entendia seus motivos.
Ficamos na festa até meia noite e pouquinho. Quinn e Rachel estavam bêbadas, quase se comendo no banco de trás enquanto eu gritava para que elas parassem e San apenas ria da minha cara. Resolvemos que Camila iria dormir na casa da avó hoje, era melhor.
Quando nós chegamos em casa, Santana foi ajudar Rachel que era um pouquinho mais cooperativa para fazer as coisas quando estava bêbada e eu fui arrumar Quinn, e puta merda que loira mais chata ela fica quando tá bêbada. Depois de muito esforço, eu consegui fazê-la deitar na cama do quarto de hóspedes e dormir, estranhei o fato de Santana ainda não ter colocado Rachel na cama também, andei até nosso quarto e encontrei Rachel balbuciando coisas completamente sem sentido enquanto Santana somente a encarava.
– San, tá tudo bem? – Perguntei acariciando seu braço.
– Tá, é só... Eu não gosto de ver gente bêbada, minhas lembranças não são muito boas... – Ela disse.
Assenti e quase arrastei Rachel para o quarto de hóspedes antes de voltar para o quarto onde San agora estava sentada na cama, encarando o nada.
– Você quer conversar? – Perguntei puxando-a para mais perto de mim.
Santana negou com a cabeça, como eu sabia que ela faria. Ela não falava sobre isso nunca. San somente escondeu o rosto em meu pescoço e me abraçou forte, murmurando um ‘ainda não’.
Talvez ainda fosse cedo para ela falar sobre sua fase alcoólatra, mas eu precisava saber, porque havia sido eu quem a tinha causado. Mas eu esperaria até o dia em que ela estivesse pronta para contar.
Nos arrumamos e logo estávamos na cama. San deitada com a cabeça em meu ombro e seu braço abraçando minha cintura.
– A primeira vez que eu bebi depois do nosso término foi numa festa que a Quinn me levou... – Santana começou.
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