Big Girls Cry
1 The Best Day
Notas iniciais
I'm five years old it's getting cold I've got my big coat on
I hear your laugh and look up smiling at you i run and run
Past the pumpkin patch and the tractor rides look now the sky is gold
I hug your legs and fall asleep on the way home
I don't know why all the trees change in the fall
I know you're not scared of anything at all
Don't know if Snow White's house is near or far away
But i know I had the best day with you today
I'm thirteen now and don't know how my friends could be so mean
I come home crying and you hold me tight and grab the keys
And we drive and drive until we found a town far enough away
And we talk and window shop till I forgot all their names
I don't know who I'm gonna talk to now at school
But I know I'm laughing on the car ride home with you
Don't know how long it's gonna take to feel ok
But I know I had the best day with you today
I have an excellent father
His strength is making me stronger
God smiles on my little brother
Inside and out he's better than I am
I grew up in a pretty house and I had space to run
And I had the best days with you
There is a video I found from back when I was three
You set up a paint set in the kitchen and you're talking to me
It's the age of princesses and pirate ships and the seven dwarfs
Daddy's smart and you're the prettiest lady in the whole wide world
Now I know why all the trees change in the fall
I know you were on my side even when I was wrong
And I love you for giving me your eyes
Staying back and watching me shine and I didn't know if you knew
So I'm taking this chance to say that I had the best day with you today
1 de janeiro de 1992
A luz estava voltada para um pequeno rosto inocente de olhos flamenjantes e clabelos de certa forma luminosos, que não sabia nada sobre o mundo. No corredor de um dos hospitais da grande New York, um homem chamado John à espera, aflito, esperando por uma resposta e em sua volta uma família aos prantos, no desespero com a notícia ruim que chegara a ela. O clima estava muito tenso a cada minuto ele ficava mais angustiado. De repente um médico sai da sala de parto com um largo sorriso no rosto, então o bom homem se levanta.
–Nasceu, a pequena menina! –diz o médico que logo em seguida abraça o bom homem, que não conseguia dizer nada apenas queria ver e admirar o pequeno rosto de uma nova vida. -Como ela vai se chamar, a pequena garotinha?
–Anna!
20 de dezembro de 2009
Eu estava sentada perto de Harry,meu melhor amigo. Harry tem um sorriso lindo, cabelos castanhos e olhos verdes e como eu, tem 17 anos. Estávamos vendo os sorrisos dos formandos e é quando chamam o meu nome, mal podia respirar naquele momento, me sentia completamente e inesperadamente feliz, afinal era meu último ano no colegial, e caía por nós, mas, ninguém gosta do colegial. Apenas os mais populares, aqueles que são invejados e odiados por muita gente. E o ensino médio pra mim não foi tão bom quanto eu esperava, mas encontrei amigos de verdade.
Eu peguei minha carta, fiz meu pequeno discurso em forma de poema sobre tudo que conservei e aprendi nesses 4 anos no ensino médio, agradeci e me sentei enquanto Harry já se levantava para ir direto ao caminho da liberdade.
O discurso de Harry foi o mais emocionante no meu ponto de vista, ele sempre me emociona com seus textos, mas esse foi o mais lindo que já vi, ele falava olhando profundamente nos meus olhos, o que me deixa sem graça, pois o olhar dele é muito fixo. E então ele acaba seu discurso, agradece e caminha em direção as cadeiras para se sentar.
–Gostou do meu discurso Anna? –Disse Harry sentando do meu lado novamente.
–Você parece que quer me faze chorar! E eu já disse pra parar de me olhar com esses olhos!
–E você quer que eu olhe com qual? Eu só tenho esses! –Fala Harry debochando da minha “ordem” e ele entendeu muito bem o que eu queria dizer, mas sempre faz isso.
–Ah! Você entendeu! –Então Harry dá um riso debochado de mim.
–Vocês se sentaram aqui, os estava procurando, acabei de chegar, eles já falaram meu nome? Meu pai sempre me atrasando, sempre... –Fala Mary apressada.
–Não se preocupe May, eles ainda não chamaram não. –Eu respondi rindo.
–Ah! Que bom! –Ela diz aliviada.
Mary é minha amiga desde que me conheço por gente, ela tem 17 anos também, e é loira de olhos verdes. Moramos no mesmo bairro e sempre estudamos nas mesmas escolas, ela é minha melhor amiga e eu a costumo chamar de May, porque era assim que eu falava o nome dela quando era pequena. Nós passamos por tudo juntas, e eu me lembro do dia em que o primeiro namorado dela, O Sccot, terminou o namoro no dia do aniversário dela de 15 anos, e nós choramos por três dias. E quando nós tínhamos 7 anos descobrimos que Papai Noel não existia por conta de alguns filmes que assistimos, esse dia foi terrível, com nossas mães tentando nos acalmar, ou quando aprendemos a andar de bicicletas. Agente passou a vida toda junta, até nos inscrevemos na mesma faculdade, e ás vezes me da uma pontinha de tristeza quando penso se uma de nós não passar na mesma faculdade, teremos que ficar “anos” sem nos ver, apenas nos feriados, eu acho que morreria.
Depois que acabou a cerimônia dos formandos, fomos para minha casa. Iria ter uma festinha lá, apenas eu, Harry e Mary, meus pais, Caty e John, os pais da Mary, Louis e Amanda e os pais de Harry, Simon e Ashley. Nem festa era, era só apenas uma pequena comemoração. E no final do dia decidimos dormir aqui em casa, menos os pais da Mary e do Harry claro. Nós dormimos na sala, porque gostávamos de assistir os seriados que tínhamos em DVD, até vimos alguns vídeos cassetes de eu e Mary quando pequenas, e eu já os assisti várias vezes, mas não me canso porque quando Mary está viajando eu os assisto pra me sentir perto dela, e isso justifica o porquê de fazermos tudo juntas, é como se fossemos uma só, uma completa a outra.
Eu acho que hoje foi um dos melhores dias, nunca me senti tão livre em toda minha vida. Quando eu tinha 13 anos meus “amigos” na escola me apelidavam e me julgavam pelos meus gostos, eu realmente não sei o porquê deles serem tão maus comigo, e então eu cheguei em casa chorando e minha mãe me abraçou e conversamos sobre tudo até eu os esquecer, e eu também tenho May, e ela sempre está comigo, ela sempre me defende, então...eu considero todos os péssimos e maravilhosos dias que estou com Mary os melhores, porque ela sempre me entende, assim como minha mãe, eu só não sei como vai ser daqui em diante, afinal esse é o último mês enquanto ainda não tenho responsabilidades como adulta.
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