Big Balloons Dont Cry
1 Big Balloons Dont Cry
Lá estava eu. Um minuto? Sim, um minuto que estava olhando para cima, com tantos iguais a mim, se espremendo, focados no seu objetivo, com sede de glória. Sei que já está quase na hora pois todos que deveriam estar ali estavam, os últimos a caminho, e então a batalha de cada um por si começaria. Era tudo ou nada.
Baseado em minhas experiências (que foram muitas, posso afirmar), fui violentado por mentiras e esperanças falsas. Surpresas indesejáveis. Sim, golpes baixos. Farinha, Água, Objetos Baratos e o pior de todos: Doces baratos.
Digo, não estou querendo menosprezar, era de graça e tudo mais, mas pra que adiantava toda a luta e todo o exercício físico e mental quando a recompensa são simples balas indesejáveis, baratas? Que não satisfariam meu desejo?
Então, vi que estava chegando, o “todo poderoso” que iria dar o estopim de outra guerra estava já ali com seu objeto pontiagudo para dar início. Todos os questionamentos de sempre vieram à tona: Será que seriam objetos? Seria enganado outra vez? Balas baratas? Ou então teriam papeis picados misturados com balas que se misturavam com o papel (tornando a luta mais difícil) mas satisfaria minha vontade?
A bexiga gigante estava lá, sendo já espetada com o palito. E com um barulho de estouro, me torno mais uma vez a atração para os adultos da festa. Dessa vez, nada de enganação. Nada de balas baratas. Eram todas de marcas suficientemente boas que, com uma quantidade razoável me satisfaria pelo menos até o próximo aniversário. Vejo elas caindo logo em mim, o que me dá uma vantagem e já consigo pegar um punhado.
Logo elas estão no chão. Todos mergulham no mar de gente que está de quatro, usando suas técnicas para guardar ou seja qual for. Avisto que muitas balas se espalharam pelo chão e não estão mais no meio, onde eu estava. Corro para as laterais e mais uma quantidade boa vai para meu armazém.
Vejo um dos únicos doces que caíram do balão e vou correndo ao encontro dele. Infelizmente meu melhor amigo está também no combate dele e então comamos um duelo de corrida. Logo vejo que estou em vantagem e pulo, sem pensar nas consequências, na direção do doce.
Vejo que meu amigo olha bravo mas sei que não estou errado. Na guerra não se pode recuar por conta do coração.
Continuo pelas laterais até que vejo que não tenho mais lugar para guardar e todos meus adversários já estão indo para a mesa contar quantos pegaram. Vou junto e começo a contagem. Sei que estou em uma das mais altas posições, mas ainda estou na metade da contagem, enquanto o último guerreiro já está no final.
Sim, aquela tinha sido minha vitória. Todos esforços e brigas foram felizmente bem recompensadas e posso dizer que sei que ganhei essa batalha, mas não venci a guerra. Outras vezes estão por vir, e eu estarei pronto.
Fale com o autor